sábado, agosto 01, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Há três dias muitos lugares ainda estão sem energia elétrica no
Rio de Janeiro. Enquanto em todos esses dias a mídia corporativa vem martelando
o mantra das “ventanias históricas” geradas pelos “fenômenos extremos”
produzidos pela “crise climática global”. Pobres concessionárias e serviços
públicos privatizados, vítimas do caos climático! Ou será tudo apenas uma bomba
semiótica do caos climático para hipernormalizar a precarização. Antropoceno ou
CAPITALOCENO? Esse é um dos temas da Live Cinegnose 360 #250, nesse domingo
(02/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Começando com o duo belga “Vive La Fête”:
Moda, Nostalgia e Realismo Capitalista. Depois, vamos discutir dois filmes: “O
Invasores de Corpos” (a refilmagem que anteviu o futuro) e “Manual Prático de
Vingança Lucrativa (Pós-meritocracia e Luta de Classes). E na Crítica
Midiática: dúvidas justificáveis: os não-acontecimentos do tiroteio da polícia
com traficantes no aeroporto de Cumbica/SP e a invasão de imigrantes em Ceuta; André
Mendonça e os dois inquéritos contra Lulinha ou como manter Lula “na linha”; flagrante
de “agenda setting” de Folha, O Globo e Estadão; Antropoceno ou Capitaloceno: o
caos climático-semiótico.
sábado, agosto 01, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
De volta da férias com as energias renovadas para o novo semestre? Está no ar a 15ª edição do Clipando – O Clipping Comentado da Educação, projeto de curadoria pedagógica do Sinpro Santos apresentado e produzido por esse humilde blogueiro. Disponível no YouTube e no Spotify, o programa debate os temas de maior impacto para o chão da escola no segundo semestre, com os seguintes destaques: das estratégias de acolhimento na Educação Infantil às contribuições da neuroeducação, passando pelo uso crítico da Inteligência Artificial e a análise dos códigos culturais da Geração Z, como a expressão "farmar aura".
Está no ar o Clipando #15, o Clipping Comentado da Educação, no YouTube (clique aqui) e Spotify (clique aqui).
Uma curadoria das informações que mais impactam o nosso trabalho e reflexões sobre Educação, Escola e Pedagogia.
Voltando das férias e de volta às aulas com os seguintes destaques: planejamento e acolhimento na volta às aulas; um guia das formas mais eficientes de orientar uma turma; por que a IA não é um problema, mas uma oportunidade para a Escola; e uma reflexão sobre como a “cultura das mídias” por trás de expressões como “farmar aura” impacta a Educação.
Sejam bem-vindos, professoras e professores!
REFERÊNCIAS E LINKS
Volta às aulas: planejamento e acolhimento para promover novas aprendizagens:
Boas-vindas aos professores no retorno do recesso escolar.
Apresentação do professor e jornalista Wilson Ferreira e do projeto do Sinpro Santos.
Síntese dos principais assuntos abordados na 15ª edição do programa.
[00:04:15] Clipe 1: Volta às aulas, planejamento e acolhimento na Educação Infantil
Reflexão sobre a adaptação das crianças ao retorno da rotina escolar.
Práticas de escuta ativa e acolhimento: criação de caixas de memória, murais e rodas de conversa.
Conceito de "brinquedos de largo alcance" (objetos não estruturados) e conexão com as teorias do filósofo Walter Benjamin sobre a crítica ao "brinquedo réplica".
[00:14:11]Clipe 2: Nove formas mais eficientes de orientar a turma
Análise do artigo da plataforma Porvir focado na clareza de instruções em sala de aula.
Discussão sobre a "maldição do conhecimento" (a tendência do professor de achar óbvios conceitos que já domina).
Estratégias práticas para testar a compreensão real dos alunos em vez de apenas perguntar "todo mundo entendeu?".
[00:22:23] Clipe 3: Neuroeducação e as práticas escolares
Aproximação entre a neurociência e a educação.
Analogia entre o hardware (desenvolvimento cerebral e conexões sinápticas) e o software (o conteúdo ensinado).
Impactos positivos da atividade física no cérebro e a importância da escrita manuscrita/cursiva no estímulo cognitivo.
[00:28:39] Clipe 4: Professor cria "armadilha" para identificar uso de Inteligência Artificial
Comentários sobre a notícia de um professor nos EUA que utilizou um comando oculto (em fonte branca) em uma prova para flagrar redações geradas por IA.
