Da volatilidade ao colapso: a "segunda-feira sangrenta" do mercado financeiro e a fuga cinematográfica de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos expuseram a engrenagem oculta em que a burguesia rentista da Faria Lima e a grande mídia corporativa flertam com o abismo institucional. Embalados por projeções de mercado que davam como certa a vitória do senador e sob os auspícios de um jornalismo que hipernormalizou figuras umbilicalmente ligadas ao submundo da milícia e da lavagem de dinheiro, esses dois setores demonstraram estar dispostos a transformar o país em uma grande plataforma de apostas de alto risco. No entanto, enquanto as "sardinhas" da classe média no mercado financeiro absorvem os prejuízos e o país encara o risco social, as elites seguem protegidas por suas salvaguardas privadas, revelando que o verdadeiro "Plano B" do financismo não é evitar a crise, mas lucrar com a sua gestão.
sexta-feira, outubro 30, 2026
Wilson Roberto Vieira Ferreira




















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