sábado, junho 13, 2026

"The Breeders"; a guerra semiótica pela camiseta da seleção;Karina Gama, a mulher-bomba da República; Malafaia e a implosão alt-right



Desde que os bolsonaristas se apropriaram semioticamente da camiseta canarinho da seleção, pela primeira vez a guerra semiótica reativa do PT tenta tomá-la de volta. Foi preciso um empurrãozinho de Trump, para Lula retomar a agenda virtuosa da defesa da Soberania e denunciar o uso indevido da “amarelinha” pelas forças entreguistas dos bolsonaristas e do Centrão. Mas surge a pièce de résistance de última hora: o ministro Nunes Marques, o “Kássio Conká”. Vamos começar discutindo esse tema na Live Cinegnose 360 #243, nesse domingo (14/06), às 18h, no YouTube e Facebook (enquanto o Zuckerberg não nos banir de novo...). “The Breeders” é a banda da sessão dos vinis e CDs: o feminismo pós-grunge. Depois, vamos discutir dois fimes: o polonês “A Última Fagulha de Esperança” (quando o fio da tomada da IA vira questão de sobrevivência) e o mexicano “Tempo Compartilhado” (Marketing, Publicidade e Capitalismo Pentecostal). E na Crítica Midiática: a guerra semiótica pela camisa da seleção; Karina Gama: a mulher-bomba da República; Miguel Nicolelis confirma a profecia de Paul Virilio: os data centers estão matando a Democracia; banqueiro disse preferir a “previsibilidade” de Lula à incerteza de Flávio: a Blackrock estava certa? Hipertelia e a implosão da comunicação alt-right: Malafaia quer novo líder para a direita. E outras bombinhas semióticas! 

sexta-feira, junho 12, 2026

'A Última Fagulha de Esperança': quando puxar o fio da tomada da IA vira questão de sobrevivência



Seja no uso do ChatGPT para desabafos emocionais ou no bloqueio acidental de um sistema de segurança como o BitLocker em seu notebook, o ser humano contemporâneo vive cercado pela ilusão de controle tecnológico — até que a lógica matemática e binária da máquina falhe, e a única saída seja puxar o fio da tomada. O problema é quando essa alternativa deixa de ser possível e o reset vira uma questão literal de sobrevivência. É a premissa sufocante do filme polonês “A Última Fagulha de Esperança” (W nich cała nadzieja, 2023), onde a última humana na face da Terra se torna refém da programação binária do robô criado para protegê-la, ilustrando a ironia trágica de sermos trancados do lado de fora da nossa própria existência pelos algoritmos que criamos.

quinta-feira, junho 11, 2026

O colapso pelo excesso: a "hipertelia" da comunicação da extrema direita



A extrema direita digital pode estar morrendo pela boca de seus próprios algoritmos. No início de mais uma corrida eleitoral, analistas repetem o pavor burocrático diante do "apocalipse da IA" e das fake news, sem notar que o sistema de desinformação da alt-right ficou gordo demais para andar. O diagnóstico atende pelo conceito de "hipertelia", de Jean Baudrillard: o colapso de um mecanismo pelo seu próprio excesso. Entre o ceticismo radical do público que anulou o valor das imagens e manobras jurídicas inócuas no TSE para estancar a queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, a outrora ágil máquina de memes de 2018 parece ter se transformado em uma burocracia barulhenta que, na tentativa de inundar o debate, acabou por provocar um curto-circuito em si mesma. Como Ourobouros, mordendo a si mesma.

Clipando #12: os desafios e as potências pedagógicas nas festas juninas e Copa do Mundo



O Sinpro Santos lançou nesta semana a 12ª edição do Clipando — O Clipping Comentado da Educação (editado e apresentado por esse humilde blogueiro) trazendo para professores e gestores da Baixada Santista uma análise crítica sobre os temas mais urgentes do cotidiano escolar. Disponível no canal do YouTube do sindicato, o novo episódio funciona como uma ferramenta de formação contínua, debatendo desde o uso pedagógico das Festas Juninas e da Copa do Mundo até dados alarmantes da OCDE sobre a indisciplina nas salas de aula brasileiras e o impacto da proibição dos celulares.

Já está no ar a 12ª edição do Clipando — O Clipping Comentado da Educação, uma iniciativa do Sinpro Santos voltada para a formação contínua, mobilização e reflexão de professoras, professores e gestores da nossa região.

Indo muito além da simples curadoria de notícias, o programa propõe uma análise crítica dos temas que estão impactando diretamente o cotidiano escolar, a pedagogia e a experiência prática dentro das salas de aula.

Nesta edição, mergulhamos em debates urgentes e trouxemos insights valiosos para o seu planejamento pedagógico. Confira os destaques:

O que você vai ver neste episódio:

  • Festas Juninas e Copa do Mundo: Como transformar esses dois grandes eventos em verdadeiras potências pedagógicas transdisciplinares, superando estereótipos e promovendo o resgate cultural, o raciocínio matemático e a consciência corporal.
  • O Impacto do Afeto no Ensino: Um olhar atento sobre pesquisas recentes que comprovam como o bem-estar emocional e o bom humor do docente são gatilhos essenciais para o sucesso escolar e o pensamento crítico dos alunos.
  • Celulares em Sala de Aula: Uma análise sobre a “primeira onda” de estudos globais a respeito da proibição dos smartphones. Os resultados são mesmo eficazes ou estamos diante de uma resposta ambígua?
  • Indisciplina e Dados da OCDE: O Brasil lidera o ranking de países que mais perdem tempo letivo tentando controlar a indisciplina. Como a “cultura da responsabilidade” e os acordos coletivos (inspirados em John Dewey e Maria Montessori) podem transformar o clima escolar?

Assista ao vídeo completo abaixo, com Referências, links das notícias citadas, Bibliografia e Minutagem detalhada.

inspire-se e use os comentários para compartilhar suas experiências com esses temas na sua escola!


REFERÊNCIAS:

1- Além da pipoca e da quadrilha: a Festa Junina como potência pedagógica nas escolas:

https://www.sinprosantos.org.br/noticias/alem-da-pipoca-e-da-quadrilha-a-festa-junina-como-potencia-pedagogica-nas-escolas

2- Festa Junina: qual a importância da celebração na Educação Infantil?

https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/escolas/festa-junina-qual-a-importancia-da-celebracao-na-educacao-infantil

3- Festas juninas e tradicionais: como trabalhar a cultura popular em sala de aula

https://novaescola.org.br/conteudo/21891/festas-tradicionais-como-trabalhar-a-cultura-popular-em-sala-de-aula?

