O filme
“Matrix” (1999) dos Wachowskis já foi
dissecado e virado do avesso pela filosofia, misticisismo, esoterismo,
religião, inspirando até a Física sobre a possibilidade de o Universo ser,
afinal, uma gigantesca simulação computadorizada finita. Mas muito pouco ainda
se falou sobre o ponto de vista da Semiótica. O que é surpreendente, já que
Matrix parte de um pressuposto da ciência dos signos: não percebemos o real,
mas signos mentais da realidade. “Matrix” foi muito mais do que mais uma ficção
científica distópica. Na verdade os Wachowskis propuseram aos espectadores um
enigma, uma “narrativa em abismo”: a emoção e empatia do
público com o drama da Resistência na luta contra as máquinas é tirada da
própria experiência do espectador com o seu mundo atual: já vivemos situações
análogas, quando olhamos para o mundo real e o avaliamos não a partir dele
mesmo, mas a partir dos signos que já foram feitos anteriormente desse próprio
mundo. “Speed Racer” (2008), produção posterior à Trilogia Matrix, apenas confirmou
esse propósito da dupla de diretores.
sexta-feira, junho 23, 2017
Wilson Roberto Vieira Ferreira
































