Aproveitando-se
do impacto do dilúvio de e-mails liberados pelo “Wikileaks” em outubro (muitos dos quais
associados ao tema UFO) e pelas declarações de Hillary Clinton de que o Governo
liberaria informações sobre a questão ufológica, Donald Trump partiu para a
típica estratégia Smart Power de guerra total: um documento intitulado
“Programa de Salvamento” produzido por uma empresa de Inteligência e estratégia
dos EUA, supostamente vazado pelos hacker ativistas “Anonymus” e viralizando na Internet, prevê cenários de False Flag que permitiriam suspender
as eleições. Um deles, seria a “Operação Firesign” criada pela NASA – por meio
de hologramas 3D projetados na alta atmosfera simular uma invasão
extraterrestre. Na verdade, plágio explícito de um episódio da série “Star Trek: A Nova Geração”.
Tudo parece bizarro e risível, não fosse parte da tendência da “Smart Power” na
Política atual – tornar crível ou ambíguo e viral estratégias políticas por
meio de narrativas ficcionais da indústria do entretenimento. Por todos os
lados vemos a chegada da estetização midiática da política. No Brasil, Doria Jr.,
Crivella, Temer etc., todos baseados em personagens e narrativas de
entretenimento.
segunda-feira, outubro 31, 2016
Wilson Roberto Vieira Ferreira













































