sábado, setembro 05, 2026

"Contos de Nova York"; Para a mídia é a peleja do ungido por Deus contra o careca Anticristo! A quem interessa a guerra no Estado Profundo brasileiro?



A peleja do homem ungido por Deus contra o ímpio careca que zomba dos céus! O jornalismo corporativo, que tanto lamenta a polarização, cria esse script maniqueísta para tentar explicar uma luta intestina que ocorre no Estado Profundo brasileiro. Estado Profundo que o jornalismo de guerra fomentou. Vamos tentar apagar esse “fogo no parquinho” na Live Cinegnose 360 #255, nesse domingo (06/09), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com o álbum da trilha musical do filme “Contos de Nova York”: como uma trilha dialoga com neuroses dos diretores. Depois, vamos analisar o filme estranho “Buddy” (crianças, unicórnios e a fachada do mundo corporativo contemporâneo). E na sessão dos livros do humilde blogueiro, uma análise marxista da Matrix na Física. E na Crítica Midiática: a quem interessa a guerra dentro do Estado Profundo brasileiro? Maniqueísmo midiático tenta ocultar o Estado Patrimonialista brasileiro; desconstruindo Augusto Cury; com a crise do STF progressistas voltam a lembrar de Brizola... pela metade! O garoto que sonhava com a camiseta de Neymar e a arenização do futebol. E outras bombas semióticas do "Lindão" que ainda detonarão.

O garoto que sonhava com a camiseta de Neymar Jr e a arenização do futebol



Muito além da infantilização de uma classe média viciada em produzir conteúdo para as redes sociais, o caso do garoto corintiano hostilizado por pedir a camiseta de Neymar expõe o curto-circuito definitivo do futebol brasileiro contemporâneo. É a colisão frontal entre dois mundos irreconciliáveis: de um lado, a "arenização" neoliberal que converte o estádio em um não-lugar asséptico para clientes em busca de validação digital; do outro, a resistência trágica do torcedor ritualístico, para quem o gramado continua sendo um templo sagrado de pertencimento e identidade tribal onde a lógica do "consumidor que tem sempre razão" não se aplica. De um lado, o novo torcedor das arenas instagramáveis; do outro, a resistência do futebol ritualístico em vias de extinção. 

sexta-feira, setembro 04, 2026

Crianças, unicórnios e a fachada colorida do mundo corporativo contemporâneo em "Buddy"


Substituindo a "dinossauro mania" dos anos 90, os unicórnios se consolidaram no século XXI não apenas como símbolos de bilionárias startups financeiras, mas como representações de uma positividade tóxica que mascara o hipercapitalismo predatório. Essa transição cultural é o alvo da bizarra comédia de terror "Buddy" (2026), do diretor Casper Kelly. Ao transformar a nostalgia dos antigos e eufóricos programas infantis de TV em um pesadelo surreal e labiríntico, o longa utiliza seu autoritário mascote laranja para expor a barbárie, a padronização e o controle ocultos sob a fachada colorida do mundo corporativo contemporâneo.

terça-feira, setembro 01, 2026

Fazendas de Robôs: a simulação do eleitor; A Internet Morreu: ironias de uma teoria conspiratória; Mendonça, Xandão e o Estado Profundo



Quando pensamos que batemos no fundo, descobrimos que o buraco é muito mais profundo. Se em 2016 com Trump e Brexit descobrimos a manipulação do Biga Data para influenciar comportamento dos eleitores, agora temos nessas eleições as “fazendas de robôs” para simular perfis, curtidas, comentários e engajamentos nas redes sociais... Augusto Cury, do Avante, e Renan Santos, do Missão, que o digam: sobem em pesquisas digitais . Enquanto as presenciais não detectaram nada. Vamos discutir esse tema na Live Extra Cinegnose 360 #143, nessa quarta-feira, às 18h, no YouTube e Facebook. Como de costume, depois das indefectíveis e trepidantes “Conversas Aleatórias”, vem a “Crítica Midiática”: o caso Augusto Cury, do Avante: depois da manipulação do comportamento de eleitor, a invenção do eleitor sintético; A Internet morreu? Dúvidas justificáveis de uma teoria conspiratória; Renan Santos e Toffoli: a estratégia alt-right de comunicação indireta; Mendonça implanta agenda midiática do clã Bolsonaro; Guerra Híbrida no Estado Profundo brasileiro? Rússia convidada para o G20: é o pós-guerra da Ucrâania, estúpido! E outras bombinhas semióticas.

sábado, agosto 29, 2026

Mark Knopfler e T. Adorno; Lula e Flávio no JN e a "síndrome de Brian" da esquerda; Agro é Indústria Cultural; mídia quer polarizar desastre do Nepal



O que todos esperavam da bancada do JN na entrevista com Lula? No mínimo, o Tribunal da Santa Inquisição! Sem surpresas. Como também, sem surpresas a síndrome de Brian da esquerda, sempre denunciando o óbvio. Tralli e Renata só obedeceram ao ponto eletrônico. Surpresa mesmo foi o mesmo tom inquisitorial da dupla em cima de Flávio Bolsonaro. O que nos leva a pensar que “o buraco é mais embaixo”. Vamos discutir que “buraco” é esse na Live Cinegnose 360 #254, nesse domingo (30/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com o vinil da trilha de Mark Knopfler composta para o filme “Local Hero”: qual seria o veredito de Theodor Adorno? Depois dois filmes: “Acampamento Miasma – Adolescência, Sexo e Morte” (matança é o delírio catártico do desejo) e “The Rocky Horror Picture Show” (o Woke deveria assistir ao filme). E na Crítica Midiática: Síndrome de Brian da esquerda, JN e o “buraco mais embaixo”; Venezuela e Trump: acordo ou rapinagem? Barretos: Agro não é só pop, é Indústria Cultural; quem tem medo de Fernando Cerimedo? Catástrofe no Nepal: jornalismo corporativo já quer polarizar! E outras bombinhas semióticas.

sexta-feira, agosto 28, 2026

'The Rocky Horror Picture Show': o "Woke" deveria assistir a esse filme



A morte do ator Tim Curry nesta terça-feira, aos 80 anos, reacende o debate sobre o legado inigualável do filme “The Rocky Horror Picture Show” (1975) e de seu mais icônico — e estigmatizante — personagem: o alienígena pansexual Frank-N-Furter. Mais do que uma reverência ao talento clássico do astro britânico, a despedida convida a uma revisitação da obra que instituiu a interatividade do "cinema acontecimento". Quase meio século depois, o clássico cult serve de lente para explicar a crise do sistema de estúdios da Nova Hollywood e, principalmente, para contrastar a anarquia sexual e amoral daquela época com a atual e rígida taxonomia das políticas de identidade e gênero do movimento Woke.

quinta-feira, agosto 27, 2026

'Clipando #16': IAs na escolas da Dinamarca; filhos de CEOs das Big Techs usam redes sociais?


