sábado, agosto 22, 2026

'Mugre': quando Marx vai voltar a fascinar jovens? "Lulinha": mídia quer "paridade de armas"; o gargalo nuclear brasileiro: e a Soberania?


A campanha de Flávio Bolsonaro está flopando. Então, a grande mídia resolveu que tem que ter “paridade de armas”: esquece de Vorcaro e Dark Horse e PAU NO LULINHA! Para isso, cria-se um “Miasma Semiótico”, a matéria-prima para as bombas semióticas que virão da “Pesca Probatória” da PF e Justiça. Esse é apenas um dos assuntos que vamos discutir na Live Cinegnose 360 #253, nesse domingo (23/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Vamos começar com o trio pós-punk argentino “Mugre”: quando Karl Marx vai atrair novamente os jovens? Depois, vamos discutir o filme “O Fim da Rua” (a classe médiaa esperta no Jurassic Park da “Permacrise”). Na sessão dos livros, vamos perguntar: “Quem hackeia quem?”. E na Crítica Midiática: por que a campanha eleitoral fica cada vez mais curta? São as bombas semióticas, estúpido! Paridade de armas: JN escala o lavajatista Vladimir Netto; a cortina de fumaça da judicialização das Big Techs; Lula, os militares e o paroxismo da defesa da Soberania; o outro lado da Soberania: o gargalo do projeto nuclear brasileiro; editorial da Folha atira no que viu e acerta no que não viu; Diploma de jornalismo e o caso Flávio Dino: novo ecossistema da informação.

Por que a "Festa da Democracia" está cada vez mais curta? São as bombas semióticas, estúpido!



A recente onda de manchetes sobre o filho do presidente Lula expõe a engrenagem central da comunicação política contemporânea no Brasil: a fabricação de "pânicos morais" por meio de bombas semióticas. Favorecidas pelo encurtamento do tempo de campanha eleitoral — reduzido de 90 para 45 dias desde a Reforma de 2015 —, essas operações trocam a persuasão programática pelo impacto afetivo imediato, tirando proveito da aceleração algorítmica e da impossibilidade de resposta racional em janelas temporais tão comprimidas. Por que a “Festa da Democracia” ficou com um tempo tão reduzido? Para criar o ecossistema informacional perfeito para repercutir a detonação das bombas semióticas.

sexta-feira, agosto 21, 2026

Em 'O Fim da Rua', a classe média desperta num Jurassic Park da "permacrise"


Em “O Fim da Rua” (The End of Oak Street, 2026), o diretor David Robert Mitchell arranca um pacato subúrbio de 1982 do tempo e o arremessa direto para uma selva pré-histórica: um subúrbio de classe média despertando no meio de um Jurassic Park. Mas troca o otimismo técnico do cinema de Steven Spielberg por um retrato implacável das angústias do século XXI. O longa usa a fúria dos dinossauros e a estética oitentista nostálgica não apenas como diversão, mas para dar corpo à “permacrise” — o estado de alerta constante e a sensação de colapso contínuo que assombram a sociedade contemporânea. Ao fundir a estrutura de “chase movie”, o resgate do casamento em meio à catástrofe e a fantasia do "reset" temporal, Mitchell entrega uma alegoria sombria sobre uma era que tenta desesperadamente se isolar do apocalipse doméstico enquanto busca no passado as saídas que não consegue mais enxergar no futuro.

terça-feira, agosto 18, 2026

A dança do petróleo com o Centrão; Flávio, IA e sunga branca: Freud explica! Motos e o pânico moral no trânsito; Merval e CNN: terceiro turno



A dança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com Lula, saldando a “Soberania” com a descoberta de petróleo na Costa do Amapá. Merval espalhando que o STF chantageia o Centrão para não apoiar Flávio Bolsonaro. Que, por sua vez, posta nas redes uma imagem de IA trajando sunga branca e faixa presidencial. Pega fogo a “Festa da Democracia”. Mais curta, para nos poupar de tanta baixaria. Vamos discutir baixarias e outras bombinhas semióticas na Live Extra Cinegnose 360 #141, nessa quarta-feira (19/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Que tem a tradicional Crítica Midiática depois das trepidantes Conversas Aleatórias: Como no Pré-Sal, petróleo é esperança e maldição: de Alcolumbre abrir as portas do Centrão para Lula a ameaças veladas de um “Terceiro Turno”, se o presidente for reeleito; Flávio, IA e sunga branca: o que Freud explicaria? Caio Junqueira da CNN e Merval Pereira do O Globo: “colonistas” a todo vapor; Trump também dança... com Kim Jong-un; “Trânsito violento” e bomba semiótica do pânico moral: acidentes de moto crescem porque motoqueiros são “irresponsáveis”. E muito mais! Venha participar!

