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sábado, novembro 30, 2019

A tecnologia toma o lugar do sobrenatural no gótico norte-americano em "The Room"


O gênero Gótico tem suas origens no Velho Mundo europeu com seus castelos e masmorras de sociedades que desapareceram. Já o gótico norte-americano é um interessante subgênero originado numa sociedade puritana que produziu ficções em torno de culpa, pecado original, abominações humanas decorrentes da miscigenação racial, incesto etc. E ainda mais interessante quando um filme desse subgênero é escrito e dirigido por um olhar europeu. Esse é o filme franco-belga “The Room” (2019): cansado de viver em Nova York, um jovem casal muda-se para um casarão vitoriano no interior de New Hampshire. Lá encontrarão não o sobrenatural, mas o horror produzido por uma misteriosa tecnologia por trás das paredes daquele casarão, capaz de materializar qualquer desejo que for dito. Mas, como em todo conto fantástico há um alerta: “A única coisa mais perigosa do que alguém que não consegue o que quer, é uma pessoa que possa ter tudo o que quiser”. Filme sugerido pelo nosso colaborador Felipe Resende.

domingo, novembro 18, 2018

O assombro cósmico e psíquico de aranhas e fantoches em "Possum"

“Possum” (2018) é terror silencioso e psicológico. E principalmente simbólico: consegue articular dois simbolismos cósmicos e psicológicos – a aranha e o fantoche, aglutinados num bizarro boneco com corpo e pernas de aranha e a cabeça rachada de uma boneca. Alguma coisa entre os brinquedos mutantes de Toy Story e as animações de Jan Svankmajer. Um estranho fantoche que exerce um poder sufocante sobre o seu titereiro. Depois de muitos anos, Philip retorna para a cidade da sua infância para confrontar o seu cruel padrasto e os segredos que torturaram sua vida inteira. Mas o bizarro fantoche aracnídeo continua assombrando-o, por mais que tente destruí-lo. Filme sugerido pelo nosso leitor... bem, você sabe quem...

sexta-feira, novembro 16, 2018

Gnosticismo e magia abrem estranhos portais em "A Dark Song"


Algumas vezes não é a casa que está assombrada, mas as pessoas dentro dela. Inspirado num “grimório”, uma coleção medieval de feitiços, rituais e encantamentos mágicos cabalísticos chamado “O Livro de Abramelin” (escrito entre os séculos XIV e XV), A Dark Song (2016) é um conto sobre a aceitação da perda e da morte. Duas pessoas em uma remota casa no interior do País de Gales ficarão trancados por meses executando um intrincado ritual que os forçará aos limites físicos e psicológicos. Ambos lidando com o luto – a perda de um filho e a perda do interesse na própria vida. Um ritual gnóstico e herético: não se trata de lidar com o divino, mas abrir portais para alguém ou algo totalmente desconhecido que pode ser reflexo de nós mesmos ou de estranhas entidades. E sabermos reconhecer que, sejam “bons” ou “maus”, todos não são filho de Deus, mas prisioneiros de uma mesma Criação. Filme sugerido (insistentemente...) pelo nosso leitor Felipe Resende.

domingo, janeiro 14, 2018

Após 200 anos, "Frankenstein" continua o Prometeu acorrentado


Nesse mês comemoram-se os 200 anos da primeira edição impressa em janeiro de 1818 do romance de Mary Shelley “Frankenstein ou o Prometeu Moderno”, cujo impacto na cultura moderna começou com as primeiras adaptações ao teatro. Mas o filme “Frankenstein” de 1931, com as correntes galvânicas, trovões, um cientista louco gritando “Está vivo!” e a icônica maquiagem de Boris Karloff, definitivamente consolidaram o personagem e suas variações (zumbis, autômatos, replicantes etc.) na cultura popular.  Porém, nesses dois séculos as adaptações do livro clássico invariavelmente giraram em torno da crítica à arrogância humana e científica do homem querer se equiparar a Deus. E a punição e sofrimento, assim como no mito de Prometeu acorrentado e punido pelos deuses. Por isso, ainda o cinema deve uma adaptação fiel ao imaginário romântico de “Frankenstein”: a criatura como um Prometeu desacorrentado que sintetizou o espírito revolucionário do Romantismo: a rejeição tanto do cristianismo quanto do materialismo iluminista através do sincretismo da ciência com o terreno espiritual - Alquimia, Cabala e Gnosticismo. Pauta sugerida pelo nosso leitor Eduardo G.