Reflexão sobre a prática do "copiar e colar" sem revisão por parte dos estudantes.
[00:35:40] Clipe 5: Por que apenas trocar de software não salva uma EAD em crise?
Análise de por que a Inteligência Artificial não deve ser vista como o problema principal, mas como um revelador de práticas pedagógicas obsoletas baseadas em mera reprodução.
A importância de propor atividades que exijam autoria, reflexão crítica e argumentação.
Histórico de integração de novas mídias na escola (histórias em quadrinhos, TV, celular e IA) em vez do uso de proibição ou repressão.
[00:43:36] Clipe 6: Geração Z e a cultura mediática ("Farmar aura")
Discussão sobre o significado de gírias da Geração Z, como "farmar aura" (acumular estilo/carisma).
Análise crítica da cultura dos influenciadores digitais e do conceito de "pós-meritocracia".
Diferença entre a evolução das mídias (ferramentas pedagógicas) e a cultura gerada pelas mídias (que exige visão crítica).
quinta-feira, julho 30, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
A
previsão do tempo deixou de ser um aviso cotidiano sobre levar ou não o
guarda-chuva para se converter em um boletim de sobrevivência saturado de
alertas vermelhos. No entanto, por trás do espetáculo diário das tempestades e
vendavais na grande mídia, opera uma sutil substituição de causalidade: a troca
do “Capitaloceno” pelo “Antropoceno”. Ao enquadrar a crise como fruto do Antropoceno
— uma narrativa de "culpa coletiva" que responsabiliza genericamente
a espécie humana —, a bomba semiótica do pânico climático transforma o colapso
em fatalidade e oculta a verdadeira engrenagem do problema. Trata-se da lógica
do Capitaloceno na periferia global: um modelo socioeconômico extrativista primário-exportador movido
pela expansão do agronegócio sobre o Cerrado e a Amazônia, pela mercantilização
do solo e pela entrega de serviços urbanos essenciais ao lucro privado.
terça-feira, julho 28, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Depois
que Milei proferiu ofensas a Lula e Xandão em pleno território brasileiro, além
do PL violar o Código Eleitoral ao colocar um líder estrangeiro em atividade
política-eleitoral, vai começar a temporada de intermináveis debates sobre
jurisprudências com advogados e juristas na Mídia. Enquanto Xandão e Kássio “Conká”
(STE) seguem o oportuno ritmo processual do “acho que vi um gatinho”. Vamos
debater esse e outros temas na Live Extra Cinegnose 360 #137, nessa quarta-feira
(29/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com os sempre trepidantes “Conversas
Aleatórias”, nas quais o espectador participa no chat perguntando e comentando como
humilde blogueiro. Depois, a Crítica Midiática: Milei xingando, IA de Bolsonaro...
como a comunicação alt-right cria o “Efeito Firehose”; apropriação semiótica: Kássio
Conká cria “teorias conspiratórias” contra pesquisas; Havan em modo sci-fi: robôs
em escala 7X0; Tarcisão e pedágio free-flow em ano eleitoral: deu ruim! Mídia
ignora danos ambientais da costa brasileira com “engorda” das praias: é o
modelo extrativista, estúpido!
terça-feira, julho 28, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Em um
mundo onde trabalhar duro não garante ascensão social e os novos bilionários
acumulam fortunas por herança e não por mérito, a juventude se depara com a era
da "pós-meritocracia": quando as regras do jogo estão viciadas, o
sucesso passa a exigir audácia, risco e a quebra de limites morais. É
exatamente nessa ferida da luta de classes do século XXI que o diretor John
Patton Ford toca em “Manual Prático de Vingança Lucrativa” (How to Make a
Killing, 2026, disponível na Prime Video). Ao cruzar a estrutura dos contos morais de Charles Dickens com
a célebre máxima de Balzac — de que toda grande fortuna esconde um crime —, o
filme transforma a linha de sucessão de uma dinastia bilionária em um hilário e
sangrento plano de otimização corporativa: cortar os galhos da árvore
genealógica da Dinastia.
