sexta-feira, setembro 25, 2026

O Grau Zero do Jornalismo: "Doisladismo" e "Poker Face"



Ao classificar a ingerência geopolítica dos Estados Unidos na América Latina como um mero "olhar de Trump", o jornalismo corporativo expõe o paroxismo de uma nova engenharia de comunicação: o "doisladismo". Ao substituir a histórica expressividade inflamada dos apresentadores dos anos do "jornalismo de guerra" por uma rigorosa estética de “Poker Face”, os telejornais abandonam a indução de pânico para adotar uma frieza retórica. A manobra desidrata conflitos assimétricos, reduz ameaças soberanas a "divergências de opinião" e constrói uma falsa equivalência que, sob o disfarce da neutralidade, atua como uma eficaz tecnologia de manutenção do status quo. O grau zero do Jornalismo.

quinta-feira, setembro 24, 2026

'Resident Evil' revoluciona adaptações de games no cinema com metalinguagem da jogabilidade



Ao transformar a célebre lição de suspense de Alfred Hitchcock em uma parábola metalinguística sobre a jogabilidade, o novo “Resident Evil” (2026), dirigido por Zach Cregger, revoluciona as adaptações de videogames no cinema. Em vez de emular a ação estilizada dos filmes dos anos 2000 ou apostar em um “fan service” engessado numa adaptação, o longa coloca o público na incômoda posição de saber exatamente o perigo bioterrorista que ameaça Raccoon City, enquanto o ingênuo entregador Adams (Austin Abrams) avança às cegas — funcionando como um jogador novato lançado em um “survival horror” sem ao menos ter lido o tutorial.

terça-feira, setembro 22, 2026

A Caixa de Pandora da Operação Vaza-Celular de Vorcaro; bomba semiótica do Pânico Moral e as eleições mais despolitizadas da História



A Caixa de Pandora é uma famosa metáfora da mitologia grega que representa a origem dos sofrimentos humanos e uma ação impulsiva que gera consequências graves e irreversíveis. Algo parecido com a Operação Vaza-Celular de Daniel Vorcaro, sob custódia da PF, de onde pula o puro suco da República e da sociedade brasileira pós-meritocrática. Até o nome do Neymar pai apareceu, numa cobrança de dinheiro para a “questão do Santos”... Como o Dellagnol formataria um powerpoint sobre o “Dani Lindão”? Esse é apenas um dos assuntos que vamos discutir na Live Extra Cinegnose 360 #146, nessa quarta-feira (23/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Depois das “Conversas Aleatórias”, na reta final das eleições mais despolitizadas da História, vem a Crítica Midiática: qual a diferença entre esquerda e progressismos na eleição mais moralista da História – o jurista Alysson Mascaro explica; crônica dos vazamentos diários da Caixa de Pandora de Vorcaro: a modulação semiótica do jornalismo corporativo; PT e financismo cercam Lula: ele vai falar ao povo? Candidatas do PT ameaçadas de violência sexual: variações da bomba semiótica do Pânico Moral. E outras bombinhas semióticas.

sábado, setembro 19, 2026

Jan Hammer, Jazz e Exílio; quem é mais eleitoreiro: Bolsa Família ou "Pixuleco Eleitoral"? Novo ecossistema de lavagem: vai cair República e futebol



“O fim do futebol brasileiro!”, sentencia em um manifesto os 20 clubes da Série A do futebol brasileiro diante das novas restrições do Governo ao mercado de apostas on line. A ordem é “tocar o terror”: sem o dinheiro das casas de apostas, não tem mais futebol. Poderiam também gritar: E OS OUTROS! A Faria Lima, bancadas do Congresso, ministros do Judiciário etc., todos envolvidos, direta ou indiretamente, com a engrenagem de lavagem de dinheiro do novo ecossistema financeiro: Faria Lima, casas de apostas, produtoras de filmes e assim por diante. Vamos discutir tudo isso na Live Cinegnose 360 #257, nesse domingo (20/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Nos Vinis e CDs, vamos analisar o som de Jan Hammer: por que o Leste europeu é tão fascinado pelo jazz? Depois, temos dois filmes: o sul-coreano “Colony” (zumbis do século XXI morrem com fake News) e “A Odisseia” de Nolan (a psicologização do Mito). E na Crítica Midiática: por que a lavagem de “Dark Horse” não afeta campanha de Flávio Bolsonaro? Para mídia, reajuste do Bolsa Família é “eleitoreira”... e o André “Pixuleco eleitoral” Mendonça? Por que a “onda rosa” acabou na América Latina? O filósofo argentino José Pablo Feinmann explica; Pesquisa DataFolha: modulação semiótica do jornalismo corporativo ainda funciona.

