quarta-feira, julho 28, 2021

O inferno da repetição é o que ardeu nas chamas da estátua do Borba Gato


O grande escritor Stephen King fala que “o Inferno é a repetição”. Então, o Inferno é aqui. As chamas da estátua do Borba Gato dão uma sensação de “déjà vu” sobre algo que não terminou bem. Sensação da qual a mídia progressista parece estar imune na sua amnésia: “um brinde para a “Revolução Periférica!”, clamam uns. “A roda da história caminhando!”, exaltam outros. False flag? Mini incêndio do Reichstag? Pouco importa saber se a tal “Revolução Periférica” (o nome, em si mesmo, já é paródico) é fato ou fake. Desde já, a ação já é um produto da cismogênese incitada no imaginário nacional pelos estratagemas diversionistas do golpe militar híbrido que já aconteceu, e ninguém viu. Arrasta o espectro político para o campo semiótico no qual a extrema direita sente-se mais à vontade: o da “guerra cultural”. Para ocultar a infraestrutura da economia política e da luta de classes no caos cognitivo da luta contra os “símbolos fascistas”. Sincronicamente, Bolsonaro encontra-se com deputada da extrema-direita alemã: articulação da extrema-direita internacional como arma, sempre em stand by, aguardando os futuros momentos mais agudos do Grande Reset Global do capitalismo.

terça-feira, julho 27, 2021

Visões gnósticas e budistas sobre a roda da vida e morte em 'Life After Life'


Pegue as visões budistas sobre a Roda do Samsara, o ciclo incessante e doloroso de mortes e renascimentos na qual estamos presos pelo carma. Combine com o mito grego de Sísifo como metáfora do absurdo da existência humana, como descreve o escritor Albert Camus. E ainda mais, tendo como cenário um pequeno vilarejo do noroeste da China, expulso pelo crescimento da rápida industrialização do país. Teremos o filme chinês “Life After Life” (Zhi Fan Ye Mao, 2016). O espírito da mãe falecida assume o corpo do filho para realizar o seu último desejo, para só depois poder renascer: replantar uma árvore muito importante para que esta sobreviva à destruição do pequeno vilarejo pela expansão dos negócios de uma mineradora. Uma narrativa bem diferente dos clichês sentimentais e ocidentais sobre pessoas mortas voltando à vida.  

sábado, julho 24, 2021

Live Cinegnose 360: Cena Punk e Chaos Magick; o Kit semiótico de manipulação midiática e + guerra híbrida


Neste domingo, a simbólica edição número TREZE da “Live Cinegnose 360”, às 18h00, no Facebook. Na sessão dos vinis do humilde blogueiro, Rock e Ocultismo: a Cena Punk e o Chaos Magick; na série “Rised By Wolves” vamos discutir a mitologia sci-fi de Ridley Scott; no filme chinês “Life After Life” Budismo e Gnosticismo; também vamos abordar o Kit Semiótico de Manipulação, as principais ferramentas semióticas de manipulações midiáticas; e os últimos capítulos da Guerra Híbrida: o escândalo da espionagem do software Pegasus e suas conexões com Edward Snowden e Elon Musk; e a ameaça híbrida do golpe militar do ministro Braga Netto.

O golpe militar no labirinto de espelhos da guerra semiótica criptografada


Mais um capítulo da série “A Ameaça do Golpe Militar”. Dessa vez, com a reportagem do “Estadão” sobre um suposto “duro recado” do ministro da Defesa, general Braga Netto, ao presidente da Câmara ameaçando que “não haverá eleição em 2022 se não houver voto auditável impresso”. “Invenção”, disse o general... para depois dar uma nota para lá de ambígua jogando mais gasolina no incêndio... enquanto a “tecla SAP" dos coices de Bolsonaro, o vice general Mourão, falava que o Brasil não é uma “república de bananas”. Mais um flagrante da guerra semiótica criptografada que simula a tensão de um possível golpe militar. Que já ocorreu e ninguém viu por que foi híbrido. Estratégia semiótica para criar um cenário de dissonância cognitiva, como um labirinto de espelhos no qual não percebemos mais o que é reflexo e o que foi refletido. Cenário de dissonâncias para apagar as pistas do verdadeiro golpe que já ocorreu, contando com o efeito Heisenberg midiático e as fraquezas do “terreno humano”: explorar o pecado da vaidade de jornalistas que buscam vantagens pessoais e profissionais.

quinta-feira, julho 22, 2021

Evento 'Cyber Polygon 2021', os segredos de polichinelo de Snowden e o Estado-Plataforma



Bombou tanto na mídia corporativa quanto na progressista o escândalo da espionagem cibernética de proporções internacionais envolvendo uma empresa israelense de cyber vigilância e o software “Pegasus”. Software adquirido, p. ex., por governos de extrema-direita para controlar a mídia investigativa independente. Denunciado por um consórcio de jornais corporativos e ONGs internacionais, Edward Snowden exaltou: “esse vazamento é a reportagem do ano”. Será que agora os jornalões globais estão defendendo o jornalismo investigativo independente? Como todo “vazamento”, tem o timing preciso: ocorre logo após o “Cyber Polygon 2021”, evento do Fórum Econômico Mundial para centralizar o poder de vigilância no “Estado-Plataforma”. Quem ganha com esse segredo de polichinelo do “vazamento”? A fusão público-privado na cyber militarização do espaço, da qual participam, por exemplo, Elon Musk com o StarLink e SpaceX. Segredos de polichinelo que se revelam psyOp da agenda do Grande Reset Global.

quarta-feira, julho 21, 2021

Ciência vs. Religião e a peste humana na série "Raised By Wolves"



Monstros à espreita, androides que parecem ser mais humanos do que os humanos, um planeta alienígena desolado, tudo somado a questões como o quanto a humanidade é solitária num universo sem propósito, as armadilhas da fé e as formas que o futuro distópico pode assumir. Criada por Aaron Guzilowski e com Ridley Scott como produtor executivo, é inegável que a série “Raised By Wolves” (2020-) tem alusões diretas à mitologia da filmografia sci-fi de Scott. Nos episódios da primeira temporada estão os replicantes de “Blade Runner” e os demiurgos e a monstruosidade de “Alien”, “Prometheus” e “Alien: Covenant”. Uma guerra entre ateus e religiosos fundamentalistas destrói a Terra e a última esperança é um exoplaneta. Mas junto com ateus e religiosos vem a peste: o choque Ciência versus Religião. Restando como esperança a missão de um casal de androides cuidar de um punhado de crianças que fuja de toda essa loucura. Ou será que não?