Está no ar a 16ª edição do Clipando, o nosso clipping comentado da educação, que chega em um momento muito especial para a nossa categoria: a celebração dos 82 anos de história do Sinpro Santos e Região. Construído sobre o tripé fundamental de mobilização, formação e serviços, o Clipando reafirma o compromisso do nosso sindicato com a curadoria criteriosa da informação — um espaço pensado e produzido de professor para professor, com a empatia, o olhar crítico e o cuidado pedagógico que a nossa profissão exige.

'Acampamento Miasma - Adolescência, Sexo e Morte': a matança é o delírio catártico do desejo


Se os clássicos filmes de terror slasher dos anos 1980 usavam assassinos mascarados para punir o despertar sexual adolescente e impor uma moralidade conservadora, o longa Acampamento Miasma – Adolescência, Sexo e Morte (2026) decide virar essa lâmina contra o próprio gênero. Vencedor da Queer Palm no Festival de Cannes, o metalinguístico e nostálgico filme de Jane Schoenbrun subverte as regras de Hollywood: a matança deixa de ser um castigo puritano para se transformar em um delírio catártico indispensável para a quebra da repressão e a verdadeira libertação dos traumas, da identidade queer e do próprio Desejo.

terça-feira, agosto 25, 2026

Flávio flopado? A neurologia de Oliver Sacks explica; reajuste do salário mínimo e o Apocalipse midiático; Zema é o "Forrest Gump" da direita



“E caíram sobre a terra granizo e fogo misturados com sangue... uma grande montanha ardendo em chamas foi lançada no mar. A terça parte do mar transformou-se em sangue”. Essa é uma passagem do livro bíblico do Apocalipse? Não! É o Brasil no dia seguinte após o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciar aumento do salário-mínimo para 2027. Pelo menos para a grande mídia, que vê o abismo se abrir e a ira da responsabilidade fiscal cair sobre os ímpios! Vamos discutir esse e outros temas na Live Extra Cinegnose 360 #142, nessa quarta-feira (25/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Começando com as sempre trepidantes “Conversas Aleatórias” – uma conversa com o Chat sobre qualquer assunto. E em seguida, a “Crítica Midiática”: Última pesquisa Quaest confirma: grande mídia quer eleições com “paridade de armas”; Zema na Globo News confirma: é o “Forrest Gump” da extrema direita; Debate na Band no domingo: a “terceira via” naufraga; Lula defende mais dinheiro para militares: mas eles só pensam no “inimigo interno”; Campanha flopada de Flávio: a neurologia de Oliver Sacks explica; e outras bombinhas semióticas.

sábado, agosto 22, 2026

'Mugre': quando Marx vai voltar a fascinar jovens? "Lulinha": mídia quer "paridade de armas"; o gargalo nuclear brasileiro: e a Soberania?


A campanha de Flávio Bolsonaro está flopando. Então, a grande mídia resolveu que tem que ter “paridade de armas”: esquece de Vorcaro e Dark Horse e PAU NO LULINHA! Para isso, cria-se um “Miasma Semiótico”, a matéria-prima para as bombas semióticas que virão da “Pesca Probatória” da PF e Justiça. Esse é apenas um dos assuntos que vamos discutir na Live Cinegnose 360 #253, nesse domingo (23/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Vamos começar com o trio pós-punk argentino “Mugre”: quando Karl Marx vai atrair novamente os jovens? Depois, vamos discutir o filme “O Fim da Rua” (a classe médiaa esperta no Jurassic Park da “Permacrise”). Na sessão dos livros, vamos perguntar: “Quem hackeia quem?”. E na Crítica Midiática: por que a campanha eleitoral fica cada vez mais curta? São as bombas semióticas, estúpido! Paridade de armas: JN escala o lavajatista Vladimir Netto; a cortina de fumaça da judicialização das Big Techs; Lula, os militares e o paroxismo da defesa da Soberania; o outro lado da Soberania: o gargalo do projeto nuclear brasileiro; editorial da Folha atira no que viu e acerta no que não viu; Diploma de jornalismo e o caso Flávio Dino: novo ecossistema da informação.

Por que a "Festa da Democracia" está cada vez mais curta? São as bombas semióticas, estúpido!



A recente onda de manchetes sobre o filho do presidente Lula expõe a engrenagem central da comunicação política contemporânea no Brasil: a fabricação de "pânicos morais" por meio de bombas semióticas. Favorecidas pelo encurtamento do tempo de campanha eleitoral — reduzido de 90 para 45 dias desde a Reforma de 2015 —, essas operações trocam a persuasão programática pelo impacto afetivo imediato, tirando proveito da aceleração algorítmica e da impossibilidade de resposta racional em janelas temporais tão comprimidas. Por que a “Festa da Democracia” ficou com um tempo tão reduzido? Para criar o ecossistema informacional perfeito para repercutir a detonação das bombas semióticas.

sexta-feira, agosto 21, 2026

Em 'O Fim da Rua', a classe média desperta num Jurassic Park da "permacrise"


Em “O Fim da Rua” (The End of Oak Street, 2026), o diretor David Robert Mitchell arranca um pacato subúrbio de 1982 do tempo e o arremessa direto para uma selva pré-histórica: um subúrbio de classe média despertando no meio de um Jurassic Park. Mas troca o otimismo técnico do cinema de Steven Spielberg por um retrato implacável das angústias do século XXI. O longa usa a fúria dos dinossauros e a estética oitentista nostálgica não apenas como diversão, mas para dar corpo à “permacrise” — o estado de alerta constante e a sensação de colapso contínuo que assombram a sociedade contemporânea. Ao fundir a estrutura de “chase movie”, o resgate do casamento em meio à catástrofe e a fantasia do "reset" temporal, Mitchell entrega uma alegoria sombria sobre uma era que tenta desesperadamente se isolar do apocalipse doméstico enquanto busca no passado as saídas que não consegue mais enxergar no futuro.

terça-feira, agosto 18, 2026

A dança do petróleo com o Centrão; Flávio, IA e sunga branca: Freud explica! Motos e o pânico moral no trânsito; Merval e CNN: terceiro turno



A dança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com Lula, saldando a “Soberania” com a descoberta de petróleo na Costa do Amapá. Merval espalhando que o STF chantageia o Centrão para não apoiar Flávio Bolsonaro. Que, por sua vez, posta nas redes uma imagem de IA trajando sunga branca e faixa presidencial. Pega fogo a “Festa da Democracia”. Mais curta, para nos poupar de tanta baixaria. Vamos discutir baixarias e outras bombinhas semióticas na Live Extra Cinegnose 360 #141, nessa quarta-feira (19/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Que tem a tradicional Crítica Midiática depois das trepidantes Conversas Aleatórias: Como no Pré-Sal, petróleo é esperança e maldição: de Alcolumbre abrir as portas do Centrão para Lula a ameaças veladas de um “Terceiro Turno”, se o presidente for reeleito; Flávio, IA e sunga branca: o que Freud explicaria? Caio Junqueira da CNN e Merval Pereira do O Globo: “colonistas” a todo vapor; Trump também dança... com Kim Jong-un; “Trânsito violento” e bomba semiótica do pânico moral: acidentes de moto crescem porque motoqueiros são “irresponsáveis”. E muito mais! Venha participar!

