Vinte e seis anos após o alerta de Ciro Marcondes Filho sobre a divisão entre o jornalista que 'trabalha em pé' e o que 'trabalha sentado', o campo jornalístico parece ter sucumbido a uma mutação ontológica sob a cortina de fumaça das redes sociais. Entre a contratação de influenciadores para a Copa do Mundo, a priorização de colunistas em vez de repórteres para as eleições e a espetacularização do trash digital de petistas sendo exorcizados em busca de engajamento, o que emerge é um cenário onde a precarização do trabalho e o império do infotenimento tornaram-se faces indissociáveis no Jornalismo. Ao trocar a apuração de campo pela gestão do afeto, o jornalismo corporativo e independente arrisca abandonar sua função de mediador factual para se transformar em um ringue de narrativas movido pela economia da atenção.
sexta-feira, abril 10, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira




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