sábado, julho 25, 2026

"The Mummies"; Entrevista com Prof. Francisco Ladeira: a "Xenofobia do Bem"; "Ucrânia Inc."; o polissêmico DataFolha; mulher tem partido?


“Hermanos” foi sempre como a mídia brasileira se referia, ironicamente, aos nossos vizinhos argentinos. Até a seleção brasileira dar o adeus precoce na Copa e a Argentina demonstrar resiliência e chegar à final. De repente, descobriram que dos “Hermanos” eram racistas, conspiravam com a FIFA de Infantino e Trump, além de sionistas e corruptos. A quem interessa: (a) desviar do assunto do porquê do fracasso da CBF e (b) criar uma cismogênese na América do Sul? Vamos discutir essa “Xenofobia do Bem” na Live Cinegnose 360 #249, nesse domingo (26/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Para discutir esse tema, vamos entrevistar o professor e jornalista Francisco Ladeira para falarmos sobre Copa do Mundo e Geopolítica. Mas antes, vamos começar com o “budget rock” do The Mummies, os ludistas do rock. E, depois dos Comentários Aleatórios, a Crítica Midiática: os brasileiros e a “Ucrânia Inc.”; no miasma neoliberal do PL, as sombras do pai Bolsonaro e Milei; Trens privatizados pegam fogo em SP: e periga de Tarcisão indenizar! Há método no caos de Trump? Para Marina Silva, mulheres não têm partido; a polissêmica pesquisa DataFolha... e outras bombinhas semióticas para terminar.

'Os Invasores de Corpos': uma refilmagem que anteviu o futuro


Consagrado como uma das raras refilmagens a superar o clássico original de 1956, “Os Invasores de Corpos” (The Invasion of the Body Snatchers, 1978) transformou o pânico alienígena em um retrato cortante da sociedade americana do final dos anos 1970. Ao trocar a paranoia anticomunista da Guerra Fria pela gentrificação e pelo individualismo de San Francisco, o diretor Philip Kaufman aliou o pavor tátil do áudio de Ben Burtt a uma poderosa metáfora política: a substituição de humanos pelo "povo-vagem" conformista e sem afeto nada mais era do que o anúncio da ascensão dos yuppies e do novo conservadorismo que dominariam as décadas seguintes.

sexta-feira, julho 24, 2026

Clipando #14: a pressão da "escola instagramável, os caminhos do pensamento matemático e a recuperação do livro na era digital



A rotina docente em tempos de hiperconexão exige mais do que apenas ensinar — exige espaço para refletir. Entre a pressão por uma “escola instagramável”, o resgate do livro impresso frente às telas e os caminhos para o ensino da matemática desde a infância, como construir uma prática pedagógica sustentável? Para conectar as principais discussões da área a estratégias reais de sala de aula, já está no ar o Clipando #14, clipping comentado de educação apresentado por esse humilde blogueiro produzido para o Sindicato dos Professores de Santos (Sinpro Santos). Disponível no YouTube e no Spotify, esta edição traz uma curadoria especial de análises para inspirar o fazer pedagógico.

terça-feira, julho 21, 2026

"Onguização" e "bolsonarização" da linguagem estão contaminando o jornalismo


No último domingo (19), a Folha de S.Paulo estampava em sua primeira página que o movimento político de Michelle Bolsonaro prometia ser "imparável". A absorção literal e desprovida de ironia de uma hipérbole bolsonarista pelo relato jornalístico é a ponta de um iceberg linguístico profundo. De um lado, a "bolsonarização" do jornalismo contaminou a cobertura de Brasília com o jargão da caserna — onde acordos viram "situações pacificadas" e parlamentares viram "tropas de choque". Do outro, a "onguização" da linguagem higienizou o debate social, substituindo denúncias de exploração por eufemismos burocráticos. Embora venham de polos opostos, ambos os fenômenos erodem a esfera pública ao desarmar a denúncia das desigualdades na base e transformar a política institucional do topo em um mero campo de batalha cognitivo.

