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terça-feira, março 24, 2026

Jornalismo de "colonismo" pariu o Powerpoint da GloboNews



O autoelogio de “O Globo” ao reforçar seu time de colunistas para as eleições de 2026 acende um alerta sobre o modus operandi da grande mídia brasileira: a consolidação do "colonismo" como ferramenta de disputa de narrativa. Através de relações promíscuas com fontes em off e da estética da hiper-realidade, figuras como Andreia Sadi operam bombas semióticas que atingem a percepção do público antes mesmo que qualquer crítica racional possa ser formulada. Como o tosco powerpoint da GloboNews sobre as conexões de Vorcaro, emulando aqueles murais de investigação criminal comum na ficção policial das plataformas de streaming. O resultado é um cenário onde o erro técnico serve de álibi para a manutenção de um antipetismo latente, imune a desmentidos e profundamente eficaz na retroalimentação da extrema-direita.

sábado, fevereiro 28, 2026

Agenda midiática do Pânico Moral vai canibalizar ano eleitoral



O ano de 2026 mal começou e a 'Guerra de Narrativas' já atingiu o volume máximo. Entre a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva e o barulho em torno de verbas públicas para o Carnaval, emerge uma estratégia clara: a consolidação de uma agenda de Pânico Moral. Ao 'empilhar' notícias sobre feminicídios, falhas judiciais sobre condenados de estupro, assédios, insegurança pública e escândalos de corrupção, a grande mídia não apenas informa, mas molda o campo de batalha eleitoral, trocando o debate econômico pelo medo visceral — um terreno onde a extrema direita joga em casa. Esqueça o PIB ou a inflação; em 2026, o cardápio servido pelo jornalismo corporativo é regado a escândalos morais, crimes bárbaros e manobras parlamentares duvidosas. A pauta do Pânico Moral canibaliza a realidade econômica e o medo e ódio voltam a ser a principal moeda política.

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Bananas, "haciendas", Mutantes e Bad Bunny na guerra híbrida



Entre o "Cantor de Mambo" dos Mutantes em 1972 e a apoteose de Bad Bunny no Super Bowl em 2026, a percepção crítica da intelectualidade brasileira parece ter sofrido uma curiosa involução. Enquanto a Tropicália identificava na estética das bananas e das "haciendas" uma paródia do controle geopolítico norte-americano, o progressismo atual celebra o espetáculo da indústria cultural como uma vitória política, ignorando que a cenografia do "quintal ideal" dos EUA continua intacta — apenas devidamente atualizada pelo verniz do empreendedorismo neoliberal. A performance de Bad Bunny, longe de ser um manifesto de ruptura, reafirma o fetiche da "hacienda" colonial e expõe uma esquerda carente de heróis, que hoje confunde a reafirmação de estereótipos com resistência política e soberania cultural.  

sexta-feira, janeiro 09, 2026

Mídia veste a saia justa semiótica na "extração" de Nicolás Maduro da Venezuela


Nem derrubado, nem preso: Nicolás Maduro foi "extraído" da Venezuela como um boneco em uma máquina de garra de shopping. Entre o entusiasmo e a perplexidade, o jornalismo brasileiro — do corporativo ao progressista — parece ter perdido o dicionário diante da "extração" de Maduro. Enquanto as redações se equilibram em saias justas semânticas para diferenciar "autocratas" de "ditadores", a realidade geopolítica de Donald Trump atropela narrativas estabelecidas: em vez de ungir a oposição tradicional, o magnata americano aposta em um "chavismo sem Maduro" sob o comando de Delcy Rodriguez. Diante de uma transgressão que "caminha de andador", a mídia se vê atônita, tentando conceituar um fluxo de eventos que seu antigo arcabouço já não alcança. O que resta é uma curiosa salada semiótica onde o jornalismo tenta esconder o fato de que a nova ordem mundial não segue roteiros de Hollywood, mas a lógica crua dos negócios. 

sexta-feira, dezembro 26, 2025

Liquidação do Banco Master vira na mídia um filme noir tropical de Natal


Enquanto as luzes de Natal e os votos de esperança tentam ditar o ritmo do fim de ano, as redações do jornalismo corporativo brasileiro decidiram rodar um roteiro diferente: um autêntico filme noir tropical. Entre sombras de fontes em off, "femme fatales" do colunismo e tramas de corrupção urbana, a grande mídia abandona a celebração da democracia para encenar uma narrativa de ambiguidade e cinismo. Neste enredo, o herói de ontem — o STF — é subitamente escalado para o papel de anti-herói, revelando que, no hibridismo da linguagem midiática, a busca por "transparência" costuma ser apenas um pretexto para proteger ativos geopolíticos e os interesses da Faria Lima. Por trás da retórica da transparência do jornalismo corporativo no caso Banco Master, esconde-se a proteção ao espólio da Lava Jato e a inquietação da Faria Lima diante do avanço das investigações sobre o crime organizado.