sábado, julho 25, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
“Hermanos”
foi sempre como a mídia brasileira se referia, ironicamente, aos nossos
vizinhos argentinos. Até a seleção brasileira dar o adeus precoce na Copa e a
Argentina demonstrar resiliência e chegar à final. De repente, descobriram que
dos “Hermanos” eram racistas, conspiravam com a FIFA de Infantino e Trump, além
de sionistas e corruptos. A quem interessa: (a) desviar do assunto do porquê do
fracasso da CBF e (b) criar uma cismogênese na América do Sul? Vamos discutir essa
“Xenofobia do Bem” na Live Cinegnose 360 #249, nesse domingo (26/07), às 18h, no
YouTube e Facebook. Para discutir esse tema, vamos entrevistar o professor e
jornalista Francisco Ladeira para falarmos sobre Copa do Mundo e Geopolítica. Mas
antes, vamos começar com o “budget rock” do The Mummies, os ludistas do rock. E,
depois dos Comentários Aleatórios, a Crítica Midiática: os brasileiros e a “Ucrânia
Inc.”; no miasma neoliberal do PL, as sombras do pai Bolsonaro e Milei; Trens privatizados
pegam fogo em SP: e periga de Tarcisão indenizar! Há método no caos de Trump? Para
Marina Silva, mulheres não têm partido; a polissêmica pesquisa DataFolha... e
outras bombinhas semióticas para terminar.
sábado, julho 25, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Consagrado
como uma das raras refilmagens a superar o clássico original de 1956, “Os
Invasores de Corpos” (The Invasion of the Body Snatchers, 1978) transformou o
pânico alienígena em um retrato cortante da sociedade americana do final dos
anos 1970. Ao trocar a paranoia anticomunista da Guerra Fria pela gentrificação
e pelo individualismo de San Francisco, o diretor Philip Kaufman aliou o pavor
tátil do áudio de Ben Burtt a uma poderosa metáfora política: a substituição de
humanos pelo "povo-vagem" conformista e sem afeto nada mais era do
que o anúncio da ascensão dos yuppies e do novo conservadorismo que dominariam
as décadas seguintes.
sexta-feira, julho 24, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
A
rotina docente em tempos de hiperconexão exige mais do que apenas ensinar —
exige espaço para refletir. Entre a pressão por uma “escola instagramável”, o
resgate do livro impresso frente às telas e os caminhos para o ensino da
matemática desde a infância, como construir uma prática pedagógica sustentável?
Para conectar as principais discussões da área a estratégias reais de sala de
aula, já está no ar o Clipando #14, clipping comentado de educação apresentado
por esse humilde blogueiro produzido para o Sindicato dos Professores de Santos
(Sinpro Santos). Disponível no YouTube e no Spotify, esta edição traz uma
curadoria especial de análises para inspirar o fazer pedagógico.
terça-feira, julho 21, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
No
último domingo (19), a Folha de S.Paulo estampava em sua primeira página que o
movimento político de Michelle Bolsonaro prometia ser "imparável". A
absorção literal e desprovida de ironia de uma hipérbole bolsonarista pelo
relato jornalístico é a ponta de um iceberg linguístico profundo. De um lado, a
"bolsonarização"do jornalismo contaminou a cobertura de
Brasília com o jargão da caserna — onde acordos viram "situações
pacificadas" e parlamentares viram "tropas de choque". Do outro,
a "onguização"da linguagem higienizou o debate social,
substituindo denúncias de exploração por eufemismos burocráticos. Embora venham
de polos opostos, ambos os fenômenos erodem a esfera pública ao desarmar a
denúncia das desigualdades na base e transformar a política institucional do
topo em um mero campo de batalha cognitivo.
terça-feira, julho 21, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Não
podia ser melhor o lugar para Flávio lançar sua candidatura à presidência pelo
PL: no verdadeiro MIASMA NEOLIBERAL de Capitalismo Periférico que representa o Mercado
Livre Arena Pacaembu. E ainda no auditório “Mercado Pago Hall”, braço financeiro
do argentino Mercado Livre. E com a presença prometida do próprio Milei! Venha
discutir miasmas e sincronismos políticos e semióticos na Live Extra Cinegnose
360 #137, nessa quarta-feira (22/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Ainda ouvindo
os ecos da Copa do Mundo, vamos discutir na “Conversas Aleatórias”, nas quais o
participante pergunta e comenta no Chat. E depois, a Crítica Midiática: duas
pragas na linguagem jornalística atual: “onguização” da linguagem e léxico
bolsonarista da caserna; onde estão os “independentes” das pesquisas
Genial/Quaest? Sabesp e o ecossistema financeiro do Banco Master; a bola de
cristal de Merval Pereira: Globo joga a toalha; Truth Social de Trump quer
vender informações privilegiadas ao mercado; Lula avalia faltar aos primeiros
debates na TV; cultura evangélica contribui para crise do futebol brasileiro? E
outras bombinhas semióticas.
