
sábado, agosto 08, 2015

Wilson Roberto Vieira Ferreira
Atiradores que abrem fogo em escolas e salas de cinema já tornaram-se
eventos icônicos na cultura pop atual. Acompanhamos nas últimas semanas dois
episódios nos EUA envolvendo salas multiplex: Lafayette (onde exibia o filme “Trainwreck”
– “Descompensada” no Brasil) e em Antioch (em cartaz o filme “Mad Max: Estrada
de Fúria”). O Brasil também teve tiros em sala de cinema num shopping em 1999
onde era exibido “O Clube da Luta”. Por que salas de cinema atraem atiradores?
O tom que a mídia aborda esses episódios é monocórdico: sempre retratados como atiradores solitários,
sem conexões, e que de repente decidem abrir fogo contra uma plateia. Há algo
mais por trás desses eventos? É o que pretende demonstrar as hipóteses do
Efeito Copycat, do Sincromisticismo e sobre secretas conexões entre Cinema e
Guerra.
Duas semanas
depois de um atirador ter aberto fogo contra a plateia em um cinema em Lafayette,
Louisiana nos EUA, outro atirador armado com espingarda e um machado, no dia 05
de agosto, foi abatido por policiais em um cinema que exibia Mad Max: Estrada da Fúria em Antioch, no
Tenessee.
O atentado
anterior, no dia 23 de julho, foi há exatamente três anos do atentado em
Aurora, Colorado, onde James Holmes atirou na plateia que assistia ao filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge.