sábado, setembro 26, 2026

Banda Vexame; Futebol e Jornalismo viciados em Bets e vazamentos; Globo joga mais um jornalista aos lobos; TSE vai usar Starlink de Musk!


Parece até que Lula acompanha a nossa Live. Lula cansou do fetiche da regulamentação e expulsou os mercadores do Templo. Opa! Estamos fazendo alusão à Jesus? O Senhor Jesus Cristo do Brasil, como quer Flávio, no lugar da Padroeira Católica? Pobre Jesus... na campanha eleitoral mais despolitizada da História. Vamos discutir esse e outros temas na Live Cinegnose 360 #258, nesse domingo (29/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Começando com a Banda Vexame: a reembalagem da identidade nacional na Globalização. Depois, dois filmes para discutirmos: “Resident Evil” (o diálogo entre cinema e videogames) e o brasileiro “Minha Melhor Amiga” (quebra do elo geracional e cismogênese). E na Crítica Midiática: o xadrez das Bets: xeque-mate de Lula? Globo joga mais um jornalista para os lobos: Maria Cristina Fernandes; Futebol e Jornalismo preguiçosos com a dependência das Bets e vazamentos; “Doisladismo” e “Poker Face”: a simulação da neutralidade jornalística; Trump publica vídeo para tocar terror na AL... e outras bombinhas semióticas.

Quebra do elo geracional e cismogênese em 'Minha Melhor Amiga'



Entre o desespero existencial de “Um Amor Inesperado” (2018) e a emancipação cúmplice de “Minha Melhor Amiga” (2026), o cinema sul-americano registra uma virada sintomática no zeitgeist contemporâneo. Diante da síndrome do ninho vazio e da irreversível quebra do elo geracional, a busca por respostas mudou de rumo: saem os angustiados e infrutíferos malabarismos românticos do casal heterossexual para dar lugar à autossuficiência e à solidariedade das redes de apoio femininas. Ao trocar a ilusão do romance perfeito por uma "autossegregação afetiva", a comédia brasileira traduz uma solução tão libertadora quanto sintomática. Por trás do humor ágil de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, desenha-se um quadro de sobrevivência minimalista que, em última instância, radicaliza o abismo entre os gêneros e alimenta a cismogênese comportamental de um país politicamente polarizado.

sexta-feira, setembro 25, 2026

O Grau Zero do Jornalismo: "Doisladismo" e "Poker Face"



Ao classificar a ingerência geopolítica dos Estados Unidos na América Latina como um mero "olhar de Trump", o jornalismo corporativo expõe o paroxismo de uma nova engenharia de comunicação: o "doisladismo". Ao substituir a histórica expressividade inflamada dos apresentadores dos anos do "jornalismo de guerra" por uma rigorosa estética de “Poker Face”, os telejornais abandonam a indução de pânico para adotar uma frieza retórica. A manobra desidrata conflitos assimétricos, reduz ameaças soberanas a "divergências de opinião" e constrói uma falsa equivalência que, sob o disfarce da neutralidade, atua como uma eficaz tecnologia de manutenção do status quo. O grau zero do Jornalismo.

quinta-feira, setembro 24, 2026

'Resident Evil' revoluciona adaptações de games no cinema com metalinguagem da jogabilidade



Ao transformar a célebre lição de suspense de Alfred Hitchcock em uma parábola metalinguística sobre a jogabilidade, o novo “Resident Evil” (2026), dirigido por Zach Cregger, revoluciona as adaptações de videogames no cinema. Em vez de emular a ação estilizada dos filmes dos anos 2000 ou apostar em um “fan service” engessado numa adaptação, o longa coloca o público na incômoda posição de saber exatamente o perigo bioterrorista que ameaça Raccoon City, enquanto o ingênuo entregador Adams (Austin Abrams) avança às cegas — funcionando como um jogador novato lançado em um “survival horror” sem ao menos ter lido o tutorial.

terça-feira, setembro 22, 2026

A Caixa de Pandora da Operação Vaza-Celular de Vorcaro; bomba semiótica do Pânico Moral e as eleições mais despolitizadas da História



A Caixa de Pandora é uma famosa metáfora da mitologia grega que representa a origem dos sofrimentos humanos e uma ação impulsiva que gera consequências graves e irreversíveis. Algo parecido com a Operação Vaza-Celular de Daniel Vorcaro, sob custódia da PF, de onde pula o puro suco da República e da sociedade brasileira pós-meritocrática. Até o nome do Neymar pai apareceu, numa cobrança de dinheiro para a “questão do Santos”... Como o Dellagnol formataria um powerpoint sobre o “Dani Lindão”? Esse é apenas um dos assuntos que vamos discutir na Live Extra Cinegnose 360 #146, nessa quarta-feira (23/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Depois das “Conversas Aleatórias”, na reta final das eleições mais despolitizadas da História, vem a Crítica Midiática: qual a diferença entre esquerda e progressismos na eleição mais moralista da História – o jurista Alysson Mascaro explica; crônica dos vazamentos diários da Caixa de Pandora de Vorcaro: a modulação semiótica do jornalismo corporativo; PT e financismo cercam Lula: ele vai falar ao povo? Candidatas do PT ameaçadas de violência sexual: variações da bomba semiótica do Pânico Moral. E outras bombinhas semióticas.

sábado, setembro 19, 2026

Jan Hammer, Jazz e Exílio; quem é mais eleitoreiro: Bolsa Família ou "Pixuleco Eleitoral"? Novo ecossistema de lavagem: vai cair República e futebol



“O fim do futebol brasileiro!”, sentencia em um manifesto os 20 clubes da Série A do futebol brasileiro diante das novas restrições do Governo ao mercado de apostas on line. A ordem é “tocar o terror”: sem o dinheiro das casas de apostas, não tem mais futebol. Poderiam também gritar: E OS OUTROS! A Faria Lima, bancadas do Congresso, ministros do Judiciário etc., todos envolvidos, direta ou indiretamente, com a engrenagem de lavagem de dinheiro do novo ecossistema financeiro: Faria Lima, casas de apostas, produtoras de filmes e assim por diante. Vamos discutir tudo isso na Live Cinegnose 360 #257, nesse domingo (20/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Nos Vinis e CDs, vamos analisar o som de Jan Hammer: por que o Leste europeu é tão fascinado pelo jazz? Depois, temos dois filmes: o sul-coreano “Colony” (zumbis do século XXI morrem com fake News) e “A Odisseia” de Nolan (a psicologização do Mito). E na Crítica Midiática: por que a lavagem de “Dark Horse” não afeta campanha de Flávio Bolsonaro? Para mídia, reajuste do Bolsa Família é “eleitoreira”... e o André “Pixuleco eleitoral” Mendonça? Por que a “onda rosa” acabou na América Latina? O filósofo argentino José Pablo Feinmann explica; Pesquisa DataFolha: modulação semiótica do jornalismo corporativo ainda funciona.

