O muro do monopólio da Rede Globo está
trincando. Nos últimos dias, uma série de fissuras começaram a surgir: o
histórico cancelamento do clássico Atletiba como reação ao monopólio das
transmissões esportivas da emissora; o impeachment mal sucedido no Corinthians, no ápice de recorrente pauta negativa da emissora envolvendo a arena do Itaquerão; e o
crescimento exponencial do carnaval de blocos, atraindo verbas publicitárias
que migram do sambódromo para as ruas, ameaçando um dos principais produtos oferecidos
pela emissora ao mercado. Por trás dessas fissuras estão tecnologias de
convergência, mídias sociais, empreendedorismo e competição. Tudo aquilo que o
telejornalismo e colunistas globais raivosamente defendem como o futuro ético
para o País. Mas que, na prática, o monopólio tautista da Globo foge, assim
como o diabo foge da cruz.
quinta-feira, fevereiro 23, 2017
Wilson Roberto Vieira Ferreira



































