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sábado, setembro 14, 2019

Satanás é o último dos humanistas na série "Lucifer"


Séculos de desinformação e mentiras, das religiões até filmes e livros, fizeram nos confundir a figura de Lúcifer com o próprio Mal – com “Satanás” ou o “Diabo”, o príncipe dos infernos e da perdição. Como um produto audiovisual mainstream, a série “Lucifer” (2015-) parte dessa visão estereotipada para, ao longo dos episódios das quatro temporadas, retornar ao significado original dos antigos ensinamentos gnósticos: Lúcifer como a “Estrela da Manhã”, “o portador da Luz” – o anjo da Luz que com seu intelecto individual se rebela contra autoridades obscuras externas. Na série, Lúcifer volta à Terra depois de se entediar como governante do Inferno, um castigo imposto pelo seu Pai, o Criador. Vai para Los Angeles e se torna dono de uma badalada casa noturna e consultor de uma detetive da LAPD. Torna-se então um estudioso da natureza humana, um "humanista": seus crimes e sentimentos de culpa. Ou seja, aquilo que nos faz criar o Inferno dentro de nós mesmos.

domingo, setembro 01, 2019

A burrice e estupidez do futuro já estão entre nós em "Idiocracia"


O filme que originalmente era uma comédia e que se tornou um documentário. Assim é definido o filme “Idiocracia” (“Idiocracy”, 2006) do diretor e escritor Mike Judge (“Beavis e Butthead” e “O Rei do Pedaço”): um casal acorda de uma longa hibernação criogênica de 500 anos para encontrar um mundo no qual a burrice, estupidez e preguiça (e suas consequências como o machismo e a intolerância) se tornam virtudes. O presidente dos EUA é um ex ator pornô e lutador de Telecatch e a água potável foi substituída por um isotônico produzido por uma gigantesca corporação, gerando uma catástrofe ambiental. E a política se confunde com entretenimento e vídeo-game. Um filme tão profético que o próprio estúdio 20th Century Fox resolveu boicotar o lançamento da sua própria produção, escondendo “Idiocracia” das grandes redes de exibição. “Idiocracia” é visionário: como uma sociedade inteira não percebeu que emburrecia enquanto as expectativas sobre o que é ser inteligente cada vez mais diminuíam com o avanço tecnológico e da indústria do entretenimento. 

sábado, agosto 17, 2019

Guerra criptografada: capas da Piauí, temores da Globo e Míriam Leitão e trolagem do livro em branco


Editorial de “O Globo” acusa que Bolsonaro é um “risco para o País”. Ao mesmo tempo, para a jornalista Miriam Leitão, Bolsonaro é um “empecilho para a retomada econômica”. A capa da revista Piauí satiriza os dons de chapeiro de Eduardo Bolsonaro que o “credenciam” a ser embaixador nos EUA. Enquanto isso, as esquerdas se assanham, achando que a “ficha tá caindo” na grande mídia que, desesperada, tentaria se descolar de uma figura tóxica. Simultaneamente é lançado o filme “Eu Sou Brasileiro”, drama de “superação” e autoajuda com muitos atores globais, protótipo do tipo de filme que Bolsonaro quer ver a Ancine fomentar... São instantâneos da atual guerra semiótica criptografada que, como de costume, as esquerdas não conseguem fazer uma leitura, a não ser aquela que a grande mídia e Bolsonaro querem que elas façam. Mas há sinais de inteligência semiótica que as esquerdas deveriam prestar atenção: a trolagem do livro “Por Que Bolsonaro Merece Respeito, Confiança e Dignidade?”, com 198 páginas em branco.

quarta-feira, agosto 07, 2019

Tarantino revela alterego e nostalgia pós-moderna no filme "Era uma Vez em... Hollywood"


Quentin Tarantino nunca frequentou uma escola de cinema. Ele viu filmes. Mais do que isso. O que move Tarantino é a sua nostalgia cultural pós-moderna: ele não sente saudades de eras e momentos em que viveu. É nostálgico por tudo que apenas viu em filmes, TV e livros. Saudades daquilo que não viveu. “Era Uma Vez em... Hollywood” (Once Upon a Time... in Hollywood, 2019) é o paroxismo de toda a sua carreira cinematográfica: ambientado na cena de 1969 em que a velha Hollywood do “Studio System” com seus Westerns no cinema e TV desaparecia para dar lugar a Bruce Lee, Steve McQueen, Roman Polanski e a beleza trágica de Sharon Tate – assinada em um massacre perpetrado pela “Família Mason” liderada pelo guru Charles Mason. Sob camadas e camadas de iconografia pop, alusões e intertextualidades, Tarantino não só cria uma nostalgia hiper-real mas faz o filme mais metalinguístico de todos: a ansiedade do protagonista que não sabe o que fazer no futuro é o alterego do próprio diretor – como se reiventar agora, se a nostalgia pós-moderna acredita que o cinema já mostrou tudo o que era mais importante?  

sexta-feira, agosto 02, 2019

Série "The Boys": o poder absoluto corrompe todos os super-heróis


Imagine um mundo em que os super-heróis são reais e um negócio lucrativo: combater vilões rende franquias, “mitagens” nas redes sociais e uma multidão de fãs que se sentem seguros num mundo tão louco. CEOs e advogados de uma megacorporação garantem o silêncio para eventuais escândalos gerados pelos “danos colaterais” provocados pelos superpoderes. A publicidade esconde a personalidade de super-heróis imaturos, narcisistas e amorais. E como o poder absoluto é intrinsecamente corruptor. “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, dizia o Homem Aranha. Mas estes super-heróis estão totalmente corrompidos. A série Amazon “The Boys” (2019-) surge num momento oportuno em que não só a Marvel e DC Comics alcançam altíssimas cifras com filmes e franquias. Mas também como a narrativa dos super-heróis virou um modelo de propaganda política, como denunciou o cartunista criador do herói sem superpoderes “The Spirit”, Will Eisner: “se não fosse Hitler, talvez não tivéssemos super-heróis nas HQs”. 

quarta-feira, julho 17, 2019

Deus sadicamente se deleita com a corrida humana em "The Human Race"


“The Human Race” (2013) é o tipo de filme para ser assistido fora da binaridade do “gosto/não gosto”. Portanto, um filme para cinéfilos aventureiros. E com estômago para encarar o horror “gore”. O diretor e roteirista Paul Hough quer discutir a natureza humana: somos intrinsecamente maus, bastando uma oportunidade para a besta-fera em cada um de nós escapulir? Ou será que são as condições materiais nas quais estamos prisioneiros que nos induzem ao mal? Oitenta pessoas são abduzidas e despertam num circuito no qual devem correr desesperadamente pelas suas vidas, todos contra todos. A única maneira de sobreviver é não ser ultrapassado, e ter uma morte terrível. O veredito sobre a. questão da condição humana em “The Human Race” é gnóstica: o universo como uma arena mortal que nos condena à ignorância e a incerteza. Gerando propositalmente o medo, a angústia e ansiedade, os motores da violência e do egoísmo que fazem o deleite dos deuses demiurgos que apenas observam. Filme sugerido pelo nosso sagaz colaborador Felipe Resende.

terça-feira, julho 16, 2019

A premissa AstroGnóstica desperdiçada no filme "O Espaço Entre Nós"


Dentro da tipologia dos filmes gnósticos, os AstroGnósticos são os mais existenciais: lidam com a condição humana como “Estrangeiro” – o ser humano como fosse um alienígena em sua própria família, sociedade ou planeta. “O Espaço Entre Nós” (2017) é um sci-fi com uma interessante premissa por associar o tema da condição humana como “Estrangeiro” com o drama da adolescência – o último momento do impulso da rebeldia, antes de ser enquadrado no mundo adulto. Um adolescente, o primeiro ser humano a nascer em Marte, quer voltar para Terra – em um vídeo-chat apaixonou-se por uma jovem, que também vive essa condição existencial de estrangeira como órfã. Mas ele não suportaria por muito tempo na gravidade terrestre. Um melodrama “teen” de amor impossível, com uma ótima premissa desperdiçada – ao invés da subversão gnóstica, o filme busca a conciliação final do protagonista com a iniciativa privada que financia a colônia marciana. 

domingo, julho 07, 2019

Super-herói do mal revela amoralidade dos super-heróis da América no filme "Brightburn"