sexta-feira, setembro 18, 2026

Freud, Marx e a psicologização do Mito em 'A Odisseia' de Nolan



Ao abrir “A Odisseia” (2026) não pelo texto homérico, mas pelo claustrofóbico ardil do Cavalo de Tróia, Christopher Nolan expõe de imediato a espinha dorsal de sua adaptação: o triunfo da astúcia sobre o destino. Ao converter os deuses gregos em projeções clínicas e neuroses de Odisseu, o diretor mergulha o mito no zeitgeist terapêutico do século XXI, trocando o fatalismo da Tragédia clássica pela autogestão emocional. Contudo, essa tentativa de "psicologizar" o épico produz uma ironia fulminante: longe de apenas modernizar a narrativa, o filme confirma involuntariamente a célebre tese freudomarxista de Theodor Adorno e Max Horkheimer em “A Dialética do Esclarecimento”. Ao subjugar a fé, a honra e o instinto ao cálculo utilitário e à pura gestão de crise, o Odisseu de Nolan reafirma o mito como o berço da razão instrumental — revelando que o sujeito contemporâneo continua, como há milênios, domesticando a própria natureza para servir à fria engrenagem da sobrevivência.

quinta-feira, setembro 17, 2026

'Colony': a única arma para matar os zumbis do século XXI são as fake news


Em um cenário onde o subgênero de zumbis parecia criativamente esgotado, o diretor sul-coreano Yeon Sang-ho encontra um novo e assustador fôlego em Colony (2026) ao fundir o clássico tema local da vingança com as ansiedades da nossa era digital. Trocando o tradicional monstro acéfalo por uma horda interligada por fungos que espelha as redes sociais e o comportamento algorítmico moderno, o longa transforma a inteligência de enxame no próximo estágio do terror biológico. Mais do que uma carnificina urbana, o filme constrói uma alegoria trágica sobre a solidão e a falha na comunicação humana, culminando em uma sacada genial e irônica: a de que a única arma capaz de colapsar uma consciência coletiva imbatível é a inoculação de uma desinformação letal — uma verdadeira "fake news" biológica.

terça-feira, setembro 15, 2026

Como as democracias morrem: Telecatch + Pânico Moral; Dissonância cognitiva ameaça "modulação semiótica" da mídia



Com o telecatch transmitido ao vivo diretamente do STF chegamos, a 20 dias das eleições, no ápice do debate eleitoral mais despolitizado da história da Nova República: a eleição é para presidente ou ministro do STF? Pior! Um telecatch que enganou a audiência, criando só dissonância cognitiva: quem esperava um confronto direto Xandão vs Mendonça, viu questões de ordem, data vênias e um final reticente de Fachin, deixando a audiência ainda mais confusa: o que aconteceu? O que foi decidido? Vamos discutir o tema mais quente da semana na Live Extra Cinegnose 360 #145, nessa quarta-feira (15/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Como sempre, começando com as trepidantes “Conversas Aleatórias”: um bate-papo sobre qualquer tema do humilde blogueiro com o chat. E na Crítica Midiática: como morrem as democracias: pânico moral + telecatch; Dino tenta acordar Fachin: de onde menos se espera, é que não sai nada! Consequências eleitorais do Telecatch: dissonância cognitiva ameaça a “modulação semiótica da grande mídia... e muito mais!

sábado, setembro 12, 2026

Trilha do filme 'Até o Fim do Mundo'; fogo no parquinho do Estado Profundo brasileiro; Armínio Fraga e Febraban: os adultos entraram na sala?



Com Vladimir Netto, Isabela Camargo, Malu Gaspar e com tudo, a Globo estava no modo Lava Jato batendo no Xandão e no Flávio Dino, até que... apareceram os adultos da casa, Armínio Fraga e a Febraban, e falaram para os Marinhos: chega!!! Tem que bater no Flávio e no “Dark Horse”... pelo menos é o que informa Xico Sá, confirmando o diagnóstico do Cinegnose: é para carregar os dois, para, no final, Lula ganhar com a faca no pescoço! Bem-vindo a essa distopia na Live Cinegnose 360 #256, nesse domingo (13/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com os vinis: a trilha musical do filme de Win Wenders “Até o Fim do Mundo” (1992) – Wenders, o avatar da Globalização e o veredito de Adorno. Depois, vamos discutir dois filmes: “Coiote vs Acme” (a anarquia dos Looney Tunes transforma-se em conto moral) e “Buffet Infinity” (o pesadelo cósmico no labirinto do efeito zapping na TV). E na Crítica Midiática: Vorcaro fez orgia na boate underground “Madame Satã”: um prato cheio de simbolismos; tensão no jornalismo corporativo da Globo News: crise para quem, cara pálida? Fogo no parquinho do Estado Profundo Brasileiro: quem vai controlar a pauta política; Será que os adultos entraram na sala: Armínio Fraga e Febraban? E outras bombinhas semióticas!

Clipando #17: fotonovelas, clubes de checagem, PISA 2026 e novo mapa mundi da ONU



Do banimento da Inteligência Artificial nas salas de aula aos desafios do Pisa 2025 e do combate à desinformação, a 17ª edição do Clipando: O Clipping Comentado da Educação já está disponível no YouTube e no Spotify. O novo episódio reúne diagnósticos urgentes, análises teóricas e caminhos práticos para apoiar educadores e gestores diante das rápidas transformações no ensino.

'Buffet Infinity': o pesadelo cósmico no labirinto do efeito zapping na TV



Se você já sofreu de insônia nas madrugadas dos anos 80 e 90, zapeando por canais dominados por infomerciais absurdos e vendas agressivas, prepare-se para ver essa memória afetiva se transformar em um pesadelo cósmico. Essa é a premissa de Buffet Infinity (2025), uma pérola de estranheza e bizarrice do terror analógico dirigida pelo canadense Simon Glassman. Misturando comédia de humor negro, estética de fita VHS e found footage, o longa subverte a saudosa cultura do "zapping" para narrar o fim do mundo através de comerciais locais de baixo orçamento — entregando uma sátira caótica e desorientadora onde o verdadeiro monstro é o consumismo em estágio terminal.

terça-feira, setembro 08, 2026

Em 'Coyote vs Acme' a anarquia dos Looney Tunes transforma-se em conto moral



O eterno sofredor dos desenhos animados cansou de ser esmagado por bigornas e rochas, eletrocutado e feito de palhaço: ele decidiu processar o sistema. Salvo de um polêmico engavetamento motivado por deduções fiscais corporativas — uma ironia digna da própria trama —, o aguardado filme híbrido de animação e live-action “Coyote vs. Acme” (2026) chega aos cinemas para subverter uma tradição. Inspirado em um artigo da The New Yorker de 1990, o longa choca as gags anárquicas dos Looney Tunes com a sobriedade dos dramas de tribunal, transformando décadas da clássica "irresponsabilidade feliz" da Warner em um conto moral de resistência contra abusos corporativos. Em vez do mero cinismo animado, o azarado Willy Coiote renasce agora com a nobreza de um herói de Frank Capra.

