Diz o provérbio que passamos metade da vida cometendo erros e a outra tentando corrigi-los. No entanto, o novo suspense de ficção científica “Matar. Vingar. Repetir.” (Redux Redux, 2025) altera essa premissa para algo muito mais perturbador: passamos a vida sendo vítimas e as demais realidades buscando vingança. O filme utiliza a física quântica não como um artifício de aventura, mas como uma lupa sobre o determinismo do trauma. Através da jornada de Irene Kelly por universos paralelos onde a tragédia é um ponto fixo, os diretores Kevin e Matthew McManus entregam um "Thelma e Louise quântico" que reflete a angústia de uma era onde nem mesmo o infinito parece ser capaz de apagar a dor. Ao cruzar a “Interpretação de Muitos Mundos” de Hugh Everett com o conceito de imortalidade quântica de Max Tegmark, a obra apresenta uma anatomia visceral do luto, onde a jornada interdimensional não oferece uma nova vida, mas uma prisão existencial de vingança repetitiva.
sexta-feira, abril 03, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira



















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