sexta-feira, setembro 18, 2026

Freud, Marx e a psicologização do Mito em 'A Odisseia' de Nolan



Ao abrir “A Odisseia” (2026) não pelo texto homérico, mas pelo claustrofóbico ardil do Cavalo de Tróia, Christopher Nolan expõe de imediato a espinha dorsal de sua adaptação: o triunfo da astúcia sobre o destino. Ao converter os deuses gregos em projeções clínicas e neuroses de Odisseu, o diretor mergulha o mito no zeitgeist terapêutico do século XXI, trocando o fatalismo da Tragédia clássica pela autogestão emocional. Contudo, essa tentativa de "psicologizar" o épico produz uma ironia fulminante: longe de apenas modernizar a narrativa, o filme confirma involuntariamente a célebre tese freudomarxista de Theodor Adorno e Max Horkheimer em “A Dialética do Esclarecimento”. Ao subjugar a fé, a honra e o instinto ao cálculo utilitário e à pura gestão de crise, o Odisseu de Nolan reafirma o mito como o berço da razão instrumental — revelando que o sujeito contemporâneo continua, como há milênios, domesticando a própria natureza para servir à fria engrenagem da sobrevivência.

quinta-feira, setembro 17, 2026

'Colony': a única arma para matar os zumbis do século XXI são as fake news


Em um cenário onde o subgênero de zumbis parecia criativamente esgotado, o diretor sul-coreano Yeon Sang-ho encontra um novo e assustador fôlego em Colony (2026) ao fundir o clássico tema local da vingança com as ansiedades da nossa era digital. Trocando o tradicional monstro acéfalo por uma horda interligada por fungos que espelha as redes sociais e o comportamento algorítmico moderno, o longa transforma a inteligência de enxame no próximo estágio do terror biológico. Mais do que uma carnificina urbana, o filme constrói uma alegoria trágica sobre a solidão e a falha na comunicação humana, culminando em uma sacada genial e irônica: a de que a única arma capaz de colapsar uma consciência coletiva imbatível é a inoculação de uma desinformação letal — uma verdadeira "fake news" biológica.

terça-feira, setembro 15, 2026

Como as democracias morrem: Telecatch + Pânico Moral; Dissonância cognitiva ameaça "modulação semiótica" da mídia



Com o telecatch transmitido ao vivo diretamente do STF chegamos, a 20 dias das eleições, no ápice do debate eleitoral mais despolitizado da história da Nova República: a eleição é para presidente ou ministro do STF? Pior! Um telecatch que enganou a audiência, criando só dissonância cognitiva: quem esperava um confronto direto Xandão vs Mendonça, viu questões de ordem, data vênias e um final reticente de Fachin, deixando a audiência ainda mais confusa: o que aconteceu? O que foi decidido? Vamos discutir o tema mais quente da semana na Live Extra Cinegnose 360 #145, nessa quarta-feira (15/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Como sempre, começando com as trepidantes “Conversas Aleatórias”: um bate-papo sobre qualquer tema do humilde blogueiro com o chat. E na Crítica Midiática: como morrem as democracias: pânico moral + telecatch; Dino tenta acordar Fachin: de onde menos se espera, é que não sai nada! Consequências eleitorais do Telecatch: dissonância cognitiva ameaça a “modulação semiótica da grande mídia... e muito mais!

sábado, setembro 12, 2026

Trilha do filme 'Até o Fim do Mundo'; fogo no parquinho do Estado Profundo brasileiro; Armínio Fraga e Febraban: os adultos entraram na sala?



