Depois de explorar as mazelas do sexo e
da vida, a última fronteira da TV é a morte. Mas não a das vítimas, mas
daqueles que querem dar cabo das suas próprias vidas. Depois de décadas de
críticas e sátiras cinematográficas ao gênero televisivo do reality show, “Essa
é a Sua Morte” (2017) evoca a tendência atual do “Wokesploitation” – chamar a
atenção das injustiças da mídia e sociedade por meio da hiper-violência e muito
sangue, como na franquia “Uma Noite de Crime”. Mas é um reality show sobre
suicidas endividados através do viés “camp”, “trash” como fosse uma típica “soap
opera” norte-americana. Um filme que vai além da crítica ao reality show:
mostra a fase terminal da TV, agora obcecada em procurar de forma tautista “a
realidade do real” numa sociedade na qual a morte se tornou mais lucrativa do
que a vida, seja no sistema econômico quanto no político.
sábado, setembro 30, 2017
Wilson Roberto Vieira Ferreira



