domingo, julho 18, 2021

'Live Cinegnose 360': o subliminar na música pop, Hollywood e Biden, a franquia "A Facada" na guerra híbrida brasileira


Não se esqueça! Nesse domingo tem a Live Cinegnose 360 #12, 18h00, no Facebook. Na sessão dos vinis desse humilde blogueiro, a estrutura erudita do Jazz Bebop de Charlie Parker e Charles Mingus e a estrutura subliminar da música pop; a releitura francesa dos zumbis em “A Noite Devorou o Mundo” (2018) e a propaganda política subliminar da “Doutrina Biden” no filme “A Guerra do Amanhã”(2021). E nas bombas semiótica da guerra híbrida, Bolsonaro lança mais uma continuação na franquia “A Facada”; Além disso, vamos discutir na estratégia de comunicação da direita a Psicologia do Rumor e como turbinar um meme.

sábado, julho 17, 2021

Zumbis e seus subtextos no filme 'A Noite Devorou o Mundo'


Esqueça séries como “Walking Dead” e apocalipses zumbis com aventuras épicas de lutas pela sobrevivência. Desde que a prestigiosa revista francesa “Cahiers du Cinéma”, no final dos anos 1960, apontou o subtexto político negligenciado pelos americanos no seminal “Noite dos Mortos Vivos de George Romero, o cinema francês sempre enxergou muito além na mitologia dos zumbis. Um exemplo é “A Noite Devorou o Mundo” (La Nuit a Dévoré le Monde, 2018, disponível na Prime Video): ao contrário dos cânones do gênero, acompanhamos o isolamento do protagonista, a progressiva normalização psíquica da catástrofe e, por fim, a solidão. Olhando a partir do nosso ponto de vista na era da pandemia, o filme ganha uma surpreendente atualidade: isolamento social e o pânico da contaminação.

Bolsonaro lança continuação da franquia 'A Facada' na tela mais próxima de você!

Reverendo, cabo da PM, parlamentares, coronéis, mesa de chope onde são oferecidas milhões de vacinas, um verdadeiro conto sem pé nem cabeça. A CPI da Pandemia “descobriu” um bizarro submundo, passando a competir com Bolsonaro nas tarjas “Urgente” e “Breaking News” dos canais de notícias. Em resposta o presidente lança mais uma continuação da franquia “A Facada”, cujo piloto foi exibido nas eleições de 2018 - mais uma vez o presidente foi internado numa urgência médica para lá de ambígua e com timing. A gravidade da saúde de Bolsonaro é fato ou fake? Numa guerra semiótica criptografada de informações essa distinção pouco importa, já que, desde o início, o governo Bolsonaro foi eleito para não governar. Apenas manter o Estado no piloto automático à espera das privatizações e reformas, enquanto as psyOps do Partido Militar criam uma realidade paralela imersiva para a patuleia atordoada. 

quinta-feira, julho 15, 2021

Filme "A Guerra do Amanhã" é propaganda da Doutrina Biden para guerras do futuro


Desde que a Primeira-Dama Michelle Obama abriu o envelope de Melhor Filme do Oscar em 2013 em link ao vivo direto da Casa Branca, tornou-se explícita e sem rodeios a função de Hollywood como máquina de propaganda política. O Filme “A Guerra do Amanhã” (2021, disponível na Prime Video) é mais uma peça de propaganda, dessa vez escancarando a “Doutrina Biden” para o planeta. Do futuro vem uma força tarefa alertando que a humanidade está sendo dizimada por alienígenas xenomorfos e pede ajuda: enviar para lá mais tropas que auxiliem na batalha. Um mix dos clichês do gênero: viagem no tempo, monstros alienígenas, problemas mal resolvidos entre pai e filha, um herói que ao mesmo tempo tenta salvar o mundo e reunir a família etc. Mas também os indefectíveis RAVs (russos, árabes e vilões em geral e, agora, chineses também) que estão no filme, porém, de forma indireta, metonímica, com efeitos subliminares de propaganda política.

terça-feira, julho 13, 2021

A incomunicabilidade da condição humana de estrangeiro em 'Paris,Texas'


Um homem caminha pelo deserto sem lembrar de nada da sua vida recente. É resgatado pelo irmão e lentamente reconstruirá suas memórias sobre porque abandonou esposa e filho. Para depois embarcar num road movie tentando reunir sua família. Ou para mais uma vez abandoná-los, paradoxalmente por amor a eles? Tudo dentro de um cenário de incomunicabilidade, ironicamente numa sociedade cercada pelos meios de comunicação e outdoors de publicidade em highways e aeroportos que salientam a condição humana de estrangeiro: alienação e estranhamento. Obcecado pela mitologia norte-americana dos desertos, highways solitárias e grandes cidades, em “Paris,Texas” (1984) o cineasta alemão Wim Wenders tenta encontrar o sublime numa cultura marcada pela saturação e banalização através dos temas do sacrifício e da empatia.

sábado, julho 10, 2021

Live Cinegnose: BB King e The Fall; o cinema alquímico; guerra híbrida e o Efeito Dunning-Kruger e Heisenberg midiático


Mais uma pauta cheia nesse domingo, 18h00, no Facebook, na edição #11 da Live Cinegnose 360. vamos começar com Dialética Negativa no Blues e no Rock: BB King e Mark Smith e a banda The Fall, na sessão dos vinis desse humilde blogueiro. Depois, o cinema alquímico no filme “Homunculus” (2021); a questão gnóstica da incomunicabilidade na condição humana no filme clássico “Paris, Texas” (1984), de Win Wenders. E continuamos com a nossa crônica das bombas semióticas na guerra híbrida brasileira: a visita da CIA foi uma bomba semiótica? O show da CPI e a “tensão militar”; e o Efeito Dunning-Kruger e Efeito Heinsenberg midiático no fenômeno do “sommelier de vacina”.

