Temer, Rodrigo Maia, Dória Jr., Lula, FHC, Mário Covas. O que esses
políticos têm em comum com as evoluções e regressões da teledramaturgia,
principalmente da Globo, que moldou o imaginário coletivo brasileiro? Partindo
da premissa de que por décadas a percepção do brasileiro médio foi moldada pela
teledramaturgia, será que a performance dos políticos refletiria as mudanças
das técnicas de atuação dos atores nas novelas? Ou em outros termos: será
que a verossimilhança e a credibilidade dos discursos e performances que
levaram esses políticos à cena pública é tirada do realismo ou do melodrama da
linguagem das telenovelas? A canastrice entra em cena na política e torna-se um
fenômeno pouco discutido pela ciência política ou propaganda. Um elemento
subliminar: até que ponto políticos canastrões, caricaturas de caricaturas,
ganham força não por ideologias ou virtudes, mas pela semelhança com a
canastrice original do cinema e TV?
sábado, fevereiro 24, 2018
Wilson Roberto Vieira Ferreira



