sábado, julho 18, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Ao
trocar a melancolia do envelhecimento pela tirania dos algoritmos, “Toy Story 5”
(2026) tenta atualizar o fôlego da franquia mais valiosa da Pixar, mas acaba
tropeçando no próprio moralismo. Em uma Hollywood cronicamente incapaz de
encarar crises sistêmicas sem reduzi-las a dilemas individuais, a nova aventura
de Jessie e Buzz Lightyear contra a ameaça hipnótica das telas reduz o
sequestro da atenção infantil a uma mera questão de "más companhias"
e falta de limites parentais. Ao ignorar a arquitetura viciante dos gadgets para
focar em uma caçada moralista por escolhas conscientes, a animação relega ao
segundo plano o seu debate mais visceral: a atrofia do "faz de conta"
diante do hiper-realismo digital — um diagnóstico sombrio que transforma o
filme, ironicamente, no sintoma perfeito da industrialização e domesticação da
infância outrora denunciadas pelo filósofo Walter Benjamin, especialmente em textos como "Brinquedos e Jogos" e "História Cultural dos Brinquedos".
sábado, julho 18, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Graças
ao Trump e sua “parceria” com Gianni Infantino/FIFA, a Live Cinegnose 360 #248,
desse domingo (19/07), no YouTube e Facebook COMEÇARÁ ÀS 19HORAS. Uma final de
Copa do Mundo com Show do Intervalo de meia hora, transformará um evento de futebol
em um “Superbowl”: imagine se tiver prorrogação e pênaltis? Por isso, a Live
COMEÇA ÀS 19h. Faremos um Pós-Jogo com Futebol, Cinema e Crítica Midiática.
Depois das Conversas Aleatórias iniciais, vamos discutir dois filmes: “O
Convite” (casamento tudo-ou-nada e a exaustão dos millennials) e “Toy Story 5”
(o que Walter Benjamin diria dessa animação?). Na sessão dos livros do humilde
blogueiro: “El Fútbol: mitos, ritos y símbolos” de Vicente Verdú. E na Crítica
Midiática: racismo na Copa: como inflamar as redes com debates legítimos, mas
oportunistas; Flávio Bolsonaro e a IA “padroeira do Brasil” para mulheres; Inversão
ontológica: bolsonarismo contra bets e Governo Lula a favor; Xandão X Bolsonaro:
como alimentar um “espantalho” das esquerdas; Caso ICL: a confusão entre
esquerda e progressismos; as ironias do tarifaço de Trump; Truth Social: Trump
vende informação privilegiada.
sexta-feira, julho 17, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
O que
acontece quando a utopia do "casamento perfeito" se choca com a
exaustão existencial da geração Millennial? A resposta está em “O Convite” (The
Invite, 2026), comédia dramática que transforma um jantar entre vizinhos em um
campo de batalha conjugal. Adaptando o longa espanhol Sentimental (2020), a
diretora Olivia Wilde e os roteiristas Rashida Jones e Will McCormack colocam
em xeque o modelo do "casamento tudo-ou-nada" conceituado pelo
psicólogo Eli Finkel. Entre o vocabulário terapêutico e o ressentimento
silencioso, o filme contrapõe o puritanismo norte-americano ao apetite desinibido
da personagem de Penélope Cruz. O resultado é uma radiografia precisa do
mal-estar contemporâneo. No entanto, por trás de sua fachada desconstruída e
provocativa, a produção acaba cedendo a antigos clichês hollywoodianos: permite
a transgressão temporária apenas para restaurar a ordem e salvar a tradicional
instituição da família.
terça-feira, julho 14, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Quando
a mesa-redonda do SporTV mobilizou seus analistas para decifrar a semântica
exata do "tu, finish" dito por Jorge Jesus a Neymar, o que parecia
apenas preciosismo retórico revelou a engrenagem de uma sofisticada operação de
controle de danos. Após a eliminação traumática do Brasil para a Noruega, a
mídia esportiva corporativa colocou em campo uma verdadeira bomba semiótica
de dispersão e contenção. Sob o pretexto de debater o destino do craque ou
denunciar complôs externos (“VARgentina”), o malabarismo midiático opera para
um fim muito específico: blindar a cúpula da CBF e salvaguardar o modelo
extrativista — o "agronegócio da bola" — que esvazia a identidade
nacional em nome do lucro imediato, convertendo o colapso estrutural do nosso
futebol em um melodrama pop anestésico.
