O mundo das
altas finanças está de olho no ensino superior brasileiro: empresas de private
equity, banco de investimentos e fundos de investimentos nacionais e
estrangeiros estão por trás dos grandes grupos da oligopolização do setor. Para
justificar a tendência consultores, analistas, conselheiros e gestores falam em
“inserção do ensino superior no mundo global”, “internacionalização do ensino
superior”, “cooperações vencer-vencer” etc. Como sempre, a verdade está em
outra cena: descobriram que a educação é o melhor negócio (legal) de todos os
tempos. Diferente de muitos outros negócios, a sua mão de obra (a resiliência
dos professores), sua “clientela” (alunos que tendem a esquecer) e o seu insumo
(a liquefação do conhecimento em informação) são bem peculiares. O que tornam
as possíveis resistências, críticas ou até mesmo ativismos fáceis de serem
geridos. Vamos listar cinco peculiaridades que tornam a educação um negócio
imperdível: a folha de parreira da titulação, a Síndrome da Vida de Inseto, a
amnésia discente, ausência de espírito de corpo e o fetiche da “uberização”
tecnológica da educação.
segunda-feira, julho 31, 2017
Wilson Roberto Vieira Ferreira



