Com Vladimir Netto, Isabela Camargo, Malu Gaspar e com tudo, a Globo estava no modo Lava Jato batendo no Xandão e no Flávio Dino, até que... apareceram os adultos da casa, Armínio Fraga e a Febraban, e falaram para os Marinhos: chega!!! Tem que bater no Flávio e no “Dark Horse”... pelo menos é o que informa Xico Sá, confirmando o diagnóstico do Cinegnose: é para carregar os dois, para, no final, Lula ganhar com a faca no pescoço! Bem-vindo a essa distopia na Live Cinegnose 360 #256, nesse domingo (13/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com os vinis: a trilha musical do filme de Win Wenders “Até o Fim do Mundo” (1992) – Wenders, o avatar da Globalização e o veredito de Adorno. Depois, vamos discutir dois filmes: “Coiote vs Acme” (a anarquia dos Looney Tunes transforma-se em conto moral) e “Buffet Infinity” (o pesadelo cósmico no labirinto do efeito zapping na TV). E na Crítica Midiática: Vorcaro fez orgia na boate underground “Madame Satã”: um prato cheio de simbolismos; tensão no jornalismo corporativo da Globo News: crise para quem, cara pálida? Fogo no parquinho do Estado Profundo Brasileiro: quem vai controlar a pauta política; Será que os adultos entraram na sala: Armínio Fraga e Febraban? E outras bombinhas semióticas!

Clipando #17: fotonovelas, clubes de checagem, PISA 2026 e novo mapa mundi da ONU



Do banimento da Inteligência Artificial nas salas de aula aos desafios do Pisa 2025 e do combate à desinformação, a 17ª edição do Clipando: O Clipping Comentado da Educação já está disponível no YouTube e no Spotify. O novo episódio reúne diagnósticos urgentes, análises teóricas e caminhos práticos para apoiar educadores e gestores diante das rápidas transformações no ensino.

'Buffet Infinity': o pesadelo cósmico no labirinto do efeito zapping na TV



Se você já sofreu de insônia nas madrugadas dos anos 80 e 90, zapeando por canais dominados por infomerciais absurdos e vendas agressivas, prepare-se para ver essa memória afetiva se transformar em um pesadelo cósmico. Essa é a premissa de Buffet Infinity (2025), uma pérola de estranheza e bizarrice do terror analógico dirigida pelo canadense Simon Glassman. Misturando comédia de humor negro, estética de fita VHS e found footage, o longa subverte a saudosa cultura do "zapping" para narrar o fim do mundo através de comerciais locais de baixo orçamento — entregando uma sátira caótica e desorientadora onde o verdadeiro monstro é o consumismo em estágio terminal.

terça-feira, setembro 08, 2026

Em 'Coyote vs Acme' a anarquia dos Looney Tunes transforma-se em conto moral



O eterno sofredor dos desenhos animados cansou de ser esmagado por bigornas e rochas, eletrocutado e feito de palhaço: ele decidiu processar o sistema. Salvo de um polêmico engavetamento motivado por deduções fiscais corporativas — uma ironia digna da própria trama —, o aguardado filme híbrido de animação e live-action “Coyote vs. Acme” (2026) chega aos cinemas para subverter uma tradição. Inspirado em um artigo da The New Yorker de 1990, o longa choca as gags anárquicas dos Looney Tunes com a sobriedade dos dramas de tribunal, transformando décadas da clássica "irresponsabilidade feliz" da Warner em um conto moral de resistência contra abusos corporativos. Em vez do mero cinismo animado, o azarado Willy Coiote renasce agora com a nobreza de um herói de Frank Capra.