Flávio lança candidatura dentro de um miasma neoliberal; a bola de cristal de Merval; cultura evangélica e crise do futebol brasileiro



Não podia ser melhor o lugar para Flávio lançar sua candidatura à presidência pelo PL: no verdadeiro MIASMA NEOLIBERAL de Capitalismo Periférico que representa o Mercado Livre Arena Pacaembu. E ainda no auditório “Mercado Pago Hall”, braço financeiro do argentino Mercado Livre. E com a presença prometida do próprio Milei! Venha discutir miasmas e sincronismos políticos e semióticos na Live Extra Cinegnose 360 #137, nessa quarta-feira (22/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Ainda ouvindo os ecos da Copa do Mundo, vamos discutir na “Conversas Aleatórias”, nas quais o participante pergunta e comenta no Chat. E depois, a Crítica Midiática: duas pragas na linguagem jornalística atual: “onguização” da linguagem e léxico bolsonarista da caserna; onde estão os “independentes” das pesquisas Genial/Quaest? Sabesp e o ecossistema financeiro do Banco Master; a bola de cristal de Merval Pereira: Globo joga a toalha; Truth Social de Trump quer vender informações privilegiadas ao mercado; Lula avalia faltar aos primeiros debates na TV; cultura evangélica contribui para crise do futebol brasileiro? E outras bombinhas semióticas.

sábado, julho 18, 2026

O que Walter Benjamin diria se assistisse a 'Toy Story 5'?



Ao trocar a melancolia do envelhecimento pela tirania dos algoritmos, “Toy Story 5” (2026) tenta atualizar o fôlego da franquia mais valiosa da Pixar, mas acaba tropeçando no próprio moralismo. Em uma Hollywood cronicamente incapaz de encarar crises sistêmicas sem reduzi-las a dilemas individuais, a nova aventura de Jessie e Buzz Lightyear contra a ameaça hipnótica das telas reduz o sequestro da atenção infantil a uma mera questão de "más companhias" e falta de limites parentais. Ao ignorar a arquitetura viciante dos gadgets para focar em uma caçada moralista por escolhas conscientes, a animação relega ao segundo plano o seu debate mais visceral: a atrofia do "faz de conta" diante do hiper-realismo digital — um diagnóstico sombrio que transforma o filme, ironicamente, no sintoma perfeito da industrialização e domesticação da infância outrora denunciadas pelo filósofo Walter Benjamin, especialmente em textos como "Brinquedos e Jogos" e "História Cultural dos Brinquedos".

Live Pós-Jogo às 19h: caso ICL: a confusão entre esquerda e progressismos; capitalismo total: agora Trump vende informações privilegiadas!



Graças ao Trump e sua “parceria” com Gianni Infantino/FIFA, a Live Cinegnose 360 #248, desse domingo (19/07), no YouTube e Facebook COMEÇARÁ ÀS 19HORAS. Uma final de Copa do Mundo com Show do Intervalo de meia hora, transformará um evento de futebol em um “Superbowl”: imagine se tiver prorrogação e pênaltis? Por isso, a Live COMEÇA ÀS 19h. Faremos um Pós-Jogo com Futebol, Cinema e Crítica Midiática. Depois das Conversas Aleatórias iniciais, vamos discutir dois filmes: “O Convite” (casamento tudo-ou-nada e a exaustão dos millennials) e “Toy Story 5” (o que Walter Benjamin diria dessa animação?). Na sessão dos livros do humilde blogueiro: “El Fútbol: mitos, ritos y símbolos” de Vicente Verdú. E na Crítica Midiática: racismo na Copa: como inflamar as redes com debates legítimos, mas oportunistas; Flávio Bolsonaro e a IA “padroeira do Brasil” para mulheres; Inversão ontológica: bolsonarismo contra bets e Governo Lula a favor; Xandão X Bolsonaro: como alimentar um “espantalho” das esquerdas; Caso ICL: a confusão entre esquerda e progressismos; as ironias do tarifaço de Trump; Truth Social: Trump vende informação privilegiada.