sábado, agosto 15, 2026

'She Wants Revenge'; por que a "festa da Democracia" no Brasil é cada vez mais curta? Petrobrás acha petróleo e arruma treta geo-ambiental-política




E nossa metáfora da raposa e do galinheiro continua atual! Diante do caso do suicídio ao vivo na plataforma Discord, a empresa, escudada por seu indefectível corpo jurídico, responde à ANPD cinicamente que “atua para garantir um ambiente digital seguro e saudável”. Viu? É só regulamentar que as raposas big techs têm todas as boas intenções para tomar conta do galinheiro... Vamos falar desse e outros conceitos fetiche na Live Cinegnose 360 #252 nesse domingo (16/08), às 18h, no YouTube e Facebook. “She Wants Revenge” é a banda da sessão dos CDs e vinis: a Dark Wave no século XXI. Temos também dois filmes: “Obsessão” (o amor em tempos algorítmicos vira conto de horror) e a série “Stuart Não Consegue Salvar o Universo” (e nem a série do pastiche da cultura mashup). Na Crítica Midiática: Petrobrás acha petróleo na “Foz do Amazonas” ou “na Costa do Amapá”? Para mídia corporativa Democracia faz mal à Economia; guerra assimétrica do Irã faz suas vítimas em porta-aviões dos EUA; por que as classes médias são contra a taxação das grandes fortunas; Por que as campanhas eleitorais no Brasil são cada vez mais curtas? Jornalismo e os limites do sigilo de fonte; pesquisa Genial/Quaest contratada pela Globo: o caso Filipe Nunes; e outras bombinhas semióticas.

'Stuart Não Consegue Salvar o Universo' e nem a série do pastiche da "cultura mashup"



Um spin-off de “The Big Bang Theory”, focado no dono da loja de quadrinhos que viaja pelo multiverso com seus amigos pode parecer apenas entretenimento descompromissado, mas “Stuart Não Consegue Salvar o Universo” (2026) entrega uma radiografia da crise cultural contemporânea. Ao transformar a narrativa em um feed de referências e nostalgia reciclada, a nova atração da HBO Max encarna com precisão a "cultura mashup" denunciada pelo cientista computacional Jaron Lanier em seu clássico manifesto “Você Não É um Aplicativo” – a cultura digital não está gerando inovação, mas nos aprisionando em uma reciclagem infinita. Na era do mashup, onde o passado é fatiado e reagrupado continuamente, a série surge como a metáfora audiovisual perfeita de uma sociedade que trocou a criação genuína pela ilusão de novidade constante.

sexta-feira, agosto 14, 2026

'Obsessão': em tempos de algoritmos, o amor pode virar um horror claustrofóbico



Ao migrar da criação de conteúdo no YouTube para o cinema de gênero, Curry Barker trouxe na bagagem algo raro nas produções tradicionais: a fluência nativa da linguagem digital. Em “Obsessão” (Obsession,2025), o cineasta dobra a própria gramática audiovisual das redes para construir um alt-horror visceral - um espelho cirúrgico das neuroses sociológicas e afetivas da Geração Z. O que começa com o tom inocente de uma comédia romântica sobre a dor do amor não correspondido desmorona rapidamente em um horror claustrofóbico quando o protagonista recorre a um atalho sobrenatural para "programar" o afeto de sua amiga de infância. Em “Obsessão”, a maldição mística é mero pretexto: o verdadeiro horror reside na incapacidade de lidar com a imprevisibilidade do outro e na tentativa desesperada de transformar relacionamentos humanos em algoritmos previsíveis. Como num aplicativo de relacionamentos.

terça-feira, agosto 11, 2026

Milei dobra aposta semiótica; Xandão dá pauta para bolsonaristas; na crise Mendonça vs. PF, grande mídia faz "Jornalismo Engov"



Milei dobra a aposta é diz que Lula é ladrão, corrupto e só está solto por um erro processual. Mais uma vez, a apropriação semiótica da comunicação alt-right: apropria-se de um fato (erro processual) para inferir uma falácia: a suposta verdade do mérito. Invertendo a questão. Vamos discutir esse e outros temas na Live Extra Cinegnose 360 #140, nessa quarta-feira (12/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Quem tem as nossas trepidantes “Conversas Aleatórias”, quando o participante pergunta para o humilde blogueiro ou comenta qualquer tema no chat. E depois, o quadro da Crítica Midiática: Depois de proibir visitas do Dias dos Pais a Bolsonaro, Xandão continua dando pauta para o bolsonarismo; Grande mídia racionaliza com “Jornalismo Engov” a disputa entre André Mendonça e PF; Narrativa midiática vs. História: é a bomba semiótica do pânico moral, estúpido! Discord e o fetiche da “regulamentação”; Governo vs. Estado: Exército brasileiro envia militares para os EUA em meio a uma crise com Trump; o que sobrou da Seleção brasileira depois da Copa?

segunda-feira, agosto 10, 2026

Evidências de um "Deep State" à brasileira em ano eleitoral?



O distinto leitor já reparou em quem realmente segura a batuta da política brasileira em ano de eleição? Não são os partidos, os programas de governo ou o debate eleitoral, mas a engrenagem de um "Deep State" à brasileira. Da efêmera cobertura midiática sobre as conexões do PCC na Faria Lima ao bombardeio diário de vazamentos seletivos envolvendo do filho de Lula ao clã Bolsonaro, a burocracia do Estado deixou a neutralidade weberiana no papel para assumir o controle do timing político do país. Através do uso estratégico de operações policiais, timing judicial e uma simbiose calculada com a imprensa, o estamento burocrático transformou-se no principal ator do jogo democrático. E a crise entre o ministro André Mendonça e o STF seria a confirmação empírica e um aprofundamento do conceito de Deep State brasileiro.

sábado, agosto 08, 2026

'Massacration'; a luta no "Deep State" brasileiro pelo controle do timming eleitoral; o pânico moral contra a agenda da Soberania