Todos os vídeos da Live Cinegnose 360 estão no YouTube com minutagem no canal: https://www.youtube.com/user/TheWvferreira

Link da live Cinegnose 360 #11: https://www.facebook.com/cinegnose/live/


sexta-feira, julho 09, 2021

Trepanação craniana e jornada alquímica de transformação em 'Homunculus'



Do viés esotérico da trepanação craniana (abrir um buraco no crânio como “portal para iluminação”) ao enigmático simbolismo do “homúnculo” na Alquimia – a criação do humano artificial a partir de matéria inanimada. Desse estranho mix resulta no filme japonês “Homunculus” (2021, disponível na Netflix), baseado no mangá homônimo de Hideo Yamamoto. Um sem-teto que perdeu a memória desperta de um experimento de trepanação com poder extrassensorial de visualizar o “homúnculo” de cada um: seus traumas e defesas do ego representadas por surreais imagens do psiquismo. O filme segue a interpretação junguiana do homúnculo alquímico, seguindo a clássica jornada da transmutação da Alquimia. Enfrentando as ameaças da máfia Yakuza e o experimento demiúrgico da trepanação.  

quinta-feira, julho 08, 2021

Sommelier de vacina é resultado do 'Efeito Dunning-Kruger' e 'Efeito Heisenberg' midiático


Memes, fake news, boatos são formas parasitárias de um ecossistema de informação que por si só já cria desinformação. Em 1998 o filósofo francês Paul Virilio foi profético ao antever para esse século o fenômeno da “desinformação virtual” criado pela informação on line e em tempo real. Fenômeno confirmado pelo chamado “Efeito Dunning-Krueger” (a ignorância que ganha confiança na Internet) e o “Efeito Heisenberg” (a mídia que mostra nada mais do que os efeitos que sua própria cobertura provoca na sociedade). O episódio dos chamados “sommeliers de vacina” é apenas a ponta do iceberg de um fenômeno (des)informacional mais amplo: o da “pós-verdade”, fenômeno-pânico em que as bases deontológicas da verdade desapareceram pela suposta democratização da informação.

terça-feira, julho 06, 2021

Visita do chefe da CIA no Brasil foi um não-acontecimento


Quando o “número um” da CIA visita o País, ainda mais com toques de surpresa e segredos num momento de fervura política, o chão estremece: “um espectro ronda a América Latina!”, “planejam assassinar Nicolas Maduro!”, “Bolsonaro ameaça um golpe contra a Democracia!”, e por aí vai. O problema é que o que enxergamos é o que a mídia (seja corporativa ou progressista) cobre. Porém, a importância simbólico-tática da “visita” está em outra cena: não a cena do foco das câmeras, mas a do não-acontecimento: A CIA quando aparece não age, quando age não aparece e só aparece depois. Como ocorre agora, visando diversos objetivos de guerra híbrida. O principal: apagar os rastros das psyOps que conduziram a um golpe militar que já aconteceu e ninguém viu. Por quê foi híbrido. 

sábado, julho 03, 2021

Live Cinegnose 360 #10: o horror cósmico no prog rock do VDGG; Filmes; a bomba semiótica Lázaro Barbosa e a visita da CIA no Brasil


Nesse domingo, a Live Cinegnose 360 #10, às 18h00 no Facebook. Vamos começar com a tradicional sessão dos vinis do sótão do humilde blogueiro com o Prog Rock: o horror cósmico e gnóstico de Peter Hammil e sua banda Van Der Graaf Generator; Filmes “In the Earth”(2021) e o horror cósmico de HP Lovecraft despertado pela pandemia global; e “Censor” (2021): os “vídeos nasty” da era do VHS e os efeitos comportamentais da violência em filmes – efeitos hipodérmicos ou copycat?; últimos lances na guerra híbrida: a bomba semiótica do facínora Lazaro Barbosa; o quê o chefe da CIA William Burns veio conversar com a Casa Civil e a Segurança Institucional do Governo Bolsonaro?

'Censor': qual o efeito da violência nos filmes? Copycat ou hipodérmico?


Se no início do cinema os primeiros gêneros de sucesso que alavancaram a nascente indústria cinematográfica foram pornografia e filmes sobre a Paixão de Cristo, na era do vídeo VHS dos anos 1980 foram os filmes slasher, horror gore, nazi exploitation e terror hardcore – os chamados “vídeos nasty” ou “vídeos nojentos”. Na Grã-Bretanha de Margaret Thatcher passaram a ser responsabilizados pelo aumento da criminalidade e ameaça à saúde mental. “Censor” (2021) acompanha Enid, uma censora da British Board of Censors que é responsabilizada pela opinião pública por um crime com requintes de canibalismo, supostamente inspirado por um filme slasher que ela liberou apenas com cortes. Será que os filmes teriam esse poder hipodérmico de influência? Ou seriam apenas “gatilhos cognitivos”? “Efeitos Copycat” de imitação que poderiam ser manipulados politicamente como bombas semióticas.

sexta-feira, julho 02, 2021

O horror cósmico no vazio entre a magia e a ciência no filme 'In the Earth'



A pandemia global vem rendendo duas vertentes temáticas no cinema: de um lado, um novo subgênero, o “Covid Exploitation”; e do outro, a recorrência de filmes sobre o horror cósmico – a pandemia parece ter despertado em nós a consciência de que o universo é totalmente indiferente à humanidade. E isso pode ser uma notícia nada boa. “In the Earth” (2021) é mais um filme que ecoa o horror cósmico de HP Lovecraft: cientistas se perdem entre a magia e a racionalidade científica em uma floresta tentando comprovar que toda a vida vegetal está interligada por uma espécie de rede neural psíquica que pode se comunicar consigo mesma e conosco. Fazendo alusões à hipótese Gaia, se a Natureza for um sistema vivo, então ela não precisa ser salva por nós: a Natureza poderá salvar a si mesma, nos expulsando como fossemos meros parasitas. 

terça-feira, junho 29, 2021

A 'laranja mecânica' Lázaro Barbosa é a bomba semiótica apontada para 2022



O “serial killer” ajudado por uma “rede criminosa”. Esse é a narrativa do jornalismo corporativo à caça cinematográfica de 20 dias ao criminoso Lázaro Barbosa, custando ao dinheiro público mais de R$ 3 milhões. Como toda bomba semiótica, revela timing e overacting. Lázaro era uma “laranja mecânica”, na acepção do termo: máquina que enlouqueceu e perdeu o controle; matador de aluguel mantido por “rede criminosa” formada, na verdade, por "cidadãos de bem". Pelo sincronismo com as cuspidas de feijões de Luis Miranda na CPI (com colete à prova de balas e Bíblia na mão) é uma meta-bomba semiótica: a execução por 30 tiros reforça o imaginário da meganhagem, justiçamento e racismo. Imaginário em baixa com o ostracismo do ex-juiz Sérgio Moro, as vitórias de Lula no STF e o fim da Lava Jato. É o momento de reforçar o imaginário que alimentará as futuras bombas semióticas em hipotéticos cenários eleitorais de 2022.