sexta-feira, julho 17, 2026

'O Convite': casamento tudo-ou-nada e a exaustão existencial dos millennials



O que acontece quando a utopia do "casamento perfeito" se choca com a exaustão existencial da geração Millennial? A resposta está em “O Convite” (The Invite, 2026), comédia dramática que transforma um jantar entre vizinhos em um campo de batalha conjugal. Adaptando o longa espanhol Sentimental (2020), a diretora Olivia Wilde e os roteiristas Rashida Jones e Will McCormack colocam em xeque o modelo do "casamento tudo-ou-nada" conceituado pelo psicólogo Eli Finkel. Entre o vocabulário terapêutico e o ressentimento silencioso, o filme contrapõe o puritanismo norte-americano ao apetite desinibido da personagem de Penélope Cruz. O resultado é uma radiografia precisa do mal-estar contemporâneo. No entanto, por trás de sua fachada desconstruída e provocativa, a produção acaba cedendo a antigos clichês hollywoodianos: permite a transgressão temporária apenas para restaurar a ordem e salvar a tradicional instituição da família.

terça-feira, julho 14, 2026

Mídia detona bomba semiótica para salvar o modelo extrativista de futebol periférico



Quando a mesa-redonda do SporTV mobilizou seus analistas para decifrar a semântica exata do "tu, finish" dito por Jorge Jesus a Neymar, o que parecia apenas preciosismo retórico revelou a engrenagem de uma sofisticada operação de controle de danos. Após a eliminação traumática do Brasil para a Noruega, a mídia esportiva corporativa colocou em campo uma verdadeira bomba semiótica de dispersão e contenção. Sob o pretexto de debater o destino do craque ou denunciar complôs externos (“VARgentina”), o malabarismo midiático opera para um fim muito específico: blindar a cúpula da CBF e salvaguardar o modelo extrativista — o "agronegócio da bola" — que esvazia a identidade nacional em nome do lucro imediato, convertendo o colapso estrutural do nosso futebol em um melodrama pop anestésico.

Mídia tenta salvar modelo extrativista do futebol brasileiro; STF quer transformar institutos de pesquisa em bets; bafão no canal do banqueiro do bem



A engenharia de opinião pública foi ativada após a eliminação do Brasil para a Noruega. Um caso clássico de bomba semiótica de dispersão e contenção: passa pano nas contradições internas, arruma um inimigo externo (o suposto favorecimento da “VARrgentina”) para salvar de questionamentos a estrutura extrativista do futebol brasileiro. Estrutura futebolística que acompanha o modelo econômico neoliberal periférico dominante de exportação de commodities. Ainda em clima de Copa discutiremos esse tema na Live Extra Cinegnose 360 #136, nessa quarta-feira (15/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Sempre com as trepidantes Conversas Aleatórias com o Chat. Depois, a Crítica Midiática: Janja apoia Michelle, “misoginia não tem lado”; Dez motivos para proibir as Bets; qual a ligação entre Bets e a guerra na Ucrânia? “Bafão” no canal do banqueiro do bem: Demori demitido em ano eleitoral; Neymar: o herói pós-meritocrático; STF quer premiar Institutos de Pesquisa que “apostam” melhor! E outras bombinhas semióticas.


sábado, julho 11, 2026

Vangelis; conto de Dickens: UE contra Zuckerberg; El Niño e Pânico Climático; República dos Dossiês: Flávio e Costa Neto; Haaland e o Peru