 4- Copa do Mundo: 10 conteúdos para levar o tema para a sala de aula:

https://novaescola.org.br/conteudo/21388/copa-do-mundo-8-conteudos-para-levar-o-tema-para-a-sala-de-aula?

5- Alunos têm melhor desempenho escolar quando professor está de bom humor, revela estudo:

https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/humor-do-professor-impacta-desempenho-escolar-dos-alunos-estudo.ghtml

6- A educação na primeira infância e o microcosmo de cada território:

https://revistaeducacao.com.br/2026/05/28/a-educacao-na-primeira-infancia/

7- Pesquisas nos EUA e no mundo monitoram efeitos da proibição do celular na escola:

https://revistaeducacao.com.br/2026/05/29/pesquisas-monitoram-efeitos-da-proibicao-do-celular-na-escola/

8- Como lidar coma indisciplina e melhorar o clima escolar:

https://porvir.org/como-lidar-com-a-indisciplina-e-melhorar-o-clima-escolar/

 

BIBLIOGRAFIA:

RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil, Global Editora, 2015.

 

MINUTAGEM:

[00:00] – Introdução e apresentação do objetivo do programa Clipando #12.

[02:03] – Visão geral dos três principais assuntos da edição: Festas Juninas/Copa do Mundo como potências pedagógicas, efeitos da proibição de celulares e a indisciplina no Brasil.

[04:53]Bloco 1: A Festa Junina como potência pedagógica e o resgate cultural contra os estereótipos tradicionais.

[08:50] – Aplicação prática das Festas Juninas nas disciplinas (Matemática, Geografia, Ciências, Linguagem e Literatura) e a valorização da agricultura familiar.

[11:02] – A Festa Junina na Educação Infantil e a importância da experiência analógica/sensorial no mundo digital.

[15:03] – Como trabalhar a cultura popular em sala de aula de acordo com os segmentos (Infantil, Fundamental e Médio).

[19:41]Bloco 2: A Copa do Mundo em sala de aula — 10 conteúdos e oportunidades interdisciplinares (Geometria, Educação Física, Literatura, Artes e Alfabetização).

[25:37]Bloco 3: Análise do estudo sobre o impacto do bom humor e bem-estar emocional do professor no desempenho dos alunos.

[28:45] – Reflexão sobre o professor como modelo de identificação geracional e os desafios do prazer de ensinar.

[37:04]Bloco 4: Análise do documento “Aprendizagem, bem-estar e desigualdade na primeira infância” (dados sobre literacia, numeracia e o impacto do uso de telas).

[43:42]Bloco 5: O monitoramento global sobre os efeitos e a ambiguidade nos resultados da proibição do celular nas escolas.

[51:08]Bloco 6: Dados da OCDE sobre indisciplina escolar (o Brasil como o país que mais perde tempo contendo bagunça) e como propor uma cultura de responsabilidade baseada em John Dewey e Maria Montessori.

[56:39] – Encerramento, agradecimentos e avisos institucionais do sindicato.

terça-feira, junho 09, 2026

Por que Nunes Marques censura pesquisa velha? Copa nos EUA: nem nas Olimpíadas de Hitler! As manchetes erradas sobre suspensão da vacina



A Copa no Brasil em 2014 foi marcada por protestos de rua do “NÃO VAI TER COPA”, quando o País ameaçava a geopolítica dos EUA com Pré-Sal e Softpower alvo da Lava Jato. Hoje, quando a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, desafia a intervenção de Trump em Cuba, a Copa no México é atingida pelos protestos “BOICOT AL MUNDIAL” nas ruas... ENTENDEU? OU QUER QUE DESENHE? Vamos discutir essa e outras notícias na Live Extra Cinegnose 360 #131, nessa quarta-feira (10/06/2026), no YouTube e Facebook. E depois das trepidante Conversas Aleatórias (onde você participa no Chat fazendo perguntas e comentários ao humilde blogueiro), a Crítica Midiática: EUA arrumam seu quintal nas eleições da Colômbia e Peru; a estratégia de saturação Alt-right: por que Nunes Marques suspendeu pesquisa eleitoral velha, do mês passado? O Feitiço do Tempo: agora, o “Não Vai Ter Copa” é no México; Governo abre crédito para moto de precarizados: de novo chocando o ovo da serpente? Copa do Mundo nos EUA: nem nas Olimpíadas da Berlim de Hitler foi assim! A suspensão da vacina da dengue do Butantan: grande mídia oportunisticamente dá as manchetes erradas.

sábado, junho 06, 2026

O protopunk 'New York Dolls'; a última chance de "Tariflávio"; urgência de think tank de inteligência semiótica; Parada LGBT e fim da agenda ESG



Finalmente, PCC e CV foram tipificados como grupos terroristas internacionais pelos EUA. Deixaram de ser uma questão policial de repressão ao narcotráfico para se tornarem alvos da CIA e Pentágono. Como problema de segurança nacional. O que, pela legislação norte-americana, permite a incursão de agentes secretos no Brasil, sem o conhecimento do Governo. Como ocorreu recentemente no México. Quem sabe, já não estavam infiltrados alguns “espiões” da CIA na Parada Orgulho LGBT+, nesse domingo... Venha discutir essa distopia na Live Cinegnose 360 #242, nesse domingo (07/06), às 18h, no YouTube e Facebook. Começando com o “New York Dolls”: o glam rock protopunk da liquefação de gêneros no Capitalismo Tardio. Depois, dois filmes para discutirmos: “Blackrooms – Um Não-Lugar” (espaços liminares e labirintos existenciais do século XXI); e “O Golpista do Ano” (a dialética da libertação). E na Crítica Midiática: São Paulo sobre um barril de pólvora após as privatizações do “Bandeirante Frankenstein” (aquele que foi sem nunca ter sido...); fora da ribalta, Zelensky faz tudo para chamar a atenção; Parada Orgulho LGBT+ perdeu 60% de patrocínio corporativo: a retração internacional da agenda ESG; grande mídia dá uma última chance para “Tariflávio”: foca na tipificação de terrorismo para PCC e CV; comunicação alt-right estaria entrando em estado de “hipertelia”?  A urgência de uma think tank de inteligência semiótica; Tucanos flertam com MBL e Renan Santos: PSDB tenta ressurreição com Terceira Via para o Capitalismo de Desastre?

quinta-feira, junho 04, 2026

'Backrooms - Um Não-Lugar': espaços liminares e o labirinto existencial do século XXI



Um labirinto infinito de paredes amarelas, carpetes úmidos e o zumbido incessante de luzes fluorescentes. O horror de “Backrooms – Um Não-Lugar” (Backrooms, 2026), novo thriller psicológico da A24 dirigido pelo jovem youtuber Kane Parsons, não nasce de monstros clássicos, mas sim da própria arquitetura do século XXI. Ao adaptar o fenômeno das creepypastas de espaços liminares para o cinema, o longa funciona como um sintoma do nosso zeitgeist: uma tradução gélida e perturbadora do conceito de "não-lugar" de Marc Augé, mostrando que o verdadeiro terror da hipermodernidade não é ficar preso em uma dimensão paralela, mas perceber que o mundo real já se transformou em um eterno vazio existencial. O filme transforma o isolamento, a padronização e o vazio da arquitetura hipermoderna em um labirinto de horror existencial e absoluto.