Globo e Mendonça carregam inapetência de Flávio; depois do pânico Moral, Mídia cria Niilismo Político; o messianismo jurídico de Mendonça



“Tá pesado, meu pai. É pesado mais vai!”. Com Bolsonaro, foi mais fácil em 2018. Com a onda da Lava Jato e antipetismo. Agora, com o filho inexpressivo e sem brilho, Globo e Mendonça têm que carregá-lo. Nem que seja ao custo da implosão institucional do STF e PF. Esse será um dos temas que vamos discutir na Live Extra Cinegnose 360 #144, nessa quarta-feira, às 18h, no YouTube e Facebook. Com as indefectíveis e trepidantes Conversas Aleatórias. E depois, a Crítica Midiática: os desdobramentos na narrativa de Literatura de Cordel “a peleja do Ungido por Deus contra o Careca Anticristo”; o alvo de Mendonça é a Operação Carbono Oculto; depois da bomba Semiótica do Pânico Moral, Mídia lança o Niilismo Político dos “independentes” e “preocupados”; para jornalismo corporativo, na Alemanha é “extrema direita”, e aqui no Brasil é “oposição”; o messianismo jurídico de Mendonça: são os Aparelhos Ideológicos de Estado... e muito mais!

sábado, setembro 05, 2026

"Contos de Nova York"; Para a mídia é a peleja do ungido por Deus contra o careca Anticristo! A quem interessa a guerra no Estado Profundo brasileiro?



A peleja do homem ungido por Deus contra o ímpio careca que zomba dos céus! O jornalismo corporativo, que tanto lamenta a polarização, cria esse script maniqueísta para tentar explicar uma luta intestina que ocorre no Estado Profundo brasileiro. Estado Profundo que o jornalismo de guerra fomentou. Vamos tentar apagar esse “fogo no parquinho” na Live Cinegnose 360 #255, nesse domingo (06/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com o álbum da trilha musical do filme “Contos de Nova York”: como uma trilha dialoga com neuroses dos diretores. Depois, vamos analisar o filme estranho “Buddy” (crianças, unicórnios e a fachada do mundo corporativo contemporâneo). E na sessão dos livros do humilde blogueiro, uma análise marxista da Matrix na Física. E na Crítica Midiática: a quem interessa a guerra dentro do Estado Profundo brasileiro? Maniqueísmo midiático tenta ocultar o Estado Patrimonialista brasileiro; desconstruindo Augusto Cury; com a crise do STF progressistas voltam a lembrar de Brizola... pela metade! O garoto que sonhava com a camiseta de Neymar e a arenização do futebol. E outras bombas semióticas do "Lindão" que ainda detonarão.

O garoto que sonhava com a camiseta de Neymar Jr e a arenização do futebol



Muito além da infantilização de uma classe média viciada em produzir conteúdo para as redes sociais, o caso do garoto corintiano hostilizado por pedir a camiseta de Neymar expõe o curto-circuito definitivo do futebol brasileiro contemporâneo. É a colisão frontal entre dois mundos irreconciliáveis: de um lado, a "arenização" neoliberal que converte o estádio em um não-lugar asséptico para clientes em busca de validação digital; do outro, a resistência trágica do torcedor ritualístico, para quem o gramado continua sendo um templo sagrado de pertencimento e identidade tribal onde a lógica do "consumidor que tem sempre razão" não se aplica. De um lado, o novo torcedor das arenas instagramáveis; do outro, a resistência do futebol ritualístico em vias de extinção. 

sexta-feira, setembro 04, 2026

Crianças, unicórnios e a fachada colorida do mundo corporativo contemporâneo em "Buddy"


Substituindo a "dinossauro mania" dos anos 90, os unicórnios se consolidaram no século XXI não apenas como símbolos de bilionárias startups financeiras, mas como representações de uma positividade tóxica que mascara o hipercapitalismo predatório. Essa transição cultural é o alvo da bizarra comédia de terror "Buddy" (2026), do diretor Casper Kelly. Ao transformar a nostalgia dos antigos e eufóricos programas infantis de TV em um pesadelo surreal e labiríntico, o longa utiliza seu autoritário mascote laranja para expor a barbárie, a padronização e o controle ocultos sob a fachada colorida do mundo corporativo contemporâneo.

terça-feira, setembro 01, 2026

Fazendas de Robôs: a simulação do eleitor; A Internet Morreu: ironias de uma teoria conspiratória; Mendonça, Xandão e o Estado Profundo



Quando pensamos que batemos no fundo, descobrimos que o buraco é muito mais profundo. Se em 2016 com Trump e Brexit descobrimos a manipulação do Biga Data para influenciar comportamento dos eleitores, agora temos nessas eleições as “fazendas de robôs” para simular perfis, curtidas, comentários e engajamentos nas redes sociais... Augusto Cury, do Avante, e Renan Santos, do Missão, que o digam: sobem em pesquisas digitais . Enquanto as presenciais não detectaram nada. Vamos discutir esse tema na Live Extra Cinegnose 360 #143, nessa quarta-feira, às 18h, no YouTube e Facebook. Como de costume, depois das indefectíveis e trepidantes “Conversas Aleatórias”, vem a “Crítica Midiática”: o caso Augusto Cury, do Avante: depois da manipulação do comportamento de eleitor, a invenção do eleitor sintético; A Internet morreu? Dúvidas justificáveis de uma teoria conspiratória; Renan Santos e Toffoli: a estratégia alt-right de comunicação indireta; Mendonça implanta agenda midiática do clã Bolsonaro; Guerra Híbrida no Estado Profundo brasileiro? Rússia convidada para o G20: é o pós-guerra da Ucrâania, estúpido! E outras bombinhas semióticas.

sábado, agosto 29, 2026

Mark Knopfler e T. Adorno; Lula e Flávio no JN e a "síndrome de Brian" da esquerda; Agro é Indústria Cultural; mídia quer polarizar desastre do Nepal