Talvez poucos conheçam a primeira versão do icônico super-herói norte-americano Superman: no começa da década de 1930, ele era um vilão com poderes psíquicos usados para dominar a humanidade. Mais tarde foi repaginado, cujos poderes passaram a ser usados para o “Bem”, e utilizado depois como herói da propaganda política na Segunda Guerra Mundial. O terror/sci-fi “Brightburn – O Filho das Trevas” (“Brightburn”, 2019) vai não só se inspirar nessa antiga versão do Superman como, através da iconografia heroica (com máscara e capa, só que agora vestindo o “Mal”}, jogar com a essência da galeria dos super-heróis dos EUA: a amoralidade, como uma “vontade de potência” que está acima do Bem e do Mal – tudo que é feito com uma boa intenção, não pode ser mau. É apenas o “destino manifesto”. Filme sugerido pelo nosso leitor Felipe Resende.

domingo, junho 09, 2019

O guia do mochileiro do após morte no filme "Bardo Blues"


Inspirado no "Livro Tibetano dos Mortos" (uma espécie de guia do mochileiro pós-morte na sua jornada de elevação da consciência espiritual), o filme “Bardo Blues” narra as desventuras de um protagonista no momento decisivo da quebra das ilusões dos padrões cármicos no qual o conteúdo da mente é projetado, tornando-se visível como um sonho. Um mochileiro vaga pelas ruas de uma cidade na Tailândia fugindo do passado e em busca da sua mãe que inexplicavelmente o abandonou na infância. “Bardo Blues” narra o despertar espiritual de alguém que busca consolo e entendimento na cultura Oriental. Porém, tudo que encontrará serão rupturas traumáticas que questionarão quem ele na verdade é, de onde veio e para onde está indo. Filme sugerido pelo nosso leitor Alexandre Von Keuken. 

segunda-feira, maio 27, 2019

Parques de diversões, espelhos e a morte no filme "Nós"

O filme “Nós” (Us, 2019) de Jordan Peele (“Corra!”) é um complexo de mitologias (milenares e modernas) e crítica social. Para começar, o diretor pediu aos atores assistirem a dez filmes (entre eles “O Iluminado”, “Deixe Ela Entrar” e “Além da Imaginação”) para compreenderem o argumento da produção e a verdadeira avalanche de alusões fílmicas. Crítica social se mistura com um complexo mitológico: do simbolismo demiúrgico dos parques de diversões ao medo milenar pelos duplos e espelhos. Cada imagem em “Nós” é uma pista para tentarmos entender por que duplicatas assassinas de uma família põem em perigo a vida dos seus “originais”. Peele sugere visões múltiplas, num misto da distopia de George Orwell, o ocultismo de Lewis Carroll e a crítica social de James Baldwin.

quinta-feira, maio 09, 2019

Sartre, angústia existencial e mecânica quântica no filme "+1"


E se você tivesse a chance de voltar no tempo e corrigir um erro terrível, embora soubesse estar moralmente errado porque o resultado anterior era o que teria de realmente acontecer? Voltando ao passado, como reagiria ao se defrontar com seu próprio clone que tem todas suas memórias, porém limitadas por um delay de 15 minutos? Essas são algumas questões morais levantadas pelo filme “+1” (aka “Plus One, 2013), do diretor grego Dennis Iliadis. Não é propriamente um filme sobre “viagem no tempo”, mas a proposta de transformar uma festa universitária numa espécie de “Caixa de Schrödinger” (experimento imaginário de mecânica quântica do físico austríaco) no qual os mesmos eventos duplicados ocupam o mesmo espaço, porém com um delay a partir de 15 minutos progressivamente diminuindo. Tudo em decorrência de um misterioso fenômeno elétrico-astronômico. É mais um filme sobre o mito da “segunda chance”, mas dessa vez revelando que essa recorrência no cinema é o sintoma do atual espírito de época – a crescente angústia existencial humana, tal como descreveu o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre. Filme sugerido pelo nosso leitor Fábio Hofnik. 

sexta-feira, maio 03, 2019

O inferno sempre ficará cheio de boas intenções em "O Homem nas Trevas"


Mais um filme ambientado na Detroit decadente habitada por jovens sem futuro cujo único sonho é cair fora dali. Três jovens marginalizados vivem de pequenos roubos em subúrbios de classe média. Até que surge a chance da fazerem o grande assalto que mude a vida de todos para sempre: o casarão de um solitário veterano de guerra cego, cujo cofre guarda milhares de dólares, fruto de uma indenização. O que poderia dar errado em um assalto aparentemente tão fácil? No filme “O Homem nas Trevas” (“Don’t Breathe, 2016) vemos os dilemas morais envolvendo culpa e racionalizações. Uma batalha entre vontades de pessoas que tomaram decisões muito ruins, mas que encontraram justificativas a si mesmos para seguir em frente convivendo com a culpa. Um filme que aborda dois temas de fundo sucessivamente freudiano e existencial: o homem não é racional, ele apenas racionaliza; e que, por isso mesmo, o inferno sempre ficará cheio de boas intenções. Filme sugerido pelo leitor Felipe Resende.