A urgência da Inteligência Semiótica: da reação defensiva à estratégia proativa na guerra híbrida



A fabricação de narrativas de pânico moral e a simulação de ameaças políticas deixaram de ser meros boatos de internet para se tornarem armas centrais da guerra semiótica contemporânea. A engrenagem ficou evidente após a Jovem Pan News divulgar uma apuração sobre um suposto plano contra a vida de Flávio Bolsonaro, amarrando figuras midiáticas presas ao fantasma do crime organizado para desgastar a agenda de soberania do governo federal. Alertando para a fabricação da bomba semiótica da simulação de atentado contra o senador, modus operandi alt-right. Esse cenário de "inundação informacional" (flood the zone) expõe a obsolescência das notas oficiais e das checagens tardias. Para sobreviver ao massacre de narrativas da extrema-direita aliada ao trumpismo, o Estado brasileiro enfrenta o desafio urgente de institucionalizar um Grupo de Inteligência Semiótica, transformando a comunicação pública em uma barreira proativa de defesa e imunidade da própria democracia.

terça-feira, junho 02, 2026

Trump: o estrategista eleitoral de Lula; inteligência semiótica como vacina eleitoral; por que grande mídia enterrou a Lava Jato 2.0?



Vendilhões da Pátria”, “traidores”, “covardes”... Lula diz que filhos são piores do que o pai Bolsonaro. Lula está “ON”, “Full Pistola”. Enquanto Flávio, de novo, dá um tiro no pé: manda carta pra Marco Rubio, pedindo que poupe o Brasil de outro tarifaço. Terminando: “Deus abençoe a América, e que Deus abençoe o Brasil”... America First! A grande mídia enterra de vez a Lava Jato 2.0 e volta-se contra os Bolsonaros, enquanto Trump vira involuntário estrategista da campanha de Lula! Venha discutir esse e outros temas na Live Extra Cinegnose 360 #130, nessa quarta-feira (03/06), no YouTube e Facebook. Começando com as trepidantes “Conversas Aleatórias”. E depois, a Crítica Midiática: Nova “Fakeada”? Cientista político demonstra a importância da Inteligência Semiótica como vacina eleitoral; o escândalo dos wi-fis da prefeitura de SP e a ONG que produzia filme sobre Bolsonaro: caso explode no Congresso; Flagrante de construção semiótica da crise climática; “Pix é do Brasil”: as ironias da invenção do PIX; Balneário Camboriu sediará festa de Sugar Daddies ao estilo “De Olhos Bem Fechados” de Kubrick.

segunda-feira, junho 01, 2026

O Mercado Afetivo do Luxo: entre o Amor Líquido e o Machismo Zumbi



O que acontece quando o capitalismo de plataforma, a mercantilização absoluta do afeto e o reacionarismo estético se encontram no mesmo endereço icônico da extrema-direita, Balneário Camboriú? O release enviado para a imprensa sobre a "MP Party 2026" — festa exclusiva do site de relacionamentos MeuPatrocínio, com ingressos masculinos de até R$ 19.999 e localização secreta — funciona como uma perfeita bomba semiótica e sintoma psicossocial do nosso tempo. Sob o verniz do "luxo" e das máscaras venezianas, o evento materializa o ápice do "Amor Líquido" de Zygmunt Bauman e a sobrevida do "Machismo Zumbi" dentro do ecossistema urbano e político mais caro ao bolsonarismo.

sábado, maio 30, 2026

Gary Glitter: rock e crime; Trump, cabo eleitoral de Lula em jogo ganha-ganha; Zé Gotinha polariza Roland Garros; OTAN perde para Rússia em simulação


Os Bolsonaros acham que foram eles mesmos que convenceram Trump a tipificar PCC e CV como grupos terroristas. Devem também acreditar em Papai Noel e coelhinho da Páscoa... e a grande mídia também! Enquanto Trump faz Flávio Bolsonaro dar um tiro no pé, dando de bandeja, de novo, o discurso da defesa da Soberania para Lula. Venha discutir esse e outros temas na Live Cinegnose 360 #241, nesse domingo (31/05), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com Gary Glitter: glam rock de arena e crimes. E na sessão do Cinema e Audiovisual: o cult “O Que Há Para Jantar” (como a hipocrisia adulta preparou o colapso cultural e geracional) e o documentário “Boa Noite, Oppy” (um curto-circuito cognitivo e ideológico). Nos Comentários Aleatórios, Paul Virilio e Edgard Morin. E na Crítica Midiática: PCC e CV Grupos Terroristas: de novo, Trump cabo eleitoral de Lula, num jogo ganha-ganha; Saem PCC e CV e entram as milícias; vitória de João Fonseca no tênis e a polarização Zé Gotinha Vs. Djokovic; Pânico Moral esconde a Política no armário enquanto ruas são colonizadas por cruzadas moralizantes; OTAN simula guerra contra Rússia... e perde!

O curto-circuito cognitivo e ideológico no documentário 'Boa Noite, Oppy'



Por que choramos por um amontoado de engrenagens em Marte enquanto normalizamos a desumanização na Terra? Por trás do verniz emocionante e da trilha sonora grandiloquente de Boa Noite, Oppy (2022, disponível na Prime Video), o documentário da NASA esconde um profundo sintoma social de uma civilização fetichista. Longe de ser apenas uma celebração da engenhosidade humana, a comoção global pela "morte" do rover Opportunity revela um duplo curto-circuito ideológico: a transformação de máquinas em seres sencientes enquanto as relações humanas são coisificadas, somada a um delírio escatológico que gasta bilhões caçando micróbios em um deserto planetário morto enquanto abandona o próprio Éden terrestre ao colapso climático.

sexta-feira, maio 29, 2026

'O Que Há Para Jantar?': como a hipocrisia adulta preparou o colapso cultural e geracional