O que todos esperavam da bancada do JN na entrevista com Lula? No mínimo, o Tribunal da Santa Inquisição! Sem surpresas. Como também, sem surpresas a síndrome de Brian da esquerda, sempre denunciando o óbvio. Tralli e Renata só obedeceram ao ponto eletrônico. Surpresa mesmo foi o mesmo tom inquisitorial da dupla em cima de Flávio Bolsonaro. O que nos leva a pensar que “o buraco é mais embaixo”. Vamos discutir que “buraco” é esse na Live Cinegnose 360 #254, nesse domingo (30/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com o vinil da trilha de Mark Knopfler composta para o filme “Local Hero”: qual seria o veredito de Theodor Adorno? Depois dois filmes: “Acampamento Miasma – Adolescência, Sexo e Morte” (matança é o delírio catártico do desejo) e “The Rocky Horror Picture Show” (o Woke deveria assistir ao filme). E na Crítica Midiática: Síndrome de Brian da esquerda, JN e o “buraco mais embaixo”; Venezuela e Trump: acordo ou rapinagem? Barretos: Agro não é só pop, é Indústria Cultural; quem tem medo de Fernando Cerimedo? Catástrofe no Nepal: jornalismo corporativo já quer polarizar! E outras bombinhas semióticas.

sexta-feira, agosto 28, 2026

'The Rocky Horror Picture Show': o "Woke" deveria assistir a esse filme



A morte do ator Tim Curry nesta terça-feira, aos 80 anos, reacende o debate sobre o legado inigualável do filme “The Rocky Horror Picture Show” (1975) e de seu mais icônico — e estigmatizante — personagem: o alienígena pansexual Frank-N-Furter. Mais do que uma reverência ao talento clássico do astro britânico, a despedida convida a uma revisitação da obra que instituiu a interatividade do "cinema acontecimento". Quase meio século depois, o clássico cult serve de lente para explicar a crise do sistema de estúdios da Nova Hollywood e, principalmente, para contrastar a anarquia sexual e amoral daquela época com a atual e rígida taxonomia das políticas de identidade e gênero do movimento Woke.

quinta-feira, agosto 27, 2026

'Clipando #16': IAs na escolas da Dinamarca; filhos de CEOs das Big Techs usam redes sociais?


Está no ar a 16ª edição do Clipando, o nosso clipping comentado da educação, que chega em um momento muito especial para a nossa categoria: a celebração dos 82 anos de história do Sinpro Santos e Região. Construído sobre o tripé fundamental de mobilização, formação e serviços, o Clipando reafirma o compromisso do nosso sindicato com a curadoria criteriosa da informação — um espaço pensado e produzido de professor para professor, com a empatia, o olhar crítico e o cuidado pedagógico que a nossa profissão exige.

'Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte': a matança é o delírio catártico do desejo


Se os clássicos filmes de terror slasher dos anos 1980 usavam assassinos mascarados para punir o despertar sexual adolescente e impor uma moralidade conservadora, o longa Acampamento Miasma – Adolescência, Sexo e Morte (2026) decide virar essa lâmina contra o próprio gênero. Vencedor da Queer Palm no Festival de Cannes, o metalinguístico e nostálgico filme de Jane Schoenbrun subverte as regras de Hollywood: a matança deixa de ser um castigo puritano para se transformar em um delírio catártico indispensável para a quebra da repressão e a verdadeira libertação dos traumas, da identidade queer e do próprio Desejo.

terça-feira, agosto 25, 2026

Flávio flopado? A neurologia de Oliver Sacks explica; reajuste do salário mínimo e o Apocalipse midiático; Zema é o "Forrest Gump" da direita



“E caíram sobre a terra granizo e fogo misturados com sangue... uma grande montanha ardendo em chamas foi lançada no mar. A terça parte do mar transformou-se em sangue”. Essa é uma passagem do livro bíblico do Apocalipse? Não! É o Brasil no dia seguinte após o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciar aumento do salário-mínimo para 2027. Pelo menos para a grande mídia, que vê o abismo se abrir e a ira da responsabilidade fiscal cair sobre os ímpios! Vamos discutir esse e outros temas na Live Extra Cinegnose 360 #142, nessa quarta-feira (25/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Começando com as sempre trepidantes “Conversas Aleatórias” – uma conversa com o Chat sobre qualquer assunto. E em seguida, a “Crítica Midiática”: Última pesquisa Quaest confirma: grande mídia quer eleições com “paridade de armas”; Zema na Globo News confirma: é o “Forrest Gump” da extrema direita; Debate na Band no domingo: a “terceira via” naufraga; Lula defende mais dinheiro para militares: mas eles só pensam no “inimigo interno”; Campanha flopada de Flávio: a neurologia de Oliver Sacks explica; e outras bombinhas semióticas.

sábado, agosto 22, 2026

'Mugre': quando Marx vai voltar a fascinar jovens? "Lulinha": mídia quer "paridade de armas"; o gargalo nuclear brasileiro: e a Soberania?


A campanha de Flávio Bolsonaro está flopando. Então, a grande mídia resolveu que tem que ter “paridade de armas”: esquece de Vorcaro e Dark Horse e PAU NO LULINHA! Para isso, cria-se um “Miasma Semiótico”, a matéria-prima para as bombas semióticas que virão da “Pesca Probatória” da PF e Justiça. Esse é apenas um dos assuntos que vamos discutir na Live Cinegnose 360 #253, nesse domingo (23/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Vamos começar com o trio pós-punk argentino “Mugre”: quando Karl Marx vai atrair novamente os jovens? Depois, vamos discutir o filme “O Fim da Rua” (a classe médiaa esperta no Jurassic Park da “Permacrise”). Na sessão dos livros, vamos perguntar: “Quem hackeia quem?”. E na Crítica Midiática: por que a campanha eleitoral fica cada vez mais curta? São as bombas semióticas, estúpido! Paridade de armas: JN escala o lavajatista Vladimir Netto; a cortina de fumaça da judicialização das Big Techs; Lula, os militares e o paroxismo da defesa da Soberania; o outro lado da Soberania: o gargalo do projeto nuclear brasileiro; editorial da Folha atira no que viu e acerta no que não viu; Diploma de jornalismo e o caso Flávio Dino: novo ecossistema da informação.

Por que a "Festa da Democracia" está cada vez mais curta? São as bombas semióticas, estúpido!



