Enquanto a esquerda “campeã moral” vive mapeando arrependidos que deixaram de apoiar Bolsonaro, a “esquerda namastê” (com luxuoso apoio do programa “Papo de Segunda” do canal GNT da Globo) comemora a “diluição da polarização” ao ver a atriz Maitê Proença nos protestos contra a queima da Amazônia, ao lado de Caetano Veloso e Sônia Braga. Desarmada intelectualmente, a esquerda não consegue decodificar a criptografia da atual guerra simbólica, dentro do redesenho da geopolítica do aquecimento global na qual a Amazônia torna-se o principal alvo dos países ricos. Com a questão ambiental tornando-se foco da grande mídia, as manifestações começam a dançar a música tocada pela Guerra Híbrida: a “bomba semiótica do Sim!” e a tática da “vidraça quebrada” – como criar consenso imediato numa estratégia de terra arrasada intencionalmente criada pelo Governo para a opinião pública aceitar no futuro a intervenção externa. Se quer vender a bomba, em primeiro lugar deve vender o medo.
quarta-feira, agosto 28, 2019
Wilson Roberto Vieira Ferreira
