Por trás dos comerciais de margarina e dos gramados impecáveis da América dos anos 1950, escondia-se a suspeita de um pesadelo canibal. Lançado em 1989, o clássico cult “O Que Há Para Jantar?” (Parents) usa o humor negro e o terror psicológico para implodir o idílio da família tradicional do pós-guerra. Através dos olhos aterrorizados de um garoto de dez anos que suspeita do cardápio sangrento de casa, o filme funciona como uma perturbadora metáfora psicanalítica e sociológica sobre a hipocrisia adulta, antecipando em plena tela o colapso cultural e a rebeldia jovem que ditariam o zeitgeist da contracultura dos anos 1960.

quinta-feira, maio 28, 2026

Em 1995, Paul Virilio anteviu o sufocamento da Democracia pelo tempo real das redes no século XXI


 

Em agosto de 1995, quando a internet comercial ainda dava seus primeiros passos e o otimismo tecnológico pintava a rede como a utopia definitiva da liberdade e da conexão global, o urbanista e filósofo francês Paul Virilio (1932–2018) publicou no Le Monde Diplomatique o ensaio "Velocidade e Informação: Cyberspace alarm!". Enquanto a maioria dos analistas celebrava o nascimento da "ciberdemocracia", Virilio — o pai da Dromologia, a ciência que estuda o impacto da velocidade na sociedade — emitiu um aviso de emergência que, lido hoje, impressiona por sua precisão cirúrgica e assustadora atualidade.

Pânico Moral esconde a Política no armário enquanto ruas são colonizadas por cruzadas moralizantes



Para além da música e da fé que arrastaram milhares de fiéis ao Centro do Rio no último sábado (23) durante a 19ª Marcha para Jesus, o megaevento — blindado como “Patrimônio Imaterial” e turbinado com R$ 6 milhões de dinheiro público — acendeu o estopim de um debate muito mais profundo do que a simples crítica ao "oportunismo eleitoral" de Silas Malafaia e seus pré-candidatos para 2026. O que o evento escancara é a consolidação da agenda do pânico moral, bomba semiótica que produz o novo centro de gravidade da esfera pública brasileira. Em uma inversão social sem precedentes, enquanto os projetos de país e o debate ideológico racional são empurrados para o armário do foro íntimo, as ruas e as instituições são colonizadas por uma cruzada moralizante e hiperbólica de costumes, transformando a arena política em um tribunal eclesiástico e o adversário em um inimigo a ser extirpado.

terça-feira, maio 26, 2026

Sincericídio do presidente do PL afunda mais Flávio Bolsonaro; Virgínia Fonseca beija macaco e vai para a Copa; ex-BBB defende Bolsa Família: pior do que Huck



O ex-sócio de casas noturnas e “ex-fazendeiro de bundas” no programa “H” da Band em 2000, Luciano Huck (agora promovido a palpiteiro de temas aleatórios neoliberais em eventos fechados corporativos), acusou o Bolsa Família de “ineficiente” e “preguiçoso”. Para ele é melhor subir na vida com “Familhão” e “Willimpíadas”, garoto de propaganda do Will Bank, braço do Grupo Master, do infame banqueiro Daniel Vorcaro. É sobre essas relações promíscuas e hipócritas entre mídia, Faria Lima, crime organizado e agenda neoliberal que também vamos discutir na Live Extra Cinegnose 360 #129, nessa quarta-feira (27/05), às 18h, no YouTube e Facebook. Dia de “Comentários Aleatórios”: você faz qualquer pergunta sobre qualquer tema para o humilde blogueiro. E depois, a Crítica Midiática: Waldemar Costa Neto comete sincericídio na Globo News... premeditado? Tão premeditado quanto o sincericídio na Jovem Pan News sobre o fim da escala 6X1? Polêmica Bolsa Família: ex-BBB faz defesa neoliberal! A dupla função de Cuba para Trump; CNJ aprova contracheque único para controlar salários de juízes: pauta moralista volta-se contra seus criadores; Virgínia Fonseca beija macaco e vai cobrir a Copa do Mundo: do infotenimento ao jornalismo-influencer; Para além da educação financeira: o endividamento estrutural... e outras bombinhas semióticas.

segunda-feira, maio 25, 2026

Clipando #11: Dia do Pedagogo, ensinar Ciência de verdade e aprender brincando



Já está no ar o Clipando #11, o clipping comentado da educação produzido e apresentado por esse humilde blogueiro  para o Sinpro Santos. Para apoiar e inspirar a formação continuada dos professores. Disponível no YouTube e no Spotify, esta edição traz debates urgentes para o dia a dia da sala de aula: os caminhos para ensinar Ciência de verdade e combater o negacionismo, reflexões sobre a pedagogia inclusiva no Dia do Pedagogo e a importância do brincar como o próprio ato de aprender. Confira abaixo o episódio completo, além da curadoria de referências, links e bibliografia que basearam o programa.

sábado, maio 23, 2026

Tina Turner; Deolane salva a cara da Faria Lima; Eleições: o problema não é Bolsonaro, é o antipetismo; Barbosa e o "representativismo"


Em meio à tempestade e tormentas dos áudios do Intercept que jogaram Vorcaro diretamente para o seu colo, Flávio Bolsonaro arruma um alívio cômico: uma suposta agenda internacional que envolveria uma “reunião marcada” com Donald Trump. Será um simples cortina de fumaça para o distinto público? Ou um plano de fuga diante do boato de bloqueio de bens e apreensão do passaporte? Vamos discutir esse e outros assuntos na Live Cinegnose 360 #240, nesse domingo (24/05), às 18h, no YouTube e Facebook. Para começar, vamos ver os vinis de Tina Turner: do Blues ao Pop, no lugar certo e na hora certa. Depois, vamos discutir os filmes “Morra, Amor” (a semioticização do tesão) e “La Belle Époque” (o cinema como viagem no tempo). E Comentários Aleatórios Especial: A armadilha do Multiverso: imortalidade Quântica e Gnose. E na Crítica Midiática: Caso Banco Master: a Lava Jato 2.0 que não foi; Deolane e o documentário Globoplay “territórios: Sob o Domínio do Crime”: salvando a cara da Faria Lima; Eleições e endividamento estrutural: é a microeconomia, estúpido! Michelle ou Joaquim Barbosa para “Terceira Via”: façam suas apostas; DataFolha: Flávio Bolsonaro cai... mas, tão rápido? O problema não é Bolsonaro: é o antipetismo; o duplo papel de Cuba na mitomania mídia centrada de Trump.