Existe um “Deep State” brasileiro? Essa é a tese que discutiremos na Live: PF e Receita Federal estão empilhando Operações em pleno ano eleitoral (Operação Sem Desconto, Operação Compliance Zero, Operação Infiltrados etc.), como se quisessem manter o cenário eleitoral com o cabresto bem apertado... mantendo acesa a agenda do pânico moral. Enquanto a Operação Carbono Oculto, investigação sobre como a Faria Lima lava dinheiro do Crime Organizado, foi esquecida. Vamos discutir tudo isso na Live Cinegnose 360 #251, nesse domingo (09/08/2026), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com a impagável banda fictícia “Massacration”: a ironia devorada pela cultura da canastrice visual. E depois, dois filmes: “Three... Extremes” (quando a vida moderna é mais assustadora do que fantasmas) e “Rinocerontes” (a rinocerontite se alastra entre nós!). E na Crítica Midiática: a criatividade semiótica da retórica do Pânico Climático; a crise entre André Mendonça e PF: Deep State e controle do timming eleitoral e Agenda Setting; o pânico moral contra a agenda virtuosa da Soberania; Nikolas Ferreira e o modus-operandi político-niilista... e outras bombinhas semióticas.

sexta-feira, agosto 07, 2026

O mundo moderno é mais aterrorizante do que fantasmas em 'Three... Extremes'



Esqueça as maldições do J-Horror e os espectros do folclore local: na antologia "Three... Extremes” (Saam gaang yi , 2004), os monstros têm rosto, classe social e motivações assustadoramente terrenas. Através dos olhares transgressores de Fruit Chan, Park Chan-wook e Takashi Miike, a antologia símbolo do fenômeno chamado “Extreme Asia” disseca sem anestesia a obsessão pela juventude, a inveja social e a culpa reprimida, revelando como a violência e desigualdades do mundo moderno é mais aterrorizante do que qualquer fantasma.

terça-feira, agosto 04, 2026

Máquina do Estado brasileiro vira uma "laranja mecânica"; Pix, fake news e letramento midiático, PF alimenta espantalho do golpe e chantageia esquerda


Para Max Weber o Estado é a máquina permanente com o monopólio da violência legítima, da força legal e da jurisdição. Enquanto o governo é transitório e comanda essa máquina burocrática. Menos aqui no Brasil, em que o governo Lula é refém da máquina do Estado que, nesse ano eleitoral, puxa os cordões da política. O STF autoriza investigações contra Flávio, Lulinha, Marcola enquanto PF cerca Jacques Wagner... Pau que bate em Chico... Para controlar a temperatura política. Vamos discutir esse tema (e outros) na Live Extra Cinegnose 360 #139, nessa quarta-feira (05/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Que tem as Conversas Aleatórias do humilde blogueiro com o Chat. E depois, a Crítica Midiática: Lulinha, Marcola, Flávio, Wagner... máquina do Estado virou uma “laranja mecânica”; O espantalho do golpe continua: PF e a “Operação Rede Interrompida”; Vão taxar PIX: fake news e letramento midiático; a bomba semiótica de Trump: cancelamento de visto de embaixadora brasileira; Mídia tenta apagar segundo incêndio nos trens: agora, a greve da CPTM; e outras bombinhas semióticas...

sábado, agosto 01, 2026

"Vive La Fête", Moda e zeitgeist; Caos climático ou semiótico? tiroteios em Cumbica e crise dos imigrantes em Ceuta: não-acontecimentos?



Há três dias muitos lugares ainda estão sem energia elétrica no Rio de Janeiro. Enquanto em todos esses dias a mídia corporativa vem martelando o mantra das “ventanias históricas” geradas pelos “fenômenos extremos” produzidos pela “crise climática global”. Pobres concessionárias e serviços públicos privatizados, vítimas do caos climático! Ou será tudo apenas uma bomba semiótica do caos climático para hipernormalizar a precarização. Antropoceno ou CAPITALOCENO? Esse é um dos temas da Live Cinegnose 360 #250, nesse domingo (02/08), às 18h, no YouTube e Facebook. Começando com o duo belga “Vive La Fête”: Moda, Nostalgia e Realismo Capitalista. Depois, vamos discutir dois filmes: “O Invasores de Corpos” (a refilmagem que anteviu o futuro) e “Manual Prático de Vingança Lucrativa (Pós-meritocracia e Luta de Classes). E na Crítica Midiática: dúvidas justificáveis: os não-acontecimentos do tiroteio da polícia com traficantes no aeroporto de Cumbica/SP e a invasão de imigrantes em Ceuta; André Mendonça e os dois inquéritos contra Lulinha ou como manter Lula “na linha”; flagrante de “agenda setting” de Folha, O Globo e Estadão; Antropoceno ou Capitaloceno: o caos climático-semiótico.

Clipando #15: por que IA não é o problema e "farmar aura" e o pensamento da Geração Z


De volta da férias com as energias renovadas para o novo semestre? Está no ar a 15ª edição do Clipando – O Clipping Comentado da Educação, projeto de curadoria pedagógica do Sinpro Santos apresentado e produzido por esse humilde blogueiro. Disponível no YouTube e no Spotify, o programa debate os temas de maior impacto para o chão da escola no segundo semestre, com os seguintes destaques: das estratégias de acolhimento na Educação Infantil às contribuições da neuroeducação, passando pelo uso crítico da Inteligência Artificial e a análise dos códigos culturais da Geração Z, como a expressão "farmar aura".

Está no ar o Clipando #15, o Clipping Comentado da Educação, no YouTube (clique aqui) e Spotify (clique aqui).

Uma curadoria das informações que mais impactam o nosso trabalho e reflexões sobre Educação, Escola e Pedagogia.

Voltando das férias e de volta às aulas com os seguintes destaques:  planejamento e acolhimento na volta às aulas; um guia das formas mais eficientes de orientar uma turma; por que a IA não é um problema, mas uma oportunidade para a Escola; e uma reflexão sobre como a “cultura das mídias” por trás de expressões como “farmar aura” impacta a Educação.

Sejam bem-vindos, professoras e professores!

REFERÊNCIAS E LINKS

BIBLIOGRAFIA

BENJAMIN, Walter. Reflexões Sobre a Criança, o Brinquedo e a Educação, Editora 34, 2009.

MINUTAGEM

[00:00:00] Abertura e Apresentação

  • Boas-vindas aos professores no retorno do recesso escolar.
  • Apresentação do professor e jornalista Wilson Ferreira e do projeto do Sinpro Santos.
  • Síntese dos principais assuntos abordados na 15ª edição do programa.

[00:04:15] Clipe 1: Volta às aulas, planejamento e acolhimento na Educação Infantil

  • Reflexão sobre a adaptação das crianças ao retorno da rotina escolar.
  • Práticas de escuta ativa e acolhimento: criação de caixas de memória, murais e rodas de conversa.
  • Conceito de "brinquedos de largo alcance" (objetos não estruturados) e conexão com as teorias do filósofo Walter Benjamin sobre a crítica ao "brinquedo réplica".

[00:14:11]Clipe 2: Nove formas mais eficientes de orientar a turma

  • Análise do artigo da plataforma Porvir focado na clareza de instruções em sala de aula.
  • Discussão sobre a "maldição do conhecimento" (a tendência do professor de achar óbvios conceitos que já domina).
  • Estratégias práticas para testar a compreensão real dos alunos em vez de apenas perguntar "todo mundo entendeu?".

