O inédito cancelamento do debate presidencial na TV Globo, sob a justificativa de “insegurança jurídica”, revelou o espetacular tiro pela culatra de uma operação semiótica frustrada: o plano da emissora de blindar Flávio Bolsonaro ao tentar excluir Renan Santos do estúdio, evitando a sangria de votos da direita para forçar um segundo turno e desidratar a ameaça de uma vitória de Lula logo no primeiro turno. Ao ver sua arquitetura ruir com a liminar de Gilmar Mendes autorizando a presença do candidato do Missão, a emissora foi confrontada com a debandada de Flávio e a ausência do petista — resultando em estúdios vazios no Projac, comentaristas constrangidos em transmissão ao vivo e na demonstração definitiva de que a velha hegemonia analógica da "bala de prata" perdeu a capacidade de ditar os rumos do jogo político.
sábado, outubro 03, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira





















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