Assim como na Copa de 2014, mais uma vez Neymar sofre uma contusão que
o retira de uma cena catastrófica: lá atrás, livrou-se dos humilhantes 7 X 1 contra a
Alemanha; hoje, escapa de mais uma possível derrota para o Real Madrid que tiraria o PSG
da Champions League. O que tornaria ainda mais pesado o clima do craque com a
imprensa francesa. Mas parece que os interesses dos gestores da imagem do
jogador (o “Neymarketing”) estão se alinhando à estratégia diversionista da
grande mídia num momento de intervenção militar no Estado do Rio – ponto de
inflexão que representa o “laboratório” para “melar” as eleições desse ano pela
criação de inimigos internos: favelas e crime organizado. No dia da cirurgia do
jogador em Belo Horizonte, o veterano repórter esportivo Mauro Naves
protagonizou ao vivo uma desajeitada tentativa para criar um suposto clima de
comoção popular na frente do hospital. Sem um evento real, restou a
mise-en-scène e o não-acontecimento tautista: jornalista entrevistando outro
jornalista e as indefectíveis crianças com camisetas amarelas.
domingo, março 04, 2018
Wilson Roberto Vieira Ferreira



































