terça-feira, fevereiro 04, 2025

Guerra dos bonés: Trump pauta Secom; "Drill, Baby, Drill!": Globo agora está ansiosa por petróleo; soberania digital e a IA do Piauí



AGORA VAI!!! A bomba atômica semiótica da nova Secom é... a guerra dos bonés. O Brasil pode ficar tranquilo que Trump está feliz com a gente: somos “paga pau” de Trump e replicamos todas as suas pautas... Esse é um dos temas da Live Extra Cinegnose 360 #84, nessa quarta-feira (05/02), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com as trepidantes Conversas Aleatórias e termina com a Crítica Midiática: “Guerra dos Bonés”: estratégia de “Comunicação” do Governo continua a reboque de qualquer coisa; Ibama vs. Petrobrás e a polêmica da Margem Equatorial: Globo sente a Era Trump e abandona discurso ambientalista; como grande mídia prospecta crises: Globo News quer que enchente no Jardim São Paulo/SP “bata no Governo Federal”; Piauí cria a primeira IA brasileira: é a soberania digital, estúpido! Jornalismo corporativo caça novas crises: tarifaço de Trump, novos presidentes das casas do Congresso etc.; EUA envia imigrantes para Guantánamo: agora o novo inimigo é interno no Grande Reset Global.

Entrevista com o humilde blogueiro: Inteligência Semiótica e soberania digital


Esse humilde blogueiro foi entrevistado pelo jornalista Moysés Corrêa da TVCRIO – Televisão Comunitária do Rio de Janeiro, nessa segunda-feira (03/02). “Comunicação, debate público e democracia” foi o grande tema. O foco foi fazer um diagnóstico da evolução das tecnologias de comunicação até chegarmos ao tempo real das redes sociais – principalmente, como a comunicação on line está corroendo a Democracia. Para chegarmos ao debate atual das armadilhas comunicacionais que, tanto o Governo Lula quanto a esquerda, estão caindo sem conseguirem reagir. Voltou na discussão o tema do “Gabinete de Inteligência Semiótica” e a necessidade de ser criada uma agenda comunicacional própria que dispute a narrativa da grande mídia. E a necessidade de uma política pública de soberania digital, num momento em que as Big Techs apoiam explicitamente a Era Trump e a expansão da extrema-direita pelo planeta. 

sábado, fevereiro 01, 2025

Skid Row; demissão de Bocardi é apenas a ponta do iceberg; caem Big Techs e aviões nos EUA: qual a conexão? Lições da coletiva de Lula


No Brasil não tem terremotos, tornados ou tsunamis. Mas tem... “fenômenos extremos!” Temporais de verão viram “alerta extremo”... ou será “alerta severo”?... ou apenas “Atenção”. Defesa Civil manda SMS e... vire-se! Corra para as montanhas! Se não caírem antes. Essa é a nova faceta semiótica do neoliberalismo tupiniquim: como dar a impressão de que o Estado (precarizado) faz alguma coisa, enquanto não faz nada! Esse é um dos temas da Live Cinegnose 360 #190, nesse domingo (02/02), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com Skid Row: a decadência do Glam Metal. Depois discutiremos o filme “A Cela” (a guinada metafísica e PsicoGnóstica de Hollywood) e o documentário “Trilha Sonora para um Golpe” (do Jazz às redes sociais, a música é a mesma). Na sessão dos livros, Fenomenologia, Merleau-Ponty e cibercutura. Na Crítica Midiática: a retórica climática da mídia: da Ditadura Militar ao neoliberalismo periférico; a demissão de Rodrigo Bocardi é a ponta do iceberg do jornalismo corporativo; lições da coletiva de imprensa de Lula; caem ações das Big Techs e aviões nos EUA: qual a conexão? Eleições no Congresso, lobby e guerra semiótica da inflação dos alimentos.

sexta-feira, janeiro 31, 2025

'Trilha Sonora para um Golpe de Estado': do Jazz às redes sociais, a música continua a mesma