Globo e Mendonça carregam inapetência de Flávio; depois do pânico Moral, Mídia cria Niilismo Político; o messianismo jurídico de Mendonça



“Tá pesado, meu pai. É pesado mais vai!”. Com Bolsonaro, foi mais fácil em 2018. Com a onda da Lava Jato e antipetismo. Agora, com o filho inexpressivo e sem brilho, Globo e Mendonça têm que carregá-lo. Nem que seja ao custo da implosão institucional do STF e PF. Esse será um dos temas que vamos discutir na Live Extra Cinegnose 360 #144, nessa quarta-feira, às 18h, no YouTube e Facebook. Com as indefectíveis e trepidantes Conversas Aleatórias. E depois, a Crítica Midiática: os desdobramentos na narrativa de Literatura de Cordel “a peleja do Ungido por Deus contra o Careca Anticristo”; o alvo de Mendonça é a Operação Carbono Oculto; depois da bomba Semiótica do Pânico Moral, Mídia lança o Niilismo Político dos “independentes” e “preocupados”; para jornalismo corporativo, na Alemanha é “extrema direita”, e aqui no Brasil é “oposição”; o messianismo jurídico de Mendonça: são os Aparelhos Ideológicos de Estado... e muito mais!

sábado, setembro 05, 2026

"Contos de Nova York"; Para a mídia é a peleja do ungido por Deus contra o careca Anticristo! A quem interessa a guerra no Estado Profundo brasileiro?



A peleja do homem ungido por Deus contra o ímpio careca que zomba dos céus! O jornalismo corporativo, que tanto lamenta a polarização, cria esse script maniqueísta para tentar explicar uma luta intestina que ocorre no Estado Profundo brasileiro. Estado Profundo que o jornalismo de guerra fomentou. Vamos tentar apagar esse “fogo no parquinho” na Live Cinegnose 360 #255, nesse domingo (06/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com o álbum da trilha musical do filme “Contos de Nova York”: como uma trilha dialoga com neuroses dos diretores. Depois, vamos analisar o filme estranho “Buddy” (crianças, unicórnios e a fachada do mundo corporativo contemporâneo). E na sessão dos livros do humilde blogueiro, uma análise marxista da Matrix na Física. E na Crítica Midiática: a quem interessa a guerra dentro do Estado Profundo brasileiro? Maniqueísmo midiático tenta ocultar o Estado Patrimonialista brasileiro; desconstruindo Augusto Cury; com a crise do STF progressistas voltam a lembrar de Brizola... pela metade! O garoto que sonhava com a camiseta de Neymar e a arenização do futebol. E outras bombas semióticas do "Lindão" que ainda detonarão.

O garoto que sonhava com a camiseta de Neymar Jr e a arenização do futebol



Muito além da infantilização de uma classe média viciada em produzir conteúdo para as redes sociais, o caso do garoto corintiano hostilizado por pedir a camiseta de Neymar expõe o curto-circuito definitivo do futebol brasileiro contemporâneo. É a colisão frontal entre dois mundos irreconciliáveis: de um lado, a "arenização" neoliberal que converte o estádio em um não-lugar asséptico para clientes em busca de validação digital; do outro, a resistência trágica do torcedor ritualístico, para quem o gramado continua sendo um templo sagrado de pertencimento e identidade tribal onde a lógica do "consumidor que tem sempre razão" não se aplica. De um lado, o novo torcedor das arenas instagramáveis; do outro, a resistência do futebol ritualístico em vias de extinção. 

sexta-feira, setembro 04, 2026

Crianças, unicórnios e a fachada colorida do mundo corporativo contemporâneo em "Buddy"


Substituindo a "dinossauro mania" dos anos 90, os unicórnios se consolidaram no século XXI não apenas como símbolos de bilionárias startups financeiras, mas como representações de uma positividade tóxica que mascara o hipercapitalismo predatório. Essa transição cultural é o alvo da bizarra comédia de terror "Buddy" (2026), do diretor Casper Kelly. Ao transformar a nostalgia dos antigos e eufóricos programas infantis de TV em um pesadelo surreal e labiríntico, o longa utiliza seu autoritário mascote laranja para expor a barbárie, a padronização e o controle ocultos sob a fachada colorida do mundo corporativo contemporâneo.

terça-feira, setembro 01, 2026

Fazendas de Robôs: a simulação do eleitor; A Internet Morreu: ironias de uma teoria conspiratória; Mendonça, Xandão e o Estado Profundo