domingo, junho 27, 2021

Live Cinegnose 360 #9: o gnóstico pop David Bowie, Filmes, a PsyOp dos fusíveis queimados e guerra antifascista no Plano Astral


Mais uma Live Cinegnose 360 nesse domingo, às 18h00 no Facebook. Na nona edição, como sempre, começamos com os vinis do sótão desse humilde blogueiro: o Ocultismo segundo o gnóstico pop David Bowie através dos discos e a morte mais bem encenada do rock; Filmes “Sound of Violence”(2021) com Walter Benjamin e a arte como documento da barbárie; “Exodus” (2021) e as raízes gnósticas do pós-apocalipse do cinema; Operações psicológicas da guerra híbrida brasileira: Salles, Bolsonaro e os irmãos Miranda como fusíveis para serem queimados até 2022; Parapolítica: Plano Astral em guerra – Magia do Caos, Movimento Antifascista e a Corrente 108.

sábado, junho 26, 2021

Salles, Bolsonaro e irmãos Miranda: a PsyOp dos fusíveis para queimar até 2022


As pragas bíblicas no Egito aconteceram uma após a outra. Mas nós não tivemos a mesma “sorte”: no Brasil, as pragas são simultâneas – crise hídrica, energética, econômica, sanitária etc. A grande mídia quer nos fazer acreditar na mitologia de que tudo é decorrência de fenômenos “naturais”: não chove, mudanças climáticas globais, o vírus, a natureza dos políticos etc. Da conveniente crise hídrica e energética em meio à privatização da Eletrobrás às canastríssimas performances dos atores envolvidos no escândalo da compra superfaturada da vacina Covaxin (o messiânico Onyx Lorenzoni fazendo citações bíblicas e o deputado Luis Miranda chegando no Congresso com coleta à prova de balas e Bíblia na mão) está em andamento a “segunda via” para 2022: queimar “fusíveis”, abduzir as manifestações (como em junho de 2013) e fazer o casamento perfeito entre o Partido Militar e a Direita liberal. 

quinta-feira, junho 24, 2021

As raizes bíblicas e gnósticas do pós-apocalipse no cinema em 'Exodus'


À primeira vista, parece mais um filme pós-apocalíptico padrão, com uma paleta de cor sombria e uma cidade em ruínas. Mas “Exodus” (2021) vai além, indo à raiz daquilo que inspirou todos os filmes pós-apocalípticos do cinema: a releitura gnóstica do apocalipse bíblico através de uma narrativa que sempre começa do fim – como se a Bíblia fosse lida de trás para frente, do Apocalipse ao Gênesis. Uma fita VHS e um pager são as pistas para uma mítica Porta que estaria pairando no deserto, longe de um governo totalitário que mantém a ordem do que restou da civilização. Dissidentes tentam se aventurar no deserto em busca da saída desse mundo. Quanto mais a Porta está próxima, mais a realidade é distorcida. Tornando a jornada enigmática e obscura, tanto para os protagonistas quanto para o espectador.  

Walter Benjamin e os documentos da barbárie no filme 'Sound of Violence"


Apenas um mash-up da franquia “Jogos Mortais” com “Psicopata Americano”? A co-produção EUA/Finlândia, “Sound of Violence” (2021) vai mais além de um mero slasher movie. É uma curiosa experiência audiovisual na qual a protagonista experimenta as sensações da sinestesia extática ao ouvir um certo tipo de som: uma explosão de cores e prazer originados dos sons da violência. Um projeto de arte sônica radical, cuja “instrumentação” são gritos e golpes. Sob a aparência de uma pesquisa acadêmica, cria-se uma esteira de vítimas cujos sons da violência serão remixados e editados numa composição eletrônica literalmente “matadora”. Se o filósofo alemão Walter Benjamin dizia que todo monumento da cultura é um monumento da barbárie, “Sound of Violence” retoma essa tese da forma mais assustadora possível.

domingo, junho 20, 2021

Live Cinegnose 360 #8: King Crimson e o Ocultismo de Gurdjieff, Filmes e o hiato geracional na guerra híbrida


Nesse domingo, às 18h00 no Facebook, a oitava edição da LIVE CINEGNOSE 360. Vamos começar com a tradicional sessão dos vinis do sótão desse humilde blogueiro, para discutir as conexões do rock de King Crimson e Robert Fripp com o Gnosticismo e o Oculto: Rock, Gurdjieff, JG Benett e a guitarra de Robert Fripp; Filme “Mainstream” (2020) e o conceito de “Media Life” de Mark Deuze e o filme Mexicano “Nova Ordem” (2020): por que a crítica brasileira não entendeu esse filme?; Guerra Híbrida Brasileira: as etapas de uma PsyOp até o impeachment; Hiato geracional e a estratégia de comunicação da direita alternativa: por que ficar velho não quer dizer ficar melhor?

sábado, junho 19, 2021

Estratégia de comunicação da direita alternativa se alimenta do hiato geracional


Dois eventos sincrônicos: no Brasil, a motociata convocada por Bolsonaro com seis mil motos de luxo de alta cilindrada montada, em sua maioria, por “tiozões”, brancos, com jaquetas de couro preto emulando a gang famosa dos Hell’s Angels, perfil dos atuais apoiadores do presidente que saem às ruas; e na Inglaterra, o gênio da guitarra Eric Clapton, 76, mais uma vez destilando o negacionismo ao afirmar que as vacinas contra a Covid-19 “podem afetar a fertilidade”. O atual estado de coisas começou com as Jornadas de Junho de 2013 com a energia de jovens secundaristas e universitários. Para terminar com senhores calvos segurando bandeiras neo-nazistas ucranianas em manifestações verde-amerelas de rua em apoio ao “tiozão do churrasco”, personagem performado pelo atual presidente. A estratégia de comunicação da direita alternativa (alt-right) é favorecida por um fenômeno: o “hiato geracional” – a perda da função de elo geracional dos idosos, cujo ressentimento alimenta a extrema-direita, deixando os jovens expostos às táticas de guerra híbrida alt-right nas redes sociais.

quinta-feira, junho 17, 2021

Como pular fora da cultura meme dos influenciadores digitais no filme 'Mainstream'