[00:22:23] Clipe 3: Neuroeducação e as práticas escolares

  • Aproximação entre a neurociência e a educação.
  • Analogia entre o hardware (desenvolvimento cerebral e conexões sinápticas) e o software (o conteúdo ensinado).
  • Impactos positivos da atividade física no cérebro e a importância da escrita manuscrita/cursiva no estímulo cognitivo.

[00:28:39] Clipe 4: Professor cria "armadilha" para identificar uso de Inteligência Artificial

  • Comentários sobre a notícia de um professor nos EUA que utilizou um comando oculto (em fonte branca) em uma prova para flagrar redações geradas por IA.
  • Reflexão sobre a prática do "copiar e colar" sem revisão por parte dos estudantes.

[00:35:40] Clipe 5: Por que apenas trocar de software não salva uma EAD em crise?

  • Análise de por que a Inteligência Artificial não deve ser vista como o problema principal, mas como um revelador de práticas pedagógicas obsoletas baseadas em mera reprodução.
  • A importância de propor atividades que exijam autoria, reflexão crítica e argumentação.
  • Histórico de integração de novas mídias na escola (histórias em quadrinhos, TV, celular e IA) em vez do uso de proibição ou repressão.

[00:43:36] Clipe 6: Geração Z e a cultura mediática ("Farmar aura")

  • Discussão sobre o significado de gírias da Geração Z, como "farmar aura" (acumular estilo/carisma).
  • Análise crítica da cultura dos influenciadores digitais e do conceito de "pós-meritocracia".
  • Diferença entre a evolução das mídias (ferramentas pedagógicas) e a cultura gerada pelas mídias (que exige visão crítica).

[00:52:10] Encerramento

  • Considerações finais e mensagem de incentivo para o segundo semestre letivo.

 

quinta-feira, julho 30, 2026

Bomba semiótica do pânico climático: Antropoceno ou Capitaloceno?



A previsão do tempo deixou de ser um aviso cotidiano sobre levar ou não o guarda-chuva para se converter em um boletim de sobrevivência saturado de alertas vermelhos. No entanto, por trás do espetáculo diário das tempestades e vendavais na grande mídia, opera uma sutil substituição de causalidade: a troca do “Capitaloceno” pelo “Antropoceno”. Ao enquadrar a crise como fruto do Antropoceno — uma narrativa de "culpa coletiva" que responsabiliza genericamente a espécie humana —, a bomba semiótica do pânico climático transforma o colapso em fatalidade e oculta a verdadeira engrenagem do problema. Trata-se da lógica do Capitaloceno na periferia global: um modelo socioeconômico extrativista primário-exportador movido pela expansão do agronegócio sobre o Cerrado e a Amazônia, pela mercantilização do solo e pela entrega de serviços urbanos essenciais ao lucro privado.

terça-feira, julho 28, 2026

Temporada de "data venias" na mídia com Milei e PL violando Código Eleitoral; apropriação semiótica de "Kássio Conká"; Havan em modo sci-fi



Depois que Milei proferiu ofensas a Lula e Xandão em pleno território brasileiro, além do PL violar o Código Eleitoral ao colocar um líder estrangeiro em atividade política-eleitoral, vai começar a temporada de intermináveis debates sobre jurisprudências com advogados e juristas na Mídia. Enquanto Xandão e Kássio “Conká” (STE) seguem o oportuno ritmo processual do “acho que vi um gatinho”. Vamos debater esse e outros temas na Live Extra Cinegnose 360 #137, nessa quarta-feira (29/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com os sempre trepidantes “Conversas Aleatórias”, nas quais o espectador participa no chat perguntando e comentando como humilde blogueiro. Depois, a Crítica Midiática: Milei xingando, IA de Bolsonaro... como a comunicação alt-right cria o “Efeito Firehose”; apropriação semiótica: Kássio Conká cria “teorias conspiratórias” contra pesquisas; Havan em modo sci-fi: robôs em escala 7X0; Tarcisão e pedágio free-flow em ano eleitoral: deu ruim! Mídia ignora danos ambientais da costa brasileira com “engorda” das praias: é o modelo extrativista, estúpido!

Pós-meritocracia e luta de classes em 'Manual Prático de Vingança Corporativa'



Em um mundo onde trabalhar duro não garante ascensão social e os novos bilionários acumulam fortunas por herança e não por mérito, a juventude se depara com a era da "pós-meritocracia": quando as regras do jogo estão viciadas, o sucesso passa a exigir audácia, risco e a quebra de limites morais. É exatamente nessa ferida da luta de classes do século XXI que o diretor John Patton Ford toca em “Manual Prático de Vingança Lucrativa” (How to Make a Killing, 2026, disponível na Prime Video). Ao cruzar a estrutura dos contos morais de Charles Dickens com a célebre máxima de Balzac — de que toda grande fortuna esconde um crime —, o filme transforma a linha de sucessão de uma dinastia bilionária em um hilário e sangrento plano de otimização corporativa: cortar os galhos da árvore genealógica da Dinastia.

sábado, julho 25, 2026

"The Mummies"; Entrevista com Prof. Francisco Ladeira: a "Xenofobia do Bem"; "Ucrânia Inc."; o polissêmico DataFolha; mulher tem partido?


“Hermanos” foi sempre como a mídia brasileira se referia, ironicamente, aos nossos vizinhos argentinos. Até a seleção brasileira dar o adeus precoce na Copa e a Argentina demonstrar resiliência e chegar à final. De repente, descobriram que dos “Hermanos” eram racistas, conspiravam com a FIFA de Infantino e Trump, além de sionistas e corruptos. A quem interessa: (a) desviar do assunto do porquê do fracasso da CBF e (b) criar uma cismogênese na América do Sul? Vamos discutir essa “Xenofobia do Bem” na Live Cinegnose 360 #249, nesse domingo (26/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Para discutir esse tema, vamos entrevistar o professor e jornalista Francisco Ladeira para falarmos sobre Copa do Mundo e Geopolítica. Mas antes, vamos começar com o “budget rock” do The Mummies, os ludistas do rock. E, depois dos Comentários Aleatórios, a Crítica Midiática: os brasileiros e a “Ucrânia Inc.”; no miasma neoliberal do PL, as sombras do pai Bolsonaro e Milei; Trens privatizados pegam fogo em SP: e periga de Tarcisão indenizar! Há método no caos de Trump? Para Marina Silva, mulheres não têm partido; a polissêmica pesquisa DataFolha... e outras bombinhas semióticas para terminar.