domingo, novembro 19, 2017

Hollywood abriu as portas para ocultismo e maldições com o filme "Incubus"


Os críticos consideram o filme “mais amaldiçoado da história do cinema”. Um filme que abriu as portas para o ocultismo e hermetismo em Hollywood numa década de “despertar místico e religioso” através das viagens alucinógenas do psicodelismo e estados alterados de consciência. O Filme “Incubus” (1966) foi dirigido e escrito por Leslie Stevens (criador da série de TV “Quinta Dimensão”) e protagonizado por William Shatner, um ano antes de viver o capitão Kirk da série “Star Trek”. Desde sua estreia, “Incubus” foi marcado por suicídios, assassinatos, falências, divórcio e incêndio. Tão amaldiçoado que o diretor tirou o filme de circulação e os negativos foram destruídos. Para em 1996 uma cópia ser encontrada na França e recuperada para relançamentos em VHS e DVD. E logo em seguida reiniciaram as “coincidências” fatais. Muitos pesquisadores em Sincromisticismo consideram Hollywood um “centro de recrutamento de médiuns”, manipulando voláteis e perigosas formas-pensamento e arquétipos do inconsciente coletivo. “Incubus” seria um caso exemplar.

segunda-feira, novembro 06, 2017

O sonambulismo gnóstico-noir em "Sleepwalker"



Uma mulher traumatizada pela morte do seu marido convive com sérios distúrbios do sono: sonambulismo, insônia e pesadelos. Sob tratamento em uma clínica especializada, finalmente consegue um sono reparador. Porém, algo de assustador começa a acontecer: a cada despertar, é como se acordasse em uma realidade alternativa com um novo sobrenome e pessoas conhecidas que não se lembram dela. “Sleepwalker” (2017) é um curioso filme que transita entre a estética “noir” (ninguém é o que aparenta ser), uma estranha atmosfera retro atemporal e a narrativa gnóstica sobre uma protagonista que parece navegar por diversas realidades em busca de memórias perdidas e crescente paranoia. O sonambulismo é o elo que em “Sleepwalker” une o “noir” com o gnóstico: estar desperto em um sonho é um evento marcado por uma forte carga simbólica de alguém que tenta acordar e encontrar a verdade. Filme sugerido pelo nosso antenado leitor Felipe Resende.

domingo, setembro 24, 2017

A gnose de um fantasma em "A Ghost Story"


Muitas religiões falam de um ponto entre a vida e a morte no qual vagam, entre os vivos, fantasmas daqueles que por algum motivo não conseguem deixar esse mundo. Mas “A Ghost Story” (2017) nos apresenta um fantasma diferente: um jovem morto prematuramente coberto por um lençol como um fantasma de Halloween. Um observador silencioso preso a uma casa que vê moradores chegando e mudando-se. Um filme sobre a percepção do tempo e a permanência. O que o prende naquela casa, silenciosamente observando os vivos? Talvez, os mesmos motivos que fazem os vivos serem prisioneiros dessa vida, sem jamais alcançarem a gnose. E como as questões nietzschianas como a morte de Deus e o eterno retorno permeiam a angústia existente tanto nos vivos como nos mortos. Outro filme sugerido pelo nosso intrépido leitor Felipe Resende.

terça-feira, agosto 29, 2017

Quando a família vira uma seita mística para o sucesso em "Der Bunker"


Esse filme está na lista dos filmes mais estranhos de 2016 do Cinegnose. Como fosse um bizarro conto de fadas contemporâneo (no qual a casa da floresta é substituída por um bunker da Segunda Guerra Mundial e a bruxa uma mãe possuída alguma entidade alienígena), o filme alemão “Der Bunker” (2016) acompanha um físico quântico que aluga um quarto em um velho bunker num lugar remoto, em busca da paz e silêncio para suas pesquisas. Lá conhece uma família que é regida por uma estranha força. Pai e mãe educam o filho com seus 30 anos que se veste com penteado e roupas infantis e o tratam como tal – a família o educa de forma implacável sonhando com o dia em que ele se tornará presidente dos EUA. Uma estranha combinação entre a velha educação burguesa através da repetição e punição, a moderna meritocracia globalizada e uma família atual que se transforma em seita bizarra voltada para o modelos irreais de sucesso.