A semioticização do tesão no filme 'Morra, Amor'



O tédio doméstico e o colapso do ideal conjugal estão longe de ser novidade no cinema, mas nada prepara o espectador para a violência sensorial de “Morra, Amor” (Die My Love, 2025, disponível no MUBI). Sob a direção cirúrgica de Lynne Ramsay, o longa vai muito além do drama tradicional sobre psicose pós-parto ao transformar o isolamento rural de uma jovem mãe (Jennifer Lawrence) em uma arena de batalha existencial. O longa esquiva-se do clichê da depressão pós-parto para realizar uma autópsia semiótica do casamento. O que se vê na tela é o "infarto do signo": o choque brutal entre a energia bruta do tesão extra-linguístico e uma estrutura social implacável que drena a força vital de uma geração que viu seus sonhos serem domesticados pela rotina.

quinta-feira, maio 21, 2026

A Armadilha do Multiverso: Imortalidade Quântica e a Complexidade da Gnose


O pior pesadelo dos antigos gnósticos acaba de ganhar uma equação matemática. A longa jornada da Cosmogonia — que enxerga o nosso universo material não como uma criação divina, mas como uma prisão traumática resultante de um acidente cósmico — sempre teve uma única rota de fuga: a Gnose, o autoconhecimento profundo capaz de quebrar o ciclo de reencarnações e nos reconectar com a Divindade original. Mas o que acontece quando as chaves dessa fechadura espiritual colidem com os paradoxos da física quântica? Através do conceito da imortalidade quântica, a ciência de fronteira sugere que a consciência é incapaz de registrar o próprio fim, sendo compelida a saltar para bifurcações infinitas onde a sobrevivência física prevalece. Ao transformar o "descarte do corpo" em um looping probabilístico estatístico, o multiverso revela-se a Matrix perfeita: um labirinto fractal onde o Demiurgo não precisa de sentinelas, pois o próprio espaço-tempo garante o confinamento. A seguir, entenda como a física moderna está redefinindo o conceito de despertar espiritual, transformando a transcendência em um desafio n-dimensional.

terça-feira, maio 19, 2026

"A Irmandade": Vorcaro, Bolsonaro etc... todos são "meu irmão"! DataFolha comete sincericídio; OMS "assustada" com Ebola: novo "circuit breaker" global?



Em meio ao terremoto político gerado pelos áudios publicados pelo Intercept envolvendo Vorcaro e o financiamento do filme biográfico de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro tenta pegar carona na convocação de Neymar para a Seleção Brasileira na Copa desse ano. “Flávio é Neymar, Neymar é Flávio”, tenta lacrar nas redes sociais o pré-candidato à presidência. Com uma foto do bolsonarista Neymar sorridente posando ao lado de Flávio. Deu match! Será que teremos um filme sobre a vida do “Menino Ney” com “patrocínio sigiloso” de Daniel Vorcaro? Vamos falar sobre isso na Live Extra Cinegnose 360 #128, nessa quarta-feira (20/05), às 18h, no YouTube e Facebook. Que tem as “Conversas Aleatórias”, quadro da Live em que o chat pode fazer qualquer pergunta sobre qualquer assunto para o humilde blogueiro. E na Crítica Midiática: como o jornalismo corporativo tenta arrancar uma mais-valia semiótica do caso “Flávio Bolsonaro/Vorcaro”; DataFolha comete sincericídio: ninguém soube que Senado rejeitou Messias ao STF; de Pelé a Neymar: por que ídolos esportivos são atraídos pela extrema-direita? Deputado Mário Frias (PL-SP) também chama Vorcaro de “meu irmão”... próximo filme, “A Irmandade”! OMS “assustada” com surto de Ebola no Congo: novo “circuit breaker” global?

sábado, maio 16, 2026

Patti Smith; os Bolsonaros: entre "crime de narrativa" e "crime das ruas"; Mídia já faz feitiçarias semióticas buscando alternativa à direita



QUEIMOU O FILME! Duas lições podemos tirar dessa lambança da família Bolsonaro. Uma, semiótica: um “crime de narrativa” (macular o filme de um “herói”) foi mais desastroso politicamente do que o “crime das ruas” – as denúncias de anos de envolvimento dos Bolsonaros com milícias do RJ. Outra, midiática: a total burrice como os Bolsonaros lidaram com uma crise, revela que eles só cresceram na política com apoio/leniência do jornalismo corporativo. Esse é um dos assuntos da Live Cinegnose 360 #239, nesse domingo (17/05), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com Patti Smith: Punk, literatura e misticismo. Depois, vamos discutir o filme “Secretária” (as perversões privadas se tornam virtudes profissionais no século XXI. E na Crítica Midiática: uma semana de guerra semiótica – da bomba semiótica do detergente à crise Bolsomaster; Analista da BlackRock crava: Lula é favorito para 2026... Coincidência? Flávio Bolsonaro já era: jornalismo corporativo já ativa feitiçarias semióticas para alternativa à direita; Trump celebra morte do no. 2 do Estado Islâmico: diversionismo e terras raras. E outras bombas semióticas que explodam até as 18h nesse mundo louco...

sexta-feira, maio 15, 2026

Vorcaro e o financiamento de 'Dark Horse': ironias midiáticas do "crime de narrativa"


O vazamento pelo The Intercept de um áudio em que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), cobra intimamente recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para salvar o filme Black Horse detonou uma crise sistêmica que tornou natimorta sua campanha ao Planalto. O episódio escancara a maior ironia da política contemporânea: enquanto anos de graves denúncias sobre vínculos com o "crime de sangue" das milícias cariocas foram absorvidos pela opinião pública como mero ruído, bastou um escândalo estético sobre os bastidores da própria imagem para implodir o clã. É a prova definitiva de que, na era da Media Life, o "crime de narrativa" destrói muito mais do que a dura realidade dos fatos jurídicos.

As perversões privadas se tornam virtudes profissionais no século XXI em 'Secretária'



Se os pensadores do século XIX, de Freud a Durkheim, viajassem no tempo para o escritório de advocacia de E. Edward Grey, ficariam perplexos: o que antes era visto como uma patologia a ser curada tornou-se a engrenagem perfeita da produtividade. Enquanto a era vitoriana tentava domesticar a neurose para salvar a civilização, o capitalismo tardio descobriu que o distúrbio — quando bem alocado — é um combustível imbatível. Através de uma análise do filme “Secretária” (2002, disponível na Prime Video), mergulhamos na transição da "sociedade disciplinar" da repressão para a "sociedade do desempenho", onde a perversão não é o problema, mas a solução para uma eficiência absoluta.

terça-feira, maio 12, 2026

A bomba semiótica Ypê: dissonância cognitiva e psicologia reversa



Enquanto a infraestrutura de São Paulo literalmente explode sob o peso de concessões privatizadas e falhas de segurança, a cúpula política da capital se ocupa com frascos de detergente. O recente vídeo do vice-prefeito Ricardo Mello Araújo (PL) em defesa da marca Ypê — alvo de um recall da Anvisa — não é apenas um apoio isolado, mas o pavio de uma bomba semiótica meticulosamente calculada. Entre o risco sanitário de uma bactéria e o risco real de explosões urbanas, a estratégia bolsonarista aciona mecanismos de psicologia reversa e dissonância cognitiva para sequestrar o debate público, transformando um fato administrativo em uma trincheira ideológica de conveniência.