terça-feira, julho 14, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
A
engenharia de opinião pública foi ativada após a eliminação do Brasil para a
Noruega. Um caso clássico de bomba semiótica de dispersão e contenção: passa
pano nas contradições internas, arruma um inimigo externo (o suposto
favorecimento da “VARrgentina”) para salvar de questionamentos a estrutura
extrativista do futebol brasileiro. Estrutura futebolística que acompanha o
modelo econômico neoliberal periférico dominante de exportação de commodities. Ainda
em clima de Copa discutiremos esse tema na Live Extra Cinegnose 360 #136, nessa
quarta-feira (15/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Sempre com as trepidantes
Conversas Aleatórias com o Chat. Depois, a Crítica Midiática: Janja apoia
Michelle, “misoginia não tem lado”; Dez motivos para proibir as Bets; qual a
ligação entre Bets e a guerra na Ucrânia? “Bafão” no canal do banqueiro do bem:
Demori demitido em ano eleitoral; Neymar: o herói pós-meritocrático; STF quer
premiar Institutos de Pesquisa que “apostam” melhor! E outras bombinhas
semióticas.
sábado, julho 11, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Como
este humilde blogueiro costuma dizer, “regulamentação” virou uma expressão
fetiche para racionalizar a irracionalidade do mercado. União Europeia “exige” que
a Meta de Zuckerberg mude o “design viciante” do Facebook e do Instagram. E ameaça
multar se a empresa não fizer nada, por prejudicar principalmente “pessoas
vulneráveis”. Parece um conto de Natal de Charles Dickens: cobrar de Zuckerberg
“empatia” por crianças e vulneráveis. Com esse conto moral começamos a Live
Cinegnose 360 #247, nesse domingo (12/07), às 18h no YouTube e Facebook. Que
tem o grego Vangelis na sessão dos Vinis e Cds: polissemia e a vida inautêntica.
Depois, vamos analisar uma bateria de três filmes: “Pulse” (fantasmas e a
solidão na Internet); “Omni Loop” (imortalidade quântica e paradoxos temporais)
e Devoradores de Estrelas (o apocalipse como espetáculo confortável e “esportivo”).
E depois, a Crítica Midiática: Mídia e Pânico Climático: quem destrói mais, o
El Niño ou o Agronegócio? Waldemar Costa Neto, PF e o paroxismo da República
dos Dossiês; Flávio Bolsonaro pede água na República dos Dossiês; Fenômeno
Haaland no Peru explica volta da extrema direita ao poder; SportTV: ainda
existe passa-pano de Neymar na mídia; “VARgentina”: passa-panos da CBF cortam
os pulsos! E outras bombinhas semióticas.
sábado, julho 11, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Em meio
ao clima vintage da Guerra Fria 2.0 e à acirrada disputa espacial entre Estados
Unidos e China, a ficção científica recente deixou de ser mero entretenimento
para se tornar uma poderosa engrenagem de opinião pública — uma estratégia para
tornar a exploração cósmica um sonho amigável, justificável e lucrativo para o
capitalismo financeiro. O filme “Devoradores de Estrelas” (Project
Hail Mary, 2026) condensa esse zeitgeist de forma cirúrgica. Estrelada por Ryan
Gosling, a obra equilibra-se entre duas forças simbólicas fascinantes: a secularização
dos antigos sacrifícios ao Deus Sol, traduzida em uma missão científica suicida
para salvar a Terra, e a "esportividade" tipicamente hollywoodiana,
que neutraliza o pavor do isolamento cósmico e o choque do contato alienígena
em um bromance leve e bem-humorado. No fim, o abismo existencial é domesticado
e transformado em uma arena de soluções engenhosas, onde até a extinção
planetária pode ser enfrentada com uma boa ironia.