sábado, agosto 15, 2026

'She Wants Revenge'; por que a "festa da Democracia" no Brasil é cada vez mais curta? Petrobrás acha petróleo e arruma treta geo-ambiental-política




E nossa metáfora da raposa e do galinheiro continua atual! Diante do caso do suicídio ao vivo na plataforma Discord, a empresa, escudada por seu indefectível corpo jurídico, responde à ANPD cinicamente que “atua para garantir um ambiente digital seguro e saudável”. Viu? É só regulamentar que as raposas big techs têm todas as boas intenções para tomar conta do galinheiro... Vamos falar desse e outros conceitos fetiche na Live Cinegnose 360 #252 nesse domingo (16/08), às 18h, no YouTube e Facebook. “She Wants Revenge” é a banda da sessão dos CDs e vinis: a Dark Wave no século XXI. Temos também dois filmes: “Obsessão” (o amor em tempos algorítmicos vira conto de horror) e a série “Stuart Não Consegue Salvar o Universo” (e nem a série do pastiche da cultura mashup). Na Crítica Midiática: Petrobrás acha petróleo na “Foz do Amazonas” ou “na Costa do Amapá”? Para mídia corporativa Democracia faz mal à Economia; guerra assimétrica do Irã faz suas vítimas em porta-aviões dos EUA; por que as classes médias são contra a taxação das grandes fortunas; Por que as campanhas eleitorais no Brasil são cada vez mais curtas? Jornalismo e os limites do sigilo de fonte; pesquisa Genial/Quaest contratada pela Globo: o caso Filipe Nunes; e outras bombinhas semióticas.

'Stuart Não Consegue Salvar o Universo' e nem a série do pastiche da "cultura mashup"



Um spin-off de “The Big Bang Theory”, focado no dono da loja de quadrinhos que viaja pelo multiverso com seus amigos pode parecer apenas entretenimento descompromissado, mas “Stuart Não Consegue Salvar o Universo” (2026) entrega uma radiografia da crise cultural contemporânea. Ao transformar a narrativa em um feed de referências e nostalgia reciclada, a nova atração da HBO Max encarna com precisão a "cultura mashup" denunciada pelo cientista computacional Jaron Lanier em seu clássico manifesto “Você Não É um Aplicativo” – a cultura digital não está gerando inovação, mas nos aprisionando em uma reciclagem infinita. Na era do mashup, onde o passado é fatiado e reagrupado continuamente, a série surge como a metáfora audiovisual perfeita de uma sociedade que trocou a criação genuína pela ilusão de novidade constante.

sexta-feira, agosto 14, 2026

'Obsessão': em tempos de algoritmos, o amor pode virar um horror claustrofóbico



Ao migrar da criação de conteúdo no YouTube para o cinema de gênero, Curry Barker trouxe na bagagem algo raro nas produções tradicionais: a fluência nativa da linguagem digital. Em “Obsessão” (Obsession,2025), o cineasta dobra a própria gramática audiovisual das redes para construir um alt-horror visceral - um espelho cirúrgico das neuroses sociológicas e afetivas da Geração Z. O que começa com o tom inocente de uma comédia romântica sobre a dor do amor não correspondido desmorona rapidamente em um horror claustrofóbico quando o protagonista recorre a um atalho sobrenatural para "programar" o afeto de sua amiga de infância. Em “Obsessão”, a maldição mística é mero pretexto: o verdadeiro horror reside na incapacidade de lidar com a imprevisibilidade do outro e na tentativa desesperada de transformar relacionamentos humanos em algoritmos previsíveis. Como num aplicativo de relacionamentos.

terça-feira, agosto 11, 2026

Milei dobra aposta semiótica; Xandão dá pauta para bolsonaristas; na crise Mendonça vs. PF, grande mídia faz "Jornalismo Engov"