Como este humilde blogueiro costuma dizer, “regulamentação” virou uma expressão fetiche para racionalizar a irracionalidade do mercado. União Europeia “exige” que a Meta de Zuckerberg mude o “design viciante” do Facebook e do Instagram. E ameaça multar se a empresa não fizer nada, por prejudicar principalmente “pessoas vulneráveis”. Parece um conto de Natal de Charles Dickens: cobrar de Zuckerberg “empatia” por crianças e vulneráveis. Com esse conto moral começamos a Live Cinegnose 360 #247, nesse domingo (12/07), às 18h no YouTube e Facebook. Que tem o grego Vangelis na sessão dos Vinis e Cds: polissemia e a vida inautêntica. Depois, vamos analisar uma bateria de três filmes: “Pulse” (fantasmas e a solidão na Internet); “Omni Loop” (imortalidade quântica e paradoxos temporais) e Devoradores de Estrelas (o apocalipse como espetáculo confortável e “esportivo”). E depois, a Crítica Midiática: Mídia e Pânico Climático: quem destrói mais, o El Niño ou o Agronegócio? Waldemar Costa Neto, PF e o paroxismo da República dos Dossiês; Flávio Bolsonaro pede água na República dos Dossiês; Fenômeno Haaland no Peru explica volta da extrema direita ao poder; SportTV: ainda existe passa-pano de Neymar na mídia; “VARgentina”: passa-panos da CBF cortam os pulsos! E outras bombinhas semióticas.

O apocalipse como espetáculo confortável: o "heroísmo esportivo" em 'Devoradores de Estrelas'



Em meio ao clima vintage da Guerra Fria 2.0 e à acirrada disputa espacial entre Estados Unidos e China, a ficção científica recente deixou de ser mero entretenimento para se tornar uma poderosa engrenagem de opinião pública — uma estratégia para tornar a exploração cósmica um sonho amigável, justificável e lucrativo para o capitalismo financeiro. O filme “Devoradores de Estrelas” (Project Hail Mary, 2026) condensa esse zeitgeist de forma cirúrgica. Estrelada por Ryan Gosling, a obra equilibra-se entre duas forças simbólicas fascinantes: a secularização dos antigos sacrifícios ao Deus Sol, traduzida em uma missão científica suicida para salvar a Terra, e a "esportividade" tipicamente hollywoodiana, que neutraliza o pavor do isolamento cósmico e o choque do contato alienígena em um bromance leve e bem-humorado. No fim, o abismo existencial é domesticado e transformado em uma arena de soluções engenhosas, onde até a extinção planetária pode ser enfrentada com uma boa ironia.

sexta-feira, julho 10, 2026

Clipando #13: novo marco regulatório EaD e como letramento midiático pode combater vício das apostas



Já está disponível no YouTube e no Spotify a 13ª edição do Clipando, o clipping comentado e apresentado por este humilde blogueiro para o Sinpro Santos, que traz uma curadoria das notícias mais relevantes para a área da Educação. O programa tem como objetivo enriquecer a formação docente, oferecendo repertório, insights para a sala de aula e reflexões profundas sobre os impactos sociais no cotidiano escolar. Nesta edição, os grandes destaques ficam por conta de uma entrevista exclusiva com a Dra. Madalena Guasco sobre o novo marco regulatório do EaD, os resultados práticos da proibição do celular nas escolas após um ano de implementação e o debate sobre como o letramento midiático pode combater o avanço das apostas online entre os jovens.

terça-feira, julho 07, 2026

Trump e o "Fifagate"; DataFolha insiste no "Nem-Nem", Fatal Fans usa Corinthians para "brand laundering"; deu match na TV entre Felipe Melo e Neymar