'Os Invasores de Corpos': uma refilmagem que anteviu o futuro


Consagrado como uma das raras refilmagens a superar o clássico original de 1956, “Os Invasores de Corpos” (The Invasion of the Body Snatchers, 1978) transformou o pânico alienígena em um retrato cortante da sociedade americana do final dos anos 1970. Ao trocar a paranoia anticomunista da Guerra Fria pela gentrificação e pelo individualismo de San Francisco, o diretor Philip Kaufman aliou o pavor tátil do áudio de Ben Burtt a uma poderosa metáfora política: a substituição de humanos pelo "povo-vagem" conformista e sem afeto nada mais era do que o anúncio da ascensão dos yuppies e do novo conservadorismo que dominariam as décadas seguintes.

sexta-feira, julho 24, 2026

Clipando #14: a pressão da "escola instagramável, os caminhos do pensamento matemático e a recuperação do livro na era digital



A rotina docente em tempos de hiperconexão exige mais do que apenas ensinar — exige espaço para refletir. Entre a pressão por uma “escola instagramável”, o resgate do livro impresso frente às telas e os caminhos para o ensino da matemática desde a infância, como construir uma prática pedagógica sustentável? Para conectar as principais discussões da área a estratégias reais de sala de aula, já está no ar o Clipando #14, clipping comentado de educação apresentado por esse humilde blogueiro produzido para o Sindicato dos Professores de Santos (Sinpro Santos). Disponível no YouTube e no Spotify, esta edição traz uma curadoria especial de análises para inspirar o fazer pedagógico.

terça-feira, julho 21, 2026

"Onguização" e "bolsonarização" da linguagem estão contaminando o jornalismo


No último domingo (19), a Folha de S.Paulo estampava em sua primeira página que o movimento político de Michelle Bolsonaro prometia ser "imparável". A absorção literal e desprovida de ironia de uma hipérbole bolsonarista pelo relato jornalístico é a ponta de um iceberg linguístico profundo. De um lado, a "bolsonarização" do jornalismo contaminou a cobertura de Brasília com o jargão da caserna — onde acordos viram "situações pacificadas" e parlamentares viram "tropas de choque". Do outro, a "onguização" da linguagem higienizou o debate social, substituindo denúncias de exploração por eufemismos burocráticos. Embora venham de polos opostos, ambos os fenômenos erodem a esfera pública ao desarmar a denúncia das desigualdades na base e transformar a política institucional do topo em um mero campo de batalha cognitivo.

Flávio lança candidatura dentro de um miasma neoliberal; a bola de cristal de Merval; cultura evangélica e crise do futebol brasileiro



Não podia ser melhor o lugar para Flávio lançar sua candidatura à presidência pelo PL: no verdadeiro MIASMA NEOLIBERAL de Capitalismo Periférico que representa o Mercado Livre Arena Pacaembu. E ainda no auditório “Mercado Pago Hall”, braço financeiro do argentino Mercado Livre. E com a presença prometida do próprio Milei! Venha discutir miasmas e sincronismos políticos e semióticos na Live Extra Cinegnose 360 #137, nessa quarta-feira (22/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Ainda ouvindo os ecos da Copa do Mundo, vamos discutir na “Conversas Aleatórias”, nas quais o participante pergunta e comenta no Chat. E depois, a Crítica Midiática: duas pragas na linguagem jornalística atual: “onguização” da linguagem e léxico bolsonarista da caserna; onde estão os “independentes” das pesquisas Genial/Quaest? Sabesp e o ecossistema financeiro do Banco Master; a bola de cristal de Merval Pereira: Globo joga a toalha; Truth Social de Trump quer vender informações privilegiadas ao mercado; Lula avalia faltar aos primeiros debates na TV; cultura evangélica contribui para crise do futebol brasileiro? E outras bombinhas semióticas.

sábado, julho 18, 2026

O que Walter Benjamin diria se assistisse a 'Toy Story 5'?



Ao trocar a melancolia do envelhecimento pela tirania dos algoritmos, “Toy Story 5” (2026) tenta atualizar o fôlego da franquia mais valiosa da Pixar, mas acaba tropeçando no próprio moralismo. Em uma Hollywood cronicamente incapaz de encarar crises sistêmicas sem reduzi-las a dilemas individuais, a nova aventura de Jessie e Buzz Lightyear contra a ameaça hipnótica das telas reduz o sequestro da atenção infantil a uma mera questão de "más companhias" e falta de limites parentais. Ao ignorar a arquitetura viciante dos gadgets para focar em uma caçada moralista por escolhas conscientes, a animação relega ao segundo plano o seu debate mais visceral: a atrofia do "faz de conta" diante do hiper-realismo digital — um diagnóstico sombrio que transforma o filme, ironicamente, no sintoma perfeito da industrialização e domesticação da infância outrora denunciadas pelo filósofo Walter Benjamin, especialmente em textos como "Brinquedos e Jogos" e "História Cultural dos Brinquedos".

Live Pós-Jogo às 19h: caso ICL: a confusão entre esquerda e progressismos; capitalismo total: agora Trump vende informações privilegiadas!



Graças ao Trump e sua “parceria” com Gianni Infantino/FIFA, a Live Cinegnose 360 #248, desse domingo (19/07), no YouTube e Facebook COMEÇARÁ ÀS 19HORAS. Uma final de Copa do Mundo com Show do Intervalo de meia hora, transformará um evento de futebol em um “Superbowl”: imagine se tiver prorrogação e pênaltis? Por isso, a Live COMEÇA ÀS 19h. Faremos um Pós-Jogo com Futebol, Cinema e Crítica Midiática. Depois das Conversas Aleatórias iniciais, vamos discutir dois filmes: “O Convite” (casamento tudo-ou-nada e a exaustão dos millennials) e “Toy Story 5” (o que Walter Benjamin diria dessa animação?). Na sessão dos livros do humilde blogueiro: “El Fútbol: mitos, ritos y símbolos” de Vicente Verdú. E na Crítica Midiática: racismo na Copa: como inflamar as redes com debates legítimos, mas oportunistas; Flávio Bolsonaro e a IA “padroeira do Brasil” para mulheres; Inversão ontológica: bolsonarismo contra bets e Governo Lula a favor; Xandão X Bolsonaro: como alimentar um “espantalho” das esquerdas; Caso ICL: a confusão entre esquerda e progressismos; as ironias do tarifaço de Trump; Truth Social: Trump vende informação privilegiada.

sexta-feira, julho 17, 2026

'O Convite': casamento tudo-ou-nada e a exaustão existencial dos millennials



O que acontece quando a utopia do "casamento perfeito" se choca com a exaustão existencial da geração Millennial? A resposta está em “O Convite” (The Invite, 2026), comédia dramática que transforma um jantar entre vizinhos em um campo de batalha conjugal. Adaptando o longa espanhol Sentimental (2020), a diretora Olivia Wilde e os roteiristas Rashida Jones e Will McCormack colocam em xeque o modelo do "casamento tudo-ou-nada" conceituado pelo psicólogo Eli Finkel. Entre o vocabulário terapêutico e o ressentimento silencioso, o filme contrapõe o puritanismo norte-americano ao apetite desinibido da personagem de Penélope Cruz. O resultado é uma radiografia precisa do mal-estar contemporâneo. No entanto, por trás de sua fachada desconstruída e provocativa, a produção acaba cedendo a antigos clichês hollywoodianos: permite a transgressão temporária apenas para restaurar a ordem e salvar a tradicional instituição da família.

