Assim
como a Teratologia, ramo da ciência médica conhecida também como “ciência dos
monstros” (o estudo de como o meio ambiente pode produzir deformações pré-natal),
seria necessário um estudo sobre como as transformações dos ambientes
sócio-culturais alteram as expressões da monstruosidade e a sensibilidade ao
terror e o horror no cinema e audiovisual – a Cineteratologia. A partir de “A
Noite dos Mortos Vivos” (1968), de George Romero, acompanhamos a quebra o
paradigma da monstruosidade clássica e a criação de uma nova galeria de
monstros com mudanças estéticas (não são mais “disformes”, mas agora “informes”
– os chamados “monstros moles”) e éticas – o comportamento violento é
inimputável de qualquer julgamento moral. São apenas manifestações virais ou
predadores que lutam para sobreviver. Por que essa alteração na natureza da
monstruosidade moderna?
terça-feira, outubro 11, 2016
Wilson Roberto Vieira Ferreira













