A recente onda de manchetes sobre o filho do presidente Lula expõe a engrenagem central da comunicação política contemporânea no Brasil: a fabricação de "pânicos morais" por meio de bombas semióticas. Favorecidas pelo encurtamento do tempo de campanha eleitoral — reduzido de 90 para 45 dias desde a Reforma de 2015 —, essas operações trocam a persuasão programática pelo impacto afetivo imediato, tirando proveito da aceleração algorítmica e da impossibilidade de resposta racional em janelas temporais tão comprimidas. Por que a “Festa da Democracia” ficou com um tempo tão reduzido? Para criar o ecossistema informacional perfeito para repercutir a detonação das bombas semióticas.

sexta-feira, agosto 21, 2026

Em 'O Fim da Rua', a classe média desperta num Jurassic Park da "permacrise"


Em “O Fim da Rua” (The End of Oak Street, 2026), o diretor David Robert Mitchell arranca um pacato subúrbio de 1982 do tempo e o arremessa direto para uma selva pré-histórica: um subúrbio de classe média despertando no meio de um Jurassic Park. Mas troca o otimismo técnico do cinema de Steven Spielberg por um retrato implacável das angústias do século XXI. O longa usa a fúria dos dinossauros e a estética oitentista nostálgica não apenas como diversão, mas para dar corpo à “permacrise” — o estado de alerta constante e a sensação de colapso contínuo que assombram a sociedade contemporânea. Ao fundir a estrutura de “chase movie”, o resgate do casamento em meio à catástrofe e a fantasia do "reset" temporal, Mitchell entrega uma alegoria sombria sobre uma era que tenta desesperadamente se isolar do apocalipse doméstico enquanto busca no passado as saídas que não consegue mais enxergar no futuro.

terça-feira, agosto 18, 2026

A dança do petróleo com o Centrão; Flávio, IA e sunga branca: Freud explica! Motos e o pânico moral no trânsito; Merval e CNN: terceiro turno



A dança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com Lula, saldando a “Soberania” com a descoberta de petróleo na Costa do Amapá. Merval espalhando que o STF chantageia o Centrão para não apoiar Flávio Bolsonaro. Que, por sua vez, posta nas redes uma imagem de IA trajando sunga branca e faixa presidencial. Pega fogo a “Festa da Democracia”. Mais curta, para nos poupar de tanta baixaria. Vamos discutir baixarias e outras bombinhas semióticas na Live Extra Cinegnose 360 #141, nessa quarta-feira (19/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Que tem a tradicional Crítica Midiática depois das trepidantes Conversas Aleatórias: Como no Pré-Sal, petróleo é esperança e maldição: de Alcolumbre abrir as portas do Centrão para Lula a ameaças veladas de um “Terceiro Turno”, se o presidente for reeleito; Flávio, IA e sunga branca: o que Freud explicaria? Caio Junqueira da CNN e Merval Pereira do O Globo: “colonistas” a todo vapor; Trump também dança... com Kim Jong-un; “Trânsito violento” e bomba semiótica do pânico moral: acidentes de moto crescem porque motoqueiros são “irresponsáveis”. E muito mais! Venha participar!

sábado, agosto 15, 2026

'She Wants Revenge'; por que a "festa da Democracia" no Brasil é cada vez mais curta? Petrobrás acha petróleo e arruma treta geo-ambiental-política




E nossa metáfora da raposa e do galinheiro continua atual! Diante do caso do suicídio ao vivo na plataforma Discord, a empresa, escudada por seu indefectível corpo jurídico, responde à ANPD cinicamente que “atua para garantir um ambiente digital seguro e saudável”. Viu? É só regulamentar que as raposas big techs têm todas as boas intenções para tomar conta do galinheiro... Vamos falar desse e outros conceitos fetiche na Live Cinegnose 360 #252 nesse domingo (16/08), às 18h, no YouTube e Facebook. “She Wants Revenge” é a banda da sessão dos CDs e vinis: a Dark Wave no século XXI. Temos também dois filmes: “Obsessão” (o amor em tempos algorítmicos vira conto de horror) e a série “Stuart Não Consegue Salvar o Universo” (e nem a série do pastiche da cultura mashup). Na Crítica Midiática: Petrobrás acha petróleo na “Foz do Amazonas” ou “na Costa do Amapá”? Para mídia corporativa Democracia faz mal à Economia; guerra assimétrica do Irã faz suas vítimas em porta-aviões dos EUA; por que as classes médias são contra a taxação das grandes fortunas; Por que as campanhas eleitorais no Brasil são cada vez mais curtas? Jornalismo e os limites do sigilo de fonte; pesquisa Genial/Quaest contratada pela Globo: o caso Filipe Nunes; e outras bombinhas semióticas.

'Stuart Não Consegue Salvar o Universo' e nem a série do pastiche da "cultura mashup"



Um spin-off de “The Big Bang Theory”, focado no dono da loja de quadrinhos que viaja pelo multiverso com seus amigos pode parecer apenas entretenimento descompromissado, mas “Stuart Não Consegue Salvar o Universo” (2026) entrega uma radiografia da crise cultural contemporânea. Ao transformar a narrativa em um feed de referências e nostalgia reciclada, a nova atração da HBO Max encarna com precisão a "cultura mashup" denunciada pelo cientista computacional Jaron Lanier em seu clássico manifesto “Você Não É um Aplicativo” – a cultura digital não está gerando inovação, mas nos aprisionando em uma reciclagem infinita. Na era do mashup, onde o passado é fatiado e reagrupado continuamente, a série surge como a metáfora audiovisual perfeita de uma sociedade que trocou a criação genuína pela ilusão de novidade constante.

sexta-feira, agosto 14, 2026

'Obsessão': em tempos de algoritmos, o amor pode virar um horror claustrofóbico



Ao migrar da criação de conteúdo no YouTube para o cinema de gênero, Curry Barker trouxe na bagagem algo raro nas produções tradicionais: a fluência nativa da linguagem digital. Em “Obsessão” (Obsession,2025), o cineasta dobra a própria gramática audiovisual das redes para construir um alt-horror visceral - um espelho cirúrgico das neuroses sociológicas e afetivas da Geração Z. O que começa com o tom inocente de uma comédia romântica sobre a dor do amor não correspondido desmorona rapidamente em um horror claustrofóbico quando o protagonista recorre a um atalho sobrenatural para "programar" o afeto de sua amiga de infância. Em “Obsessão”, a maldição mística é mero pretexto: o verdadeiro horror reside na incapacidade de lidar com a imprevisibilidade do outro e na tentativa desesperada de transformar relacionamentos humanos em algoritmos previsíveis. Como num aplicativo de relacionamentos.

terça-feira, agosto 11, 2026

Milei dobra aposta semiótica; Xandão dá pauta para bolsonaristas; na crise Mendonça vs. PF, grande mídia faz "Jornalismo Engov"



Milei dobra a aposta é diz que Lula é ladrão, corrupto e só está solto por um erro processual. Mais uma vez, a apropriação semiótica da comunicação alt-right: apropria-se de um fato (erro processual) para inferir uma falácia: a suposta verdade do mérito. Invertendo a questão. Vamos discutir esse e outros temas na Live Extra Cinegnose 360 #140, nessa quarta-feira (12/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Quem tem as nossas trepidantes “Conversas Aleatórias”, quando o participante pergunta para o humilde blogueiro ou comenta qualquer tema no chat. E depois, o quadro da Crítica Midiática: Depois de proibir visitas do Dias dos Pais a Bolsonaro, Xandão continua dando pauta para o bolsonarismo; Grande mídia racionaliza com “Jornalismo Engov” a disputa entre André Mendonça e PF; Narrativa midiática vs. História: é a bomba semiótica do pânico moral, estúpido! Discord e o fetiche da “regulamentação”; Governo vs. Estado: Exército brasileiro envia militares para os EUA em meio a uma crise com Trump; o que sobrou da Seleção brasileira depois da Copa?

segunda-feira, agosto 10, 2026

Evidências de um "Deep State" à brasileira em ano eleitoral?