A mídia está para nós assim como o peixe está para a água. Sem nossos dispositivos nos sentimos como peixes fora da água. Não vivemos mais COM as mídias, mas vivemos NAS mídias. É a “media life”. Então, como é possível fazer uma sátira da cultura meme, streamer e dos influenciadores digitais se na “media life” não existe a diferença fora/dentro? Como é possível criar um ponto de vista de fora para fazer uma crítica da era digital se vivemos dentro dela? “Mainstream” (2020), de Gia Coppola, tenta responder a essa questão acompanhando “No One Special”, um personagem cujos vídeos anti-Internet e anti-celulares viralizam: um influenciador contra as próprias redes sociais e dispositivos móveis? Um sistema que torna rentável a sua própria oposição. Porém, em “Mainstream” há duas coisas que podem ser disfuncionais a esse sistema: o mal-estar psíquico e a morte.

quarta-feira, junho 16, 2021

A PsyOp militar que a crítica brasileira não entendeu no filme "Nova Ordem"



A crítica especializada brasileira simplesmente não entendeu o filme mexicano “Nova Ordem” (Nuevo Orden, 2020, disponível na Amazon Prime Video) de Michel Franco. Será que o filme descreve uma revolução? Um golpe militar? Algum fenômeno distópico como em “Uma Noite de Crime”? “Um filme que não decide qual discurso seguir”, sentencia a crítica. Ambientado em um futuro próximo, no México, vemos uma sociedade com divisões profundas entre classes sociais que, em questão de minutos, vai da ordem ao caos: a Cidade do México é sacudida por saques, violência e mortes onde massas de miseráveis invadem os bairros de elite para matar e roubar. O problema para a crítica é que Michel Franco descreve de forma seca e brutal não um golpe militar latino-americano clássico (quarteladas clichês no cinema, com generais ao estilo sargento Garcia, de “Zorro”), mas uma PsyOp militar operada como guerra híbrida que explora o demasiado humano: ódio, ressentimento e revolta. Qualquer semelhança com o Brasil NÃO é mera coincidência. 

domingo, junho 13, 2021

Live Cinegnose 360: Rock, filmes e gnosticismo; Globo e guerra híbrida 'morde-assopra'; astrologia e parapolítica


Nesse domingo, 18h00, no Facebook, acontece a sétima edição da LIVE CINEGNOSE 360. Continuaremos a discussão Rock e Gnosticismo com Legião Urbana e o “Rock de Brasília”. Depois, falaremos sobre o filme brasileiro “Insolação” (2009), o amor em Brasília como metáfora da condição humana e a série “Sweet Tooth” (fábula gnóstica da atual pandemia global); Guerra Híbrida: Fantástico e a estratégia morde-assopra da Globo alinhada com a psyop militar e como a Globo está morrendo de forma tautista; e mais Parapolítica: Por que os bilionários usam astrologia e os milionários não? As diferenças entre a astrologia de massas e a astrologia de elite.

Todos os vídeos da Live Cinegnose 360 estão no YouTube com minutagem no canal: https://www.youtube.com/user/TheWvferreira

Link da live Cinegnose 360 #7: https://www.facebook.com/cinegnose/live/


Você também pode assistir à live #7 abaixo:

sábado, junho 12, 2021

'Revelação' de Bonner é o tautismo da Globo marchando para o fim


Desde cedo, nas redes sociais, William Bonner fez suspense: faria uma “revelação” na bancada do JN naquela noite. Até que o telejornal da Globo foi ao ar e a bombástica “revelação” nada mais era do que uma campanha para “humanizar” os jornalistas da Globo: nos intervalos, serão mostrados exemplos motivacionais da intimidade dos jornalistas e suas conversas fora do ar. Comprovar que apesar da “missão” os jornalistas são “humanos” também. Tudo pode parecer apenas uma canastríssima autopromoção, com direito a lágrimas e voz embargada de Renata Vasconcellos no final. Quando o jornalista vira o protagonista da informação é que a própria informação deixou de existir... virou autorreferência, metalinguagem, tautismo (autismo midiático + tautologia). Análogo ao processo catabólico de degradação onde o corpo começa a consumir seu próprio tecido muscular. Em crise financeira e vivendo do rentismo, a Globo tenta salvar a imagem do seu jornalismo no mercado de notícias, fazendo um controle de danos das suas intervenções políticas, para manter a sua marca valorizada à espera de um comprador.

Uma fábula sombria e gnóstica da pandemia na série 'Sweet Tooth'


A crítica especializada parece confusa diante da série Netflix “Sweet Tooth” (2021- ), adaptada das HQs de Jeff Lemire: uma fábula infanto-juvenil sombria? Uma aventura infantil ao estilo Steven Spielberg? Mais um produto Netflix cujos algoritmos tentam fazer um mix entre fábula e a crueldade num mundo distópico sob a pandemia que dizima a humanidade? Gus é um jovem híbrido de cervo que vive numa idílica floresta, protegido pelo seu pai de um mundo que lá fora está sendo destruído. Com sua bondade e otimismo radiantes cruzará uma América devastada e violenta em busca da sua mãe. A suposta ausência de tom narrativo (é uma fábula ou distopia?) na verdade é proposital: é onde pulsa a mitologia gnóstica de anjos decaídos e da luz espiritual (traduzida no otimismo, fé e positividade de Gus) em confronto com um mundo niilista cujo apocalipse distópico começa e termina numa ciência demiúrgica. 

quinta-feira, junho 10, 2021

Fantástico revela morde-assopra da Globo alinhado à psyop necropolítica militar


O final do domingo mais uma vez revelou, no programa de maior audiência da Globo, o Fantástico, a estratégia morde-assopra da grande mídia em estreita parceria com a psy-op militar. De novo, o experiente jornalista Álvaro Pereira Jr. foi convocado: dessa vez contra a China – em programa anterior foi a Rússia e a “pouco transparente” vacina Sputnik V. A matéria dá uma mãozinha à conspiração de que a Covid-19 “escapou de um laboratório na China”, com direito a personagem macabro: a “mulher morcego”. Efeito metonímico: o reforço do “hoax” da guerra bacteriológica comunista. Certamente Trump e Bolsonaro compartilhariam nas suas redes sociais a matéria global. Cadê o discurso da “Ciência” e do “mais vacinas, sem ideologia”? Atrás desse “morde-assopra” esconde-se o momento atual da escalada militar até entre as potências centrais do Capitalismo: o Grande Reset Global que promove a necropolítica e o necrocapitalismo para eliminar o refugo social – aqueles que nem para serem explorados servirão.

