segunda-feira, março 23, 2026

Nova régua da educação: SinproSP oferece curso sobre Letramento Midiático com Wilson Ferreira


Olhamos, mas não vemos; enxergamos, mas não entendemos. É a partir desse diagnóstico sobre o analfabetismo funcional midiático que a Escola de Professores do SinproSP inicia, nessa quinta-feira (26/03), o curso “Alfabetização Visual, Audiovisual e Letramento Midiático”, ministrado por esse humilde blogueiro, colunista do Jornal GGN e editor do Canal Cinegnose 360 do YouTube. Com aulas síncronas e assíncronas, o curso busca combater o fenômeno do analfabetismo funcional midiático (e suas consequências políticas e educacionais), discutindo desde a desinformação até os vieses algorítmicos. Antecipando-se à grande mudança global do PISA, que a partir de 2029 passará a avaliar o letramento midiático com o mesmo peso de disciplinas tradicionais da base curricular. Uma nova régua para a educação. As inscrições já estão abertas no site do sindicato, com gratuidade para professores associados.

Começa na próxima quinta-feira, 26 de março, às 19h, online via Zoom, a primeira aula (síncrona) do curso "Alfabetização Visual, Audiovisual e Letramento Midiático" ministrado por Wilson Ferreira, professor universitário, colunista do GGN e editor/apresentador do canal de Cinema, Comunicação, Semiótica e Política Cinegnose 360.

O curso é promovido pela Escola de Professores do SinproSP – Sindicato dos Professores de São Paulo. Para realizar a atividade é necessária inscrição prévia para fins de emissão de certificado, além dos links de acesso à plataforma para assistir às aulas.

Professoras e professores associados ao SinproSP não pagam e os demais têm condições especiais. Consulte no site da Escola.

O curso aborda os fundamentos da linguagem visual e audiovisual, capacitando o aluno a ler criticamente imagens estáticas e em movimento. Explora o ecossistema midiático contemporâneo, discutindo desinformação, vieses algorítmicos, ética na produção de conteúdo e o papel da imagem na construção da realidade social.

O curso tem uma carga horária de 12 h/a, distribuída em cinco aulas assíncronas, acessadas pelos alunos após à primeira aula síncrona.

Alguns dos temas abordados serão: distinção entre informação, desinformação e má-informação; bolhas digitais e contínuo midiático atmosférico; o papel da mídia na formação da opinião pública e na democracia; diferença entre opinião e percepção - conceito de bomba semiótica; técnicas básicas de checagem de fatos (fact-checking).

O curso parte do diagnóstico do fenômeno do analfabetismo funcional midiático pelo fato de, desde o século passado, convivermos com veículos e dispositivos de comunicação intuitivos (do cinema aos dispositivos de convergência como smartphones, notebooks etc.), acreditamos que sabemos ler as informações através das interfaces tecnológicas. Porém, olhamos, mas não vemos; enxergamos, mas não entendemos – apesar de lidarmos com facilidade com gadgets tecnológico.

Lidamos com efeitos de conhecimento, mas não com o verdadeiro conhecimento: o letramento midiático e informacional - um conjunto de competências que permite aos cidadãos aceder, recuperar, compreender, avaliar e utilizar, criar e partilhar informações e conteúdos midiáticos em todos os formatos.



PISA vai avaliar Letramento Midiático

O curso acontece num momento em que o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (PISA) passa pela transformação mais ambiciosos para a próxima década: a partir de 2029, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) introduzirá oficialmente a avaliação de Letramento Midiático e Inteligência Artificial (MAIL - Media and Artificial Intelligence Literacy).

Pela primeira vez, competências propostas pela UNESCO para o século XXI serão medidas em escala global, ganhando o mesmo peso estratégico que disciplinas tradicionais como Matemática, Ciências e Leitura.

O conceito de Media and Information Literacy (MIL), defendido pela UNESCO, surgiu da necessidade urgente de capacitar cidadãos em um ecossistema de informação saturado e algorítmico. Para a OCDE, não basta mais saber ler um texto; é preciso entender quem o escreveu, com qual intenção e se ele foi gerado por uma máquina.

De acordo com o primeiro rascunho do framework para 2029, os estudantes de 15 anos não serão testados em sua habilidade de "usar aplicativos", mas sim em sua capacidade crítica.

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