O detergente que virou bomba semiótica; o ardil midiático da PEC da Segurança Pública; a blindagem "explosiva" da Sabesp



Como transformar uma notícia da esfera da vigilância sanitária em um "corpo político"? É o caso Ypê, o detergente recolhido pela Anvisa por risco sanitário que se transformou numa bomba semiótica de psicologia reversa e dissonância cognitiva. Menos o Ministro Alexandre Padilha entendeu! Esse é um dos temas da Live Extra Cinegnose 360 #127, nessa quarta-feira (13/05), às 18h, no YouTube e Facebook. Como sempre, começando com as trepidantes “Conversas Aleatórias”: o chat faz perguntas sobre qualquer assunto (qualquer, mesmo!) para humilde blogueiro. E depois, a Crítica Midiática: Lula e a PEC da Segurança Pública e o ardil midiático; UE e a restrição à carne brasileira: mais um involuntário cabo eleitoral para Lula? “a “X” meses da eleição” vira mantra para “colonistas” do jornalismo corporativo; Concessão literalmente explosiva: mídia tenta relativizar responsabilidade da Sabesp; Renovação automática da CNH: é a precarização, estúpido! Trump: guerra contra Irã virou “O Feitiço do Tempo”. E outras bombinhas semióticas.

sábado, maio 09, 2026

New Wave pensante do "Television"; "dinâmico" Lula ganha dois cabos eleitorais: Trump e Ciro Nogueira; Pedro Cardoso desmascara jornalismo de "apuração"



O jornalismo corporativo tentou desidratar a visita de Lula a Trump, na Casa Branca. Mas nada pode fazer diante da retórica hiper adjetivada do republicano: “Dinâmico Presidente”, assim Trump se referiu a Lula após o encontro de três horas (para estupefação dos apresentadores da grande mídia). Talvez, dessa vez, a adjetivação de Trump esteja certa: só mesmo um presidente dinâmico e malabarista para equilibrar, ao mesmo tempo, tantos pratos giratórios: China, EUA, BRICS, UE, Rússia, Mercosul etc. Vamos começar com esse tema na Live Cinegnose 360 #238, nesse domingo (10/05), às 18h, no YouTube e Facebook. Na sessão dos vinis e CDs, a banda “Television”: a literatura simbolista francesa na New Wave. E depois, vamos discutir o filme “O Diabo Veste Prada 2” (O Crepúsculo dos deuses da Moda). Na sessão dos livros, uma cápsula do tempo sobre a utopia da Cibercultura. E na Crítica Midiática: a saia justa do Dia das Mães: comércio vs. pauta do pânico do endividamento; para jornalismo corporativo escândalo Ciro Nogueira e Vorcaro é “disputa narrativa”; Síndrome de Brian: Thiago Ávila vira “Herói da Humanidade”; Pedro Cardoso e a “apuração” fake da grande mídia; Trump e Ciro Nogueira: involuntários cabos eleitorais de Lula; o fetiche da regulamentação: YouTube virou 16+; Escala 6X1 ou 5X2: é a desindustrialização, estúpido!

'O Diabo Veste Prada 2': o crepúsculo dos deuses da Moda



Vinte anos após ditar o exato tom de azul que filtraria das passarelas de luxo até as "trágicas cestas de ofertas" do varejo, Miranda Priestly enfrenta um rival que não pode ser intimidado por um olhar gélido: o algoritmo. Em “O Diabo Veste Prada 2” (2026), a transição da aura sagrada da Alta Costura para o caos horizontal das redes sociais e da Inteligência Artificial ganha contornos de um acerto de contas semiótico. Enquanto o primeiro filme consolidou a mitologia do prêt-à-porter como uma ferramenta de controle cultural, a sequência atua como uma autópsia da autoridade editorial, revelando como o poder de criar mitos e "estilos de vida" foi fragmentado por bombas digitais e pela obsolescência programada do jornalismo impresso.

sexta-feira, maio 08, 2026

Clipando #10: o desafio do estresse, escrever à mão na era digital e o que nos motiva a aprender



Entre os desafios da saúde mental e as transformações da era digital, como equilibrar a prática pedagógica com a inovação? Já está disponível o Clipando #10, a curadoria comentada, feita de professor para professor. Nesta edição, mergulhamos em temas urgentes: as estratégias para reduzir o estresse docente, os segredos da motivação infantil (intrínseca vs. extrínseca) para aprender e a importância cognitiva da escrita à mão frente ao avanço da Inteligência Artificial.

quinta-feira, maio 07, 2026

Você está convidado: venha celebrar o Quinto Aniversário da Live Cinegnose 360 nessa sexta-feira!


O que começou com a sugestão de um professor após uma aula na USP e um curso sobre gnosticismo chega agora ao seu quinto aniversário como um marco da análise cultural no YouTube. A Live Cinegnose 360 celebra seu aniversário nessa sexta-feira (08/05), reunindo sua comunidade de seguidores no Bar Riviera, na Avenida Paulista. O encontro festeja não apenas as mais de 230 lives realizadas, mas a resiliência de um projeto que uniu insights acadêmicos e participação popular desde sua estreia em maio de 2021. O evento marca a maturidade de um projeto que transformou o estudo do gnosticismo no cinema e Semiótica política em uma comunidade ativa, consolidando o blog Cinema Secreto como uma incubadora de ideias ao longo de meia década.

terça-feira, maio 05, 2026

E se Lula criasse uma agenda virtuosa... DISRUPTIVA! Os algoritmos necrocapitalistas dos aplicativos; a Flotilha de Gaza e a "Síndrome de Brian"


Depois da tratorada que sofre no Senado na semana passada, Lula aposta numa agenda celebrativa: lançamento do Desenrola Brasil 2.0, anuncia liberação de R$ 900 milhões para prefeitura do Recife enfrentar as enchentes, anuncia do Desenrola FIES, visita a Trump para defender Soberania etc. Que tal mudar o tom da agenda?... ser mais “DISRUPTIVA”, palavra predileta da Geração Z, o protagonista da próxima Revolução Popular Híbrida? Esse é apenas um dos muitos assuntos da Live Extra Cinegnose 360 #126, nessa quarta-feira (06/04), às 18h, no YouTube e Facebook. Que conta com a sessão “Conversas Aleatórias”, sempre com trepidantes perguntas que você pode fazer no Chat. E na Crítica Midiática: Lula mantém Jacques Wagner e estuda jogar de novo Jorge Messias aos leões – Lula precisa do tom DISRUPTIVO da Geração Z; Dívida dos EUA supera 100% do PIB: por que lá pode? Sociólogo confirma como os algoritmos são Necrocapitalistas; Netanyahu, Thiago Ávila e a Flotilha de Gaza: a Síndrome de Brian; o viés do individualismo neoliberal na cobertura da asa delta que caiu no Rio. E outras bombinhas semióticas.

sábado, maio 02, 2026

Liza Minnelli: Berlim, EUA e o pop da destruição; Messias e a necessidade da comunicação disruptiva; Shakira é presente para trabalhador precarizado!