terça-feira, julho 14, 2026

Mídia detona bomba semiótica para salvar o modelo extrativista de futebol periférico



Quando a mesa-redonda do SporTV mobilizou seus analistas para decifrar a semântica exata do "tu, finish" dito por Jorge Jesus a Neymar, o que parecia apenas preciosismo retórico revelou a engrenagem de uma sofisticada operação de controle de danos. Após a eliminação traumática do Brasil para a Noruega, a mídia esportiva corporativa colocou em campo uma verdadeira bomba semiótica de dispersão e contenção. Sob o pretexto de debater o destino do craque ou denunciar complôs externos (“VARgentina”), o malabarismo midiático opera para um fim muito específico: blindar a cúpula da CBF e salvaguardar o modelo extrativista — o "agronegócio da bola" — que esvazia a identidade nacional em nome do lucro imediato, convertendo o colapso estrutural do nosso futebol em um melodrama pop anestésico.

Mídia tenta salvar modelo extrativista do futebol brasileiro; STF quer transformar institutos de pesquisa em bets; bafão no canal do banqueiro do bem



A engenharia de opinião pública foi ativada após a eliminação do Brasil para a Noruega. Um caso clássico de bomba semiótica de dispersão e contenção: passa pano nas contradições internas, arruma um inimigo externo (o suposto favorecimento da “VARrgentina”) para salvar de questionamentos a estrutura extrativista do futebol brasileiro. Estrutura futebolística que acompanha o modelo econômico neoliberal periférico dominante de exportação de commodities. Ainda em clima de Copa discutiremos esse tema na Live Extra Cinegnose 360 #136, nessa quarta-feira (15/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Sempre com as trepidantes Conversas Aleatórias com o Chat. Depois, a Crítica Midiática: Janja apoia Michelle, “misoginia não tem lado”; Dez motivos para proibir as Bets; qual a ligação entre Bets e a guerra na Ucrânia? “Bafão” no canal do banqueiro do bem: Demori demitido em ano eleitoral; Neymar: o herói pós-meritocrático; STF quer premiar Institutos de Pesquisa que “apostam” melhor! E outras bombinhas semióticas.


sábado, julho 11, 2026

Vangelis; conto de Dickens: UE contra Zuckerberg; El Niño e Pânico Climático; República dos Dossiês: Flávio e Costa Neto; Haaland e o Peru


Como este humilde blogueiro costuma dizer, “regulamentação” virou uma expressão fetiche para racionalizar a irracionalidade do mercado. União Europeia “exige” que a Meta de Zuckerberg mude o “design viciante” do Facebook e do Instagram. E ameaça multar se a empresa não fizer nada, por prejudicar principalmente “pessoas vulneráveis”. Parece um conto de Natal de Charles Dickens: cobrar de Zuckerberg “empatia” por crianças e vulneráveis. Com esse conto moral começamos a Live Cinegnose 360 #247, nesse domingo (12/07), às 18h no YouTube e Facebook. Que tem o grego Vangelis na sessão dos Vinis e Cds: polissemia e a vida inautêntica. Depois, vamos analisar uma bateria de três filmes: “Pulse” (fantasmas e a solidão na Internet); “Omni Loop” (imortalidade quântica e paradoxos temporais) e Devoradores de Estrelas (o apocalipse como espetáculo confortável e “esportivo”). E depois, a Crítica Midiática: Mídia e Pânico Climático: quem destrói mais, o El Niño ou o Agronegócio? Waldemar Costa Neto, PF e o paroxismo da República dos Dossiês; Flávio Bolsonaro pede água na República dos Dossiês; Fenômeno Haaland no Peru explica volta da extrema direita ao poder; SportTV: ainda existe passa-pano de Neymar na mídia; “VARgentina”: passa-panos da CBF cortam os pulsos! E outras bombinhas semióticas.

O apocalipse como espetáculo confortável: o "heroísmo esportivo" em 'Devoradores de Estrelas'



Em meio ao clima vintage da Guerra Fria 2.0 e à acirrada disputa espacial entre Estados Unidos e China, a ficção científica recente deixou de ser mero entretenimento para se tornar uma poderosa engrenagem de opinião pública — uma estratégia para tornar a exploração cósmica um sonho amigável, justificável e lucrativo para o capitalismo financeiro. O filme “Devoradores de Estrelas” (Project Hail Mary, 2026) condensa esse zeitgeist de forma cirúrgica. Estrelada por Ryan Gosling, a obra equilibra-se entre duas forças simbólicas fascinantes: a secularização dos antigos sacrifícios ao Deus Sol, traduzida em uma missão científica suicida para salvar a Terra, e a "esportividade" tipicamente hollywoodiana, que neutraliza o pavor do isolamento cósmico e o choque do contato alienígena em um bromance leve e bem-humorado. No fim, o abismo existencial é domesticado e transformado em uma arena de soluções engenhosas, onde até a extinção planetária pode ser enfrentada com uma boa ironia.

sexta-feira, julho 10, 2026

Clipando #13: novo marco regulatório EaD e como letramento midiático pode combater vício das apostas



Já está disponível no YouTube e no Spotify a 13ª edição do Clipando, o clipping comentado e apresentado por este humilde blogueiro para o Sinpro Santos, que traz uma curadoria das notícias mais relevantes para a área da Educação. O programa tem como objetivo enriquecer a formação docente, oferecendo repertório, insights para a sala de aula e reflexões profundas sobre os impactos sociais no cotidiano escolar. Nesta edição, os grandes destaques ficam por conta de uma entrevista exclusiva com a Dra. Madalena Guasco sobre o novo marco regulatório do EaD, os resultados práticos da proibição do celular nas escolas após um ano de implementação e o debate sobre como o letramento midiático pode combater o avanço das apostas online entre os jovens.

terça-feira, julho 07, 2026

Trump e o "Fifagate"; DataFolha insiste no "Nem-Nem", Fatal Fans usa Corinthians para "brand laundering"; deu match na TV entre Felipe Melo e Neymar