O amor dentro de cenários em ruínas no filme "Insolação"



O filme brasileiro “Insolação” (2009), de Felipe Hirsch e Daniela Thomas, é um trabalho autoral e experimental sobre um tema aparentemente clichê de tão explorado que já foi pelos diversos gêneros cinematográficos: frustrações e desencontros nas relações amorosas. Porém aqui a sensação da paixão confunde-se com a sensação fisiológica da insolação. É o elemento de ligação entre o amor e a condição humana de exílio e prisão em um cenário quase extraterrestre de ruínas e enormes formas geométricas de concreto. Dessa maneira, “Insolação” liberta-se do tradicional foco do “humano, demasiado humano” para o problema da frustração amorosa para se voltar para atmosfera gnóstica que parece sufocar e aprisionar os personagens. Em outras palavras, o Mal não estaria no ser humano, mas na própria realidade que o aprisionaria.

domingo, junho 06, 2021

Live Cinegnose 360: Cineteratologia;Tecnognosticismo; Copa América e a bomba semiótica do simulacro da crise militar


Nesse domingo, sexta edição da Live Cinegnose, 18h00, na fanpage do Cinegnose, com pauta cheia: dando continuidade à sessão “vintage” com vinis do sótão desse humilde blogueiro, as obscuras conexões entre rock e gnosticismo; vamos discutir os filmes ‘Sperdeep’ (cineteratologia: os estudos das representações dos monstros no cinema); ‘Oxigênio’(tecnognosticismo e a ideologia Elon Musk); Guerra Híbrida: a bomba semiótica da Copa América e a construção do simulacro da crise militar; e mais Parapolítica: Por que a CIA está interessada no Plano Astral? Não se perca no tédio do final de domingo... venha para a Live Cinegnose 360 #6.

sábado, junho 05, 2021

Elon Musk se junta com o horror de Edgar Allan Poe no filme 'Oxigênio'



O conto de Edgar Allan Poe “O Enterro Prematuro” encontra-se com Elon Musk: o pânico mórbido em ser enterrado vivo encontra a redenção na comunhão tecnognóstica das nossas mentes com a nuvem da Inteligência Artificial, para alcançar a imortalidade. Esse é a produção original Netflix “Oxigênio” (2021), mais um filme sci-fi com a marca da ideologia Elon Musk. Uma mulher desperta no interior de uma câmara criogênica sem ter a menor lembrança de como parou lá. E muito menos sabe quem é. Ela precisa encontrar uma maneira de reconstruir sua memória e fazer as perguntas certas a uma inteligência artificial, antes de que o oxigênio se esgote.

quinta-feira, junho 03, 2021

Cineteratologia: a ciência dos monstros no cinema no filme 'Superdeep'



A Guerra Fria não gerou apenas a corrida espacial em direção a Lua. Mas também uma corrida em direção ao centro da Terra. EUA e URSS competiram para cavar o poço mais profundo. E os soviéticos ganharam: o Poço Superprofundo de Kola, no Círculo Ártico. Lendas correram que do poço emergiam supostos gritos e gemidos do próprio Inferno, tal como imaginado por Dante Alighieri. Sons captados por um microfone baixado a 12 km, em 2013. Inspirado nesse hoax, o filme russo “The Superdeep” (“Kolskaya Sverhglubokaya”, 2020) faz uma releitura pós-moderna do Inferno bíblico: o Mal e a monstruosidade clássicas (disforme e imoral) são substituídos pelos chamados “monstros moles” (informes e amorais) com disseminação viral ou por propagação (esporos, pólen etc.) regidos pelos princípios amorais evolutivos e de performance.  É a cineteratologia atual que revela o espírito do nosso tempo.

quarta-feira, junho 02, 2021

Copa América no Brasil? A apropriação e ressignificação semiótica alt-right


Jornalistas e comentaristas da Globo indignados contra a Copa América no Brasil no Brasil, epicentro da pandemia na América do Sul. A mídia progressista viraliza vídeos de Casagrande e Luiz Roberto acusando de “torneio da morte”. Porém, os mesmos critérios também poderiam ser aplicados a dois “produtos” da Globo: Brasileirão e Copa do Brasil, com 92 delegações circulando pelo País. Bolsomínios apropriam-se dessa crítica à Globo, acusando a emissora de “hipocrisia”, reforçando o mote “Globolixo”. Estamos diante de um caso exemplar da estratégia semiótica da "direita alternativa" (alt-right): apropriação e ressignificação que paralisa a crítica progressista fazendo-a se aliar a uma emissora que supostamente é opositora ao Governo, mesmo com sua tática de morde-assopra (basta ver a cobertura do 29M). Mas não é uma mera “hipocrisia”: a guerra de bastidores que a Globo trava com a Conmebol e SBT reflete a “hipertelia” e “tautismo” da grande mídia - o destino de todos os sistemas tecnológicos. Enquanto isso, a esquerda viraliza os vídeos de comentaristas da emissora indignados, as folhas de parreira que encobrem a nudez da própria Globo. 

sábado, maio 29, 2021

Live Cinegnose 360 #5: Filmes; sexo e fascismo explicados por Alan Moore e Reich; sociedades secretas


Filmes “When The Wind Blows” e “Voyagers”: da ameaça nuclear à pandemia global e a ideologia Elon Musk nos filmes atuais no gênero ficção científica; a “Operação Pícaro” da psy op militar na Guerra Híbrida e sexo, fascismo e o “pênis” da Fiocruz explicados por Alan Moore e Wilhelm Reich; e mais Parapolítica: Bohemian Grove e a questão das sociedades secretas. Essa é a pauta da Live Cinegnose 360 #5 nesse domingo (30/05/2021), 18h00, no Facebook. Final de domingo sem tédio pré-segunda é na Live Cinegnose.