O fonógrafo de paraquedas, a mais nova arma da América jogado do céu com música pró-americana. O toca-discos pode ajudar a vencer a guerra fria”. O jornal NYT estampava essa manchete em 1955, celebrando a mais nova arma na Guerra Fria: o Jazz. O documentário belga “Trilha Sonora para um Golpe de Estado (Soundtrack to a Coup d'Etat, 2024, em cartaz no cinema) revela como a CIA e Departamento de Estado utilizavam os chamados “Embaixadores do Jazz”, músicos como Louis Armstrong, Nina Simone, Duke Ellington e Dizzy Gillespie, como cavalos de Tróia – junto com eles desembarcavam no país anfitrião espiões e mercenários para prepararem golpes de Estado. Como em 1961, na ex-colônia belga República Democrática do Congo: a chegada apoteótica de Louis Armstrong encobriu a operação de assassinato de Patrice Lumumba, ex-primeiro-ministro e líder africano. O urânio do Congo foi decisivo para fazer a primeira bomba atômica dos EUA. E o Ocidente queria mais. Hoje, em busca de lítio e metais raros, as Big Techs não precisam mais do Jazz. Têm as redes sociais. Será que as lendas do Jazz estavam conscientes do seu papel na Guerra Fria?

quarta-feira, janeiro 29, 2025

A guinada metafísica PsicoGnóstica de Hollywood no filme 'A Cela'


Uma época em que Hollywood deu uma “guinada metafísica” (Boris Groys), cujo filme “Matrix” foi o ápice dessa guinada, tendo a mitologia gnóstica como impulsionadora. Mas o filme “A Cela” (The Cell, 2000), do então estreante Tarsem Singh (de videoclipes como “Losing May Religion” do R.E.M.), foi ao mesmo tempo síntese e ponto de inflexão. Como síntese, juntou a onda do Mal viral dos anos 1990 (desde “O Silêncio dos Inocentes”) à virada PsioGnóstica no cinema. Uma mistura bizarra de ficção científica, assassinatos em série, psicologia policial pop e efeitos especiais assombrosos que marcaram o início do novo milênio no gênero cinematográfico. Para encontrar a última vítima de um serial killer, o FBI se utiliza de uma tecnologia experimental de compartilhamento de mentes: entrar nos labirintos psíquicos e oníricos do criminoso em coma. Um filme que antecipou as topografias da mente de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” e “A Origem”.

terça-feira, janeiro 28, 2025

DeepSeek: mídia ignora bolha da IA; a irônica volta de Neymar; uma Fernanda Torres incorreta; e se a China deportasse brasileiros algemados?



A bolha do negócio da Inteligência Artificial está para explodir: num timing perfeito, a chinesa DeepSeek entrega o mesmo e por uma fração do custo do Vale do Silício. Expondo a bolha especulativa alimentada pelo presidente CriptoTrump. Mas para a mídia brasileira está tudo bem... assim como algemas em deportados brasileiros dos EUA. Vamos discutir esse e outros assuntos na Live Extra Cinegnose 360 #83, nessa quarta-feira (29/01), às 18h, no YouTube e Facebook. Primeiro, as Conversas Aleatórias. E depois, a Crítica Midiática: DeepSeek e o fenômeno das bolhas financeiras no Capitalismo; a ironia da volta de Neymar em pleno governo Lula; Mídia: Petro ganhou ou perdeu na queda de braço com CriptoTrump? Internet não é “terra de ninguém”... pelo menos para o campo progressista;  Melou a PsyOp: descobriram uma Fernanda Torres politicamente incorreta; aprovação de Lula cai 5%: a opinião pública existe? E mais outras bombinhas semióticas.

sábado, janeiro 25, 2025

Skank e as 'comunidades imaginadas'; guerra semiótica: alguém ouve o Cinegnose; mídia: desemprego é remédio da inflação! O CriptoTrump