quarta-feira, dezembro 24, 2025

Havaianas, STF e indignação midiática seletiva: como colocar os adultos de volta à sala

 


Esqueça a trégua das festas de fim de ano e os eufemismos de compaixão que costumam marcar essa época. Em 2025, o espírito de Natal deu lugar ao jogo semiótico pesado que já antecipa as tensões eleitorais de 2026. Entre o simbolismo religioso da cirurgia de Bolsonaro e a "mais-valia semiótica" de Fernanda Torres em um comercial das Havaianas, o que se observa é uma mudança de roteiro no jornalismo corporativo: o abandono da "defesa da democracia" em favor de uma indignação seletiva contra o STF no jornalismo declaratório em off da “colonista” Malu Gaspar em “O Globo”. O objetivo é claro: pavimentar o caminho para uma "terceira via" técnica, tentando forçar uma simetria simbólica entre extremos enquanto o capital financeiro reorganiza o tabuleiro para o próximo ano. Esse movimento revela a estratégia do capital para "trazer os adultos de volta à sala" e decidir se o futuro brasileiro pertencerá à negociação social ou ao capitalismo de catástrofe.

sexta-feira, outubro 31, 2025

A bomba semiótica do caos com timing e sincronismo no Rio

 


Um ato falho ao vivo da Globo News revelou a verdadeira natureza da “Megaoperação” sangrenta no Rio: enquanto imagens de corpos enfileirados na Penha tomavam o ar, a âncora e a equipe tentavam sem êxito contatar o presidente Lula — incomunicável em voo pelo fato de o avião da FAB não dispor de Internet. A ansiedade do jornalismo corporativo só se equipara a do governador Claudio Castro que na primeira coletiva (com a Operação ainda em andamento) já botava a culpa no governo federal. Como se aguardasse o desfecho letal recorde da Operação. Afinal, o principal planejamento das ações policiais foi midiático – uma bomba semiótica, com timing e sincronismo: na ausência de Lula que voltava com uma vitória da Malásia, vésperas da pré-COP30 no Rio e a expressão “terrorismo” reforçada por três fetiches das imagens televisivas: drones-bomba, blindados e GLO. Essa é a nova guerra híbrida dos EUA: sai o lawfare, entra o “big stick” da “guerra ao terrorismo” no quintal geopolítico da América Latina.

sábado, outubro 18, 2025

O ardil da bomba semiótica de Barroso e as viúvas carpideiras do jornalismo corporativo



Nas últimas semanas, Lula entrou no verdadeiro ciclo virtuoso de uma agenda positiva que se retroalimentava. Graças a ajuda insuspeita dos tarifaços e sanções de Trump que criaram a janela de oportunidade para Lula sair das cordas para adotar uma comunicação proativa. Mas entre notícias de que o FMI prevê nenhum crescimento para 2026 e os supostos dilemas fiscais do Governo em ano eleitoral, a grande mídia tenta fechar esse ciclo. E, num timing e sincronia perfeitos, o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, dá a sua contribuição anunciando a aposentadoria antecipa. Uma perfeita bomba semiótica, para reacender o discurso das viúvas carpideiras de Biden e Kamala no jornalismo corporativo: reacender a ideia de o STF precisa aplicar o conceito de representatividade na escolha de magistrados do STF – do jornalismo ao entretenimento, reivindica-se a escolha de uma magistrada mulher. Negra, ainda melhor. Para além da discussão acadêmica sobre o tema da representatividade, o ardil dessa bomba semiótica está em outra cena. Talvez, no sincericídio de Angélica, na estreia do seu programa no canal GNT.

quinta-feira, outubro 09, 2025

O balcão de negócios de Trump e a paciência semiótica do jornalismo corporativo



“FLOOD THE ZONE!”, exortou certa vez o estrategista de comunicação Steve Bannon. Inundar a mídia e a opinião pública de tantos fatos e notícias contraditórios que ninguém entenda nada. Principalmente os jornalistas. Mas, aqui no Brasil, parece que essa estratégia atingiu não só a mídia. Inundou também a capacidade cognitiva do Clã Bolsonaro e seus assemelhados que, desesperados e sem entenderem nada, entraram em negação psíquica ao verem Trump em síntese química com Lula. O modus operandi trumpista está para além da ideologia: ele cria crises para transformá-las em balcão de negócios. Enquanto isso, a paciência semiótica do jornalismo corporativo é, mais uma vez, colocada à prova com outra recaída na Síndrome de Dr. Fantástico do governador de SP, Tarcísio de Freitas: emulando seu padrinho político, debochou das mortes por intoxicação de metanol que ocorrem no próprio Estado que governa.