sexta-feira, julho 10, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Já está disponível no YouTube e no Spotify a 13ª edição do Clipando, o clipping comentado e apresentado por este humilde blogueiro para o Sinpro Santos, que traz uma curadoria das notícias mais relevantes para a área da Educação. O programa tem como objetivo enriquecer a formação docente, oferecendo repertório, insights para a sala de aula e reflexões profundas sobre os impactos sociais no cotidiano escolar. Nesta edição, os grandes destaques ficam por conta de uma entrevista exclusiva com a Dra. Madalena Guasco sobre o novo marco regulatório do EaD, os resultados práticos da proibição do celular nas escolas após um ano de implementação e o debate sobre como o letramento midiático pode combater o avanço das apostas online entre os jovens.
terça-feira, julho 07, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Para a
mídia, a Seleção sempre é desclassificada por obra de “vilões” (de Paolo Rossi,
passando por Zidane, até chegar a De Bruyne, Petkovic e, agora, Haaland), e
nunca por suas próprias deficiências. E o fim da Copa para a Seleção fica ainda
mais doída depois da vitória épica dos “Hermanos” contra o Egito, mesmo com
toda a “secação” canarinho. Por que os efeitos da corporatificação do futebol
produzem ainda efeitos tão diferentes entre argentinos e brasileiros? Esse é um
dos temas candentes que vamos discutir na Live Extra Cinegnose 360 #135, nessa quarta-feira
(08/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com a extensão das Conversas
Aleatórias Pré-Jogo do fatídico domingo. E depois, a Crítica Midiática: Por que
DataFolha continua com a estratégia “ninista” (nem-nem)? O cartão vermelho na
Copa, Trump, Fifagate e Lava Jato; Deu match na Globo Sport entre Felipe Melo e
o choro de Neymar; Fatal Fans patrocina Corinthians: plataformização do sexo e
brand Laundering; Hipertelia da comunicação alt-right: Flávio vai aos EUA
suplicar fim do tarifaço... e outras bombinhas semióticas.
domingo, julho 05, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Em “Omni
Loop” (2024), o diretor Bernardo Britto chuta o balde da lógica realista e
exige que o espectador se transforme em um cinéfilo aventureiro, guiado
puramente por metáforas, sentimentos e altos conceitos científicos. O longa
desafia o público a aceitar premissas intencionalmente absurdas — uma cientista
com um buraco negro crescendo no peito, um pesquisador que encolhe até o nível
subatômico e um frasco misterioso de pílulas capaz de voltar cinco dias no
tempo. A produção usa esse pacote de excentricidades como pano de fundo para
construir um drama existencialista avassalador , muito além de uma história sobre um protagonista preso em um loop temporal. Ao cruzar a mecânica da imortalidade
quântica com a melancolia literária de Kurt Vonnegut em “Matadouro Cinco” e os
paradoxos temporais de “Em Algum Lugar do Passado”, “Omni Loop” transforma a
ficção científica em uma poderosa e densa metáfora sobre a nossa incapacidade
crônica de lidar com o luto e de deixar o tempo correr.
sábado, julho 04, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Nelson
Rodrigues dizia que a Seleção era a “Pátria de Chuteiras”. Agora é a Pátria patrocinada
por marcas do Vale do Silício que criam a tecnologia para aqueles outros
patrocinadores que precarizam a própria vida da torcida. E isso não é nada:
quando a Copa acabar, veremos um clube de massas, como o Corinthians, desfilando
marcas da Fatal Fans e Fatal Models... Esse é um pouco do papo que vai rolar no
PRÉ-JOGO de Brasil X Noruega na Live Cinegnose 360 #246, nesse domingo (05/07),
MAIS CEDO, às 15h30, no YouTube e Facebook. Um Pré-Jogo com papos em torno de
Futebol, Semiótica, Comunicação e Política. PRÉ-JOGO, até os times entrarem em
campo e cantarem os respectivos hinos nacionais. Venha discutir Futebol com
mais profundidade do que as mesas redondas de domingo pós-jogo! Futebol com
bombas semióticas.
sábado, julho 04, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Enquanto
os olhos do país se voltam para os gramados da Copa do Mundo, o Corinthians
selou nos bastidores um polêmico contrato de R$ 22 milhões com a Fatal Fans,
braço da maior plataforma de anúncios de acompanhantes do Brasil. O anúncio,
estrategicamente amortecido pelo frenesi do torneio mundial, encerra semanas de
crises internas, protestos de conselheiros e reuniões de emergência com o
emblemático elenco feminino das "Brabas". Longe de ser apenas uma
jogada de marketing esportivo, o acordo surge como o sintoma definitivo de uma
transformação estrutural do século XXI: a era do capitalismo de plataforma,
onde a moral tradicional é neutralizada pelo pragmatismo financeiro, o corpo
passa pelo processo de "uberização" e as pautas de emancipação social
são precificadas e absorvidas pela lógica implacável da performance.
