Em 2009 o jornal inglês “The Telegraph” contou a pitoresca história de
um mafioso napolitano que ameaçava comerciante locais com um imenso crocodilo.
Qualquer um deles poderia ser a próxima refeição do bicho se não lhe pagasse
proteção. É melhor ser temido do que amado, como afirmava Maquiavel? Depois de
pouca mais de uma década de pauta diária com Mensalão e Lava jato, intimidação
virou um “modus operandi” tautista da Globo. Traquejo tão natural que até invadiu outras editorias. Assim como a hábito do cachimbo entorta a boca. Até
na cobertura da Copa da Rússia. Às vésperas do jogo das oitavas do Brasil contra
o México, a Globo colocou sob suspeita o árbitro italiano em possíveis
conspirações no VAR (árbitro de vídeo) e, de quebra, requentou notícia antiga
sobre suposto envolvimento de jogador mexicano com cartéis de drogas. A Globo
apresentou o juiz e o jogador para o seu “crocodilo napolitano” intimidando-os
caso se intrometessem em seus interesses? Na verdade a mensagem da Globo não
foi para nenhum dos dois. Foi para os seus potenciais inimigos internos.
Principalmente porque, ao contrário da Copa de 2014, agora o sucesso da Seleção
é estratégico para Globo e mercado publicitário.
quarta-feira, julho 04, 2018
Wilson Roberto Vieira Ferreira



