Milei dobra a aposta é diz que Lula é ladrão, corrupto e só está solto por um erro processual. Mais uma vez, a apropriação semiótica da comunicação alt-right: apropria-se de um fato (erro processual) para inferir uma falácia: a suposta verdade do mérito. Invertendo a questão. Vamos discutir esse e outros temas na Live Extra Cinegnose 360 #140, nessa quarta-feira (12/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Quem tem as nossas trepidantes “Conversas Aleatórias”, quando o participante pergunta para o humilde blogueiro ou comenta qualquer tema no chat. E depois, o quadro da Crítica Midiática: Depois de proibir visitas do Dias dos Pais a Bolsonaro, Xandão continua dando pauta para o bolsonarismo; Grande mídia racionaliza com “Jornalismo Engov” a disputa entre André Mendonça e PF; Narrativa midiática vs. História: é a bomba semiótica do pânico moral, estúpido! Discord e o fetiche da “regulamentação”; Governo vs. Estado: Exército brasileiro envia militares para os EUA em meio a uma crise com Trump; o que sobrou da Seleção brasileira depois da Copa?

segunda-feira, agosto 10, 2026

Evidências de um "Deep State" à brasileira em ano eleitoral?



O distinto leitor já reparou em quem realmente segura a batuta da política brasileira em ano de eleição? Não são os partidos, os programas de governo ou o debate eleitoral, mas a engrenagem de um "Deep State" à brasileira. Da efêmera cobertura midiática sobre as conexões do PCC na Faria Lima ao bombardeio diário de vazamentos seletivos envolvendo do filho de Lula ao clã Bolsonaro, a burocracia do Estado deixou a neutralidade weberiana no papel para assumir o controle do timing político do país. Através do uso estratégico de operações policiais, timing judicial e uma simbiose calculada com a imprensa, o estamento burocrático transformou-se no principal ator do jogo democrático. E a crise entre o ministro André Mendonça e o STF seria a confirmação empírica e um aprofundamento do conceito de Deep State brasileiro.

sábado, agosto 08, 2026

'Massacration'; a luta no "Deep State" brasileiro pelo controle do timming eleitoral; o pânico moral contra a agenda da Soberania



Existe um “Deep State” brasileiro? Essa é a tese que discutiremos na Live: PF e Receita Federal estão empilhando Operações em pleno ano eleitoral (Operação Sem Desconto, Operação Compliance Zero, Operação Infiltrados etc.), como se quisessem manter o cenário eleitoral com o cabresto bem apertado... mantendo acesa a agenda do pânico moral. Enquanto a Operação Carbono Oculto, investigação sobre como a Faria Lima lava dinheiro do Crime Organizado, foi esquecida. Vamos discutir tudo isso na Live Cinegnose 360 #251, nesse domingo (09/08/2026), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com a impagável banda fictícia “Massacration”: a ironia devorada pela cultura da canastrice visual. E depois, dois filmes: “Three... Extremes” (quando a vida moderna é mais assustadora do que fantasmas) e “Rinocerontes” (a rinocerontite se alastra entre nós!). E na Crítica Midiática: a criatividade semiótica da retórica do Pânico Climático; a crise entre André Mendonça e PF: Deep State e controle do timming eleitoral e Agenda Setting; o pânico moral contra a agenda virtuosa da Soberania; Nikolas Ferreira e o modus-operandi político-niilista... e outras bombinhas semióticas.

sexta-feira, agosto 07, 2026

O mundo moderno é mais aterrorizante do que fantasmas em 'Three... Extremes'



Esqueça as maldições do J-Horror e os espectros do folclore local: na antologia "Three... Extremes” (Saam gaang yi , 2004), os monstros têm rosto, classe social e motivações assustadoramente terrenas. Através dos olhares transgressores de Fruit Chan, Park Chan-wook e Takashi Miike, a antologia símbolo do fenômeno chamado “Extreme Asia” disseca sem anestesia a obsessão pela juventude, a inveja social e a culpa reprimida, revelando como a violência e desigualdades do mundo moderno é mais aterrorizante do que qualquer fantasma.

terça-feira, agosto 04, 2026

Máquina do Estado brasileiro vira uma "laranja mecânica"; Pix, fake news e letramento midiático, PF alimenta espantalho do golpe e chantageia esquerda