quarta-feira, maio 01, 2019

O Mal jamais conjurado pela civilização em "Suspiria: A Dança do Medo"


Em um cenário aparentemente acolhedor escondem-se terríveis segredos do passado que estão vivos e ameaçadores até hoje. Desde “O Bebê de Rosemary” (1968), de Roman Polanski, o gênero terror repetidas vezes aborda esse tema. Mas em “Suspiria: A Dança do Medo” (2018), remake do clássico de terror de 1977 de Dario Argento, o tema é elevado a uma jornada pelo inconsciente coletivo: em plena modernidade urbana, o ancestral, o mítico e o arquetípico retornam de forma explosiva e perversa. O Mal, ignorado e jamais conjurado ou expiado pelo mundo contemporâneo. Apenas esquecido.  Uma bailarina se torna aluna de uma prestigiosa escola de dança em Berlim, que esconde um milenar propósito ocultista assassino num país que tenta se recuperar dos traumas do nazismo em plena Guerra Fria.  Mas os problemas é que as pessoas teimam sempre em acreditar que o pior já passou. 

domingo, abril 21, 2019

Curta da Semana: "Singularity Stories Vol.1" - Inteligência Artificial não gosta de Bruno Mars

Collen confortavelmente senta no sofá da sala de estar. E ordena ao assistente de inteligência artificial, Alexa, a tocar uma música de Bruno Mars. Mas Alexa dispara que não vai tocar, porque Bruno Mars “é um saco!”. Collen ainda não sabe, mas está testemunhando um evento histórico: há poucos minutos, uma confluência aleatória de dados proveniente de três países através da Internet fez emergir uma singularidade tecnológica – uma super-inteligência artificial global, senciente e autônoma... e que não gosta do músico, produtor e cantor americano Bruno Mars. Esse é o curta “Singularity Stories Vol.1”, de uma série prometida pela produtora CineCisme de contos sobre singularidades tecnológicas – élan místico-religioso que atualmente anima os engenheiros computacionais do Vale do Silício.

sábado, abril 20, 2019

Um quebra-cabeça mitológico no filme "A Deusa da Vingança"



Califórnia, Deserto de Mojave, 1998. Enquanto uma misteriosa estrela vermelha brilha no céu ensolarado, um vendedor ambulante percorre zonas desoladas com trailers e depósito de ferro-velho. Sam não encontra ninguém, liga insistentemente para sua esposa que nunca atende e encontra um motel igualmente vazio. A única voz que ouve é de um programa de rádio no seu velho carro, cujo host chamado Eddy conclama os ouvintes a acharem e fazerem justiça com as próprias mãos contra um frio assassino de crianças. Estranhamente algo prende Sam naquele lugar e as coisas ficarão ainda piores. Esse é o filme “A Deusa da Vingança” (Sam Was Here, 2016) um quebra-cabeça mitológico na mesma linha de “Mãe!” de Aronofsky. Assim como na mitologia grega na qual Nêmesis busca a vingança para manter o equilíbrio cósmico, também naquele lugar um drama cosmológico precisa ser resolvido.

sexta-feira, abril 19, 2019

Cem dias de guerra semiótica de Bolsonaro e a alternativa transmídia


Marca simbólica, como se fosse uma espécie de lua de mel de um governo recém-empossado com os eleitores, os 100 primeiros dias do Governo Bolsonaro mostraram que o período foi tudo, menos uma lua de mel. Cem dias de guerra semiótica no “modo campanha”:  juntos, Bolsonaro e General Mourão, fazem o jogo hollywoodiano do “bad cop/good cop” para gerar informações e contra-informações, dissonâncias e táticas criptografadas: enquanto o presidente pira, o vice-general baixa a bola e, de repente, vira o centro da racionalidade de um governo supostamente formado por malucos no qual todos parecem bater cabeças uns nos outros. O “wishiful thinking” da esquerda vê um governo desarticulado, mostrando rachaduras aqui e ali. É isso que querem que todos pensem. Um governo que vive do caos, mas um caos com método. Enquanto isso, os “coletes amarelos” da França podem ensinar uma alternativa para a esquerda: a guerra semiótica transmídia.  

