À
primeira vista a explosão de uma bomba caseira atada ao corpo de
um homem em estação de ônibus e metrô em Nova York parece ser mais do mesmo: um
não-acontecimento (aqueles fatos que são relações públicas de si mesmos) com
timing, ambiguidades, anomalias, a indefectível narrativa do “lobo solitário” etc. E um
homem que se explode “acidentalmente” e sobrevive apresentando um aspecto de um
personagem de desenho animado chamuscado. Mas Donald Trump deu o toque de
novidade: imediatamente após o suposto atentado, um tweet no qual o próprio
presidente sugere que o episódio foi uma “fake news”, atacando os canais CNN e
MSNBC. Uma curiosa “Meta-False Flag”? Por que Trump acusa de “fake news” um
episódio no qual saiu ganhando? Para a grande mídia, o “atentado” foi
retaliação contra o anúncio da transferência da embaixada dos EUA para cidade
santa de Jerusalém. Ou mais um “não-acontecimento”, desta vez com objetivo de desviar a atenção
da opinião pública da derrota norte-americana diante da tática de dissuasão
nuclear da Coréia do Norte?
quinta-feira, dezembro 14, 2017
Wilson Roberto Vieira Ferreira


