Para Max Weber o Estado é a máquina permanente com o monopólio da violência legítima, da força legal e da jurisdição. Enquanto o governo é transitório e comanda essa máquina burocrática. Menos aqui no Brasil, em que o governo Lula é refém da máquina do Estado que, nesse ano eleitoral, puxa os cordões da política. O STF autoriza investigações contra Flávio, Lulinha, Marcola enquanto PF cerca Jacques Wagner... Pau que bate em Chico... Para controlar a temperatura política. Vamos discutir esse tema (e outros) na Live Extra Cinegnose 360 #139, nessa quarta-feira (05/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Que tem as Conversas Aleatórias do humilde blogueiro com o Chat. E depois, a Crítica Midiática: Lulinha, Marcola, Flávio, Wagner... máquina do Estado virou uma “laranja mecânica”; O espantalho do golpe continua: PF e a “Operação Rede Interrompida”; Vão taxar PIX: fake news e letramento midiático; a bomba semiótica de Trump: cancelamento de visto de embaixadora brasileira; Mídia tenta apagar segundo incêndio nos trens: agora, a greve da CPTM; e outras bombinhas semióticas...

sábado, agosto 01, 2026

"Vive La Fête", Moda e zeitgeist; Caos climático ou semiótico? tiroteios em Cumbica e crise dos imigrantes em Ceuta: não-acontecimentos?



Há três dias muitos lugares ainda estão sem energia elétrica no Rio de Janeiro. Enquanto em todos esses dias a mídia corporativa vem martelando o mantra das “ventanias históricas” geradas pelos “fenômenos extremos” produzidos pela “crise climática global”. Pobres concessionárias e serviços públicos privatizados, vítimas do caos climático! Ou será tudo apenas uma bomba semiótica do caos climático para hipernormalizar a precarização. Antropoceno ou CAPITALOCENO? Esse é um dos temas da Live Cinegnose 360 #250, nesse domingo (02/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Começando com o duo belga “Vive La Fête”: Moda, Nostalgia e Realismo Capitalista. Depois, vamos discutir dois filmes: “O Invasores de Corpos” (a refilmagem que anteviu o futuro) e “Manual Prático de Vingança Lucrativa (Pós-meritocracia e Luta de Classes). E na Crítica Midiática: dúvidas justificáveis: os não-acontecimentos do tiroteio da polícia com traficantes no aeroporto de Cumbica/SP e a invasão de imigrantes em Ceuta; André Mendonça e os dois inquéritos contra Lulinha ou como manter Lula “na linha”; flagrante de “agenda setting” de Folha, O Globo e Estadão; Antropoceno ou Capitaloceno: o caos climático-semiótico.

Clipando #15: por que IA não é o problema e "farmar aura" e o pensamento da Geração Z


De volta da férias com as energias renovadas para o novo semestre? Está no ar a 15ª edição do Clipando – O Clipping Comentado da Educação, projeto de curadoria pedagógica do Sinpro Santos apresentado e produzido por esse humilde blogueiro. Disponível no YouTube e no Spotify, o programa debate os temas de maior impacto para o chão da escola no segundo semestre, com os seguintes destaques: das estratégias de acolhimento na Educação Infantil às contribuições da neuroeducação, passando pelo uso crítico da Inteligência Artificial e a análise dos códigos culturais da Geração Z, como a expressão "farmar aura".

Está no ar o Clipando #15, o Clipping Comentado da Educação, no YouTube (clique aqui) e Spotify (clique aqui).

Uma curadoria das informações que mais impactam o nosso trabalho e reflexões sobre Educação, Escola e Pedagogia.

Voltando das férias e de volta às aulas com os seguintes destaques:  planejamento e acolhimento na volta às aulas; um guia das formas mais eficientes de orientar uma turma; por que a IA não é um problema, mas uma oportunidade para a Escola; e uma reflexão sobre como a “cultura das mídias” por trás de expressões como “farmar aura” impacta a Educação.

Sejam bem-vindos, professoras e professores!

REFERÊNCIAS E LINKS

BIBLIOGRAFIA

BENJAMIN, Walter. Reflexões Sobre a Criança, o Brinquedo e a Educação, Editora 34, 2009.