Quando pensamos que batemos no fundo, descobrimos que o buraco é muito mais profundo. Se em 2016 com Trump e Brexit descobrimos a manipulação do Biga Data para influenciar comportamento dos eleitores, agora temos nessas eleições as “fazendas de robôs” para simular perfis, curtidas, comentários e engajamentos nas redes sociais... Augusto Cury, do Avante, e Renan Santos, do Missão, que o digam: sobem em pesquisas digitais . Enquanto as presenciais não detectaram nada. Vamos discutir esse tema na Live Extra Cinegnose 360 #143, nessa quarta-feira, às 18h, no YouTube e Facebook. Como de costume, depois das indefectíveis e trepidantes “Conversas Aleatórias”, vem a “Crítica Midiática”: o caso Augusto Cury, do Avante: depois da manipulação do comportamento de eleitor, a invenção do eleitor sintético; A Internet morreu? Dúvidas justificáveis de uma teoria conspiratória; Renan Santos e Toffoli: a estratégia alt-right de comunicação indireta; Mendonça implanta agenda midiática do clã Bolsonaro; Guerra Híbrida no Estado Profundo brasileiro? Rússia convidada para o G20: é o pós-guerra da Ucrâania, estúpido! E outras bombinhas semióticas.

sábado, agosto 29, 2026

Mark Knopfler e T. Adorno; Lula e Flávio no JN e a "síndrome de Brian" da esquerda; Agro é Indústria Cultural; mídia quer polarizar desastre do Nepal



O que todos esperavam da bancada do JN na entrevista com Lula? No mínimo, o Tribunal da Santa Inquisição! Sem surpresas. Como também, sem surpresas a síndrome de Brian da esquerda, sempre denunciando o óbvio. Tralli e Renata só obedeceram ao ponto eletrônico. Surpresa mesmo foi o mesmo tom inquisitorial da dupla em cima de Flávio Bolsonaro. O que nos leva a pensar que “o buraco é mais embaixo”. Vamos discutir que “buraco” é esse na Live Cinegnose 360 #254, nesse domingo (30/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com o vinil da trilha de Mark Knopfler composta para o filme “Local Hero”: qual seria o veredito de Theodor Adorno? Depois dois filmes: “Acampamento Miasma – Adolescência, Sexo e Morte” (matança é o delírio catártico do desejo) e “The Rocky Horror Picture Show” (o Woke deveria assistir ao filme). E na Crítica Midiática: Síndrome de Brian da esquerda, JN e o “buraco mais embaixo”; Venezuela e Trump: acordo ou rapinagem? Barretos: Agro não é só pop, é Indústria Cultural; quem tem medo de Fernando Cerimedo? Catástrofe no Nepal: jornalismo corporativo já quer polarizar! E outras bombinhas semióticas.

sexta-feira, agosto 28, 2026

'The Rocky Horror Picture Show': o "Woke" deveria assistir a esse filme



A morte do ator Tim Curry nesta terça-feira, aos 80 anos, reacende o debate sobre o legado inigualável do filme “The Rocky Horror Picture Show” (1975) e de seu mais icônico — e estigmatizante — personagem: o alienígena pansexual Frank-N-Furter. Mais do que uma reverência ao talento clássico do astro britânico, a despedida convida a uma revisitação da obra que instituiu a interatividade do "cinema acontecimento". Quase meio século depois, o clássico cult serve de lente para explicar a crise do sistema de estúdios da Nova Hollywood e, principalmente, para contrastar a anarquia sexual e amoral daquela época com a atual e rígida taxonomia das políticas de identidade e gênero do movimento Woke.

quinta-feira, agosto 27, 2026

'Clipando #16': IAs na escolas da Dinamarca; filhos de CEOs das Big Techs usam redes sociais?


Está no ar a 16ª edição do Clipando, o nosso clipping comentado da educação, que chega em um momento muito especial para a nossa categoria: a celebração dos 82 anos de história do Sinpro Santos e Região. Construído sobre o tripé fundamental de mobilização, formação e serviços, o Clipando reafirma o compromisso do nosso sindicato com a curadoria criteriosa da informação — um espaço pensado e produzido de professor para professor, com a empatia, o olhar crítico e o cuidado pedagógico que a nossa profissão exige.

'Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte': a matança é o delírio catártico do desejo


Se os clássicos filmes de terror slasher dos anos 1980 usavam assassinos mascarados para punir o despertar sexual adolescente e impor uma moralidade conservadora, o longa Acampamento Miasma – Adolescência, Sexo e Morte (2026) decide virar essa lâmina contra o próprio gênero. Vencedor da Queer Palm no Festival de Cannes, o metalinguístico e nostálgico filme de Jane Schoenbrun subverte as regras de Hollywood: a matança deixa de ser um castigo puritano para se transformar em um delírio catártico indispensável para a quebra da repressão e a verdadeira libertação dos traumas, da identidade queer e do próprio Desejo.

terça-feira, agosto 25, 2026

Flávio flopado? A neurologia de Oliver Sacks explica; reajuste do salário mínimo e o Apocalipse midiático; Zema é o "Forrest Gump" da direita



“E caíram sobre a terra granizo e fogo misturados com sangue... uma grande montanha ardendo em chamas foi lançada no mar. A terça parte do mar transformou-se em sangue”. Essa é uma passagem do livro bíblico do Apocalipse? Não! É o Brasil no dia seguinte após o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciar aumento do salário-mínimo para 2027. Pelo menos para a grande mídia, que vê o abismo se abrir e a ira da responsabilidade fiscal cair sobre os ímpios! Vamos discutir esse e outros temas na Live Extra Cinegnose 360 #142, nessa quarta-feira (25/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Começando com as sempre trepidantes “Conversas Aleatórias” – uma conversa com o Chat sobre qualquer assunto. E em seguida, a “Crítica Midiática”: Última pesquisa Quaest confirma: grande mídia quer eleições com “paridade de armas”; Zema na Globo News confirma: é o “Forrest Gump” da extrema direita; Debate na Band no domingo: a “terceira via” naufraga; Lula defende mais dinheiro para militares: mas eles só pensam no “inimigo interno”; Campanha flopada de Flávio: a neurologia de Oliver Sacks explica; e outras bombinhas semióticas.

sábado, agosto 22, 2026

'Mugre': quando Marx vai voltar a fascinar jovens? "Lulinha": mídia quer "paridade de armas"; o gargalo nuclear brasileiro: e a Soberania?


A campanha de Flávio Bolsonaro está flopando. Então, a grande mídia resolveu que tem que ter “paridade de armas”: esquece de Vorcaro e Dark Horse e PAU NO LULINHA! Para isso, cria-se um “Miasma Semiótico”, a matéria-prima para as bombas semióticas que virão da “Pesca Probatória” da PF e Justiça. Esse é apenas um dos assuntos que vamos discutir na Live Cinegnose 360 #253, nesse domingo (23/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Vamos começar com o trio pós-punk argentino “Mugre”: quando Karl Marx vai atrair novamente os jovens? Depois, vamos discutir o filme “O Fim da Rua” (a classe médiaa esperta no Jurassic Park da “Permacrise”). Na sessão dos livros, vamos perguntar: “Quem hackeia quem?”. E na Crítica Midiática: por que a campanha eleitoral fica cada vez mais curta? São as bombas semióticas, estúpido! Paridade de armas: JN escala o lavajatista Vladimir Netto; a cortina de fumaça da judicialização das Big Techs; Lula, os militares e o paroxismo da defesa da Soberania; o outro lado da Soberania: o gargalo do projeto nuclear brasileiro; editorial da Folha atira no que viu e acerta no que não viu; Diploma de jornalismo e o caso Flávio Dino: novo ecossistema da informação.

Por que a "Festa da Democracia" está cada vez mais curta? São as bombas semióticas, estúpido!



A recente onda de manchetes sobre o filho do presidente Lula expõe a engrenagem central da comunicação política contemporânea no Brasil: a fabricação de "pânicos morais" por meio de bombas semióticas. Favorecidas pelo encurtamento do tempo de campanha eleitoral — reduzido de 90 para 45 dias desde a Reforma de 2015 —, essas operações trocam a persuasão programática pelo impacto afetivo imediato, tirando proveito da aceleração algorítmica e da impossibilidade de resposta racional em janelas temporais tão comprimidas. Por que a “Festa da Democracia” ficou com um tempo tão reduzido? Para criar o ecossistema informacional perfeito para repercutir a detonação das bombas semióticas.

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