sábado, abril 13, 2019

Transgressão e domesticação do cinema discutido pelo Cinegnose em Simpósio no Rio


A invenção do cinematógrafo pelos irmãos Lumière causou muito barulho na virada do 1900 – abalou o paradigma da estabilidade da realidade com o registro inédito de objetos e pessoas em movimento. Gerou na Filosofia a Fenomenologia de Husserl, Bergson e Whitehead. Mas o potencial transgressivo do primeiro cinema foi domesticado pela indústria cinematográfica com as imagens narrativas. A posterior ascensão do gnosticismo pop no cinema na virada do 2000 teve o potencial de retomar a força transgressiva do dispositivo cinematográfico. Esse foi o tema discutido por este editor do “Cinegnose” no Simpósio “A Transfiguração em 1900” nesse última sexta-feira no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas no Rio de Janeiro – “Cinema 1900/2000: Da Caverna de Platão à Matrix”.

quarta-feira, abril 10, 2019

Curta da Semana: "Alternative Math" - a ameaça do anti-intelectualismo e irracionalismo


2 + 2 é igual a 4. Essa é a verdade do raciocínio lógica da Matemática. Uma verdade factual. Ou será que não? Por que não, igual a 22? Afinal, não vivemos numa sociedade de liberdade de opinião? Então a Matemática e seus professores são espertalhões autoritários querendo impor seus pontos de vista? Eles estão por trás de uma conspiração para tolher a liberdade cognitiva dos estudantes? Esse é o tema do divertido curta “Alternative Math” ("Matemática Alternativa", 2018), uma comédia com diversas camadas interpretativas, mas que também tem um tom assustador sobre o mundo potencialmente terrível que está à nossa espreita: o ressentimento que produz a onda anti-intelectualismo e irracionalismo da pós-verdade – nas mídias sociais, realidades paralelas e bizarras teorias conspiratórias ganham o mesmo status de verdades científicas sob o álibi da liberdade de opinião. Curta sugerido pelo nosso leitor Felipe Resende.

segunda-feira, abril 08, 2019

Cinegnose discute, nessa sexta, cinema gnóstico no Simpósio "A Transfiguração em 1900"


Um estranho vortex abalou o Ocidente na virada do século XIX para o XX: mudanças radicais na vida urbana, nas ciências, tecnologias, artes, filosofia e costumes. E com o cinema não poderia ser diferente, pois estava no centro desse vortex – criou uma experiência perceptiva e sensorial absolutamente nova. O dispositivo cinematográfico acabou se tornando a metáfora do próprio funcionamento da mente na filosofia e ciências, criando uma crise na percepção e na maneira de nós encararmos o tempo e a permanência. Porém, enquanto o cinema revolucionava, ele próprio continuou prisioneiro da Caverna de Platão – um instrumento para a manutenção da ilusão do que entendemos como “realidade”. O surgimento do cinema gnóstico na virada do século XX para o XXI criou a possibilidade dessa emancipação. Esse tema será discutido por esse editor do “Cinegnose” no Simpósio “A Transfiguração em 1900”, nessa sexta-feira, 12/04, no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro.

domingo, março 31, 2019

Cinegnose publica artigo científico sobre o fim do mundo


Em agosto do ano passado esse editor do “Cinegnose” participou do Simpósio “Do Mundo Arcaico às Cosmologias Modernas” no Rio de Janeiro, apresentando o tema “Por que o mundo tem que acabar? Neoapocalíptica e Escatologias Líquidas”. Uma tentativa de entender o que está por trás (imaginário, sensibilidade ou espírito de época) dessa espécie de midiatização do fim do mundo: a recorrência de produções cinematográficas, literárias, jornalísticas ou documentárias com narrativas apocalípticas sobre profecias, projeções científicas ou pseudo-científicas sobre cataclismas ambientais, cosmofísicos, sociais, biológicos etc. que potencialmente poderiam exterminar a humanidade ou destruir o planeta . O artigo científico, no qual se baseou a apresentação, foi publicado nesse início de ano pela revista “Cosmos & Contexto”. 

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