Poucos meses
depois da suspeita de ter matado a própria namorada, Nancy Spungen, o baixista
da banda punk Sex Pistols, Sid Vicious, morreu numa overdose de heroína aos 21
anos. O que lhe valeu um lugar no panteão dos ícones trágicos, ao lado de James
Dean, Marilyn Monroe e Elvis Presley. Nele, lixo e fúria se encontraram em um
drama muito maior do que a história de um menino que não estava preparado para
a fama. “Sid & Nancy – O Amor Mata” (1986), de Alex Cox, mais do que um
Romeu e Julieta entre cuspes e palavrões, expõe um drama arquetípico para todas
as sociedades: o drama gnóstico do último grito de revolta do jovem antes de
ser sacrificado nos rituais de passagem para a vida adulta sem esperança. E
como a Luz espiritual do jovem (alegria, confiança, boa fé, fúria e revolta) é
roubada como combustível que dá vida a uma indústria de entretenimento vazia,
assim como mostrado em filmes gnósticos como “Show de Truman” e “Matrix” –
protagonistas prisioneiros para servirem de estoque de energia para manter funcionando
seja um reality show ou um mundo virtual.
sexta-feira, novembro 18, 2016
Wilson Roberto Vieira Ferreira



