'Senhor das Moscas', Rousseau e Elon Musk vão para o espaço em 'Voyagers'


Desde que William Golding publicou “O Senhor das Moscas” em 1954, seu plot passou a ser um dos mais adaptados ao cinema e audiovisual (Lost, The Hundred, A Praia etc.). Porém, a ficção científica “Voyagers” (2021) acrescenta um toque de modernidade com a ideologia Elon Musk que parece dominar o gênero na atualidade. Mas também leva a ideia iluminista de contrato social de Rousseau para o espaço sideral. Diante de um cataclismo climático que ameaça a espécie, uma tripulação de adolescentes é enviada em uma missão de 86 anos para um distante planeta na qual seus filhos e netos viverão. Mas o maior inimigo será mesmo a natureza humana que transformará aquela espaçonave no microcosmo das mazelas políticas deixadas na Terra, a ponto da ruptura dos limites entre Natureza e Civilização. Porém, a ideologia Elon Musk não permite o filme abordar uma questão gnóstica que o filme suscita: a missão para salvar a humanidade foi elaborada através da mentira, ilusão e amoralidade. 

sexta-feira, maio 28, 2021

Sexo, fascismo, o "pênis" da Fiocruz e Alan Moore


Qual o sincronismo de assistir ao documentário “The Mindscape of Alan Moore” e acompanhar uma semana que começa com a carreata de Bolsonaro acompanhado de possantes motos da militância alt-right e termina com a confirmação da depoente bolsonarista Mayara Pinheiro na CPI da Pandemia confirmando áudio dela sobre ter visto “um pênis na porta da Fiocruz”? Moore (conhecido escritor de HQs) explica o argumento do gibi “Lost Girls”: como os adultos, via repressão sexual e moralismo, canalizam as energias sexuais dos jovens para a guerras e assassinatos. Argumento que ecoa as teses de Wilhelm Reich sobre a psicologia de massas do fascismo, basicamente em torno de duas teses principais: preocupação exagerada (seja pela repressão ou ansiedade) em relação à sexualidade e erotismo e representações do poder e da rudeza - importância exagerada em relações assimétricas de poder-submissão. Principalmente a relação com o simbolismo fálico através da ostentação, paranoia e angústia da castração.

quinta-feira, maio 27, 2021

'When The Wind Blows': nada mudou do holocausto nuclear à pandemia global


O impacto cultural da animação “When The Wind Blows” (1986) foi esquecido por décadas. Mas o seu relançamento em DVD revela uma estranha sensação de que as coisas nada mudaram: a Guerra Fria e a ameaça do Holocausto Nuclear podem ter passado, mas foram apenas substituídos pelo medo do terrorismo e da escalada das pandemias – sejam virais ou digitais. Com músicas de Roger Waters e David Bowie, a animação é muito mais do que um libelo pacifista: mostra como a propaganda e a desinformação, aliados à nostalgia nacionalista, nos tornam cegos e motivados mesmo diante das políticas de extermínio. Num lugar remoto no interior da Inglaterra, um doce casal de velhinhos tenta sobreviver aos primeiros impactos de uma explosão nuclear. Com fleuma e patriotismo acreditam na propaganda governamental que parece ocultar algo de muito mais sinistro. Como se sabe, a primeira vítima da guerra é a verdade.

terça-feira, maio 25, 2021

A realidade paralela da psy op militar: a bomba semiótica 'Operação Pícaro'



De “meu malvado favorito” na CPI da Pandemia (ou do Genocídio?), o ex-ministro da Saúde Pazuello agora assume um novo personagem na verdadeira realidade paralela criada pela guerra híbrida militar: o picaresco, o alívio cômico necessário para acompanhar o “herói” (no caso, o “Mito”), no alto do carro de som ao lado de Bolsonaro, em manifestação política no RJ. Uma exigência na atual narrativa desse mundo paralelo: um Sancho Pança para o Dom Quixote “alt right”. Para quê? Para reforçar o plot narrativo da ameaça de um suposto golpe militar “old school”: a desobediência de Pazuello do Regulamento Disciplinar do Exército colocaria a “alta cúpula militar”(entidade abstrata invocada pela mídia) contra Bolsonaro. Psy op militar - operar duas facas no pescoço antes das eleições: na de Lula (a ameaça de nova condenação) e na da opinião pública – o fantasma da intervenção militar. Que já aconteceu e ninguém viu por que foi híbrida. E a "Operação Pícaro" serve para apagar os rastros dessa operação.

domingo, maio 23, 2021

Live Cinegnose 360 #4: filmes, Psicanálise e Gnosticismo, efeito Heisenberg na CPI e Parapolítica



Nesse domingo, 18h00, no Facebook, mais uma 'Live Cinegnose 360', a quarta edição. Um olhar 360 graus para a semana do Cinegnose que tem na pauta o filme independente francês "Jumbo" e a produção Netflix chinesa "Super Me". Vamos discutir os filmes através da Psicanálise e Gnosticismo. Em seguida, mais um capítulo da guerra semiótica de informações com a CPI da Pandemia através de três conceitos-chave: Efeito Heisenberg, Pseudo-eventos e "piloto-automático" em cenários de guerra híbrida. E para fechar, mais algumas incursões sobre o tema Parapolítica: a presença do Oculto na política. Então, fuja da deprê do final de domingo na Live 'Cinegnose 360'.

sábado, maio 22, 2021

Efeito Heisenberg na CPI: atirou no que viu, acertou no que não viu... e nem percebeu

Ao querer terceirizar as funções investigativas da CPI da Pandemia (ou do Genocídio?) para agências de checagem, o relator Renan Calheiros revelou a natureza midiocêntrica da Comissão: um grande efeito Heisenberg no qual prints de portais de notícias entram como “provas” e as “perguntas” dos senadores são na verdade longos discursos para gerar vídeos virais nas suas redes sociais. Não há nenhuma estratégia para cercar os depoentes com perguntas indiretas para induzi-los a contradições. Por isso, a CPI passou batida por duas verdadeiras confissões de culpa do ex-ministro Pazuello: justamente nos momentos em que ele ficou mais relaxado e desandou a falar, assumindo a persona de herói militar – orgulhoso, expôs a sua “missão cumprida” dentro da psy op da guerra semiótica criptografada militar. O orgulho de caserna do general falou mais alto. E a CPI atirou no que viu e acertou no que não viu... e nem percebeu!

quinta-feira, maio 20, 2021

Freud e Jung encontram-se com o Gnosticismo em 'Super Me'


A produção Netflix chinesa “Super Me” (“Qi Huan Zhi Lv”, 2019) é um didático exemplo da complexidade atual dos produtos de entretenimento, muito além dos algoritmos da plataforma de streaming. O filme acompanha um roteirista insone, sem sorte e quase um sem-teto. Até que descobre, nos sonhos, uma forma de trazer tesouros para o mundo real, tornando-se super rico. Porém, hedonismo e ressentimento poderão destruí-lo. Uma fantasia que combina realismo fantástico, romance e comédia com uma narrativa bem adaptada às exigências ideológicas do  atual capitalismo chinês moderno e global. Porém, para não se tornar mais uma narrativa-clichê vazia, faz um mix de Jung e Freud dentro de uma cosmogonia PsicoGnóstica: somos prisioneiros nesse mundo e os sonhos seriam uma forma de libertação. Mas, em todos nós, há uma Sombra que sem misericórdia nos vigia e pune.