quarta-feira, setembro 24, 2025

As aventuras semióticas em um ano pré-eleitoral



Que Trump é um agente do caos, todos já sabemos: a engenharia do caos é a essência da comunicação alt-right. “Flood the Zone!”, como sintetizou Steve Bannon: inundar a mídia com acontecimentos comunicacionais desconexos como jogo diversionista. Que muitas vezes nem a própria extrema-direita brasileira consegue entender. Do tarifaço ao discurso na ONU em que admitiu que rolou uma “química" entre ele e Lula, parece que Trump tirou o Governo brasileiro das cordas e deu de bandeja as armas semióticas que faltavam: a defesa da Soberania, Multilateralismo, ajudou a colocar as esquerdas nas ruas etc. Das milhões de visualizações do vídeo de Nikolas Ferreira, no início do ano, ao discurso de Lula na ONU da última terça-feira, testemunhamos uma verdadeira aventura semiótica num ano pré-eleitoral – o jogo da comunicação que parecia ganho para a extrema-direita até Trump embaralhar as cartas, obrigando a grande mídia a recalcular rotas e fazer o bolsonarismo aceitar a fórceps o jogo da despolarização cobrado pela banca financeira.

quarta-feira, setembro 10, 2025

Arena Itaquerão + Avenida Paulista = Guerra Híbrida


Como todos sabemos, não existem coincidências em Política. Principalmente em Semiótica. O que existem são “coincidências significativas”, sincronismos. Não há como passar desapercebido o sincronismo entre uma bandeira gigantesca dos EUA estendida no gramado da Arena Itaquerão do Corinthians, em evento da NFL na sexta-feira, e, 48 horas depois, a mesma ou análoga bandeira do tamanho de uma quadra de basquete estendida pelo ato pró Anistia na Avenida Paulista. Pouco importa se é a mesma e a prefeitura (que promoveu e bancou o evento de futebol americano) de Ricardo Nunes cedeu o pavilhão norte-americano para os seus apoiadores políticos no domingo. O que importa é a “coincidência significativa” reforçada pelo jornal New York Times: “bandeira americana é o novo símbolo da direita brasileira”. E também da classe média, para o qual foi voltado o evento da NFL – setores médios que apoiam o militarismo para solucionar a própria disforia. Enquanto isso, o telecatch do julgamento da “trama golpista” no STF é voltado para desmobilizar a esquerda através da Judicialização da política. A guerra híbrida brasileira foi ativada.

quarta-feira, agosto 06, 2025

Demissões na Globo e a naturalização do 'modus operandi' do jornalismo de guerra



Muito já se escreveu sobre os males do jornalismo de guerra dos tempos do Mensalão e Lava Jato: destruição da Política, dissonância cognitiva, ascensão da extrema direita etc. Mas pouco se fala sobre os efeitos a médio prazo na prática profissional no campo jornalístico. Que só agora começamos a perceber com as ruidosas demissões de nomes notórios como Rodrigo Bocardi e Daniela Lima, ambos da Globo. Jornalistas que poderíamos considerar integrantes da “Geração Z” do Jornalismo – jornalistas profissionalmente nativos nos tempos do jornalismo de guerra. Cujo modus operandi era o jornalismo declaratório, o “colonismo” e suas relações promíscuas com as fontes e informantes de pauta. Que acabou se normalizando nessa nova geração. Ao ponto de jornalistas exporem esse  de forma autoindulgente e autoelogiosa, como em alguns episódios que envolveram Daniela Lima. E, involuntariamente, colocando em xeque a mitologia publicitária do jornalismo profissional: jornalistas que corajosamente apurariam e investigariam a notícia para o distinto público.

quarta-feira, julho 23, 2025

Semiótica Nem-Nem continua funcionando sem Tarcísio... porque ninguém quer Bolsonaro preso!