Os Cavaleiros do Apocalipse chegaram em Brasília, com Jorge Messias acompanhando: o cara errado, na hora errada e no lugar errado... será o fim da política conciliadora de Lula ao tentar um “terrivelmente evangélico” no STF? Depois dessa rejeição inédita de uma indicação do presidente ao Supremo, Lula abandonará a estratégia de comunicação celebrativa e defensiva e partirá para a ação disruptiva? Lula foi traído? E o que significaria o abraço do líder do Governo na Casa, Jacques Wagner, em Alcolumbre após a catástrofe? Essas são questões que serão discutidas na explosiva Live Cinegnose 360 #237, às 18h desse domingo (03/05), no YouTube e Facebook. Que começa com os Vinis e CDs: Liza Minnelli e “Cabaret”, de Bob Fosse: as conexões secretas entre a Berlim pré-nazismo e a cultura pop ocidental. Depois, vamos discutir os filmes “Up The Catalogue” (Televendas é a TV brutalmente honesta) e “O Drama” (hipervigilância irônica da geração Z, casamento e tiroteio). E na sessão dos livros do Humilde Blogueiro: “Dataclisma”. Crítica Midiática: A rejeição de Messias e a urgente necessidade da guinada na Comunicação; Como grande mídia cobriu o Dia do Trabalho? Shakira é o presente para o trabalhador precarizado! Demônio perdeu o controle: tem louvação por toda parte! Trump, mitomania midiacentrada e o ponteiro do velocímetro... e outras bombinhas semióticas que podem acontecer até as 18h.

sexta-feira, maio 01, 2026

'O Drama': hipervigilância irônica da geração Z, casamento e tiroteio


Entre o brilho de uma cerimônia de casamento "à moda antiga" e o trauma latente de um massacre escolar, o filme “O Drama” (The Drama, 2026) surge como uma autópsia definitiva da psique da Geração Z. Um casal jovem e inteligente está organizando o casamento perfeito, regado a rituais vintage e playlists autorais. Mas, sob a superfície do romance idealizado, reside uma revelação perturbadora que transforma o "felizes para sempre" em um thriller psicológico sobre quase-assassinos e traumas geracionais. “O Drama” coloca em rota de colisão a busca nostálgica por autenticidade com o que se convencionou chamar de "hipervigilância irônica", o cerne do psiquismo dessa geração: um estado mental onde o dia mais feliz da vida está sempre à beira do caos sistêmico. Mais do que um filme de gênero, é o reflexo de uma geração que aprendeu a mapear as saídas de emergência antes mesmo de brindar ao futuro.

Televendas é a televisão brutalmente honesta em 'Up The Catalogue'


Se a televisão tradicional é um sanduíche onde o entretenimento é o pão e a publicidade é o recheio, o que acontece quando decidimos servir apenas o recheio, puro e sem disfarces? Ao resgatar o conceito de “Grau Zero” de Roland Barthes — uma escrita despojada de ornamentos e puramente funcional —, descobrimos que os canais de televendas não são uma degeneração do meio, mas sua verdade mais honesta. É sob essa premissa de honestidade brutal que o filme "Up The Catalogue" (2024) mergulha em uma mescla de comédia sombria e sci-fi distópico, transformando o ato de vender em uma prisão existencial onde a apresentadora Hailey Cartin se torna o combustível humano de uma engrenagem que nunca desliga. Um estúdio de TV que é, ao mesmo tempo, um labirinto infinito, uma anomalia em loop tempo-espaço, e uma sentença de prisão.

terça-feira, abril 28, 2026

Inside Job de Trump: pós-verdade e apropriação semiótica; guerra cibernética do Governo enxuga gelo; Bets drenam economia real: bom para o fiscalismo



Todo esse evidente inside job de Trump no Hilton Hotel em Washington acabou revelando duas coisas: a estratégia alt-right de comunicação de Trump acabou criando um personagem que está para além da verdade e da ficção: um presidente escudado pela Pós-Verdade; e a mídia alternativa, que não consegue sair da cama de gato da apropriação semiótica da extrema-direita e tenta não se confundir com ela, abordando de forma tímida e envergonhada a evidente simulação de Trump. Esse é um dos assuntos da Live Extra Cinegnose 360 #125, nessa quarta-feira (29/04), às 18h, no YouTube e Facebook. Depois das Conversas Aleatórias, a Crítica Midiática: Emirados Árabes deixam Opep: Trump quer parar o carro segurando o ponteiro do velocímetro; enxugando gelo: a guerra cibernética do Governo pela “soberania”; o curso de masculinidade de Juliano Cazarré: diversionismo e machismo renitente; Capitalismo de Desastre: casas portáteis da ONU estão também em Gaza; Bets drenam economia real... mas beneficia o financismo e fiscalismo; e a semiótica do conto maravilhoso do jornalismo imparcial e profissional... e outras bombinhas semióticas.

A semiótica do conto maravilhoso do jornalismo profissional e imparcial



Em ano eleitoral, a grande imprensa brasileira costuma sacar do bolso um manual de virtudes para se vacinar preventivamente contra críticas de manipulação. Sob o rótulo de "jornalismo profissional", veículos como “O Globo” (em seu impagável editorial “A Missão da Imprensa é a busca da verdade dos fatos”, publicado em 19/04) constroem uma narrativa digna da morfologia dos contos maravilhosos de Vladimir Propp, onde a "Verdade" é a princesa a ser resgatada por um herói imparcial. Contudo, entre o cinismo e a técnica, a Semiótica e a filosofia do Pragmatismo revelam que a neutralidade absoluta é um mito: a verdadeira honestidade intelectual não reside na negação da parcialidade, mas na transparência do viés.

sábado, abril 25, 2026

Boney M e geopolítica da disco music; terras raras e limites da soberania; Alckmin e Lava Jato 2.0; pós-meritocracia corrói Forças Armadas dos EUA