Mal-agradecidos! Latinos fornecem mão de obra barata e entretenimento e os gringos os deportam... Quem é o culpado? Trump? Não, Biden! Esperto, Trump fatura e leva a culpa. É o Império americano. Só que agora sem filtro! Esse é um dos assuntos do costumeiro tijolaço do domingo, a Live Cinegnose 360 #189, nesse domingo (26/01), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com a banda Skank: do rock dos anos 1980 à PsyOp das “comunidades imaginadas” do neoliberalismo dos anos 1990. Na sessão do cinema, vamos discutir o filme “Pisque Duas Vezes” (terror de gênero e racial) e sobre David Lynch: surrealismo, meditação e gnose. Na sessão dos livros, gim e softpower. E na Crítica Midiática: alguém está ouvindo esse humilde blogueiro: sindicato antecipa ataque semiótico contra nova medida da Receita; a estratégia do “Vale-a-pena-ver-de-novo” da propaganda da Secom; as maldades midiáticas neoliberais: desemprego para combater inflação; Oscar 2025: “Ainda Estou Aqui” é uma PsyOp reminiscente da Era Biden? Internet não é “terra sem lei”... mas condenações da Justiça são seletivas; Trump criptomonetiza o poder, da memecoin a Gaza.

sexta-feira, janeiro 24, 2025

Não existe perdão, só esquecimento no filme 'Pisque Duas Vezes'


O terror racial e o terror de gênero se encontram numa zona de combate brutal e sangrenta. É o filme “Pisque Duas Vezes” (Blink Twice, 2024, disponível na Prime Video) em que a assustadora mensagem de Jordan Peele em “Corra!” se combina com o terror da masculinidade tóxica de “Men”, de Alex Garland e atual tendência dos thrillers de vingança e luta de classes (“Parasita”, “O Menu”, “Triângulo da Tristeza” etc.). Uma desajeitada garçonete de coquetéis cai aos pés do bilionário tecnológico. Ele a convida, junto com sua melhor amiga, para um retiro na sua ilha privada tropical paradisíaca. Uma história que lembra Cinderela que aos poucos vai se tornando um conto de terror: há algo errado neste paraíso tropical. “Não existe perdão, só existe esquecimento” é o mote do filme que surpreende ao fazer alusões à interpretação gnóstica do Paraíso bíblico: os prazeres de um Jardim do Éden, serpentes, conhecimento e esquecimento.

terça-feira, janeiro 21, 2025

Trump entretém no show da comunicação alt-right... e Globo começa a "endireitar"; Agora vai: Governo tem plano de comunicação de 90 dias!


Um show de comunicação alt-right que parecia até um esquete do “Saturday Night Live”. Na posse de Trump cerimonial e entretenimento e fundiram de uma forma única como em nenhum lugar do planeta. Como todo esse hiper-realismo politicamente incorreto de Trump repercute na mídia e política brasileira? Esse é um tema da Live Extra Cinegnose #82, nessa quarta-feira (22/01), às 18h, no YouTube e Facebook. Depois das trepidantes Conversas Aleatórias, vamos de Crítica Midiática do meio da semana: Trump – desconstruções e ironias da comunicação alt-right na cerimônia da posse; Globo se “endireita”:  já começa a abandonar a agenda dos Novos Democratas; “Drill, baby, Drill!”: Vale do Silício em peso na posse; André Esteves faz “ameaça adversativa” no Fórum Mundial de Davos; Agora vai: plano de comunicação de 90 dias do Governo Lula... e outras bombinhas semióticas.