O distinto leitor já reparou em quem realmente segura a batuta da política brasileira em ano de eleição? Não são os partidos, os programas de governo ou o debate eleitoral, mas a engrenagem de um "Deep State" à brasileira. Da efêmera cobertura midiática sobre as conexões do PCC na Faria Lima ao bombardeio diário de vazamentos seletivos envolvendo do filho de Lula ao clã Bolsonaro, a burocracia do Estado deixou a neutralidade weberiana no papel para assumir o controle do timing político do país. Através do uso estratégico de operações policiais, timing judicial e uma simbiose calculada com a imprensa, o estamento burocrático transformou-se no principal ator do jogo democrático. E a crise entre o ministro André Mendonça e o STF seria a confirmação empírica e um aprofundamento do conceito de Deep State brasileiro.

sábado, agosto 08, 2026

'Massacration'; a luta no "Deep State" brasileiro pelo controle do timming eleitoral; o pânico moral contra a agenda da Soberania



Existe um “Deep State” brasileiro? Essa é a tese que discutiremos na Live: PF e Receita Federal estão empilhando Operações em pleno ano eleitoral (Operação Sem Desconto, Operação Compliance Zero, Operação Infiltrados etc.), como se quisessem manter o cenário eleitoral com o cabresto bem apertado... mantendo acesa a agenda do pânico moral. Enquanto a Operação Carbono Oculto, investigação sobre como a Faria Lima lava dinheiro do Crime Organizado, foi esquecida. Vamos discutir tudo isso na Live Cinegnose 360 #251, nesse domingo (09/08/2026), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com a impagável banda fictícia “Massacration”: a ironia devorada pela cultura da canastrice visual. E depois, dois filmes: “Three... Extremes” (quando a vida moderna é mais assustadora do que fantasmas) e “Rinocerontes” (a rinocerontite se alastra entre nós!). E na Crítica Midiática: a criatividade semiótica da retórica do Pânico Climático; a crise entre André Mendonça e PF: Deep State e controle do timming eleitoral e Agenda Setting; o pânico moral contra a agenda virtuosa da Soberania; Nikolas Ferreira e o modus-operandi político-niilista... e outras bombinhas semióticas.

sexta-feira, agosto 07, 2026

O mundo moderno é mais aterrorizante do que fantasmas em 'Three... Extremes'



Esqueça as maldições do J-Horror e os espectros do folclore local: na antologia "Three... Extremes” (Saam gaang yi , 2004), os monstros têm rosto, classe social e motivações assustadoramente terrenas. Através dos olhares transgressores de Fruit Chan, Park Chan-wook e Takashi Miike, a antologia símbolo do fenômeno chamado “Extreme Asia” disseca sem anestesia a obsessão pela juventude, a inveja social e a culpa reprimida, revelando como a violência e desigualdades do mundo moderno é mais aterrorizante do que qualquer fantasma.

terça-feira, agosto 04, 2026

Máquina do Estado brasileiro vira uma "laranja mecânica"; Pix, fake news e letramento midiático, PF alimenta espantalho do golpe e chantageia esquerda


Para Max Weber o Estado é a máquina permanente com o monopólio da violência legítima, da força legal e da jurisdição. Enquanto o governo é transitório e comanda essa máquina burocrática. Menos aqui no Brasil, em que o governo Lula é refém da máquina do Estado que, nesse ano eleitoral, puxa os cordões da política. O STF autoriza investigações contra Flávio, Lulinha, Marcola enquanto PF cerca Jacques Wagner... Pau que bate em Chico... Para controlar a temperatura política. Vamos discutir esse tema (e outros) na Live Extra Cinegnose 360 #139, nessa quarta-feira (05/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Que tem as Conversas Aleatórias do humilde blogueiro com o Chat. E depois, a Crítica Midiática: Lulinha, Marcola, Flávio, Wagner... máquina do Estado virou uma “laranja mecânica”; O espantalho do golpe continua: PF e a “Operação Rede Interrompida”; Vão taxar PIX: fake news e letramento midiático; a bomba semiótica de Trump: cancelamento de visto de embaixadora brasileira; Mídia tenta apagar segundo incêndio nos trens: agora, a greve da CPTM; e outras bombinhas semióticas...

sábado, agosto 01, 2026

"Vive La Fête", Moda e zeitgeist; Caos climático ou semiótico? tiroteios em Cumbica e crise dos imigrantes em Ceuta: não-acontecimentos?



Há três dias muitos lugares ainda estão sem energia elétrica no Rio de Janeiro. Enquanto em todos esses dias a mídia corporativa vem martelando o mantra das “ventanias históricas” geradas pelos “fenômenos extremos” produzidos pela “crise climática global”. Pobres concessionárias e serviços públicos privatizados, vítimas do caos climático! Ou será tudo apenas uma bomba semiótica do caos climático para hipernormalizar a precarização. Antropoceno ou CAPITALOCENO? Esse é um dos temas da Live Cinegnose 360 #250, nesse domingo (02/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Começando com o duo belga “Vive La Fête”: Moda, Nostalgia e Realismo Capitalista. Depois, vamos discutir dois filmes: “O Invasores de Corpos” (a refilmagem que anteviu o futuro) e “Manual Prático de Vingança Lucrativa (Pós-meritocracia e Luta de Classes). E na Crítica Midiática: dúvidas justificáveis: os não-acontecimentos do tiroteio da polícia com traficantes no aeroporto de Cumbica/SP e a invasão de imigrantes em Ceuta; André Mendonça e os dois inquéritos contra Lulinha ou como manter Lula “na linha”; flagrante de “agenda setting” de Folha, O Globo e Estadão; Antropoceno ou Capitaloceno: o caos climático-semiótico.

Clipando #15: por que IA não é o problema e "farmar aura" e o pensamento da Geração Z


De volta da férias com as energias renovadas para o novo semestre? Está no ar a 15ª edição do Clipando – O Clipping Comentado da Educação, projeto de curadoria pedagógica do Sinpro Santos apresentado e produzido por esse humilde blogueiro. Disponível no YouTube e no Spotify, o programa debate os temas de maior impacto para o chão da escola no segundo semestre, com os seguintes destaques: das estratégias de acolhimento na Educação Infantil às contribuições da neuroeducação, passando pelo uso crítico da Inteligência Artificial e a análise dos códigos culturais da Geração Z, como a expressão "farmar aura".

