Mais um filme
japonês que trabalha com simbologias alquímicas de transmutação pessoal.
Adaptado de um mangá homônimo e iconografia inspirada no filme “Beleza
Americana”, “Helter Skelter”(Herutâ Sukerutâ, 2012) do diretor e fotografo Mika
Ninagawa é um exemplo de como a cultura japonesa conseguiu filtrar a sociedade
de consumo ocidental através de valores milenares, combinando tudo isso com
cenários futuristas e distópicos: uma top model chamada Lilico, ícone dos
adolescentes conectados 24 horas em dispositivos moveis atrás de mexericos de
famosos, é uma celebridade de capas de revistas, publicidade e TV, cuja beleza
esconde um sinistro segredo – uma clínica de estética com revolucionário método
combinando tráfico de órgão e placentas humanas, no qual corpos são
reconstruídos como verdadeiros frankenteins. Uma modelo que se transforma numa
gueixa pós-moderna, uma máquina de processamento de desejos de milhões. A beleza leva a juventude
para o fundo do poço, onde destruir a si mesmo é a única saída: no caso de
Lilico, quando sorri, na verdade está gritando.
sexta-feira, junho 30, 2017
Wilson Roberto Vieira Ferreira



