Surrealismo, meditação e gnose em David Lynch



O surrealismo foi deixado para trás, lá no século XX, e hoje suas imagens viraram de pôsteres que decoram das casas de amantes da arte cult às psyOps publicitárias que fisgam o inconsciente do consumidores. Mas, em plena cena do chamado “cinema da meia-noite” dos anos 1970, David Lynch (que deixou esse mundo aos 78 anos no último dia 15) resgatou a essência incômoda do surrealismo: o cinema como instrumento para revelar como no cotidiano o psiquismo preenche aquele “gap” existente entre a alma e a realidade. Lynch foi o mestre em pegar histórias banais e transformá-las em labirintos obscuros de pistas falsas num mix de filme noir, gótico americano e humor negro. Em uma filmografia que surge o seu principal protagonista: o Detetive – no cotidiano banal que oculta o mundo dos sonhos (e pesadelos), somente o Detetive pode, através das imagens, resolver enigmas através da experiência de estranheza e alienação. Porém, no final, David Lynch descobre que nem o cinema é capaz disso, porque feito pela mesma lógica onírica – montagem, edição etc. Depois de desconstruir tudo, restou a ele o seu entusiasmo pela meditação transcendental: silenciar toda linguagem e a mente. E, quem sabe, encontrar a gnose.

sábado, janeiro 18, 2025

'Camisa de Vênus'; Entrevista: Francisco Ladeira - como a esquerda foi apropriada pela extrema-direita; NYT e Zuckerberg já operam eleição 2026



Há saídas para a humilhante derrota do Governo para a fake news do Pix? Até tem, se a esquerda deixar o foco hidrofóbico no “Gabinete do Ódio” e descobrir como opera o “Gabinete de Inteligência Semiótica” alt-right da extrema-direita brasileira. Esse é um dos temas da Live Cinegnose 360 #188, nesse domingo (19/01), às 18h, no YouTube e Facebook. Que terá uma entrevista especial com o prof. Francisco Ladeira, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), para discutirmos como a esquerda foi apropriada pela extrema-direita. E ainda temos dois filmes para discutirmos: o brasileiro premiado “Ainda Estou Aqui” (a cordial luta de classes brasileira) e “Aqui” (o Forrest Gump da nova Era Trump). Na sessão dos livros, vamos conversar sobre um de Darcy Ribeiro. E na Crítica Midiática: como funciona o “Gabinete de Inteligência Semiótica” bolsonarista: o caso do Pix; Zuckerberg e New York Times: a dobradinha para bombar a extrema-direita brasileira; Haddad cai sob o feitiço do fetichismo da mercadoria; o caso dos moto-taxis: uma dobradinha 99 e Ricardo Nunes? E outras bombinhas semióticas.

sexta-feira, janeiro 17, 2025

A extrema-direita tem um "Gabinete de Inteligência Semiótica". E o Governo?


A humilhante derrota do Governo no episódio da normativa do Pix da Receita Federal (voltando atrás, passando recibo e pulverizando a credibilidade não só de um órgão público, mas também dos próprios jornalistas do campo progressista que lutavam contra a desinformação) revelou a extrema vulnerabilidade diante das operações de um “gabinete de inteligência semiótica” na extrema-direita: a sinergia entre o jornalismo corporativo e extrema-direita, fornecendo insights e munição para a desinformação. Desde o episódio dos imóveis perdidos do Palácio da Alvorada e reencontrados pela Comissão de Inventário (e depois bombado nas manchetes de primeira página) no início de 2024, encontramos um trabalho de prospecção rotineira de crises em potencial, para servir como munição às redes extremistas. O caso da normativa do Pix foi outro exemplo. Grande mídia desvia o foco para o “Gabinete do Ódio”, deixando oculta a verdadeira cena: o “Gabinete de Inteligência Semiótica” da comunicação alt-right. Quando cairá a ficha do Governo que propaganda NÃO é comunicação? Comunicação É o campo dos acontecimentos, gerido e operado por um Gabinete de Inteligência Semiótica (GIS). 

terça-feira, janeiro 14, 2025

O pós-cinema em Los Angeles; um Gabinete de Inteligência Semiótica no Governo? Por que PT quer livrar clã Bolsonaro do caso Marielle?


