Um
repórter cobrindo ao vivo um congestionamento de empilhadeiras em um depósito
central de produtos vendidos pela Internet. Enquanto isso, uma outra repórter
foi destacada para ficar o dia inteiro numa espécie de “sala de guerra” na
qual, através de um telão, as vendas e os números acumulados dos valores dos descontos eram acompanhados em tempo real . Agora o viés da grande mídia para a Black
Friday virou uma espécie de Teleton comercial. Só que ao invés de um evento em
prol de crianças que necessitam de cuidados especiais, agora virou uma espécie
de contagem progressiva de um País que estaria saindo da crise. Basta um
simples exercício de jornalismo comparado para perceber a radical mudança de
viés, principalmente da Globo: se de 2010 a 2015 (período do jornalismo de
guerra e de esgoto) era “Black Fraude” e “Black Friday da crise”, agora tornou-se
indicador de um País que lentamente estaria saindo do buraco depois da
“irresponsabilidade fiscal” do passado. Além de revelar mais uma contradição em
que a Globo se mete: ao mesmo tempo que pede a cabeça de Temer para aparentar
imparcialidade, tem que defender as reformas daquele que supostamente quer
derrubar.
sábado, novembro 25, 2017
Wilson Roberto Vieira Ferreira


