MINUTAGEM

[00:00:00] Abertura e Apresentação

  • Boas-vindas aos professores no retorno do recesso escolar.
  • Apresentação do professor e jornalista Wilson Ferreira e do projeto do Sinpro Santos.
  • Síntese dos principais assuntos abordados na 15ª edição do programa.

[00:04:15] Clipe 1: Volta às aulas, planejamento e acolhimento na Educação Infantil

  • Reflexão sobre a adaptação das crianças ao retorno da rotina escolar.
  • Práticas de escuta ativa e acolhimento: criação de caixas de memória, murais e rodas de conversa.
  • Conceito de "brinquedos de largo alcance" (objetos não estruturados) e conexão com as teorias do filósofo Walter Benjamin sobre a crítica ao "brinquedo réplica".

[00:14:11]Clipe 2: Nove formas mais eficientes de orientar a turma

  • Análise do artigo da plataforma Porvir focado na clareza de instruções em sala de aula.
  • Discussão sobre a "maldição do conhecimento" (a tendência do professor de achar óbvios conceitos que já domina).
  • Estratégias práticas para testar a compreensão real dos alunos em vez de apenas perguntar "todo mundo entendeu?".

[00:22:23] Clipe 3: Neuroeducação e as práticas escolares

  • Aproximação entre a neurociência e a educação.
  • Analogia entre o hardware (desenvolvimento cerebral e conexões sinápticas) e o software (o conteúdo ensinado).
  • Impactos positivos da atividade física no cérebro e a importância da escrita manuscrita/cursiva no estímulo cognitivo.

[00:28:39] Clipe 4: Professor cria "armadilha" para identificar uso de Inteligência Artificial

  • Comentários sobre a notícia de um professor nos EUA que utilizou um comando oculto (em fonte branca) em uma prova para flagrar redações geradas por IA.
  • Reflexão sobre a prática do "copiar e colar" sem revisão por parte dos estudantes.

[00:35:40] Clipe 5: Por que apenas trocar de software não salva uma EAD em crise?

  • Análise de por que a Inteligência Artificial não deve ser vista como o problema principal, mas como um revelador de práticas pedagógicas obsoletas baseadas em mera reprodução.
  • A importância de propor atividades que exijam autoria, reflexão crítica e argumentação.
  • Histórico de integração de novas mídias na escola (histórias em quadrinhos, TV, celular e IA) em vez do uso de proibição ou repressão.

[00:43:36] Clipe 6: Geração Z e a cultura mediática ("Farmar aura")

  • Discussão sobre o significado de gírias da Geração Z, como "farmar aura" (acumular estilo/carisma).
  • Análise crítica da cultura dos influenciadores digitais e do conceito de "pós-meritocracia".
  • Diferença entre a evolução das mídias (ferramentas pedagógicas) e a cultura gerada pelas mídias (que exige visão crítica).

[00:52:10] Encerramento

  • Considerações finais e mensagem de incentivo para o segundo semestre letivo.

 

quinta-feira, julho 30, 2026

Bomba semiótica do pânico climático: Antropoceno ou Capitaloceno?



A previsão do tempo deixou de ser um aviso cotidiano sobre levar ou não o guarda-chuva para se converter em um boletim de sobrevivência saturado de alertas vermelhos. No entanto, por trás do espetáculo diário das tempestades e vendavais na grande mídia, opera uma sutil substituição de causalidade: a troca do “Capitaloceno” pelo “Antropoceno”. Ao enquadrar a crise como fruto do Antropoceno — uma narrativa de "culpa coletiva" que responsabiliza genericamente a espécie humana —, a bomba semiótica do pânico climático transforma o colapso em fatalidade e oculta a verdadeira engrenagem do problema. Trata-se da lógica do Capitaloceno na periferia global: um modelo socioeconômico extrativista primário-exportador movido pela expansão do agronegócio sobre o Cerrado e a Amazônia, pela mercantilização do solo e pela entrega de serviços urbanos essenciais ao lucro privado.

terça-feira, julho 28, 2026

Temporada de "data venias" na mídia com Milei e PL violando Código Eleitoral; apropriação semiótica de "Kássio Conká"; Havan em modo sci-fi



