Em um dia o industrial sem indústria e rentista Paulo Skaf lançava a
campanha “Chega de engolir sapo” (ironicamente contra os juros altos) em frente
ao prédio da Fiesp diante de um enorme batráquio verde inflado. E no dia
seguinte a vereadora do PSOL/RJ Marielle Franco era executada com quatro tiros
certeiros na cabeça. Intensifica-se a guerra semiótica com a ocupação do campo
simbólico da sociedade pela direita. No primeiro caso, principalmente pela
ironia dos autores da campanha, uma mensagem prá lá de ambígua que ainda tenta
surfar na onda anti-PT/Lula, pela proximidade do “grand finale” da sua prisão.
E no trágico episódio do Rio, uma vítima exemplar, escolhida a dedo, para
detonar a “bomba identitária”, ato inaugural (assim como o “laboratório” da intervenção
no Rio) para “melar” a eleição desse ano através do discurso da ameaça de um
inimigo interno: o crime organizado. Fator até aqui ignorado pelos analistas
políticos, mas que tem parte importante na guerra semiótica brasileira, desde
os ataques de 2006.
domingo, março 18, 2018
Wilson Roberto Vieira Ferreira
