Está no ar o Clipando #15, o Clipping Comentado da Educação, no YouTube (clique aqui) e Spotify (clique aqui).

Uma curadoria das informações que mais impactam o nosso trabalho e reflexões sobre Educação, Escola e Pedagogia.

Voltando das férias e de volta às aulas com os seguintes destaques:  planejamento e acolhimento na volta às aulas; um guia das formas mais eficientes de orientar uma turma; por que a IA não é um problema, mas uma oportunidade para a Escola; e uma reflexão sobre como a “cultura das mídias” por trás de expressões como “farmar aura” impacta a Educação.

Sejam bem-vindos, professoras e professores!

REFERÊNCIAS E LINKS

BIBLIOGRAFIA

BENJAMIN, Walter. Reflexões Sobre a Criança, o Brinquedo e a Educação, Editora 34, 2009.

MINUTAGEM

[00:00:00] Abertura e Apresentação

  • Boas-vindas aos professores no retorno do recesso escolar.
  • Apresentação do professor e jornalista Wilson Ferreira e do projeto do Sinpro Santos.
  • Síntese dos principais assuntos abordados na 15ª edição do programa.

[00:04:15] Clipe 1: Volta às aulas, planejamento e acolhimento na Educação Infantil

  • Reflexão sobre a adaptação das crianças ao retorno da rotina escolar.
  • Práticas de escuta ativa e acolhimento: criação de caixas de memória, murais e rodas de conversa.
  • Conceito de "brinquedos de largo alcance" (objetos não estruturados) e conexão com as teorias do filósofo Walter Benjamin sobre a crítica ao "brinquedo réplica".

[00:14:11]Clipe 2: Nove formas mais eficientes de orientar a turma

  • Análise do artigo da plataforma Porvir focado na clareza de instruções em sala de aula.
  • Discussão sobre a "maldição do conhecimento" (a tendência do professor de achar óbvios conceitos que já domina).
  • Estratégias práticas para testar a compreensão real dos alunos em vez de apenas perguntar "todo mundo entendeu?".

[00:22:23] Clipe 3: Neuroeducação e as práticas escolares

  • Aproximação entre a neurociência e a educação.
  • Analogia entre o hardware (desenvolvimento cerebral e conexões sinápticas) e o software (o conteúdo ensinado).
  • Impactos positivos da atividade física no cérebro e a importância da escrita manuscrita/cursiva no estímulo cognitivo.

[00:28:39] Clipe 4: Professor cria "armadilha" para identificar uso de Inteligência Artificial

  • Comentários sobre a notícia de um professor nos EUA que utilizou um comando oculto (em fonte branca) em uma prova para flagrar redações geradas por IA.
  • Reflexão sobre a prática do "copiar e colar" sem revisão por parte dos estudantes.

[00:35:40] Clipe 5: Por que apenas trocar de software não salva uma EAD em crise?

  • Análise de por que a Inteligência Artificial não deve ser vista como o problema principal, mas como um revelador de práticas pedagógicas obsoletas baseadas em mera reprodução.
  • A importância de propor atividades que exijam autoria, reflexão crítica e argumentação.
  • Histórico de integração de novas mídias na escola (histórias em quadrinhos, TV, celular e IA) em vez do uso de proibição ou repressão.

[00:43:36] Clipe 6: Geração Z e a cultura mediática ("Farmar aura")

  • Discussão sobre o significado de gírias da Geração Z, como "farmar aura" (acumular estilo/carisma).
  • Análise crítica da cultura dos influenciadores digitais e do conceito de "pós-meritocracia".
  • Diferença entre a evolução das mídias (ferramentas pedagógicas) e a cultura gerada pelas mídias (que exige visão crítica).

[00:52:10] Encerramento

  • Considerações finais e mensagem de incentivo para o segundo semestre letivo.

 

quinta-feira, julho 30, 2026

Bomba semiótica do pânico climático: Antropoceno ou Capitaloceno?



A previsão do tempo deixou de ser um aviso cotidiano sobre levar ou não o guarda-chuva para se converter em um boletim de sobrevivência saturado de alertas vermelhos. No entanto, por trás do espetáculo diário das tempestades e vendavais na grande mídia, opera uma sutil substituição de causalidade: a troca do “Capitaloceno” pelo “Antropoceno”. Ao enquadrar a crise como fruto do Antropoceno — uma narrativa de "culpa coletiva" que responsabiliza genericamente a espécie humana —, a bomba semiótica do pânico climático transforma o colapso em fatalidade e oculta a verdadeira engrenagem do problema. Trata-se da lógica do Capitaloceno na periferia global: um modelo socioeconômico extrativista primário-exportador movido pela expansão do agronegócio sobre o Cerrado e a Amazônia, pela mercantilização do solo e pela entrega de serviços urbanos essenciais ao lucro privado.

terça-feira, julho 28, 2026

Temporada de "data venias" na mídia com Milei e PL violando Código Eleitoral; apropriação semiótica de "Kássio Conká"; Havan em modo sci-fi



Depois que Milei proferiu ofensas a Lula e Xandão em pleno território brasileiro, além do PL violar o Código Eleitoral ao colocar um líder estrangeiro em atividade política-eleitoral, vai começar a temporada de intermináveis debates sobre jurisprudências com advogados e juristas na Mídia. Enquanto Xandão e Kássio “Conká” (STE) seguem o oportuno ritmo processual do “acho que vi um gatinho”. Vamos debater esse e outros temas na Live Extra Cinegnose 360 #137, nessa quarta-feira (29/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com os sempre trepidantes “Conversas Aleatórias”, nas quais o espectador participa no chat perguntando e comentando como humilde blogueiro. Depois, a Crítica Midiática: Milei xingando, IA de Bolsonaro... como a comunicação alt-right cria o “Efeito Firehose”; apropriação semiótica: Kássio Conká cria “teorias conspiratórias” contra pesquisas; Havan em modo sci-fi: robôs em escala 7X0; Tarcisão e pedágio free-flow em ano eleitoral: deu ruim! Mídia ignora danos ambientais da costa brasileira com “engorda” das praias: é o modelo extrativista, estúpido!

Pós-meritocracia e luta de classes em 'Manual Prático de Vingança Corporativa'



Em um mundo onde trabalhar duro não garante ascensão social e os novos bilionários acumulam fortunas por herança e não por mérito, a juventude se depara com a era da "pós-meritocracia": quando as regras do jogo estão viciadas, o sucesso passa a exigir audácia, risco e a quebra de limites morais. É exatamente nessa ferida da luta de classes do século XXI que o diretor John Patton Ford toca em “Manual Prático de Vingança Lucrativa” (How to Make a Killing, 2026, disponível na Prime Video). Ao cruzar a estrutura dos contos morais de Charles Dickens com a célebre máxima de Balzac — de que toda grande fortuna esconde um crime —, o filme transforma a linha de sucessão de uma dinastia bilionária em um hilário e sangrento plano de otimização corporativa: cortar os galhos da árvore genealógica da Dinastia.

sábado, julho 25, 2026

"The Mummies"; Entrevista com Prof. Francisco Ladeira: a "Xenofobia do Bem"; "Ucrânia Inc."; o polissêmico DataFolha; mulher tem partido?