quarta-feira, junho 28, 2017

Tricô, lã e Alquimia no filme "Wool 100%"


Um filme para os cinéfilos amantes do surreal e do estranho. “Wool 100%” (“100% Lã, 2006) do escritor/diretor japonês Mai Tominaga é uma curiosa comédia que combina a fábula gótica e fantástica com o humor negro repleto de simbolismos: duas irmãs idosas passam os seus dias acumulando objetos e sucatas em seu casarão, recolhidos e catalogados diariamente em uma pequena cidade japonesa. Até que encontram um cesto cheio de novelos de lã vermelha. Do emaranhando de fios surge uma jovem que tricota sem parar o próprio suéter que veste, para depois desfiar e recomeçar tudo de novo. A jovem intrusa dará início a uma complexa simbologia de transformação alquímica envolvendo a cor vermelha, tricô, infância, sexo e amor – simbolismo de libertação das protagonistas presas nas memórias do casarão, como fosse a cartografia das suas próprias mentes.

domingo, junho 25, 2017

Curta da Semana: "Robot & Scarecrow" - somos robôs e espantalhos em um amor impossível


Um drama de Romeo e Julieta pós-moderno. Um amor impossível entre um espantalho e um robô em meio a um festival de música eletrônica em uma zona rural qualquer. Esse é o curta “Robot and Scarecrow”, 2017) de Kibwe Tavares, conhecido por produções onde os efeitos digitais se fundem organicamente com “live action” – um robô programado para performar um show musical se apaixona por um espantalho despertado pelas bicadas dos corvos. Se misturam na multidão e tentam viver uma improvável história de amor. O curta é um dos exemplos mais diretos de como o fascínio pelos simulacros humanos (androides, robôs, fantoches, bonecos etc.) no cinema funcionaria como um espelho da própria condição humana. Naquele festival de música a condição tanto das estrelas pop quanto do público - controlados pela indústria do entretenimento, programados como um robô ou espetados em um mastro como um espantalho.

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Os mortos da escravidão ainda assombram o Brasil em "O Diabo Mora Aqui"


“O Diabo Mora Aqui” (2015), de Dante Vescio e Rodrigo Gasparini, filia-se a uma nova safra de filmes de terror brasileiros como “Quando Eu Era Vivo”, “Trabalhar Cansa” e “Mar Negro” – produções nacionais que procuram uma terceira via entre a paródia e o “filme de arte”: filmes com “cara de cinema” por seguirem as convenções do gênero, porém com uma abordagem brasileira com folclore, religiosidade e lendas urbanas nacionais. Filmes que revelam a essência do gênero do terror, principalmente o “exploitation”: um atalho para o inconsciente coletivo de um país e de uma cultura. No caso de “O Diabo Mora Aqui”, com a clássica narrativa de jovens em uma fazenda num lugar remoto no interior de São Paulo que sem querer libertam o Mal, revela como o Brasil supostamente moderno e globalizado ainda é assombrado pelos fantasmas do seu inconsciente coletivo: o passado escravocrata que não consegue ser redimido condenando-nos ao ciclo vicioso de ódio e autodestruição.

quarta-feira, novembro 23, 2016

Em "As Filhas do Fogo" o mundo dos mortos encontra os vivos em plena ditadura militar



Muitas vezes acusado de fazer filmes “vazios” ou “sem brasilidade”, em pleno processo da abertura política na ditadura militar o cineasta Walter Hugo Khouri escreveu e dirigiu o filme “As Filhas do Fogo” (1978) com um casal lésbico como protagonista em uma clássica trama gótica na qual os universos dos vivos e dos mortos se encontram, sob a trilha musical sombria e hipnótica do maestro Rogério Duprat. Um momento onde a abertura a temas espiritualistas, místicos e parapsíquicos andou ao lado da abertura política brasileira. Um filme que vale à pena ser revisto, principalmente pela forma como Khouri constrói uma trama que aspira à universalidade nas locações de Gramado e Canela/RS – objetos, personagens e a natureza circundante que parecem encarnar arquétipos tanto freudianos quanto gnósticos. Tudo isso no momento em que a ditadura militar desmontava o cinema brasileiro por meio da Embrafilmes.

