Desde “A Noite
dos Mortos Vivos” (1968), filmes sobre pragas zumbis e contaminações virais se
consolidaram como um subgênero do terror com uma característica recorrente: o
foco narrativo sempre está nos sobreviventes ou cientistas que tentam salvar o
mundo através da racionalidade ou da coragem. “O Sinal” (The Signal, 2007) subverte
esse cânone do terror: o que aconteceria se um filme se concentrasse no ponto
de vista dos zumbis? Como eles veem a si mesmos? Para eles quais seriam as
fronteiras entre normalidade e loucura? O resultado é um filme sem
heróis: apenas pessoas normais que não possuem a menor consciência de que foram
contaminados por um misterioso sinal transmitido pela TV e dispositivos de
áudio como CD players e de comunicação como telefones e rádios. “O Sinal” apaga
a fronteira entre a normalidade e a loucura. Mas não espere zumbis canibais se arrastando
pelas ruas – apenas pessoas aparentemente normais e até com intenções altruístas.
Mas de repente podem matar impiedosamente aqueles que supostamente estejam no
caminho da sua felicidade. Outro filme sugerido pelo nosso implacável leitor
Felipe Resende.
terça-feira, setembro 19, 2017
Wilson Roberto Vieira Ferreira



