“Hermanos” foi sempre como a mídia brasileira se referia, ironicamente, aos nossos vizinhos argentinos. Até a seleção brasileira dar o adeus precoce na Copa e a Argentina demonstrar resiliência e chegar à final. De repente, descobriram que dos “Hermanos” eram racistas, conspiravam com a FIFA de Infantino e Trump, além de sionistas e corruptos. A quem interessa: (a) desviar do assunto do porquê do fracasso da CBF e (b) criar uma cismogênese na América do Sul? Vamos discutir essa “Xenofobia do Bem” na Live Cinegnose 360 #249, nesse domingo (26/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Para discutir esse tema, vamos entrevistar o professor e jornalista Francisco Ladeira para falarmos sobre Copa do Mundo e Geopolítica. Mas antes, vamos começar com o “budget rock” do The Mummies, os ludistas do rock. E, depois dos Comentários Aleatórios, a Crítica Midiática: os brasileiros e a “Ucrânia Inc.”; no miasma neoliberal do PL, as sombras do pai Bolsonaro e Milei; Trens privatizados pegam fogo em SP: e periga de Tarcisão indenizar! Há método no caos de Trump? Para Marina Silva, mulheres não têm partido; a polissêmica pesquisa DataFolha... e outras bombinhas semióticas para terminar.

'Os Invasores de Corpos': uma refilmagem que anteviu o futuro


Consagrado como uma das raras refilmagens a superar o clássico original de 1956, “Os Invasores de Corpos” (The Invasion of the Body Snatchers, 1978) transformou o pânico alienígena em um retrato cortante da sociedade americana do final dos anos 1970. Ao trocar a paranoia anticomunista da Guerra Fria pela gentrificação e pelo individualismo de San Francisco, o diretor Philip Kaufman aliou o pavor tátil do áudio de Ben Burtt a uma poderosa metáfora política: a substituição de humanos pelo "povo-vagem" conformista e sem afeto nada mais era do que o anúncio da ascensão dos yuppies e do novo conservadorismo que dominariam as décadas seguintes.

sexta-feira, julho 24, 2026

Clipando #14: a pressão da "escola instagramável, os caminhos do pensamento matemático e a recuperação do livro na era digital



A rotina docente em tempos de hiperconexão exige mais do que apenas ensinar — exige espaço para refletir. Entre a pressão por uma “escola instagramável”, o resgate do livro impresso frente às telas e os caminhos para o ensino da matemática desde a infância, como construir uma prática pedagógica sustentável? Para conectar as principais discussões da área a estratégias reais de sala de aula, já está no ar o Clipando #14, clipping comentado de educação apresentado por esse humilde blogueiro produzido para o Sindicato dos Professores de Santos (Sinpro Santos). Disponível no YouTube e no Spotify, esta edição traz uma curadoria especial de análises para inspirar o fazer pedagógico.

terça-feira, julho 21, 2026

"Onguização" e "bolsonarização" da linguagem estão contaminando o jornalismo


No último domingo (19), a Folha de S.Paulo estampava em sua primeira página que o movimento político de Michelle Bolsonaro prometia ser "imparável". A absorção literal e desprovida de ironia de uma hipérbole bolsonarista pelo relato jornalístico é a ponta de um iceberg linguístico profundo. De um lado, a "bolsonarização" do jornalismo contaminou a cobertura de Brasília com o jargão da caserna — onde acordos viram "situações pacificadas" e parlamentares viram "tropas de choque". Do outro, a "onguização" da linguagem higienizou o debate social, substituindo denúncias de exploração por eufemismos burocráticos. Embora venham de polos opostos, ambos os fenômenos erodem a esfera pública ao desarmar a denúncia das desigualdades na base e transformar a política institucional do topo em um mero campo de batalha cognitivo.

Flávio lança candidatura dentro de um miasma neoliberal; a bola de cristal de Merval; cultura evangélica e crise do futebol brasileiro



Não podia ser melhor o lugar para Flávio lançar sua candidatura à presidência pelo PL: no verdadeiro MIASMA NEOLIBERAL de Capitalismo Periférico que representa o Mercado Livre Arena Pacaembu. E ainda no auditório “Mercado Pago Hall”, braço financeiro do argentino Mercado Livre. E com a presença prometida do próprio Milei! Venha discutir miasmas e sincronismos políticos e semióticos na Live Extra Cinegnose 360 #137, nessa quarta-feira (22/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Ainda ouvindo os ecos da Copa do Mundo, vamos discutir na “Conversas Aleatórias”, nas quais o participante pergunta e comenta no Chat. E depois, a Crítica Midiática: duas pragas na linguagem jornalística atual: “onguização” da linguagem e léxico bolsonarista da caserna; onde estão os “independentes” das pesquisas Genial/Quaest? Sabesp e o ecossistema financeiro do Banco Master; a bola de cristal de Merval Pereira: Globo joga a toalha; Truth Social de Trump quer vender informações privilegiadas ao mercado; Lula avalia faltar aos primeiros debates na TV; cultura evangélica contribui para crise do futebol brasileiro? E outras bombinhas semióticas.

sábado, julho 18, 2026

O que Walter Benjamin diria se assistisse a 'Toy Story 5'?



Ao trocar a melancolia do envelhecimento pela tirania dos algoritmos, “Toy Story 5” (2026) tenta atualizar o fôlego da franquia mais valiosa da Pixar, mas acaba tropeçando no próprio moralismo. Em uma Hollywood cronicamente incapaz de encarar crises sistêmicas sem reduzi-las a dilemas individuais, a nova aventura de Jessie e Buzz Lightyear contra a ameaça hipnótica das telas reduz o sequestro da atenção infantil a uma mera questão de "más companhias" e falta de limites parentais. Ao ignorar a arquitetura viciante dos gadgets para focar em uma caçada moralista por escolhas conscientes, a animação relega ao segundo plano o seu debate mais visceral: a atrofia do "faz de conta" diante do hiper-realismo digital — um diagnóstico sombrio que transforma o filme, ironicamente, no sintoma perfeito da industrialização e domesticação da infância outrora denunciadas pelo filósofo Walter Benjamin, especialmente em textos como "Brinquedos e Jogos" e "História Cultural dos Brinquedos".

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