quinta-feira, novembro 03, 2016

O que há em comum entre Cosme e Damião, Halloween e Finados?, por Claudio Siqueira


Festa importada dos Estados Unidos da América, muitos criticam o Halloween como um estrangeirismo desnecessário. Nos dias 26 (para os católicos) ou 27 de setembro (para o Candomblé e a Umbanda), comemora-se o dia de São Cosme e São Damião, mas, ao contrário do que acusam os críticos do sincretismo, o santo doppelgänger também é fruto de hibridismos gnósticos e representa um arquétipo astrológico. Quais as conexões entre o sincretismo católico de Cosme e Damião, Halloween e o Dia de Finados?

domingo, outubro 30, 2016

Curta da Semana: "How to Make A Nightmare" - De onde vêm os pesadelos?


O Halloween está chegando, uma data festiva criada midiaticamente a partir da matéria-prima dos nossos pesadelos. E de onde eles vêm? Do inconsciente? Ou... alguém ou alguma coisa os produz para ao mesmo tempo se alimentar do nosso medo e nos manter “na linha” nesse mundo? O curta “How To Make A Nightmare” (2014) pretende abordar essa questão. O curta é mais uma evidência de como a sensibilidade gnóstica vem transformando gêneros como o terror e ficção-científica – se esses gêneros foram tributários do viés da psicanálise freudiana, nos últimos tempos tudo está mudando: sonhos e pesadelos não são mais produtos do inconsciente mas agora construções elaboradas por alguém que não nos ama.

terça-feira, outubro 11, 2016

Cineteratologia: a ciência dos monstros no Cinema


Assim como a Teratologia, ramo da ciência médica conhecida também como “ciência dos monstros” (o estudo de como o meio ambiente pode produzir deformações pré-natal), seria necessário um estudo sobre como as transformações dos ambientes sócio-culturais alteram as expressões da monstruosidade e a sensibilidade ao terror e o horror no cinema e audiovisual – a Cineteratologia. A partir de “A Noite dos Mortos Vivos” (1968), de George Romero, acompanhamos a quebra o paradigma da monstruosidade clássica e a criação de uma nova galeria de monstros com mudanças estéticas (não são mais “disformes”, mas agora “informes” – os chamados “monstros moles”) e éticas – o comportamento violento é inimputável de qualquer julgamento moral. São apenas manifestações virais ou predadores que lutam para sobreviver. Por que essa alteração na natureza da monstruosidade moderna?

domingo, outubro 02, 2016

A banalidade do Mal do ocultismo nazi no filme "O Cremador"


Um operador de um crematório na antiga Tchecoslováquia, às vésperas da invasão nazista, é um respeitado e aparentemente equilibrado chefe de família que recita nos jantares teses do Livro Tibetano dos Mortos, é obcecado em budismo e reencarnação. E também acredita na missão messiânica da sua profissão: acelerar o trabalho de Deus de fazer o homem retornar ao pó. Essa mistura de cristianismo e budismo na sua cabeça vai encontrar o esoterismo nazi que começa a se espalhar pelo país – a pureza da raça ariana cujas origens milenares estariam no Tibete e a sabedoria guardada pelos lamas. O filme “O Cremador” (Spalovac Mrtvol, 1969) do diretor tcheco Juraj Herz é um mergulho no psiquismo da chamada “banalizadade do Mal”, motor psicológico do nazi-fascismo: como um homem aparentemente equilibrado e sem precedentes violentos mistura cristianismo, budismo e ocultismo nazi para se auto-investir com um propósito sinistro: eliminar a dor e a impureza desse mundo através das fornalhas do seu crematório.

terça-feira, setembro 27, 2016

Coleção "Curta da Semana" do Cinegnose: o Gnóstico, o Estranho e o Surreal



No ano passado o "Cinegnose" iniciava a sessão "Curta da Semana". A ideia era celebrar a presença do Surreal, do Gnóstico, do Estranho no universo das produções em curta metragem. Esse gênero de filme vem se tornando verdadeira incubadora de novos diretores, roteiristas, e teasers para futuros filmes. Um tipo de produção que permite liberdade em experimentar novos temas, estéticas, linguagens e efeitos especiais. Visite a Coleção com, até agora, 40 curtas com atualizações semanais.