De Porto Alegre a Los Angeles. Das enchentes aos incêndios. Duas superproduções das vitrines do neoliberalismo. Mas Los Angeles é a vanguarda: a experiência imersiva do pós-cinema nas telas de todo o planeta. Esse é um dos temas da PRIMEIRA LIVE DO ANO: Live Extra Cinegnose 360 #81, nessa quarta-feira (15/01), às 18h, no YouTube e Facebook. E depois da sessão das Conversas Aleatórias, a primeira Crítica Midiática do Ano: por que Governo e PT querem livrar família Bolsonaro do caso Marielle Franco? Atos do 8/1: Lula prisioneiro da agenda da “Defesa da Democracia”; Entrevista do humilde blogueiro a TV GGN: Governo precisa de um “Gabinete de Inteligência Semiótica”; Porto Alegre e Los Angeles: as vitrines do Capitalismo Neoliberal de Desastre; Esquerda “paga pau” para Natuza Nery; flagrante de fake news na Globo: Ditadura de Maduro prendeu Corina Machado... venha participar da primeira Live do ano!   

Incêndios em Los Angeles: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do Capitalismo


Vídeos e fotos dos incêndios de Los Angeles que circulam nas redes sociais e na grande mídia são impressionantes: parecem que foram escolhidas pela “fotogenia”, isto é, pela similaridade com as dezenas de filmes-catástrofe já feitos por Hollywood. E o destaque dos incêndios das próprias mansões de atores parecem querer nos mostrar que eles estão estrelando algum tipo de superprodução real. Qual o ardil dessas imagens que viraram bombas semióticas? A resposta está no teórico urbanista e historiador Mike Davis, agora reconhecido pela antevisão do seu livro “Ecologia do Medo: Los Angeles e a Fabricação de um Desastre”, de 1998. Como a urbanização caótica, especulação imobiliária e privatização dos recursos hídricos tornou uma sociedade altamente vulnerável aos desastres ambientais – e, atualmente, às mudanças climáticas. Mas Hollywood, com seus “disasters movies”, naturalizam um problema político e econômico, porque é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do Capitalismo - L.A. como vítima de uma "crise climática global" e não de um desastre ambiental provocado pelo saco de maldades neoliberais . 

sábado, janeiro 11, 2025

A recriação feminista de Frankenstein, hospitais e instituição total no filme '(Re)Nascer'


Há mais de 200 anos Mary Shelley publicava a primeira edição de “Frankenstein ou O Prometeu Moderno”. Sua fantasia prometeica estava assentada na tecnociência vitoriana (eletromecânica). Ao lado de “Pobres Criaturas”, de Yorgos Lanthimos, “(Re) Nascer” (Birth/Rebirth, 2023), de Laura Moss, é uma recriação feminista do conto atemporal de Shelley: só as mulheres conhecem a dor e o estresse de ter um corpo sujeito aos caprichos da natureza. Portanto, as mulheres estão mais próximas dos mistérios da concepção da vida – a eletricidade e as máquinas cedem ao paradigma orgânico. A recriação feminista de “(Re) Nascer” vai muito além do mito do cientista louco – quando uma patologista de um necrotério e uma enfermeira obstétrica se unem para ressuscitar a pequena filha e mantê-la viva a partir de privilégios nada éticos do sistema hospitalar, cairão naquilo que se chamava de “instituição total” – tecnologia disciplinar para manter os corpos sob o controle de uma finalidade totalitária.

quinta-feira, janeiro 09, 2025

O ato em memória do 8/1 e o jogo perde-perde da comunicação


Por que no ano passado Lula vetou qualquer ato em memória aos 60 anos do golpe militar de 1964? E por que agora decidiu celebrar um ato em memória aos dois anos dos atos golpistas do 8/1? Com descida da rampa e tudo! Será que não quis melindrar a caserna que ainda acredita que o golpe foi a “revolução de 64”? O fato é que, para o Governo, o 8/1 virou uma bomba semiótica do “Sim!” – tem adesão fácil, principalmente da grande mídia que abduziu o campo progressista para a pauta da “Defesa da Democracia” – cujo filme “Ainda Estou Aqui” foi o toque emocional que faltava. Enquanto Lula coloca um marqueteiro na Secom para melhorar a “Comunicação”, mais uma vez confundindo o conceito com “propaganda”. A questão é que o governo caiu no ardil mídia/Faria Lima do jogo de perde-perde na comunicação: perde defendendo uma Democracia abstrata (Democracia para quem?) para, mais uma vez se desconectar do povão, às voltas com precarização e coachs religiosos-motivacionais; e perde aderindo a uma pauta da mídia corporativa, enquanto ela toca o terror fiscal para inviabilizar a esquerda para 2026. Opção? Pensar a comunicação para além da propaganda. Pensar na pauta anticíclica da Comunicação como Acontecimento.