Enquanto o governador e presidenciável Caiado (aquele que mandava dar tiro em sem-terra quando era presidente da UDR) entrega suas terras raras aos EUA, Lula está entre a cruz e a espada: ou faz uma estatal para nacionalizar de vez as terras raras, ou provoca chiliques no Congresso e Faria Lima, comprometendo a governabilidade. Vamos discutir os limites do discurso da soberania na Live Cinegnose 360 #236, nesse domingo (26/04), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com “Boney M”: a geopolítica da Disco Music. Vamos também discutir o filme “Sol Ardente” (o descompasso entre a realidade dinâmica e o psiquismo arcaico) e a série “Better Call Saul” (uma autópsia visceral da resistência dos deserdados. E depois dos trepidantes Comentários Aleatórios, a Crítica Midiática: a estatal das terras raras: os limites da retórica da “soberania”; Pós-meritocracia corrói Forças Armadas de Trump; Alckmin promete lealdade no Congresso do PT: será que foi por isso que Grande Mídia segurou a Lava Jato 2.0? Jornalismo pode ser imparcial? O que a Semiótica tem a dizer; e outras bombinhas semióticas que explodam até as 18h de domingo.

'Better Call Saul': uma autópsia visceral da luta de resistência dos deserdados



Esqueça o rótulo de mero spin-off: a série “Better Call Saul” (2015-2022, disponível na Netflix) é, na verdade, a conclusão amarga de um experimento sociológico iniciado no deserto de Albuquerque. Enquanto a jornada de Walter White em “Breaking Bad” (2008-2023) foi uma explosão de ego e busca por poder, a transformação de Jimmy McGill em Saul Goodman oferece uma autópsia visceral da mobilidade social e da sobrevivência. No fogo cruzado entre a burocracia sádica do Estado e a violência crua do crime organizado (mediado pela torre de marfim dos escritórios de advocacia), o estelionato deixa de ser uma mera falha moral para se tornar a única estratégia de resistência dos deserdados que buscam, a qualquer custo, um lugar à mesa.

sexta-feira, abril 24, 2026

O descompasso entre o psiquismo arcaico e a realidade sempre mutante em 'Sol Ardente'



Entre o sol implacável da Grécia e a privatização invisível da água pela corporação Goldblue, o filme “Sol Ardente” (2015, disponível na Prime Video) dá corpo a uma tese perturbadora do psiquiatra radical Wilhelm Reich: a de que, enquanto a infraestrutura econômica e técnica avança para controles absolutos, o imaginário social regride ao preconceito arcaico. Ao acompanhar o isolamento de um imigrante em meio a uma crise hídrica e ao assédio policial, a diretora libanesa Joyce A. Nashawati revela como a xenofobia atua como uma "bomba semiótica" e válvula de escape para um colapso sistêmico que a sociedade moderna, ancorada em valores reacionários, ainda é incapaz de decifrar ou enfrentar.

Clipando #09: o som poderoso do próprio nome, histórias da Matemática e o Dia do Livro


Da potência do nome próprio na construção de vínculos à resistência do livro impresso na era das telas, a nona edição do Clipando – O Clipping Comentado da Educação (editado e apresentado por esse humilde blogueiro) mergulha em temas essenciais para a prática docente contemporânea. O programa apresenta uma curadoria que vai além da informação, trazendo estratégias para engajar alunos na matemática através de crônicas e reflexões sobre como transformar a sala de aula em um espaço de real comunicação. Confira a edição completa, disponível em vídeo e podcast, e acesse as referências para inspirar seu planejamento. Explore nosso guia de referências — com links e minutagem — para facilitar o seu acesso aos temas que estão moldando a educação hoje.

terça-feira, abril 21, 2026

Trump dá outra mãozinha a Lula? Martírio de Tiradentes continua na colônia digital brasileira; Flávio Bolsonaro, a esposa e o jornalismo isentão


O ex-deputado e ex-diretor da Abin de Bolsonaro, Alexandre Ramagem, é solto pelo ICE, enquanto o delegado da PF brasileira que o prendeu é expulso dos EUA... Trump dá outra ajudinha ao “companheiro” Lula. Que ameaça os EUA de “reciprocidade”, tentando ressuscitar a pauta da “soberania” no meio das detonações das bombas semióticas da pauta da corrupção e pânico moral da grande mídia. Parece que a estratégia “Flood the Zone” de Trump está virando o corte! Vamos discutir também esse tema na Live Extra Cinegnose #124, nessa quarta-feira (22/04), às 18h, no YouTube e Facebook. Em meio às comemorações de Quinto Aniversário da Live. Começando com as Conversas Aleatórias sobre qualquer assunto, no Chat. Em seguida, a Crítica Midiática do Meio da Semana: A expulsão do delegado da PF: outra mãozinha de Trump? Governo Lula sempre no modo reativo: depois que Caiado entregou, Lula quer barrar entrega de minerais raros aos EUA; o martírio de Tiradentes continua: da exploração do ouro à exploração dos dados na colônia digital dos Data Centers; De olho nos mercados, Trump “TACO” prorroga cessar fogo, de novo; Com a ajuda da esposa e isentismo da Grande Mídia, Flávio Bolsonaro vai jogando parado... e muito mais bombas semióticas.

sábado, abril 18, 2026

Liquid Pop pós-MTV de "Junior Varsity"; "How Conveeeenient!" crise do Judiciário; GPM: a esquerda corporativa global; a volta da pedagogia do medo


Por que que, não mais que de repente, o jornalismo corporativo descobriu a “crise de credibilidade” do STF e do próprio Judiciário? Por que só agora, depois de décadas inflando o protagonismo de juízes, magistrados e procuradores com Mensalão e Lava Jato, só agora os “colonistas” descobriram os conflitos de interesses e portas giratórias corporativas do Judiciário? O BBB do STF começou, numa semioticamente criativa porta de entrada para o surrado discurso da “corrupção” em ano eleitoral. Esse é um dos temas da Live Cinegnose 360 #235, nesse domingo (19/04), às 18h, no YouTube e Facebook. Começando com os Vinis e CDs: “Junior Varsity”, o “Liquid Pop” pós-MTV. E, também, vamos discutir os filmes “Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra” (o Apocalipse será notificado no seu celular) e “O Segundo Ato” (os fantasmas da metalinguagem, IA e cancelamento no Cinema). E depois dos trepidantes Comentários Aleatórios, a Crítica Midiática: “Mobilização Progressista Global”: bem-vindos à esquerda corporativa”! Pedagogia do Medo: o alerta da Cúpula Militar; GloboNews se engasga de novo, dessa vez com Lindberg Farias; Dez anos do golpe contra Dilma Rousseff: Estadão diz que ela é inocente... mas culpada! Trump: as desventuras e perigos de os “Mitômano midiacentrado”. E outras bombinhas semióticas.

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