 


Apesar do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ter abandonado o papel de “Moderado”, as engrenagens da estratégia semiótica “Nem-Nem” (nem Lula, nem Bolsonaro, nem polarização) continuam funcionando na mídia. Como se estivesse à espera de algum fato novo. Enquanto isso, logo após as “sanções cautelares” do STF contra Bolsonaro, principalmente no que se refere às redes sociais, aconteceu o que era esperado: Bolsonaro vai ao Congresso fazer alopragem política: mostrar a tornozeleira eletrônica e vitimizar-se. E viralizar nas redes através de perfis de terceiros. Deixando “Xandão” irritado com a burla das sanções e a grande mídia desenrolando o novelo jurídico interpretativo sobre “liberdade de expressão”. Então, por que Bolsonaro não é preso preventivamente? Porque ninguém quer. Seja qual for o motivo, sempre passa pela questão midiática.

terça-feira, julho 15, 2025

Tarifaço, Tarcísio e Dr. Fantástico: tiro sai pela culatra semiótica da grande mídia

 


Desde a privatização da Sabesp, no ano passado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tornou-se um projeto semiótico para a grande mídia. O destemor como provou para a Faria Lima de que “ainda há espaço para privatizações” lançou-o à candidatura presidencial como “O Moderado”, a conclusão lógica da narrativa midiática “Nem-Nem” no esforço de, agora, despolarizar. Depois que a polarização política cumpriu o seu papel na guerra híbrida brasileira. A maquiagem semiótica para apagar da memória do distinto público as origens bolsonaristas e militares do Tarcísio, já estava pronta. Só não contavam com o imponderável: o tarifaço de Trump atingir o Brasil, assanhar a extrema-direita e fazer Tarcísio ter um espasmo comportamental, assim como o personagem de Kubrick “Dr. Fantástico”, interpretado por Peter Sellers: aquele cientista alemão na Sala de Guerra do Pentágono que tinha o tique incontrolável de erguer o braço em saudação nazista. Celebrou o tarifaço com boné da MAGA e tudo, jogando no lixo o esforço semiótico do jornalismo corporativo. Que nesse momento puxa a orelha do governador. Mas imagina um happy end: ainda haveria tempo para Tarcísio reagir, especulam alguns “colonistas” tentando diminuir o baixo astral. Enquanto Lula, mais uma vez, demonstra estar preso a outro arcabouço: o comunicacional.

terça-feira, julho 08, 2025

Grande mídia sente o golpe e reage com a semiótica Nem-Nem

 


Há uma perigosa ambiguidade no “nós contra eles” representado pelo personagem “Hugo Nem Se Importa” e todos os vídeos em Inteligência artificial nas redes que reagem contra o Congresso que derrubou o decreto do IOF: lembram o personagem “Deputado Justo Veríssimo” (“Eu quero que o pobre se exploda”, era o seu bordão), exibido em horário nobre na TV Globo no passado.  A esquerda utiliza o mesmo léxico moralista (mamatas, supersalários etc.) que acabou desembocado na dissonância cognitiva da antipolítica que pariu o bolsonarismo. Até aqui, tudo bem: era necessário a esquerda jogar no mesmo campo simbólico da extrema-direita alt-right. Tomar as redes. A sensibilidade semiótica da grande mídia sentiu o golpe. Afinal, deu de mão beijada uma bandeira para o governo Lula nas cordas. E reagiu com um ardil: a operação semiótica “Nem-Nem” para atender aos clamores da Faria Lima: despolarização, Terceira Via e Capitalismo de Choque. Por isso é necessário ir além dos engajamentos, comentários, curtidas, repostagens, visualizações e comemorar os números das reações positivas do Real Time Big Data. A esquerda precisa converter esse conjunto lexical em acontecimento comunicacional.

quarta-feira, junho 18, 2025

Cobertura da guerra Israel X Irã revela DNA golpista da grande mídia

 


Mais uma vez comprova-se o dito popular de que “o hábito do cachimbo entorta a boca”. Desde que a crise do Mensalão tomou forma em 2005, o jornalismo corporativo não pensa em outra coisa se não em desestabilizações políticas e golpes. Parece que o golpismo foi impresso indelevelmente no DNA da grande mídia. É o que nos revela a cobertura da GloboNews sobre a escalada do conflito entre Israel e Irã. A crise no Oriente Médio seria uma ótima oportunidade para aprofundar temas geopolíticos para o respeitável assinante do canal fechado. Mas somente duas questões norteiam a cobertura: as bombas de Netanyahu criarão um ponto de inflexão para a derrubada do regime dos aitolás ao estimular insurreições populares? Quando as consequências econômicas globais da crise no Oriente Médio baterão forte no governo Lula? E quando Netanyahu bombardeia uma TV estatal e ameaça a vida de uma mulher jornalista não há lamúrias em torno de valores sobre gênero ou liberdade de imprensa... afinal, em um país muçulmano só podem existir NÃO-mulheres e NÃO-imprensa...  

quarta-feira, maio 14, 2025

Depois do Papa Francisco, é a vez de Pepe Mujica sofrer limpeza semiótica da grande mídia