terça-feira, maio 18, 2021

Objetofilia: a atração amorosa por objetos como espírito do tempo em "Jumbo"


Uma francesa casou-se com a Torre Eiffel. Mais tarde, divorciou-se do famoso monumento e, atualmente, vive um relacionamento com um guindaste. Uma norte-americana casou-se com uma roda gigante na Flórida, depois de um longo namoro de décadas. Esse é a estranha subcultura do “objectum” ou “objetofilia”: pessoas atraídas amorosamente por objetos. O filme francês “Jumbo” (2020) se inspira nesse universo ao acompanhar uma jovem que se apaixona pela nova atração de um parque temático de um vilarejo: uma enorme roda giratória multicolorida em neon com cadeiras cheias de turistas aos gritos. Um filme estranho que mergulha no psiquismo do desejo e do erotismo com placas de metais e óleo viscoso. Como todo filme estranho, é um sintoma do atual zeitgeist: uma sociedade mercadologicamente organizada para explorar neuroticamente nossas fantasias e desejos mais profundos. No caso, o animismo do chamado “objeto transicional” descrito pela psicanálise de Winnicott.

segunda-feira, maio 17, 2021

Live Cinegnose 360 #3: aconteceu, apesar do Facebook


Apesar de um imprevisto no momento da transmissão no Facebook, aconteceu a “Live Cinegnose 360 #3”. Simplesmente a live programada na fanpage do Cinegnose não iniciava, obrigando esse humilde blogueiro a iniciá-la no perfil pessoal do Facebook. Mas não tem problema: para aqueles que perderam, a gravação está no Youtube (canal Wilson Ferreira), com minutagem na descrição. Ou assista aqui no blog.

Na pauta os seguintes temas: os filmes “Titãs” (uma terrível produção Netflix, mas que revela sintomas do atual espírito do tempo) e o cultuado “Bagdad Café” (1987), do diretor alemão Pery Adlon, filme que se tornou urgente três décadas depois; CPI da Pandemia (ou do Genocídio?) como show midiático dentro da estratégia de guerra semiótica criptografada; Receita para fazer uma Guerra Híbrida explicada para iniciantes; e, dando continuidade à discussão sobre Parapolítica da Live anterior, Semiótica da Macumba: bombas semióticas e Magia.


sábado, maio 15, 2021

É a CPI da Pandemia ou do Genocídio? Pouco importa, o show psy op tem que continuar


Desde o primeiro dia, todo dia, incansavelmente, o governo Bolsonaro opera a psy op da guerra criptografada: gerenciamento de informações caóticas, dissonantes, repletas de pseudo-eventos, não-acontecimentos, balões de ensaio, que depois são desmentidos, confirmados... ou não! Para a grande mídia transformar em narrativas episódicas, com ação, drama, indignação, num jogo de morde-assopra. Com a CPI da Pandemia (ou do Genocídio?) o show continua com um novo pseudo-evento: timing, sincronismos, conflitos de interesse e logística para a cobertura midiática tautista na qual repórteres viram protagonistas da própria notícia em matérias metalinguísticas (primeira evidência de um pseudo-evento). Para quê tudo isso? Seguindo a cartilha de Milton Friedman (Escola de Chicago), criar crises reais ou percebidas como reais para tornar politicamente inevitável a agenda neoliberal. No radar, a privatização do SUS.

sexta-feira, maio 14, 2021

Nesse domingo, Live Cinegnose 360: Filmes, receita de guerra híbrida e semiótica da macumba: bombas semióticas e magia


Neste domingo, 16/05/2021, às 18h00, acontece a terceira edição da “Live Cinegnose 360” que o leitor acompanha tanto no Facebook quanto aqui no blog. Esse humilde blogueiro traz para a pauta os seguintes temas: os filmes “Titãs” (uma terrível produção Netflix, mas que revela sintomas do atual espírito do tempo) e o cultuado “Bagdad Café” (1987), do diretor alemão Pery Adlon, filme que se tornou urgente três décadas depois; CPI da Pandemia (ou do Genocídio?) como show midiático dentro da estratégia de guerra semiótica criptografada; Receita para fazer uma Guerra Híbrida explicada para iniciantes; e, dando continuidade à discussão sobre Parapolítica da Live anterior, Semiótica da Macumba: bombas semióticas e Magia. Como sempre falamos, livre-se do tédio do final de domingo na Live Cinegnose.

quinta-feira, maio 13, 2021

Mais de três décadas depois, 'Bagdad Café' revela um eterno-retorno sem solução


Assistir ao filme “Bagdad Café” (“Out of Rosenhein”, 1987), do diretor alemão Percy Adlon, nos remete a uma estranha sensação de nostalgia melancólica. É uma comédia dramática sobre encontros multiculturais e raciais num café e motel empoeirados e perdidos no meio do Deserto de Mojave. Um filme otimista sem ser agridoce sobre a possibilidade de que as diferenças culturais e raciais, num conjunto de personagens excêntricos e marginalizados pela sociedade, podem encontrar a redenção. Um microcosmo do mal-estar da subjetividade contemporânea sintetizada por personagens que representam todos nós: detetives, viajantes e estrangeiros, embalados pela música “Calling You”. Mais de três décadas depois, vemos que aqueles mesmos temas intensamente discutidos na década de 1980 continuam sem solução. E o que é pior: se transformaram em ferramentas para criar polarizações e dividir politicamente sociedades.

terça-feira, maio 11, 2021

Filme 'Titã': a patafísica tecnológica como sintoma do nosso tempo


“Titã” (“The Titan”, 2018) é um dos piores filmes que este humilde blogueiro já assistiu, com sérios problemas com o princípio básico de qualquer roteiro: verossimilhança e suspensão da incredulidade. E com um ator protagonista tão inexpressivo que os diretores insistem em transformá-lo em híbrido ou alienígena. Um filme destinado a ficar aninhado naquela lista do Netflix “Por que você assistiu...”. E por que este Cinegnose se interessou pela produção? “Titã” revela um sintoma do espírito do nosso tempo: o momento em que a tecnologia se torna tão hipertrofiada e invasiva que acaba inviabilizando as próprias finalidades para as quais surgiu para cumprir, cruzando um “vanish point”. É a patafísica dos sistemas, quando a tecnologia se torna non sense: a “hipertelia”. O nosso planeta está acabando. Temos que fugir para uma das luas de Saturno chamada Titã. Como salvar a humanidade? Resposta patafísica: deixando de ser humanos!

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