Depois que Milei proferiu ofensas a Lula e Xandão em pleno território brasileiro, além do PL violar o Código Eleitoral ao colocar um líder estrangeiro em atividade política-eleitoral, vai começar a temporada de intermináveis debates sobre jurisprudências com advogados e juristas na Mídia. Enquanto Xandão e Kássio “Conká” (STE) seguem o oportuno ritmo processual do “acho que vi um gatinho”. Vamos debater esse e outros temas na Live Extra Cinegnose 360 #137, nessa quarta-feira (29/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com os sempre trepidantes “Conversas Aleatórias”, nas quais o espectador participa no chat perguntando e comentando como humilde blogueiro. Depois, a Crítica Midiática: Milei xingando, IA de Bolsonaro... como a comunicação alt-right cria o “Efeito Firehose”; apropriação semiótica: Kássio Conká cria “teorias conspiratórias” contra pesquisas; Havan em modo sci-fi: robôs em escala 7X0; Tarcisão e pedágio free-flow em ano eleitoral: deu ruim! Mídia ignora danos ambientais da costa brasileira com “engorda” das praias: é o modelo extrativista, estúpido!

Pós-meritocracia e luta de classes em 'Manual Prático de Vingança Corporativa'



Em um mundo onde trabalhar duro não garante ascensão social e os novos bilionários acumulam fortunas por herança e não por mérito, a juventude se depara com a era da "pós-meritocracia": quando as regras do jogo estão viciadas, o sucesso passa a exigir audácia, risco e a quebra de limites morais. É exatamente nessa ferida da luta de classes do século XXI que o diretor John Patton Ford toca em “Manual Prático de Vingança Lucrativa” (How to Make a Killing, 2026, disponível na Prime Video). Ao cruzar a estrutura dos contos morais de Charles Dickens com a célebre máxima de Balzac — de que toda grande fortuna esconde um crime —, o filme transforma a linha de sucessão de uma dinastia bilionária em um hilário e sangrento plano de otimização corporativa: cortar os galhos da árvore genealógica da Dinastia.

sábado, julho 25, 2026

"The Mummies"; Entrevista com Prof. Francisco Ladeira: a "Xenofobia do Bem"; "Ucrânia Inc."; o polissêmico DataFolha; mulher tem partido?


“Hermanos” foi sempre como a mídia brasileira se referia, ironicamente, aos nossos vizinhos argentinos. Até a seleção brasileira dar o adeus precoce na Copa e a Argentina demonstrar resiliência e chegar à final. De repente, descobriram que dos “Hermanos” eram racistas, conspiravam com a FIFA de Infantino e Trump, além de sionistas e corruptos. A quem interessa: (a) desviar do assunto do porquê do fracasso da CBF e (b) criar uma cismogênese na América do Sul? Vamos discutir essa “Xenofobia do Bem” na Live Cinegnose 360 #249, nesse domingo (26/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Para discutir esse tema, vamos entrevistar o professor e jornalista Francisco Ladeira para falarmos sobre Copa do Mundo e Geopolítica. Mas antes, vamos começar com o “budget rock” do The Mummies, os ludistas do rock. E, depois dos Comentários Aleatórios, a Crítica Midiática: os brasileiros e a “Ucrânia Inc.”; no miasma neoliberal do PL, as sombras do pai Bolsonaro e Milei; Trens privatizados pegam fogo em SP: e periga de Tarcisão indenizar! Há método no caos de Trump? Para Marina Silva, mulheres não têm partido; a polissêmica pesquisa DataFolha... e outras bombinhas semióticas para terminar.

'Os Invasores de Corpos': uma refilmagem que anteviu o futuro


Consagrado como uma das raras refilmagens a superar o clássico original de 1956, “Os Invasores de Corpos” (The Invasion of the Body Snatchers, 1978) transformou o pânico alienígena em um retrato cortante da sociedade americana do final dos anos 1970. Ao trocar a paranoia anticomunista da Guerra Fria pela gentrificação e pelo individualismo de San Francisco, o diretor Philip Kaufman aliou o pavor tátil do áudio de Ben Burtt a uma poderosa metáfora política: a substituição de humanos pelo "povo-vagem" conformista e sem afeto nada mais era do que o anúncio da ascensão dos yuppies e do novo conservadorismo que dominariam as décadas seguintes.