Para a mídia, a Seleção sempre é desclassificada por obra de “vilões” (de Paolo Rossi, passando por Zidane, até chegar a De Bruyne, Petkovic e, agora, Haaland), e nunca por suas próprias deficiências. E o fim da Copa para a Seleção fica ainda mais doída depois da vitória épica dos “Hermanos” contra o Egito, mesmo com toda a “secação” canarinho. Por que os efeitos da corporatificação do futebol produzem ainda efeitos tão diferentes entre argentinos e brasileiros? Esse é um dos temas candentes que vamos discutir na Live Extra Cinegnose 360 #135, nessa quarta-feira (08/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Que começa com a extensão das Conversas Aleatórias Pré-Jogo do fatídico domingo. E depois, a Crítica Midiática: Por que DataFolha continua com a estratégia “ninista” (nem-nem)? O cartão vermelho na Copa, Trump, Fifagate e Lava Jato; Deu match na Globo Sport entre Felipe Melo e o choro de Neymar; Fatal Fans patrocina Corinthians: plataformização do sexo e brand Laundering; Hipertelia da comunicação alt-right: Flávio vai aos EUA suplicar fim do tarifaço... e outras bombinhas semióticas.

domingo, julho 05, 2026

Imortalidade quântica e paradoxos temporais em 'Omni Loop'



Em “Omni Loop” (2024), o diretor Bernardo Britto chuta o balde da lógica realista e exige que o espectador se transforme em um cinéfilo aventureiro, guiado puramente por metáforas, sentimentos e altos conceitos científicos. O longa desafia o público a aceitar premissas intencionalmente absurdas — uma cientista com um buraco negro crescendo no peito, um pesquisador que encolhe até o nível subatômico e um frasco misterioso de pílulas capaz de voltar cinco dias no tempo. A produção usa esse pacote de excentricidades como pano de fundo para construir um drama existencialista avassalador , muito além de uma história sobre um protagonista preso em um loop temporal. Ao cruzar a mecânica da imortalidade quântica com a melancolia literária de Kurt Vonnegut em “Matadouro Cinco” e os paradoxos temporais de “Em Algum Lugar do Passado”, “Omni Loop” transforma a ficção científica em uma poderosa e densa metáfora sobre a nossa incapacidade crônica de lidar com o luto e de deixar o tempo correr.

sábado, julho 04, 2026

Futebol com bombas semióticas no PRÉ-JOGO da Live Cinegnose 360




Nelson Rodrigues dizia que a Seleção era a “Pátria de Chuteiras”. Agora é a Pátria patrocinada por marcas do Vale do Silício que criam a tecnologia para aqueles outros patrocinadores que precarizam a própria vida da torcida. E isso não é nada: quando a Copa acabar, veremos um clube de massas, como o Corinthians, desfilando marcas da Fatal Fans e Fatal Models... Esse é um pouco do papo que vai rolar no PRÉ-JOGO de Brasil X Noruega na Live Cinegnose 360 #246, nesse domingo (05/07), MAIS CEDO, às 15h30, no YouTube e Facebook. Um Pré-Jogo com papos em torno de Futebol, Semiótica, Comunicação e Política. PRÉ-JOGO, até os times entrarem em campo e cantarem os respectivos hinos nacionais. Venha discutir Futebol com mais profundidade do que as mesas redondas de domingo pós-jogo! Futebol com bombas semióticas.

Fatal Fans fecha patrocínio com o Corinthians: plataformização do sexo e "brand laundering"


Enquanto os olhos do país se voltam para os gramados da Copa do Mundo, o Corinthians selou nos bastidores um polêmico contrato de R$ 22 milhões com a Fatal Fans, braço da maior plataforma de anúncios de acompanhantes do Brasil. O anúncio, estrategicamente amortecido pelo frenesi do torneio mundial, encerra semanas de crises internas, protestos de conselheiros e reuniões de emergência com o emblemático elenco feminino das "Brabas". Longe de ser apenas uma jogada de marketing esportivo, o acordo surge como o sintoma definitivo de uma transformação estrutural do século XXI: a era do capitalismo de plataforma, onde a moral tradicional é neutralizada pelo pragmatismo financeiro, o corpo passa pelo processo de "uberização" e as pautas de emancipação social são precificadas e absorvidas pela lógica implacável da performance.

terça-feira, junho 30, 2026

A mulher-bomba Michelle; o fim da "onda rosa" na AL; por que o cerco ao Almirante Othon continua? Cazé TV prova que a realidade não é maniqueísta



Realmente, as mulheres estão empoderadas!!! Depois de Karina Gama (o elo que uniria Prefeitura de SP, Flávio Bolsonaro e “Dark Horse”, com o escandaloso Vorcaro), Michelle é a nova mulher-bomba da República: suas publicações nas redes sugerem mais escândalos envolvendo o enteado. “A Verdade de Jesus Cristo vai prevalecer”, publicou. Essa alta rotação da estratégia de comunicação alt-right discutiremos na Live Extra Cinegnose 360 #134, nessa quarta-feira (01/07), às 18h, no YouTube e Facebook. Depois de mais uma “Conversas Aleatórias” também sobre Copa do Mundo, Semiótica e política, a Crítica Midiática: Michelle e a República dos Dossiês alt-right, o buraco nõ tem fundo: progressistas estão com saudades de Galvão Bueno! Por que Bolsonaro precisa de um revólver na prisão domiciliar? IA vai realizar a ficção do filme Minority Report? Estadão: de Think Tank a promotora de cursos de rentismo; Por que o cerco ao almirante Othon Pinheiro e o projeto nuclear brasileiro continuam? O fim da “onda rosa” na América Latina; o caso Cazé TV: porque o mundo não é maniqueísta.

sábado, junho 27, 2026

"Raimundos": Rock e mercado nos anos 90; Entrevista com Nildo Ouriques; o drama passoal "Flood the Zone" de Michelle; IA substituirá o Estado na Argentina


“Fogo no parquinho!”, exclama desde os “isentões” da grande mídia aos sites progressistas, celebrando um racha autodestrutivo da família Bolsonaro... só que não! Como sempre, um jornalismo que confunde narrativa com realidade. Enquanto Michelle compartilha seu “drama pessoal” em mais uma cortina de fumaça. Vamos discutir a semiótica política do vídeo de “Micheque” na Live Cinegnose 360 #245, nesse domingo (28/06), às 18h, no YouTube e Facebook. Uma Live Especial com uma ENTREVISTA COM O PROF. NILDO OURIQUES, da Universidade Federal de Santa Catarina sobre A REVOLUÇÃO BRASILEIRA. Vamos começar com os Vinis e CDs e o zeitgeist de “Raimundos”: Rock, Mercado nos anos 90. E depois da ENTREVISTA, vamos discutir dois filmes: “Dia D” (o puro suco de Spielberg: Ets empáticos, conspirações e nostalgia ideológica) e o J-Horror de “Pulse” (fantasmas, glitch e solidão na Internet). E na Crítica Midiática: a bomba semiótica do “drama pessoal” de Michelle; Globo News polariza terremoto na Venezuela; o Estado Digital de Milei, enquanto Faria Lima baba de inveja; Flávio promete governo de transição com EUA: tiro no pé? Cazé TV X Globo e o álibi das casas de apostas; Curto-circuito no jornalismo de personagens na Copa: jogador de Cabo Verde é alvo de denúncia de estupro.

Tecnologia do Blogger.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Bluehost Review