A morte do líder esquerdista uruguaio Pepe Mujica revelou que a sua persona transcendeu as diferenças do espectro político. Tanto que jornalões e portais da grande mídia tiveram que colocá-lo nas manchetes principais como “emblemático líder da esquerda”. Mas o jornalismo corporativo não dá o braço a torcer. É nesse momento que entra em ação a costumeira criatividade semiótica e a piruetas retóricas dos “aquários” das redações. Afinal, o momento é delicado – estamos num ano pré-eleitoral. Em tempos de agenda neoliberal, suas referências guerrilheiras e marxistas foram tratadas como “paradoxos” de um “humanista”... quase um santo, em tempos de novo Papa. Ou ainda um pretexto para mais um recall da Lava Jato: “ele era de esquerda, sem corrupção”, como fez questão de frisar um “colonista” da TV. Além de Mujica ser submetido à mesma operação semiótica de limpeza ideológica do Papa argentino Francisco: o líder uruguaio tornou-se “ideogênico”: ideologicamente “fotogênico”, palatável, anódino, de um humanismo genérico e abstrato.

quarta-feira, abril 30, 2025

O resgate de Regina Duarte e a "Festa da Firma" dos 60 anos da Globo: o que há por trás?


Enquanto a TV Globo tenta resgatar a bolsonarista atriz Regina Duarte, o Jornal Nacional despacha a apresentadora Renata Vasconcellos para a casa de telespectadores do telejornal. O que há em comum entre esses dois episódios? Além da comemoração dos 60 anos da TV Globo, como o projeto militar de monopólio da criação da primeira network brasileira beneficiou a Globo, permitindo-a controlar não só a pauta noticiosa, mas, principalmente, ter a hegemonia construção da memória afetiva do imaginário coletivo nacional. Se a Globo não mostrou, logo não aconteceu! Do arco da reapresentação de matérias jornalísticas antigas à reunião das vilãs mais icônicas da teledramaturgia na “Festa da Firma”, a Globo quer comemorar uma suposta fusão entre a biografia dos espectadores com a pauta do noticiário e entretenimento da emissora. O que explica o porquê da Globo, de repente, ficar tão interessada na crítica à comunicação do Governo Lula: quer mantê-lo na estratégia ineficaz de comunicação centrada na propaganda e marketing.

domingo, março 09, 2025

Jornalismo corporativo institui a não-mulher no Dia da Mulher


Dia da Mulher. Grande mídia celebra. Porém, quando se fala em política, curiosamente o jornalismo corporativo não quer celebrar e nem reconhece como mulher a ativista petista feminina. Vira a não-mulher. É o caso de Gleise Hoffmann, condenada a repetir o caso da presidenta Dilma – não é mais sexismo ou misoginia. É anti-petismo mesmo. Enquanto isso, aproveitando a efeméride, a única crítica possível da jornalista Natuza Nery contra as medidas anti-inflação dos alimentos  (ocultadas pelas medidas do PIX pelo BC) foi dizer que Alckmin era “um branco engravatado que não vai a supermercado” e, portanto, as medidas não tinham representatividade feminina (!!!). E o 8/1 pode não ter conseguido dar o golpe de Estado. Mas já está dando muito certo o seu ardil secreto: fazer o tempo correr com alopragem política e “Efeito Firehose”. Para contaminar as eleições 2026.

terça-feira, janeiro 07, 2025

'Ainda Estou Aqui' e a cordial luta de classes brasileira


Estamos acostumados (eu diria “treinados”) a considerar um filme apenas pelo seu conteúdo, ignorando a linguagem, o contexto e as relações sociais e de classe que envolvem a fabricação do produto cultural. É a necessidade de termos o olhar materialista histórico, coisa fora da moda na atualidade. Mas é essencial para entendermos o filme “Ainda Estou Aqui” (2024), que guarda paradoxos e ironias que revelam como a cordialidade marca a luta de classes brasileira: de um lado, um cineasta herdeiro de um banqueiro fiador e beneficiário do golpe militar de 1964; e do outro, a Globo – golpista de primeira hora em 1964 e num momento em que, através da plataforma Globoplay, co-produtora do filme, tenta ir além da TV aberta, de olho no mercado internacional. O campo progressista celebra o filme. Por supostamente proporcionar a oportunidade de contar a história da ditadura. Mas porque uma Sony Pictures e outras distribuidoras internacionais se interessaram pelo filme e não por outros sobre o mesmo tema? A resposta está no contexto da luta de classes e da linguagem internacional-popular esperada pelas distribuidoras.

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