terça-feira, janeiro 07, 2025

'Ainda Estou Aqui' e a cordial luta de classes brasileira


Estamos acostumados (eu diria “treinados”) a considerar um filme apenas pelo seu conteúdo, ignorando a linguagem, o contexto e as relações sociais e de classe que envolvem a fabricação do produto cultural. É a necessidade de termos o olhar materialista histórico, coisa fora da moda na atualidade. Mas é essencial para entendermos o filme “Ainda Estou Aqui” (2024), que guarda paradoxos e ironias que revelam como a cordialidade marca a luta de classes brasileira: de um lado, um cineasta herdeiro de um banqueiro fiador e beneficiário do golpe militar de 1964; e do outro, a Globo – golpista de primeira hora em 1964 e num momento em que, através da plataforma Globoplay, co-produtora do filme, tenta ir além da TV aberta, de olho no mercado internacional. O campo progressista celebra o filme. Por supostamente proporcionar a oportunidade de contar a história da ditadura. Mas porque uma Sony Pictures e outras distribuidoras internacionais se interessaram pelo filme e não por outros sobre o mesmo tema? A resposta está no contexto da luta de classes e da linguagem internacional-popular esperada pelas distribuidoras.

sábado, janeiro 04, 2025

O horror de 'Nosferatu': o que você faz se o Mal beijar a esposa melhor que o marido?


O que você faz se o Mal beijar a esposa melhor que o marido? Certamente serão colocados em xeque toda racionalidade científica, a moralidade e a religião. Pode parecer grosseiro e simplista, mas este parece ser o argumento central de “Nosferatu” (2024), refilmagem do cineasta Robert Eggers (“A Bruxa”, “O Farol”) do clássico mudo “Nosferatu – Uma Sinfonia do Horror”, de 1922. Ao contrário do original, Eggers vai além de um conto sobre um vampiro: mais do que entidade das trevas, Nosferatu é o Mal puro capaz de distorcer a própria realidade. “Nosferatu” concentra-se no erotismo macabro e numa sexualidade melancólica e crepuscular que vai “além dos oceanos do tempo”. A representação ontológica do Mal e sua perturbadora conexão com o Erótico, o Orgasmo e a Morte - o erotismo como a afirmação da vida que se estende até a morte.

quinta-feira, janeiro 02, 2025

Caso Natuza Nery e apropriação semiótica: como a Globo lucra com isso


O caso do ataque sofrido em supermercado pela “colonista” e apresentadora da Globo News, Natuza Nery, é exemplar por revelar, na prática, o efeito da estratégia de comunicação alt-right de apropriação semiótica. A crítica não só a Globo, mas ao monopólio midiático do país, sempre foi uma pauta da esquerda. Apropriada e com sinal invertido de forma paródica pela extrema-direita, virou o mote “Globo Lixo!”. Resultado: o campo sai em defesa do “jornalismo profissional” e a “liberdade de imprensa” contra o “fascismo”, não obstante a “colonista” ter semeado e colhido tempestade, junto com a emissora que deu visibilidade à lama psíquica do Brasil profundo. O campo progressista teme ser confundida com o bolsonarismo. Então, sai em defesa do jornalismo corporativo que faz terrorismo fiscal e prepara o fim da liberdade de expressão com o lobby contra o Marco Civil da Internet. Conscientemente a Globo joga seus jornalistas aos bolsonaristas-zumbis. O "Escândalo da Wikipedia", em 2016, foi o caso seminal, começando com Miriam Leitão e Carlos Sardenberg. E a Globo lucra com isso.  

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