Para a mídia, a Seleção sempre é desclassificada por obra de “vilões” (de Paolo Rossi, passando por Zidane, até chegar a De Bruyne, Petkovic e, agora, Haaland), e nunca por suas próprias deficiências. E o fim da Copa para a Seleção fica ainda mais doída depois da vitória épica dos “Hermanos” contra o Egito, mesmo com toda a “secação” canarinho. Por que os efeitos da corporatificação do futebol produzem ainda efeitos tão diferentes entre argentinos e brasileiros? Esse é um dos temas candentes que vamos discutir na Live Extra Cinegnose 360 #135, nessa quarta-feira (08/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com a extensão das Conversas Aleatórias Pré-Jogo do fatídico domingo. E depois, a Crítica Midiática: Por que DataFolha continua com a estratégia “ninista” (nem-nem)? O cartão vermelho na Copa, Trump, Fifagate e Lava Jato; Deu match na Globo Sport entre Felipe Melo e o choro de Neymar; Fatal Fans patrocina Corinthians: plataformização do sexo e brand Laundering; Hipertelia da comunicação alt-right: Flávio vai aos EUA suplicar fim do tarifaço... e outras bombinhas semióticas.

domingo, julho 05, 2026

Imortalidade quântica e paradoxos temporais em 'Omni Loop'



Em “Omni Loop” (2024), o diretor Bernardo Britto chuta o balde da lógica realista e exige que o espectador se transforme em um cinéfilo aventureiro, guiado puramente por metáforas, sentimentos e altos conceitos científicos. O longa desafia o público a aceitar premissas intencionalmente absurdas — uma cientista com um buraco negro crescendo no peito, um pesquisador que encolhe até o nível subatômico e um frasco misterioso de pílulas capaz de voltar cinco dias no tempo. A produção usa esse pacote de excentricidades como pano de fundo para construir um drama existencialista avassalador , muito além de uma história sobre um protagonista preso em um loop temporal. Ao cruzar a mecânica da imortalidade quântica com a melancolia literária de Kurt Vonnegut em “Matadouro Cinco” e os paradoxos temporais de “Em Algum Lugar do Passado”, “Omni Loop” transforma a ficção científica em uma poderosa e densa metáfora sobre a nossa incapacidade crônica de lidar com o luto e de deixar o tempo correr.

sábado, julho 04, 2026

Futebol com bombas semióticas no PRÉ-JOGO da Live Cinegnose 360




Nelson Rodrigues dizia que a Seleção era a “Pátria de Chuteiras”. Agora é a Pátria patrocinada por marcas do Vale do Silício que criam a tecnologia para aqueles outros patrocinadores que precarizam a própria vida da torcida. E isso não é nada: quando a Copa acabar, veremos um clube de massas, como o Corinthians, desfilando marcas da Fatal Fans e Fatal Models... Esse é um pouco do papo que vai rolar no PRÉ-JOGO de Brasil X Noruega na Live Cinegnose 360 #246, nesse domingo (05/07), MAIS CEDO, às 15h30, no YouTube e Facebook. Um Pré-Jogo com papos em torno de Futebol, Semiótica, Comunicação e Política. PRÉ-JOGO, até os times entrarem em campo e cantarem os respectivos hinos nacionais. Venha discutir Futebol com mais profundidade do que as mesas redondas de domingo pós-jogo! Futebol com bombas semióticas.

Fatal Fans fecha patrocínio com o Corinthians: plataformização do sexo e "brand laundering"


Enquanto os olhos do país se voltam para os gramados da Copa do Mundo, o Corinthians selou nos bastidores um polêmico contrato de R$ 22 milhões com a Fatal Fans, braço da maior plataforma de anúncios de acompanhantes do Brasil. O anúncio, estrategicamente amortecido pelo frenesi do torneio mundial, encerra semanas de crises internas, protestos de conselheiros e reuniões de emergência com o emblemático elenco feminino das "Brabas". Longe de ser apenas uma jogada de marketing esportivo, o acordo surge como o sintoma definitivo de uma transformação estrutural do século XXI: a era do capitalismo de plataforma, onde a moral tradicional é neutralizada pelo pragmatismo financeiro, o corpo passa pelo processo de "uberização" e as pautas de emancipação social são precificadas e absorvidas pela lógica implacável da performance.