sexta-feira, julho 24, 2026

Clipando #14: a pressão da "escola instagramável, os caminhos do pensamento matemático e a recuperação do livro na era digital



A rotina docente em tempos de hiperconexão exige mais do que apenas ensinar — exige espaço para refletir. Entre a pressão por uma “escola instagramável”, o resgate do livro impresso frente às telas e os caminhos para o ensino da matemática desde a infância, como construir uma prática pedagógica sustentável? Para conectar as principais discussões da área a estratégias reais de sala de aula, já está no ar o Clipando #14, clipping comentado de educação apresentado por esse humilde blogueiro produzido para o Sindicato dos Professores de Santos (Sinpro Santos). Disponível no YouTube e no Spotify, esta edição traz uma curadoria especial de análises para inspirar o fazer pedagógico.

terça-feira, julho 21, 2026

"Onguização" e "bolsonarização" da linguagem estão contaminando o jornalismo


No último domingo (19), a Folha de S.Paulo estampava em sua primeira página que o movimento político de Michelle Bolsonaro prometia ser "imparável". A absorção literal e desprovida de ironia de uma hipérbole bolsonarista pelo relato jornalístico é a ponta de um iceberg linguístico profundo. De um lado, a "bolsonarização" do jornalismo contaminou a cobertura de Brasília com o jargão da caserna — onde acordos viram "situações pacificadas" e parlamentares viram "tropas de choque". Do outro, a "onguização" da linguagem higienizou o debate social, substituindo denúncias de exploração por eufemismos burocráticos. Embora venham de polos opostos, ambos os fenômenos erodem a esfera pública ao desarmar a denúncia das desigualdades na base e transformar a política institucional do topo em um mero campo de batalha cognitivo.

Flávio lança candidatura dentro de um miasma neoliberal; a bola de cristal de Merval; cultura evangélica e crise do futebol brasileiro



Não podia ser melhor o lugar para Flávio lançar sua candidatura à presidência pelo PL: no verdadeiro MIASMA NEOLIBERAL de Capitalismo Periférico que representa o Mercado Livre Arena Pacaembu. E ainda no auditório “Mercado Pago Hall”, braço financeiro do argentino Mercado Livre. E com a presença prometida do próprio Milei! Venha discutir miasmas e sincronismos políticos e semióticos na Live Extra Cinegnose 360 #137, nessa quarta-feira (22/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Ainda ouvindo os ecos da Copa do Mundo, vamos discutir na “Conversas Aleatórias”, nas quais o participante pergunta e comenta no Chat. E depois, a Crítica Midiática: duas pragas na linguagem jornalística atual: “onguização” da linguagem e léxico bolsonarista da caserna; onde estão os “independentes” das pesquisas Genial/Quaest? Sabesp e o ecossistema financeiro do Banco Master; a bola de cristal de Merval Pereira: Globo joga a toalha; Truth Social de Trump quer vender informações privilegiadas ao mercado; Lula avalia faltar aos primeiros debates na TV; cultura evangélica contribui para crise do futebol brasileiro? E outras bombinhas semióticas.

sábado, julho 18, 2026

O que Walter Benjamin diria se assistisse a 'Toy Story 5'?



Ao trocar a melancolia do envelhecimento pela tirania dos algoritmos, “Toy Story 5” (2026) tenta atualizar o fôlego da franquia mais valiosa da Pixar, mas acaba tropeçando no próprio moralismo. Em uma Hollywood cronicamente incapaz de encarar crises sistêmicas sem reduzi-las a dilemas individuais, a nova aventura de Jessie e Buzz Lightyear contra a ameaça hipnótica das telas reduz o sequestro da atenção infantil a uma mera questão de "más companhias" e falta de limites parentais. Ao ignorar a arquitetura viciante dos gadgets para focar em uma caçada moralista por escolhas conscientes, a animação relega ao segundo plano o seu debate mais visceral: a atrofia do "faz de conta" diante do hiper-realismo digital — um diagnóstico sombrio que transforma o filme, ironicamente, no sintoma perfeito da industrialização e domesticação da infância outrora denunciadas pelo filósofo Walter Benjamin, especialmente em textos como "Brinquedos e Jogos" e "História Cultural dos Brinquedos".

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