Em 2001 Karl Rove, Vice-Chefe da Casa
Civil do presidente Bush, reuniu os chefões de Hollywood em Beverly Hills. Num
esforço de propaganda, Rove exigiu da indústria do cinema mais filmes sobre
família, heróis e ameaças externas. Foi o ponto de partida da onda de filmes de
super-heróis com franquias da Marvel e DC Comics. E a animação da Disney “Os
Incríveis” em 2004 fez parte dessa
agenda. Depois de 14 anos, “Os Incríveis 2” é lançado. Diferente do tom
motivacional das outras produções do estúdio Pixar, a franquia “Os Incríveis”
se distingue pela explícita temática social e política. Dessa vez, Mulher
Elástica é a protagonista, patrocinada por um megaempresário de uma rede de
comunicação numa estratégia de propaganda para reabilitar a imagem dos
super-heróis. E os problemas da família do Sr. Incrível às voltas com a opinião
pública, as leis e os políticos. Que se tornam inimigos tão nefastos quanto a
nova geração de super-vilões. “Os Incríveis 2” é um exemplo didático da “Agenda
Hollywood” proposto por Karl Rove: anti-intelectualismo e repulsa à política
como novas estratégias para conquistar as mentes de crianças e adultos. Pauta sugerida pelo nosso leitor Saulo Regis.
terça-feira, julho 31, 2018
Wilson Roberto Vieira Ferreira


































