Enquanto o Banco Central se ancora na taxa Selic para conter a inflação de demanda, uma outra variante inflacionária — muito mais silenciosa, porém onipresente — toma conta das redações brasileiras: a inflação semântica do adjetivo "histórico". De decisões do STF a recordes de temperatura, passando por eliminações de reality shows, o jornalismo parece ter abandonado a secura dos fatos para mergulhar em um "eterno presente" onde tudo é vendido como épico, inédito ou lendário. Neste texto, mergulhamos no abismo que separa o tempo da notícia do tempo da história e investigamos como o "Efeito Heisenberg" de Neil Gabler transformou a realidade em uma performance adjetivada para saciar a economia da atenção. Afinal, se tudo é proclamado histórico no grito da manchete, o que realmente restará para a História?
sexta-feira, fevereiro 06, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira


















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