terça-feira, junho 30, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
Realmente, as mulheres estão empoderadas!!! Depois
de Karina Gama (o elo que uniria Prefeitura de SP, Flávio Bolsonaro e “Dark
Horse”, com o escandaloso Vorcaro), Michelle é a nova mulher-bomba da República:
suas publicações nas redes sugerem mais escândalos envolvendo o enteado. “A Verdade
de Jesus Cristo vai prevalecer”, publicou. Essa alta rotação da estratégia de comunicação
alt-right discutiremos na Live Extra Cinegnose 360 #134, nessa quarta-feira
(01/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Depois de mais uma “Conversas
Aleatórias” também sobre Copa do Mundo, Semiótica e política, a Crítica
Midiática: Michelle e a República dos Dossiês alt-right, o buraco nõ tem fundo:
progressistas estão com saudades de Galvão Bueno! Por que Bolsonaro precisa de
um revólver na prisão domiciliar? IA vai realizar a ficção do filme Minority
Report? Estadão: de Think Tank a promotora de cursos de rentismo; Por que o
cerco ao almirante Othon Pinheiro e o projeto nuclear brasileiro continuam? O
fim da “onda rosa” na América Latina; o caso Cazé TV: porque o mundo não é maniqueísta.
Cinegnose participa do programa Poros da Comunicação na FAPCOM
Este humilde blogueiro participou da edição de número seis do programa “Poros da Comunicação” no canal do YouTube TV FAPCOM, cujo tema foi “Tecnologia e o Sagrado: um novo obscurantismo?
Esse humilde blogueiro participou da 9a. Fatecnologia na Faculdade de Tecnologia de São Caetano do Sul (SP) em 11/05 onde discutiu os seguintes temas: cinema gnóstico; Gnosticismo nas ciências e nos jogos digitais; As mito-narrativas gnósticas e as transformações da Jornada do Herói nas HQs e no Cinema; As semióticas das narrativas como ferramentas de produção de roteiros.
Publicidade
Coleção Curtas da Semana
Lista semanalmente atualizada com curtas que celebram o Gnóstico, o Estranho e o Surreal
Após cinco temporadas, a premiada série televisiva de dramas, crimes e thriller “Breaking Bad” (2008-2013) ingressou na lista de filmes d...
Bem Vindo
"Cinema Secreto: Cinegnose" é um Blog dedicado à divulgação e discussões sobre pesquisas e insights em torno das relações entre Gnosticismo, Sincromisticismo, Semiótica e Psicanálise com Cinema e cultura pop.
A lista atualizada dos filmes gnósticos do Blog
No Oitavo Aniversário o Cinegnose atualiza lista com 101 filmes: CosmoGnósticos, PsicoGnósticos, TecnoGnósticos, AstroGnósticos e CronoGnósticos.
Esse humilde blogueiro participou do Hangout Gnóstico da Sociedade Gnóstica Internacional de Curitiba (PR) em 03/03 desse ano onde pude descrever a trajetória do blog "Cinema Secreto: Cinegnose" e a sua contribuição no campo da pesquisa das conexões entre Cinema e Gnosticismo.
Mestre em Comunição Contemporânea (Análises em Imagem e Som) pela Universidade Anhembi Morumbi.Doutorando em Meios e Processos Audiovisuais na ECA/USP. Jornalista e professor na Universidade Anhembi Morumbi nas áreas de Estudos da Semiótica e Comunicação Visual. Pesquisador e escritor, autor de verbetes no "Dicionário de Comunicação" pela editora Paulus, organizado pelo Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho e dos livros "O Caos Semiótico" e "Cinegnose" pela Editora Livrus.
Neste trabalho analiso a produção cinematográfica norte-americana (1995 a 2005) onde é marcante a recorrência de elementos temáticos inspirados nas narrativas míticas do Gnosticismo.>>> Leia mais>>>
"O Caos Semiótico"
Composto por seis capítulos, o livro é estruturado em duas partes distintas: a primeira parte a “Psicanálise da Comunicação” e, a segunda, “Da Semiótica ao Pós-Moderno >>>>> Leia mais>>>