terça-feira, junho 30, 2026

A mulher-bomba Michelle; o fim da "onda rosa" na AL; por que o cerco ao Almirante Othon continua? Cazé TV prova que a realidade não é maniqueísta



Realmente, as mulheres estão empoderadas!!! Depois de Karina Gama (o elo que uniria Prefeitura de SP, Flávio Bolsonaro e “Dark Horse”, com o escandaloso Vorcaro), Michelle é a nova mulher-bomba da República: suas publicações nas redes sugerem mais escândalos envolvendo o enteado. “A Verdade de Jesus Cristo vai prevalecer”, publicou. Essa alta rotação da estratégia de comunicação alt-right discutiremos na Live Extra Cinegnose 360 #134, nessa quarta-feira (01/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Depois de mais uma “Conversas Aleatórias” também sobre Copa do Mundo, Semiótica e política, a Crítica Midiática: Michelle e a República dos Dossiês alt-right, o buraco nõ tem fundo: progressistas estão com saudades de Galvão Bueno! Por que Bolsonaro precisa de um revólver na prisão domiciliar? IA vai realizar a ficção do filme Minority Report? Estadão: de Think Tank a promotora de cursos de rentismo; Por que o cerco ao almirante Othon Pinheiro e o projeto nuclear brasileiro continuam? O fim da “onda rosa” na América Latina; o caso Cazé TV: porque o mundo não é maniqueísta.

sábado, junho 27, 2026

"Raimundos": Rock e mercado nos anos 90; Entrevista com Nildo Ouriques; o drama passoal "Flood the Zone" de Michelle; IA substituirá o Estado na Argentina


“Fogo no parquinho!”, exclama desde os “isentões” da grande mídia aos sites progressistas, celebrando um racha autodestrutivo da família Bolsonaro... só que não! Como sempre, um jornalismo que confunde narrativa com realidade. Enquanto Michelle compartilha seu “drama pessoal” em mais uma cortina de fumaça. Vamos discutir a semiótica política do vídeo de “Micheque” na Live Cinegnose 360 #245, nesse domingo (28/06), às 18h, no YouTube e Facebook. Uma Live Especial com uma ENTREVISTA COM O PROF. NILDO OURIQUES, da Universidade Federal de Santa Catarina sobre A REVOLUÇÃO BRASILEIRA. Vamos começar com os Vinis e CDs e o zeitgeist de “Raimundos”: Rock, Mercado nos anos 90. E depois da ENTREVISTA, vamos discutir dois filmes: “Dia D” (o puro suco de Spielberg: Ets empáticos, conspirações e nostalgia ideológica) e o J-Horror de “Pulse” (fantasmas, glitch e solidão na Internet). E na Crítica Midiática: a bomba semiótica do “drama pessoal” de Michelle; Globo News polariza terremoto na Venezuela; o Estado Digital de Milei, enquanto Faria Lima baba de inveja; Flávio promete governo de transição com EUA: tiro no pé? Cazé TV X Globo e o álibi das casas de apostas; Curto-circuito no jornalismo de personagens na Copa: jogador de Cabo Verde é alvo de denúncia de estupro.

A isca cognitiva da bomba semiótica "fogo no parquinho"


Enquanto a imprensa tradicional e a oposição celebram o suposto “fogo no parquinho” e a ruína iminente do clã Bolsonaro a partir do recente vídeo de Michelle Bolsonaro, os bastidores da guerra cultural revelam uma realidade oposta. Longe de ser um racha autodestrutivo, o desabafo público da ex-primeira-dama opera como uma sofisticada "bomba semiótica": uma engenharia de comunicação baseada em táticas da alt-right que utiliza o excesso de ruído (flood the zone), o sequestro da narrativa de gênero e cenários milimetricamente codificados para neutralizar investigações judiciais, fisgar a oposição em análises infinitas e pavimentar o caminho de Michelle rumo ao eleitorado de centro.

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