1 - "Puppets" - Eu sou aquilo que não penso? - clique aqui



2 - "Life and the Mirror" e "Goodbye" - Perdemos a fé na vida pós-morte? - clique aqui



3 - "The Horribly Slow Murderer With The Extremely Inefficient Weapon" - a colher e a gota chinesa - clique aqui



4 - "O Sanduíche" - e no final do abismo tinha um sanduíche - clique aqui



5 - "Estado de Suspensão" - o "estar entre" o sonho e a realidade - clique aqui



6 - "Getting Fat in the Healthy Way"- a Terra, a Lua e a obesidade - clique aqui



7 - "O Homem na Multidão" - Allan Poe se encontra com Física Quântica - clique aqui



8 -"Gnosis" - Monstros, bebês e Gnosticismo - clique aqui



9 - "The Black Hole" - escritórios são as Matrix atuais - clique aqui



10 - "Os Filmes Que Não Fiz" - o fascínio pelos perdedores - clique aqui


MAIS CURTAS
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terça-feira, setembro 20, 2016

O estranhamento gnóstico de "Eraserhead" de David Lynch


Considerado o mais influente dos filmes cult, clássico do chamado “Cinema da Meia-Noite”, “Eraserhead” (1977) foi o filme de estreia na carreira do diretor David Lynch. Num mix de terror gótico, surrealismo e humor negro, o filme manteve os seus mistérios simbólicos ao longo dos anos. Embora se baseie em um simples plot (a namorada engravida e leva seu namorado para que seus pais o conheçam), os cenários alucinatórios, o design de som hipnótico e uma das melhores fotografia em PB da história do cinema fazem desse filme o fundador do tema que acompanhará David Lynch por toda a carreira: por mais banal que pareça a realidade, nosso psiquismo a interpreta por meio de sonhos, pesadelos e alucinações que criam uma relação de estranhamento com o mundo. Mas alguém controla essa realidade, e não somos nós. Para chegarmos a esse Demiurgo, somente através do conhecimento dos mecanismos do psiquismo. Por isso, “Eraserhead” tem um evidente sabor gnóstico.

domingo, setembro 11, 2016

O terror do passado assombra a vida doméstica em "O Espelho"


O gênero terror atual persegue uma fórmula básica: combinar os medos atávicos do horror clássico com os medos domésticos da vida cotidiana: o ladrão, a infidelidade, o abandono na infância, pais ausentes etc. “O Espelho” (Oculus, 2013) é um exemplo dessa combinação perfeita que consegue contornar os clichês do gênero – a história de um espelho assombrado por uma suposta força maligna que vem colecionando vítimas por séculos. Os medos de uma típica família de classe média são potencializados por um conjunto de simbolismos arquetípicos que povoa esse simples objeto doméstico – o medo do reflexo e seu duplo. Filme sugerido pelo nosso leitor Felipe Resende.

sábado, junho 04, 2016

Em "Regressão" Religião e Ciência trazem medo e histeria



Com o filme “Regressão” (Regression, 2015) o diretor Alejandro Amenábar retorna ao seu tema predileto de filmes como “Abre Los Ojos” ou “Os Outros”: as ilusões criadas pela nossa percepção. Um detetive e um psicólogo investigam o caso de uma jovem vítima de abuso sexual pelo seu pai. A aplicação de terapia de regressão por hipnose revela evidencias de uma seita secreta de cultos satânicos envolvendo estupros, raptos e sacrifícios. O que transforma uma pequena comunidade em vítima do medo e histeria coletiva. Mas Amenábar nos mostra outro tipo de regressão: como a Religião e, principalmente a Ciência, que deveriam ser instrumentos de verdade ou esperança, transformam-se em incitadores do medo, ignorância e histeria. Filme sugerido pelo nosso leitor Felipe Resende.

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