Entre o sol implacável da Grécia e a privatização invisível da água pela corporação Goldblue, o filme “Sol Ardente” (2015, disponível na Prime Video) dá corpo a uma tese perturbadora do psiquiatra radical Wilhelm Reich: a de que, enquanto a infraestrutura econômica e técnica avança para controles absolutos, o imaginário social regride ao preconceito arcaico. Ao acompanhar o isolamento de um imigrante em meio a uma crise hídrica e ao assédio policial, a diretora libanesa Joyce A. Nashawati revela como a xenofobia atua como uma "bomba semiótica" e válvula de escape para um colapso sistêmico que a sociedade moderna, ancorada em valores reacionários, ainda é incapaz de decifrar ou enfrentar.
sexta-feira, abril 24, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira
























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